Benoît rencurel – guia espiritual na escola de nossa senhora de laus


Print Friendly

Foi este isolado lugarejo que Nossa Senhora escolheu para aparecer e promover um outro “Bom Encontro”, servindo-Se de uma menina pastora iletrada chamada Benoite Rencurel. A Santíssima Virgem revelaria depois à Sua menina: “Eu pedi Laus a Meu Filho para a conversão dos pecadores e Ele vos concedeu para mim”.

O sofrimento foi uma constante na vida de Benoite. Desde os primeiros anos de vida sempre conviveu com a dura realidade de sua extrema pobreza, agravada por ocasião do falecimento de seu pai quando ela tinha apenas sete anos.

Nasceu em 1647, em setembro, dois meses antes do nascimento de Santa Margarida Maria, outra futura confidente do Sagrado Coração.

A jovem Benoîte era, para os outros, guia espiritual e doce, bem mais doce do que lhe aconselhara a Senhora, no Laus. (…)

A Virgem Maria perseverou insistentemente em fortalecer o caráter da vidente, sempre muito emotiva.
Os pecados dos homens e sua dificuldade em se arrepender, entristeciam profundamente a jovem pastora. Era comum, encontrando-se isolada e esconsa, que ela chorasse lágrimas ardentes, para prantear sobre o pecado do mundo. A boa e santa Mãe dizia à Benoîte, com frequência, que as orações elevadas a Jesus, quando se está triste ou com rancor no coração, não lhe eram agradáveis e que estas orações perdiam sua força, afogadas na mágoa e na angústia.

Benoîte, pouco a pouco, aprendeu a amar, incansável e ardentemente, a querer compreender o seu próximo, a confiar nele e a não trazer desespero a ninguém.

Sabe-se que Benoîte, a pastora, tem o dom de conquistar o íntimo das almas. Ela foi chamada para guiar os pecadores. (…) Dirigir-se aos peregrinos para lhes revelar o que acontece em suas vidas, no âmago de suas existências, não era tarefa simples, fácil para ela: e Maria deveria incentivar a vidente nesta missão, a serviço dos peregrinos. “Não foi fácil para ela, mostrar ao próximo os pecados cometidos, pois acreditava ser indigno, de sua parte, sabendo-se uma pecadora, de se meter na vida de outros pecadores menores, corrigindo-os. Benoîte rezou muito para que eles se sentissem tocados pelas inspirações de suas próprias almas, evitando que ela fosse obrigada a se dirigir a eles. Entretanto, quando falava com eles, sentia-se aflita como se estivesse efetuando um grande pecado, objeto de suas confissões e prática de mortificações que expiassem tal afronta.”

A vidente nos explica o que sente: “A Mãe de Deus me recomenda que aja desta forma, e ela fala com um ar tão terno e doce, que eu não consigo acreditar que seja um desejo seu, absoluto, e quando não consigo obedecer, ela me repreende, sem se zangar e eu, envergonhada em ter que prevenir ou admoestar as pessoas, muitas vezes espero uma nova ordem e, só então, obedeço.”
Esta dificuldade que a oprime, de revelar ou de lembrar aos pecadores, as suas faltas, é, ao meu entender, uma das chaves do êxito da vidente, junto a eles. Benoîte não chega às pessoas com arrogância. Ela não vem para dar-lhes lições de comportamento. Tampouco vem para julgá-los. vem para designar os erros das pessoas, apenas para sentir-se aliviada. Ao contrário: a jovem se aproxima, essencialmente, convencida que ela própria é muita mais pecadora do que qualquer outra pessoa. O outro, então, sente, não somente que alguém se une a ele, em sua miséria, mas consegue divisar um caminho aberto para a esperança de se ver, enfim, reconciliado consigo mesmo, com seu próximo e com Deus. Ele está pronto, preparado para a experiência da misericórdia.

Deparando-se com um venerável homem que trajava vestes semelhantes às de um bispo da Igreja primitiva

Um dia a menina viu alguns homens indo para sua casa. Ela correu para avisar a mãe, lutando contra um deles que se atreveu a oferecer o seu dinheiro em troca de sua força. Benoite e sua família composta por doze pessoas, que até então viviam em dolorosa penúria, aceitou a proposta de pastorear ovelhas para dois patrões ao mesmo tempo. Assim, em meio à privação, sacrifício e oração a futura Santa foi predestinada e sendo preparada para a missão que desempenharia.
Em maio de 1664, aos dezessete anos, quando cuidava de seu rebanho e rezava o terço, sua devoção favorita, repentinamente deparou-se com um venerável homem que trajava vestes semelhantes às de um bispo da Igreja primitiva. Ele veio até ela e disse: “Minha Filha, o que você está fazendo por aqui?”

“Estou cuidando de minhas ovelhas, orando a Deus e à procura de água para beber”.

“Eu vou tirar água para você”, responde o homem idoso. E ele se dirige até à beira de um poço que Benoite não tinha visto.

“Você é tão bonito!” disse ela. “Você é um anjo, ou Jesus?”

