Madri, 25 mar (RV) – Os bispos espanhóis desceram em campo contra a prevista liberalização do aborto no país, com a revisão da lei atualmente em vigor, sancionada em 1985. A nova normativa, em estudos por parte do Governo socialista de José Luis Rodríguez Zapatero, estabelece que as mulheres não terão mais que justificar sua solicitação para interromper a gestação até a 14ª semana de gravidez.
A Conferência Episcopal anunciou a realização da uma campanha em todo o país, contra a iniciativa, ao mesmo tempo em que o bispo de Bilbao, Dom Ricardo Blázquez Pérez, definiu o aborto como parte de “uma cultura de morte da “civilização ocidental”, afirmando que ele pode ser comparado ao terrorismo, à guerra, à escravidão e às violências domésticas.
A verdadeira Justiça protege a vida do nascituro, sublinha numa nota, a Comissão para a Família, do Episcopado, enquanto o bispo de Orihuela-Alicante, Dom Rafael Palmero Ramos, convida todos os que participarão das procissões religiosas durante a próxima Semana Santa, a rezarem pela vida.
A cada ano, na Espanha, realizam-se 100 mil abortos, em grande parte para salvaguardar a saúde física e mental da gestante. (AF) EFE
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