OXI: MAIS BARATA E MAIS LETAL, DROGA PODE MATAR EM UM ANO


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Querosene, cal virgem e pasta de cocaína. Essa é a composição base do oxi (de “oxidado”), uma droga mais devastadora que o crack. Vendida desde a década de 1980 no Acre em formato de pedra, pode ser encontrada atualmente em grandes centros urbanos – como Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro – por apenas R$ 2.

Mais barato que o crack, o oxi possui um poder alucinógeno duas vezes mais forte que a cocaína em pó, que possui cerca de 10% de substância cocaína. Já o crack possui 40%. O oxi supera ambas: a substância cocaína chega a 80%, apesar de a pureza da droga ser baixa, decorrente da mistura de outras substâncias químicas. “Quando surge uma droga mais poderosa, mais barata e fácil de produzir, a tendência é que ela se dissemine”, afirmou Ronaldo Laranjeira, psiquiatra da Univesidade Federal de São Paulo (Unifesp), em entrevista a revista Veja.

Além disso, o efeito do oxi é rápido, a droga chega ao cérebro em poucos segundos e pode causar dependência logo na primeira vez que usado. Em contrapartida, o efeito também passa mais rápido, por isso a necessidade de consumir cada vez mais. Diferentemente do crack, o usuário ainda sente a necessidade forte de mesclar o oxi com outras drogas, principalmente cocaína em pó e álcool.

Ainda não há estudos conclusivos sobre o efeito da droga, mas por ser constituída por elementos químicos agressivos, afeta o organismo mais rapidamente. A única pesquisa conhecida sobre a droga, realizada pela Associação Brasileira de Redução de Danos, em parceria com o Ministério da Saúde, acompanhou cem pacientes que fumavam oxi. Resultado? Um terço dos usuários morreram no prazo de um ano devido ao consumo.

O oxi provoca ainda vômito, dores de cabeça, diarreia, aparecimento de lesões precoces no sistema nervoso central, rim, pulmão, fígado e degeneração das funções hepáticas. Além disso, os solventes na composição da droga podem aumentar seu potencial cancerígeno. Há também reações comportamentais: os usuários permanecem sempre nervosos e agitados durante e após o consumo da droga.

Os usuários apresentam dificuldade para respirar, a pele passa a ter uma cor amarelada, há perda dos dentes e queimaduras nos lábios. Em poucas semanas, o dependente emagrece rapidamente e inicia um processo de envelhecimento acelerado. Devido ao estreitamento dos vasos sanguíneos, aumenta a possibilidade de hipertensão e infarto e também pode provocar derrame e perda de memória.

E não para por aí: a fórmula da pedra varia de acordo com “receitas caseiras” de usuários. Já foram encontrados ingredientes como cimento, acetona, ácido sulfúrico, amônia, derivados de petróleo, cal, permanganato de potássio, solução líquida usada em bateria de carro e soda cáustica, além da mistura base. A variedade amplia os riscos à saúde e dificulta o tratamento.

Oxi por Crack

Pedro tinha 8 anos quando começou a fumar maconha. Aos 14, experimentou cocaína. Com 19, foi apresentado ao crack. “Eu fumava cinco pedras e bebia até 12 copos de pinga.” Em janeiro deste ano, seu fornecedor de drogas, em Brasília, passou a oferecer pedras diferentes, com cheiro de querosene e consistência mais mole. Pedro estranhou. “Dizia a ele que a pedra estava batizada, que não era boa. O cara me dizia que era o que tinha e ainda me daria umas (pedras) a mais.” Não demorou para Pedro notar a diferença no efeito. A nova pedra era mais viciante. Para não sofrer com crises de abstinência, dobrou o consumo para até dez pedras por dia. Descobriu então que, em vez de crack, estava fumando uma droga chamada oxi. “Quando soube, vi que estava botando um veneno ainda maior no meu corpo. Fiquei com medo de morrer.” Aos 27 anos, depois de quase duas décadas de dependência química, Pedro sentiu que tinha ido longe demais. Internou-se numa clínica.

A história de Pedro (nome fictício) ilustra o terror provocado pelo oxi, droga que está se espalhando rapidamente pelo Brasil. O oxi está sendo tratado pelos médicos como algo mais letal que o crack, considerado até agora a mais devastadora das drogas. Mas é consumido por pessoas que não sabem disso, porque é vendido em bocas de fumo como se fosse crack. “O oxi invadiu os postos de venda tradicionais. Isso preocupa”, diz o delegado Reinaldo Correa, titular da Divisão de Prevenção e Educação do Departamento de Investigações sobre Narcóticos (Denarc), da Polícia Civil de São Paulo.

A primeira apreensão confirmada do oxi em São Paulo ocorreu quase por acaso. Em março, a polícia apreendeu 60 quilos de algo que foi classificado como crack. O equívoco foi corrigido quando esse carregamento foi usado numa demonstração para novos policiais. “Queimamos algumas pedras e, pelos resíduos, concluímos que era oxi”, afirma Correa. Quase diariamente, a polícia de algum Estado do Brasil anuncia ter apreendido a droga pela primeira vez.

Trecho reproduzido do site da revista Época (14/05/2011)

http://tatodomundocomentando.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=427:oxi-mais-barata-e-mais-letal-droga-pode-matar-em-um-ano&catid=1:blogao&Itemid=155

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1 Comentário

  1. valeria falcao disse:

    Bom dia.
    Fico a imaginar a falta de fé dos nossos jovens e até mesmo dos adultos que vendem e consomem as drogas. Cada vez mais o demonio vai fabricando meios de tirar os filhos de Deus do caminho. Drogas mais fortes estão surgindo como o Oxi. Feliz de quem tem o remédio certo D E U S, J E S U S, M A R I A, J O S E, E S P I R I T O S A N T O e todos os santos e santas, anjos, arqanjos, querubins e serafins para sua defesa.
    Peço a todos que orem por eles pedindo perdão a Deus e perdoando. Pois o poder da oração pode livra-los dos vícios. Deus Seja louvado em sua infinita glória.Amém.

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