Carnaval? Mulheres seminuas? Carnaval é um Pretexto Para Orgia! Comunidades que apoiam o carnaval? O que dizem os santos.


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“Revesti-vos da armadura de Deus, para que possais resistir às ciladas do demônio. Pois não é contra homens de carne e sangue que temos de lutar, mas contra os principados e potestades, contra os príncipes deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal (espalhadas) nos ares”. (Efésios 6,11-12)

Santa Faustina Kowalska diz: “Nestes dois últimos dias de carnaval, conheci um grande acúmulo de castigos e pecados. O Senhor deu-me a conhecer num instante os pecados do mundo inteiro cometidos nestes dias. Desfaleci de terror e, apesar de conhecer toda a profundeza da misericórdia divina, admirei-me que Deus permita que a humanidade exista” (Diário, 926).

Santa Margarida Maria Alacoque escreve: “Numa outra vez, no tempo de carnaval, apresentou-se-me, após a santa comunhão, sob a forma de Ecce Homo, carregando a cruz, todo coberto de chagas e ferimentos. O Sangue adorável corria de toda parte, dizendo com voz dolorosamente triste: Não haverá ninguém que tenha piedade de mim e queira compadecer-se e tomar parte na minha dor no lastimoso estado em que me põem os pecadores, sobretudo agora?” (Escritos Espirituais).

 

São Vicente Ferrer dizia: “O carnaval é um tempo infelicíssimo, no qual os cristãos cometem pecados sobre pecados, e correm à rédea solta para a perdição”.

O Servo de Deus, João de Foligno, dava ao carnaval o nome de: “Colheita do diabo”.

 

Santa Catarina de Sena, referindo-se ao carnaval, exclamava entre soluços: “Oh! Que tempo diabólico!”

 

 

São Carlos Borromeu jamais podia compreender como os cristãos podiam conservar este perniciosíssimo costume do paganismo.

 

 

Santo Afonso Maria de Ligório escreve: “Não é sem razão mística que a Igreja propõe hoje à nossa meditação, Jesus Cristo predizendo a sua dolorosa Paixão. Deseja a nossa boa Mãe que nós, seus filhos, nos unamos a ela na compaixão de seu divino Esposo, e o consolemos com os nossos obséquios; porquanto os pecadores, nestes dias mais do que em outros tempos, lhe renovam os ultrajes descritos no Evangelho. Nestes tristes dias os cristãos, e quiçá entre eles alguns dos mais favorecidos, trairão, como Judas, o seu divino Mestre e o entregarão nas mãos do demônio. Eles o trairão, já não às ocultas, senão nas praças e vias públicas, fazendo ostentação de sua traição! Eles os trairão, não por trinta dinheiros, mas por coisas mais vis ainda: pela satisfação de uma paixão, por um torpe prazer, por um divertimento momentâneo. Uma das baixezas mais infames que Jesus Cristo sofreu em sua Paixão, foi que os soldados lhe vendaram os olhos e, como se ele nada visse, o cobriram de escarros, e lhe deram bofetadas, dizendo: Profetiza agora, Cristo, quem te bateu? Ah, meu Senhor! Quantas vezes esses mesmos ignominiosos tormentos não Vos são de novo infligidos nestes dias de extravagância diabólica? Pessoas que se cobrem o rosto com uma máscara, como se Deus assim não pudesse reconhecê-las, não têm vergonha de vomitar em qualquer parte palavras obscenas, cantigas licenciosas, até blasfêmias execráveis, contra o Santo Nome de Deus. Sim, pois se, segundo a palavra do Apóstolo, cada pecado é uma renovação da crucifixão do Filho de Deus. Ah! Nestes dias Jesus será crucificado centenas e milhares de vezes” (Meditações).

Santa Teresa dos Andes escreve: “Nestes três dias de carnaval tivemos o Santíssimo exposto desde a uma, mais ou menos, até pouco antes das 6 h. São dias de festa e ao mesmo tempo de tristeza. Podemos fazer tão pouco para reparar tanto pecado…” (Carta 162).

