Ama a tua Igreja!


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Devemos entender que há um veredicto eterno que  acompanha a Igreja católica desde o nascedouro: As portas do inferno não prevalecerão contra ela! E isto vai à nossa frente. A certeza final da vitória nos deve servir não só de esperança, mas sim de meta.

Quando Jesus falou isto, estabeleceu uma chamada “cláusula pétrea”, ou seja, uma Palavra que não será revogada jamais, e nem mesmo se mil infernos a atacassem, nunca iriam conseguir derrubá-la. Claro que isto se fará sempre pelo sustentáculo de Deus. De fato, se fosse pela vontade humana, digo melhor, se fosse por considerar aquilo que nós temos feito pela nossa Igreja, certamente já o mundo a teria feito submergir. Entretanto Deus é fiel em Sua promessa, é atento e cioso na manutenção de Sua Palavra, e jamais irá permitir que forças ocultas a destruam. Nem ocultas nem visíveis. Nem espirituais nem materiais. Nem humanas nem infernais: nada poderá derrubar a Igreja de Jesus, a nossa querida Igreja Católica!

Há, porém, uma certa angústia que toma conta da gente, quando se vêem tantos descalabros sendo cometidos até mesmo em seu interior, e muitas vezes, antes de pegarmos o Rosário para rezar, parece nos dar uma vontade de pegar uma espada e ir a luta. Pelo menos um chicote, como fez Jesus, e expulsar os vendilhões da Igreja. Mas a prudência manda e a paciência exige que lutemos sim, não, porém com as armas da guerra física e do ódio – as armas de satanás – e sim com as armas do Amor pela oração. O que devemos entender, é que já está muito tarde para uma solução humana. Que já passou o tempo da grande cura, resta agora adentrar a última travessia. Como, porém, enfrentar a imensa tempestade que vem por aí, se nós vemos o casco da Barca de Pedro ainda cheio de rombos e lacerações? Se há gente dentro dela fazendo ainda mais furos?

Conta a história, pelas visões de Ana Catarina Emmerich, beatificada pelo Papa João Paulo II, que três ou quatro anos depois da morte de Jesus, quando começou uma perseguição atroz dos Seus seguidores, Lázaro, Maria e Marta foram presos pelos judeus e conduzidos ao alto mar e lá deixados num barquinho furado, sem remos, sem velas e sem condições de taparem os furos, para morrerem assim. Estavam junto com eles, um discípulo de nome Maximino, um cego curado por Jesus de nome Cheliônio e duas meninas. Mas consta que a barquinha, impelida por uma força sobrenatural, atravessou o mar em velocidade e foi aportar na França, onde hoje fica a cidade de Marselha. E tanto é verdade, que os vestígios e as construções da época deles, ainda se encontram lá, como testemunhas desta história.E você acha que a mesma força sobrenatural que impeliu aquela barquinha, não pode também fazer a mesma coisa com a grande Barca de Pedro?

Também é sabido que Noé ficou durante muitas décadas construindo a sua Arca, e certamente que quando a terminou, ela já estava podre em alguns lugares, e cheia de furos que normalmente deveriam tornar impossível a sua flutuação. Ademais, sem técnicas de construção naval, uma coisa gigantesca daquela, mais deveria parecer um monte de lenha ou madeira flutuante, que um navio, porque as proporções dela eram de um navio de grande calado como os de hoje. Mas vejam como Deus a manteve íntegra e flutuando! Ela cumpriu perfeitamente o seu papel, levando aquelas quatro famílias e aqueles animais ao porto seguro no Monte Ararat. Acham que hoje Deus não pode fazer o mesmo com aqueles que quer salvar? Melhor, com aqueles que querem se salvar?

Na verdade, a Igreja Católica de hoje, é também uma Arca, já há séculos em construção, mas embora velha, é grande e segura o suficiente para acolher a todos aqueles que quiserem chegar tranqüilos ao último porto, da última tempestade da terra. Visões que pessoas tiveram a respeito desta tempestade, nos dão conta de que – ao contrário do que possa parecer – ao invés de se desconjuntar na tempestade, a Barca de Pedro se tornará cada dia maior e cada dia mais sólida e mais bela mesmo na tormenta. Todas a milhares de pequenas canoas furadas que estarão também ao seu redor – falo de todas as seitas originadas da religião Católica – à medida que forem afundando poderão encontrar abrigo nela, pois, com toda certeza, há uma só barca, há um só porto seguro, e há um só ancoradouro ao final. A barca é a Igreja Católica; o porto seguro é o Coração de Jesus; o ancoradouro único é o abraço Eterno do Grande Pai. Mas todos são livres e melhor seria que entrassem agora na barca, porque depois, durante a tempestade, poucos conseguirão subir, pois haverá trevas por todos os lados. E somente a Barca de Pedro estará iluminada pela Luz de Jesus.

Na verdade, Deus pode fazer tudo sozinho, sem precisar de nós para coisa alguma. Entretanto Ele quer precisar da gente, quer a nossa participação, principalmente quer o nosso testemunho de fé. Quer o nosso amor pela Sua Igreja. De fato, o AMOR é uma força agregadora, que une e solda todas as coisas de bem. E será então nosso amor, pela nossa grande Igreja, a força, o “betume”, que unirá as diferentes peças desta Barca Segura,única, verdadeira e indestrutível, que nos levará durante esta última travessia. Tudo, pois, aquilo que nos leva a desunião, à confusão, à ruptura, deve ser evitado, eis porque Nossa Senhora nos pede tanto: Rezem, Rezem, Rezem, isto é, rezem muito, rezem o tempo inteiro, porque a oração é a força agregadora e também propulsora, que move o coração de Deus.

Mas não é somente a oração pela nossa Igreja o que Deus nos pede hoje, mas antes de tudo a coragem do testemunho. Testemunhar a nossa fé diante dos homens, até porque o próprio Jesus nos falou: Se alguém se envergonhar de Mim diante dos homens, também Eu me envergonharei dele diante do Pai. Ora, se aplicarmos esta Palavra à vida de muitos católicos de hoje, certamente teremos alguns milhões de homens e mulheres, das quais Jesus muito se envergonhará no dia do juízo! Entretanto dar testemunho de fé diante dos homens, não significa somente enfrentar com o Amor e a Oração às outras religiões que nos perseguem e caluniam, nem os algozes que nos matam, mas sim e antes de tudo, cumprir a Doutrina de Jesus, seguir os mandamentos da Lei de Deus e da Sua Igreja, o que implica em viver o Evangelho com a própria vida!!

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