“Eu sou Maurice (Saint Maurice, ou São Maurício), a quem a vizinha capela (então em ruínas) é dedicada… Minha filha, não volte a este lugar. Faz parte de um território diferente, e os guardas tomariam o seu rebanho, se a encontram por aqui. Vá para o vale acima em Saint-Étienne. Lá você verá a Mãe de Deus.”
Mas Excelência, Ela está no céu. Como eu poderei vê-La onde dizes?”

“Sim, Ela está nos céus, na terra, e também onde Ela quer.”

De frente a pequena gruta que estava no local, a menina viu uma Senhora de beleza incomparável trazendo uma não menos bela Criança em suas mãos

Bem cedo, na manhã seguinte, Benoite conduziu o rebanho para o local indicado, o Vallon des Fours (Vale dos fornos), assim chamado porque no alto do morro deste vale continha gesso, que os habitantes da aldeia extraíam e preparavam para utilizar em suas construções.
Benoite tinha chegado apenas à frente de uma pequena gruta que estava no local quando ela viu uma Senhora de beleza incomparável trazendo uma não menos bela Criança em suas mãos.

Ela ficou encantada com a visão. Apesar da previsão do ancião (Saint Maurice) do dia anterior, a ingênua menina pastora não podia imaginar que estava agora na presença da Mãe de Deus. Pensou que estava diante de uma mera mortal, e disse muito inocentemente:

“Bela Senhora, o que está fazendo aqui? Veio comprar gesso?”

Em seguida, sem esperar por uma resposta, ela acrescentou com espontaneidade: “a Senhora faria a gentileza de nos deixar pegar esta criança? Este menino iria nos deliciar a todos!”

A dama sorriu, sem responder. Fascinada, Benoite admirava a bela Senhora. Chegando o momento de sua refeição, ela tomou um pedaço de pão e disse:

“A Senhora gostaria de comer comigo? Eu tenho aqui alguns pãezinhos muito gostosos.”

A Senhora sorriu novamente e continuou deixando Benoite desfrutar de Sua presença, indo e vindo para fora da cavidade da rocha da gruta de onde apareceu. Benoite aproximava-se e se afastava dela. Depois, ao cair da tarde, a Senhora tomou a criança nos braços, entrou na gruta e desapareceu.

No dia seguinte e durante os próximos quatro meses, Benoite contemplou aquele lugar a alegria dos Anjos e os ornamentos do Céu. O rosto da menina pastora transfigurava-se no momento das aparições. Ela compartilhou sua felicidade com as pessoas do povoado com alegre simplicidade. Vendo a mudança característica que ocorre nos semblantes dos videntes, as pessoas começaram a perguntar, “O que ela está vendo? Seria a Santíssima Virgem que ela está vendo?” Benoite nunca ousou perguntar à Senhora quem era, contentando-se em desfrutar da alegria que a dama lhe proporcionava.

Antes de fazer de Benoite Sua amiga e dispensadora das Suas graças, a Santíssima Virgem acompanha dedicadamente a pastora, atraindo para Si a alminha da menina com irresistível atração. Em seguida, depois de dois meses de silêncio, fez dela sua aluna e começou a falar-lhe, a fim de ensinar, testar e incentivá-la.

Manifestando-se sobre aquela isolada montanha para uma menina iletrada, a Rainha do Céu condescendeu uma intimidade afetiva que seria surpreendente se nós não soubéssemos que a bondade de Maria não tem limites.

Com a doçura e paciência de uma mãe, Maria Santíssima formou gradualmente Sua escolhida, tendo em conta a futura missão que lhe estava predestinada

Um dia Nossa Senhora convidou Benoite para descansar ao lado dela. Cansada por brincar com o Menino, a menina pastora dormiu pacificamente sobre a orla do manto da Virgem. Em outra ocasião, com o objetivo de instruir as mães do povoado a ensinarem seus filhos a rezar, Maria Santíssima repetiu, palavra por palavra, a ladainha de Loreto. Instruiu também Benoite a ensinar as meninas de Saint-Étienne a irem à Igreja para lá com elas rezar e cantar todas as noites.

Com a doçura e paciência de uma mãe, Ela formou gradualmente Sua escolhida, tendo em conta a futura missão que lhe estava predestinada. A piedosa jovem era inculta, muito teimosa e muito impaciente. Antes da Virgem revelar pessoalmente Seu nome, iniciou Benoite o papel que ela deveria cumprir por toda sua vida: trabalhar na conversão dos pecadores através da oração, do sacrifício e de uma especial vocação — a exortação. Deus lhe concedera o carisma da leitura do coração.

Assim, muitas vezes a ela era dada a pesada tarefa de corrigir as almas das pessoas e divulgar a triste condição delas. Quando necessário, ela lembrava os pecados esquecidos ou escondidos de alguns e, dessa forma, exortava-as para se purificarem e se reconciliarem com Deus.

Entre muitas conversões, uma impressionante ocorreu não só para dar crédito à aparição, mas para a vidente também.