 

“Sede sóbrios e vigiai. Vosso adversário, o demônio, anda ao redor de vós como o leão que ruge, buscando a quem devorar. Resisti-lhe fortes na fé. Vós sabeis que os vossos irmãos, que estão espalhados pelo mundo, sofrem os mesmos padecimentos que vós”. (I Pedro 5, 8-9)

“Tomai, por tanto, a armadura de Deus, para que possais resistir nos dias maus e manter-vos inabaláveis no cumprimento do vosso dever”. (Efésios 6, 13).

“Intensificai as vossas invocações e súplicas. Orai em toda circunstância, pelo Espírito, no qual perseverai em intensa vigília de súplica por todos os cristãos”.(Efésios 6,18).

Fonte: http://saopio.wordpress.com/2008/01/26/carnaval-o-que-dizem-os-santos/

O carnaval e suas mulheres seminuas: festa da carne?

Modelo de 25 anos desfila com tapa-sexo de 4 cm no Rio

A modelo Viviane Castro, de 25 anos, entra na Avenida Marquês de Sapucaí, no Rio, no primeiro desfile da noite, da Escola de Samba São Clemente, com o menor tapa-sexo já usado no Sambódromo. O acessório, de apenas 4 centímetros, foi grudado no corpo de Viviane com a cola instantânea Super Bonder. Na concentração, ela se preparava para o desfile sem se preocupar com os olhares indiscretos. “Estou super à vontade. Não tenho nenhum problema em ficar nua. Faz parte da personagem”, disse Viviane, que sai fantasiada de índia. Antes dela, o menor tapa-sexo do Sambódromo havia sido usado pela atriz Viviane Araújo.

AGÊNCIA ESTADO. Modelo de 25 anos desfila com tapa-sexo de 4 cm no Rio. G1, 03 de fevereiro de 2008. Disponível em <http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL285911-5598,00-MODELO+DE+ANOS+DESFILA+COM+TAPASEXO+DE+CM+NO+RIO.html>. Acesso em 07 de fevereiro de 2008.

‘Vaidade falou mais alto’, diz carnavalesco sobre tapa-sexo

Viviane Castro, da São Clemente, começou desfile ‘vestida’ , mas ficou nua de vez quando adereço caiu

Roberta Pennafort, de O Estado de S.Paulo

RIO – Proibida pela Liga das Escolas de Samba em 1990, a genitália desnuda voltou a causar confusão no carnaval do Rio. A São Clemente perdeu 0,5 ponto por ter, entre seus integrantes, a modelo Viviane Castro, de 25 anos, que começou o desfile “vestida” com um tapa-sexo, mas acabou ficando nua de vez quando o adereço caiu na avenida. Para o carnavalesco Mauro Quintaes, “a vaidade (da modelo) falou mais alto.”

“A escola passa a ser uma vitrine para algumas pessoas. Se algum diretor tivesse visto…”, lamentou Quintaes, que, no entanto, não acredita que a São Clemente tenha caído do Grupo Especial por conta do episódio. “Não me sinto revoltado, porque a escola que sobe sempre desce em seguida. Mas ninguém pode entrar na avenida, numa noite de chuva, apenas com um adesivo. Não se pode arruinar um trabalho de um ano por incompetência”.

O veto à genitália de fora foi instituída depois que a ex-modelo Enoli Lara desfilou na escola União da Ilha sem nada, em 1989 – representando a deusa Afrodite, ela entrou na Passarela do Samba só com um véu, um adereço de cabeça e sandálias.

De acordo com o atual presidente da Liesa, Jorge Castanheira, a medida tem como objetivo resguardar os menores de idade que assistirem ao desfile. “O nosso regulamento é claro. As fotos que nós temos mostram que ela estava nua. É inconcebível“, criticou. “Fazemos isso por causa dos menores de idade e para não desvalorizar o espetáculo. Ninguém quer ver nudez.”

Viviane Castro foi procurada pelo Estado ontem, mas não quis dar entrevista. Momentos antes do desfile, ela foi abordada pela reportagem e afirmou que não tinha medo de o tapa-sexo cair, porque ele “estava colado com Super Bonder”. Garantiu, também, que não se sentia constrangida. Sorrindo, Viviane se mostrava orgulhosa por ter “o menor tapa-sexo da história do carnaval”, com quatro centímetros. Kiko Alves, agente de Viviane, disse ontem que ela está “numa situação difícil” e que é melhor “deixar a poeira baixar”.

