O episódio da transfiguração ocorreu após a confissão de Pedro Mt 16,16 “tu és o cristo filho do Deus vivo”, nela Pedro exprime que Jesus era aquele de quem a lei e os profetas falaram. Essa confissão foi feita também pelo centurião “verdadeiramente esse era o filho de Deus” Mt 15,39.
Jesus reafirma sua autenticidade de messias, o Cristo através do sofrimento e ressurreição Mt 16,21.
Em João 1,14 o evangelista nos diz que Ele é o verbo de Deus que se fez carne e habitou entre nós, ou seja, o eleito do Pai (Lc 9,35), para cumprir as promessas de Deus para com a humanidade. Ainda nessa passagem nos versos 28 a 36 vemos a manifestação da Trindade, O pai na voz, filho no homem (Jesus) e o Espírito na nuvem.
No texto Bíblico (Lc 9,28-36), vemos Pedro reconhecendo que Jesus era o enviado do Pai, pois assim como Deus falou a Moisés na montanha( na sarça ardente Êxodo 3,1-6) e a Elias,(também na montanha para resgatar Israel das mãos dos profetas de Baal I Reis 18,19.20-40),assim Pedro estava reconhecendo a continuidade e cumprimento das promessas de Deus. Por isso movido pelo Espírito, o apóstolo quer fazer tendas(para Jesus, Elias e Moisés) e ficar na montanha (monte tabor).
Deus sempre veio em busca do homem, e sempre escolheu e escolhe homens para serem instrumentos de resgate e salvação para seus irmãos, Moisés foi um deles.Ele foi chamado por Deus para tirar o povo do cativeiro e uma vez escolhendo-o esteve presente cotidianamente em sua vida. Assim falou Deus a Moisés: “Eis que me vou aproximar de ti na obscuridade da nuvem, a fim de que o povo ouça quando eu te falar, e para que também confie em ti para sempre” (Êxodo 19,9).
Deus queria que o povo confiasse em Moisés, porque ele iria falar através do mesmo, e assim acolhessem a lei e os ensinamentos do Senhor. Dessa forma Deus continua escolher homens dispostos a conduzir outros, rumo a terra prometida, para apropriarem-se daquilo que Deus tem reservado para cada um.
Moisés foi esse líder que falou ao povo em nome de Deus, entregou a lei, intercedeu quando o povo pecou (inclusive com sua própria vida), chorou, sofreu e dedicou toda sua vida a missão que Deus lhe havia confiado.
Moisés obedecendo a ordem de Deus em Num 21, 4-9, faz uma serpente e pendura numa Aste, para que todo aquele que a olhassem fosse curado, Moisés “aponta” a solução, a salvação para aquele povo não morrer. Vemos nesse trecho Bíblico uma fantástica prefiguração do filho do homem que foi pendurado no madeiro, onde todos nós picados pela serpente (pecado, satanás), tivéssemos uma chance, ao olhar e adorar o Cristo na cruz, João 3,14-16.
Dessa forma Jesus cumpriu o plano do pai, “tudo está consumado” e ensinou como deveríamos viver segundo o coração de Deus, assim nasceram às primeiras comunidades, que não só falavam de Jesus, mas davam o testemunho com sinais e prodígios Mc 16,17. Dessa maneira Deus estabeleceu a forma de vivermos como comunidade discipular, onde tem seus fundamentos no discipulado de Jesus e não só em seu seguimento.
A C.D. não tem como característica seguidores e admiradores, mas discípulos, aqueles que aceitam serem ensinados, formados,lapidados e dispostos a carregarem a cruz para serem nela crucificados, porque compreendem que não há glória sem calvário.
Assim como Moisés “apontou” para a serpente ela (C.D.) indica o caminho que chega ao mestre. “Nós somos uma seta de indicação para nossos irmãos, mostrando onde está Jesus”(G.R.), “Só é possível indicar o Senhor, se estivermos em intimidade com ele e soubermos onde Ele está” Por isso somos formados dentro da C.D. a sermos fies a Jesus e não nos desviarmos nem para esquerda e nem para a direita Josué 1,7
Comunidades existem muitas, mas a Comunidade Discipular é aquela que a isso se propõe, e a reconhecemos pelos frutos. “Pelos seus frutos o conheceis” Mt 7,20, esses frutos revelam onde está a C.D. Ela é um sinal visível e inconfundível da presença de Deus. “Ela revela o Cristo como PALAVRA e OBRA do Pai, assim estará revelando Deus aos homens, aos seus olhos e ouvidos, palavra e obra do Pai” (G.R.)
A C.D. é um oásis de Deus no deserto (desterro) em que nos achamos. Feliz daquele que a encontrou.
Mais Reportagens:
- A Igreja Católica nunca errou e jamais vai errar (Mãe santa e inerrante)
- A Congregação para o Culto Divino refletirá sobre a importância da adoração eucarística
- Você Acha Normal? NÃO? Então Fuja Dela: “Anorexia”
- COMO UMA DIOCESE ENFRENTA ACUSAÇÕES DE ABUSO POR UM PADRE?
- Tatuar com fé pode?
- Tendência homossexual não é pecado
- O pecado da preguiça. Parte 2
- História da Igreja Católica 31 – O Cânone das Escrituras



Tweet Isto
Compartilhar no Facebook
Salvar no delicious
Assinar Feed

1 Comentário