Apóstolo da consagração ao Coração Doloroso e Imaculado de Maria


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         Apóstolo da consagração ao Coração Doloroso e Imaculado de Maria, Berta Petit exerceu influência, discreta mas real, à esta consagração. A Bélgica e a Grã-Bretanha corresponderam ao seu apelo, assim como alguns bispos franceses.

          Seu diretor espiritual era “simplesmente” o Cardeal Mercier, uma das figuras mais marcantes da época. Sua importância se deve ao fato de que no dia 7 de março de 1916, em plena guerra mundial, o célebre arcebispo de Malines se dirigiu a seus diocesanos nestes termos :
“Nós consagraremos a sexta-feira santa ao Coração Doloroso e Imaculado de Maria. Nós nos comprazemos em honrar a Imaculada Conceição da Virgem Santa e fazemos o que é justo e certo; além deste privilégio concedido gratuitamente por Deus (…), não nos esqueçamos do título conquistado por Maria, através de suas dores, para que sejamos reconhecidos. Transpassado pela espada do martírio interior, o Coração de Maria associou, voluntariamente – buscando a redenção de nossas almas -, sua compaixão à Imolação da Divina Vítima do Calvário.”

       Além disso, foi, provavelmente, sob a influência do cardeal, que Bento XV, um ano antes, expressou-se da seguinte forma:
     “Dirijamo-nos, confiantemente, ao Coração Doloroso e Imaculado de Maria, a dulcíssima Mãe de Jesus, para que, sob a sua intercessão, ela possa obter do Filho querido o fim imediato da guerra e o retorno da paz.”

      A mensagem dirigida a Berta Petit se resume em algumas frases. Durante o Natal de 1909, Berta recebeu a primeira revelação. Ela viu o Coração de Jesus ferido e o Coração de Maria transpassado por uma espada, e ouviu dos lábios de Jesus: 
    ”Fazei amar o Coração de Minha Mãe, trespassado pelas dores que dilaceraram o Meu.”

       No dia 7 de fevereiro de 1910, a jovenzinha viu os corações de Jesus e Maria unidos, fundidos um no outro e, por cima deles, uma pomba, simbolizando o Espírito Santo, quando Berta, mais uma vez ouviu a voz de Jesus:
     “É preciso pensar no Coração de Minha Mãe como tu pensas no Meu; viver nesse Coração, como tu vives no Meu, entregar-te a este Coração como tu te entregas ao Meu. É preciso difundir o amor deste Coração inteiramente unificado ao Meu.” Este Amor será para ti e para o mundo, uma fonte de graças e atrairá grandes bênçãos. Entrega-te ao meu Amor. O desejo de meu Coração te será confiado.

     Na festa da Páscoa de 1911, Berta estava em Roma. Os Corações de Jesus e Maria lhe aparecem novamente, encimados por uma pomba e, como da primeira vez, é o Filho quem se manifesta:
     “Dando João como filho à Minha Mãe, não lhe estava confiando a Maternidade Dolorosa e Imaculada do mundo inteiro?”

Fonte: Um minuto com Maria

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