PENNAFORT, Roberta. ‘Vaidade falou mais alto’, diz carnavalesco sobre tapa-sexo. Estadão, 06 de fevereiro de 2008. Disponível em <http://www.estadao.com.br/cidades/not_cid120674,0.htm>. Acesso em 07 de fevereiro de 2008. Grifos meus.

Comentário de Contra os Reis e as Religiões – O Reino de Deus

Parecerá loucura para você se eu disser que o Carnaval é mais cristão que carnal? É bem provável. Mas no texto “Ser moderno é pular carnaval e receber as cinzas na terça” (disponível no blog Contra os Reis e as Religiões), reproduzido a seguir, eu explico como. É algo diabólico (?).

Walter Nunes Braz Júnior / Contra os Reis e as Religiões – O Reino de Deus

Ser moderno é pular carnaval e receber as cinzas na terça

Imagem do desfile da escola Vila Isabel, Rio de Janeiro. Disponível em <http://g1.globo.com/Carnaval2008/0,,MUL286955-9772,00-CARRO+COM+MIL+LITROS+DAGUA+ABRE+DESFILE+DA+VILA+ISABEL.html>.

Imagem do desfile da escola Rosas de Ouro, São Paulo. Disponível em <http://g1.globo.com/Carnaval2008/0,,MUL284439-9772,00-ROSAS+DE+OURO+ENCERRA+DESFILE+COM+EMPOLGACAO.html>.

Imagem do desfile da escola Camisa Verde e Branco, São Paulo. Disponível em <http://g1.globo.com/Carnaval2008/0,,MUL285207-9772,00-DESFILE+DE+CAMISA+TEM+MULHER+PUXADA+PELOS+CABELOS+E+CARRO+AEREO.html>.

Modelo Viviane Castro. Imagem do desfile da escola São Clemente, Rio de Janeiro. Disponível em <http://oglobo.globo.com/carnaval2008/rio/mat/2008/02/03/viviane_castro_candidatissima_peladona_do_carnaval_2008-425462090.asp>.

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“Você é tão moderno, / se acha tão moderno, / mas é igual a seus pais. / É só questão de idade, / passando dessa fase / tanto fez e tanto faz.” (Legião Urbana)

Você deve ter visto algumas mulheres desfilando no Carnaval seminuas, em alguns casos copm os seios nus ou tapa-sexo. Enquanto alguns homens imaginam uma dessas mulheres fazendo coisas “do arco da velha” em termos de sexo, eu a imagino recebendo as cinzas na quarta-feira. E digo sem medo de errar que essa minha imaginação está mais próxima da realidade no caso médio.

Você sabe quando é o Carnaval? Primeiro, encontramos o domingo da Páscoa, que é o primeiro domingo de lua cheia do nosso outono (ou da primavera do hemisfério norte). A terça-feira do Carnaval é 47 dias antes. Depois da terça-feira do Carnaval, a Quarta-feira de Cinzas. A Quarta-feira de Cinzas começa a Quaresma. Os 40 dias da Quaresma acabam no domingo anterior ao domingo da Páscoa. Aí começa a Semana Santa, com a Sexta-feira da Paixão e o Sábado de Aleluia. Logo, o Carnaval, que alguns dizem ser a festa da carne, é agendado a reboque de feriados católicos. Logo, o Carnaval, aliás menos “carnal” que alguns pensam, é, em última análise, uma celebração da Igreja Católica. E alguns foliões achando que estão curtindo a vida.

E, nisso, há cristãos devotos clamando contra o Carnaval, que dizem ser uma ocasião de carnalidade e licenciosidade. De vez em quando, eles também condenam a modernidade: os ataques ao Cristianismo na televisão, em especial à sua moral anti-sexual; a pornografia na internet, importando menos a pedofilia do que a exibição do sexo como algo mais agradável que um dever conjugal; páginas da internet que não se enquadram nos modos de vida e pensamento cristãos; os perigos dos bate-papos e dos portais de relacionamentos, importando menos possíveis crimes do que o risco do contato com ateus ou pessoas do sexo oposto mais interessantes que o cônjuge ou companheiro. A luxúria do Carnaval vai pouco além daquelas mulheres seminuas e a maior atividade sexual já foi provada por pesquisa que é um mito1. E o que dizer de uma comunidade para a qual “moderno” é um termo depreciativo? A parte científica e tecnológica eles aceitam (a maior parte); a parte humanista os deixa indignados.

