ROMA, quinta-feira, 6 de maio de 2010 (ZENIT) – Para o arcebispo Georges Casmoussa, de Mossul, no Iraque, o governo e as forças de segurança do paÃs não são capazes de proteger os cristãos dos fanáticos fundamentalistas decididos a expulsá-los do paÃs.
O prelado falou de um possÃvel conflito entre terroristas anticristãos e alguns partidos polÃticos marginais e criticou as autoridades, dizendo que estariam “muito ocupadas organizando encontros” para que pudessem garantir a segurança das minorias iraquianas.
Falando à associação humanitária internacional Ajuda à Igreja que Sofre (AIS), que presta auxÃlio aos cristãos em dificuldades em todo o mundo, o prelado sÃrio-católico afirmou que a falência do exército, da polÃcia e do governo no Iraque em termos de cooperação “abriu as portas para a atuação dos terroristas”.
O prelado, que pediu a intervenção das Nações Unidas para proteger as minorias, falou à AIS, após visitar no hospital algumas das vÃtimas do atentado ocorrido no último domingo, que teve como alvo um comboio de ônibus que transportavam estudantes.
O atentado foi o último de uma série de ataques contra cristãos que segue desde 2004 e tem se intensificado, como parte de uma campanha que aparentemente visa varrer os cristãos da região.
“Estamos chocados com o ocorrido, e cheios de tristeza por aqueles que têm sofrido tanto – declarou o arcebispo Casmoussa. Nossa impressão é que aqui já não há um governo central. As autoridades estão muito ocupadas organizando encontros e não fazem o necessário.”
“O exército não se alinha ao governo e o governo não se alinha à polÃcia – lamentou. Há pessoas que atuam com responsabilidade, mas não há coordenação entre suas ações, e isto abre as portas aos terroristas”.
O prelado acrescentou ainda que “que alguns partidos polÃticos estão ligados à s ações terroristas, e por vezes os assassinatos são cometidos em nome de partidos polÃticos”.
O arcebispo criticou o fato do governo não ser capaz de levar os criminosos à justiça. “Pedimos ao governo central que encontre os responsáveis, e que eles sejam julgados com base no direito internacional.”
“Os julgamentos devem ser abertos e públicos – concluiu. Pedimos à s Nações Unidas – e aos EUA, que são os responsáveis pela situação – que socorram as minorias, em especial os cristãos.”
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