A Sra. Rolland, patroa de Benoite, uma mulher de posses que não tinha qualquer interesse em religião, queria ver por si mesma o que estava realmente ocorrendo no local das aparições.

Um dia antes do amanhecer, em segredo ela chegou antes de Beonite até a gruta e escondeu-se atrás de uma pedra. A menina pastora chegou alguns instantes mais tarde e logo já viu a Virgem Santíssima.

“Sua senhora está escondida atrás da pedra”, disse Maria. “Diga-lhe para que não mais blasfeme contra o nome de Jesus, porque se ela continuar agindo assim não haverá paraíso para ela: sua consciência está em muito mau estado, ela deve fazer penitência”.

A mulher, que tinha ouvido tudo, começou a chorar e prometeu mudar sua atitude. E realmente ela manteve sua palavra.

Um dia Nossa Senhora convidou Benoite para descansar ao lado dela. Cansada por brincar com o Menino, a menina pastora dormiu pacificamente sobre a orla do manto da Virgem. Em outra ocasião, com o objetivo de instruir as mães do povoado a ensinarem seus filhos a rezar, Maria Santíssima repetiu, palavra por palavra, a ladainha de Loreto. Instruiu também Benoite a ensinar as meninas de Saint-Étienne a irem à Igreja para lá com elas rezar e cantar todas as noites.

Com a doçura e paciência de uma mãe, Ela formou gradualmente Sua escolhida, tendo em conta a futura missão que lhe estava predestinada. A piedosa jovem era inculta, muito teimosa e muito impaciente. Antes da Virgem revelar pessoalmente Seu nome, iniciou Benoite o papel que ela deveria cumprir por toda sua vida: trabalhar na conversão dos pecadores através da oração, do sacrifício e de uma especial vocação — a exortação. Deus lhe concedera o carisma da leitura do coração.

Assim, muitas vezes a ela era dada a pesada tarefa de corrigir as almas das pessoas e divulgar a triste condição delas. Quando necessário, ela lembrava os pecados esquecidos ou escondidos de alguns e, dessa forma, exortava-as para se purificarem e se reconciliarem com Deus.

“Diga-lhe para que não mais blasfeme contra o nome de Jesus, porque se ela continuar agindo assim não haverá paraíso para ela: sua consciência está em muito mau estado, ela deve fazer penitência”
Entre muitas conversões, uma impressionante ocorreu não só para dar crédito à aparição, mas para a vidente também.

A Sra. Rolland, patroa de Benoite, uma mulher de posses que não tinha qualquer interesse em religião, queria ver por si mesma o que estava realmente ocorrendo no local das aparições.

Um dia antes do amanhecer, em segredo ela chegou antes de Beonite até a gruta e escondeu-se atrás de uma pedra. A menina pastora chegou alguns instantes mais tarde e logo já viu a Virgem Santíssima.

“Sua senhora está escondida atrás da pedra”, disse Maria. “Diga-lhe para que não mais blasfeme contra o nome de Jesus, porque se ela continuar agindo assim não haverá paraíso para ela: sua consciência está em muito mau estado, ela deve fazer penitência”.

A mulher, que tinha ouvido tudo, começou a chorar e prometeu mudar sua atitude. E realmente ela manteve sua palavra.

A Santíssima Virgem disse à menina pastora: “Diga às meninas de St. Stephen que cantem a ladainha da Santíssima Virgem na Igreja todas as noites, com a permissão do Prior, e você verá o que vai acontecer”
A notícia das aparições começaram a se espalhar e as pessoas comentavam por toda parte. Muitos acreditaram, mas vários permaneceram incrédulos e viam a menina pastora como uma falsa mística. Entre as muitas pessoas que apoiaram Benoite poucas foram as meninas de St. Stephen’s que, tal como ela, amavam Maria de todo coração.

De fato, uma vez que tinham aprendido a sua “lição”, a ladainha era cantada todas as noites co muita devoção.

Interessante observar que Laus está situada na diocese de Embrun. Desde 1638, ano da consagração da França à Maria Santíssima pelo Rei Luis XIII, a ladainha de Loreto era cantada regularmente na catedral de Embrun. Devido aos relatos das aparições, Francois Grimaud, magistrado de Avançon Valley, um bom católico e homem íntegro, decidiu instaurar um inquérito. Após um sério exame ele concluiu que Benoite não enganava ninguém, nem era uma impostora, muito menos uma doente mental. Ele também observou que a “Bela Senhora” não havia pedido a Benoite para revelar sua identidade.

A pedido do magistrado, embora isso custasse muito à Benoite, ela foi obrigada a perguntar: “Minha boa Senhora, eu e todas as pessoas neste local não sabemos quem é a senhora. A senhora é a Mãe de nosso bom Deus? Agradeceria muito se me dissesse que é, e construiremos uma capela aqui para homenageá-la”.

FONTE:SITES:
UM MINUTO COM MARIA; MENSAGENS DE MARIA

Mais Reportagens:

Faça um comentário