Os visitantes de Paraty, no sul do estado, se surpreendem com uma exposição de arte sacra que reúne mais de cem peças restauradas, um minucioso trabalho de recuperação do acervo das irmandades religiosas da região.
Conhecida pela riqueza histórica e arquitetônica do casario, Paraty, no sul do estado, atrai turistas de todo o mundo. Agora, a cidade ganhou um atrativo a mais: a exposição no Museu de Arte Sacra reúne 150 peças restauradas, uma homenagem aos integrantes das antigas irmandades religiosas de Paraty. Um minucioso trabalho de recuperação do acervo levou um ano para ficar pronto.
“A gente privilegiou as peças que estavam mais danificadas e necessitando de restauração”, conta o diretor do Museu de Arte Sacra, Júlio César Dantas.
Os visitantes podem apreciar objetos litúrgicos que fizeram parte da história da cidade entre os séculos 18 e 20. A urna do santíssimo em estilo neoclássico se destaca pela beleza. O móvel era usado para colocar as hóstias consagradas na Quinta-Feira Santa.
A imagem de São Pedro vestindo o hábito franciscano também faz parte do acervo. Entre tantas peças valiosas, o retábulo de Santa Rita é uma das que mais chamam atenção pela riqueza dos detalhes. Todos os castiçais foram recuperados e parte da restauração foi registrada em fotos para que os turistas conheçam um pouco da técnica.
A curiosidade dessa mostra é que, ao contrário do que acontece em outros museus, o acervo faz parte da história da comunidade e está presente na vida de cada morador. Isso porque as peças não ficam apenas expostas, mas também são usadas nas festas religiosas da cidade.
“Ele passa a maior parte do ano no museu, mas também a cada festa que se realiza em Paraty, e são muitas festas durante o ano, ele é reutilizado, ele sai. E é usado nas procissões e nas celebrações”, afirma a coordenadora técnica do Iphan, Claúdia de Torino.
Para os visitantes, a exposição é uma viagem ao passado. Quem teve a oportunidade de passar pelo local ficou encantado com o que viu. “A cidade em si já é um pedaço da história do nosso país e poder visitar um local com peças bem conservadas ajuda a completar a história da cidade. É muito bacana”, elogia um visitante.
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Fonte: Bom dia Rio
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