Mas, pensando bem, o que é ser moderno?

Ser moderno é algo como ser de um arraial do Brasil Colônia com a tecnologia de hoje: é mandar uma mensagem de conteúdo religioso para todos os endereços da lista de correio eletrônico; é usar o bate-papo, o portal de relacionamentos, o telefone celular ou uma outra inovação como um canal para conversas pobres, com conhecidos ou desconhecidos, ou para “ficar” com uma “mina” ou encontrar um marido; é fazer uma Inquisição pessoal vasculhando o histórico da internet no computador de casa.

Ser moderno também é duplipensar (do romance “1984″, de George Orwell: ter em mente duas idéias contraditórias e aceitar ambas): é ter segundo grau científico e acreditar em Astrologia; é ser formado em História e ser católico; é acreditar no “Jesus histórico”, sendo que Jesus não existe nos documentos históricos e os evangelhos, canônicos e apócrifos, têm vários erros; é ter sensualidade, num desfile de carnaval ou no cotidiano, e ser uma “mulher de família”.

Ser uma mulher moderna é sair com uma roupa provocante, ou mesmo com os seios nus, e reagir a um homem que olha como o pai puritano de si própria; transar com ele se ele vale a pena, ou mesmo reagir amigavelmente, é ser uma “qualquer” que não se valoriza. Ser uma mulher moderna é exibir em roupas provocantes o corpo fruto da Natureza, da dieta ou da cirurgia plástica; ser mais que um corpo (o que é diferente de detestar sexo) é ser “feminista” (que também se tornou pejorativo, na visão de muitos). Ser moderno é estar ajuntado; ficar solteiro é ser um “galinha” ou uma “encalhada” e casamento aberto é algo escandaloso. Ser moderno é ter a religião dos trisavós ou alguma outra parecida; ateu “não acredita em nada”. Ser moderno é ser despolitizado e mal informado; ver bons programas e acessar boas páginas na internet deixa “por fora” do assunto de uma conversa comum. Eu poderia dar outros exemplos, e acredito que você também. Ser moderno, na verdade, tem sido acompanhar a modernidade da eletrônica, da moda, dos modismos, desde os adereços até as escolas de pensamento, mas não os últimos progressos humanistas e de mentalidades.

Walter Nunes Braz Júnior

Quarta-feira de Cinzas (06 de fevereiro) de 2008

1 “Pesquisa feita pela Universidade Federal Fluminense (UFF) com base nos registros de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) no setor de atendimento gratuito da instituição põe em xeque a relação entre sexo e carnaval e questiona a estratégia do Ministério da Saúde a respeito de campanhas educativas durante a folia. De acordo com o trabalho, não há aumento de casos de DSTs no período posterior à festa – o que mostraria que a folia não influencia o comportamento das pessoas. Também não houve crescimento de gravidez não-planejada – os pesquisadores analisaram números de partos e abortos.

“‘(…) se carnaval e sexo tivessem tanto a ver, teríamos aumento de partos em outubro. E é o mês com menor número de nascimentos. Isso acontece em todo o País’, afirmou. Passos lembrou ainda que o serviço de DST da UFF é referência para a região metropolitana do Rio.” (THOMÉ, Clarissa. Carnaval 2008: pesquisa põe em dúvida relação folia-sexo. Estadão, 23 de janeiro de 2008. Disponível em <http://www.estadao.com.br/geral/not_ger114098,0.htm>. Acesso em 07 de fevereiro de 2008)

Grupo O Reino de Deus:

http://www.grupos.com.br/group/oreinodedeus

oreinodedeus@grupos.com.br

Fonte: http://oreinodedeus.wordpress.com/2008/02/07/o-carnaval-e-suas-mulheres-seminuas-festa-da-carne/

CARNAVAL – A FESTA DA CARNE


Porque, se viverdes segundo a carne, morrereis; mas, se pelo Espírito mortificardes as obras do corpo, vivereis (Rm 8.13)

O carnaval no Brasil, uma das mais conhecidas festas populares do mundo, é totalmente contrário aos valores cristãos. Mas, por outro lado, não podemos deixar de considerar que esta festa é uma manifestação folclórica e cultural do povo brasileiro. Será que o carnaval, na proporção que vemos hoje – com suas mais variadas atrações, com direito a escândalos e tudo, envolvendo políticos (quem não se lembra do episódio ocorrido com Itamar Franco?) e alcançando as camadas mais humildes da sociedade – é o mesmo de antigamente? Onde e como teve início o carnaval? Qual tem sido a sua trajetória, desde o seu princípio até os dias atuais? Existem elementos éticos em sua origem? São perguntas que, na medida do possível, estaremos respondendo no artigo que segue.

Origem histórica da festa do rei Momo

A palavra carnaval deriva da expressão latina carne levare, que significa abstenção da carne. Este termo começou a circular por volta dos séculos XI e XII para designar a véspera da quarta-feira de cinzas, dia em que se inicia a exigência da abstenção de carne, ou jejum quaresmal. Comumente os autores explicam este nome a partir dos termos do latim tardio carne vale, isto é, adeus carne, ou despedida da carne; esta derivação indicaria que no carnaval o consumo de carne era considerado lícito pela última vez antes dos dias do jejum quaresmal – outros estudiosos recorrem à expressão carnem levare, suspender ou retirar a carne: o Papa São Gregório Magno teria dado ao último domingo antes da quaresma, ou seja, ao domingo da qüinquagésima, o título de dominica ad carnes levandas; a expressão haveria sido sucessivamente abreviada para carnes levandas, carne levamen, carne levale, carneval ou carnaval – um terceiro grupo de etmologistas apela para as origens pagãs do carnaval: entre os gregos e romanos costumava-se exibir um préstito em forma de nave dedicada ao deus Dionísio ou Baco, préstito ao qual em latim se dava o nome de currus navalis: de onde vem a forma carnavale.1

Segundo o historiador José Carlos Sebe, ao carnaval estão relacionadas as festas e manifestações populares dos mais diversos povos, tais como o purim, judaico, e as saturnálias e as caecas, babilônicas, manifestações que contribuíram muito para o carnaval atual.

A real origem do carnaval é um tanto obscura. Alguns historiadores assentam sua procedência sobre as festas populares em honra aos deuses pagãos Baco e Saturno. Em Roma, realizavam-se comemorações em homenagem a Baco (deus de origem grega conhecido como Dionísio e responsável pela fertilidade. Era também o deus do vinho e da embriaguez). As famosas bacanais eram festas acompanhadas de muito vinho e orgias, e também caracterizadas pela alegria descabida, eliminação da repressão e da censura e liberdade de atitudes críticas e eróticas. Outros estudiosos afirmam que o carnaval tenha sido, talvez, derivado das alegres festas do Egito, que celebravam culto à deusa Isís e ao deus Osíris, por volta de 2000 a.C.

A Enciclopédia Britânnica afirma: Antigamente o carnaval era realizado a partir da décima segunda noite e estendia-se até a meia-noite da terça-feira de carnaval2. Outra corrente de pensamento entende que o carnaval teve sua origem em Roma. Enquanto alguns papas lutaram para acabar com esta festa (Clemente, séculos IX e XI, e Benedito, século XIII), outros, no entanto, a patrocinavam.

A ligação desta festa com o povo romano tornou-se tão sólida que a Igreja Romana preferiu, ao invés de suspendê-la, dar-lhe uma característica católica. Ao olharmos para países como Itália, Espanha e França, vemos fortes denominadores comuns do carnaval em suas culturas. Estes países sofreram grandes influências romanas. O antigo Rei das Saturnais, o mestre da folia, é sempre morto no final das antigas festas pagãs.

Vale ressaltar que O festival Dionisíaco expõe em seu tema um grande contra-senso, descrito na The Grolier Multimedia. Enciclopédia, 1997: A adoração neste festival é chamada de Sparagmos, caracterizada por orgias, êxtase e fervor ou entusiasmo religioso. No entanto, seu significado é descrito no mesmo parágrafo da seguinte forma: Deixar de lado a vida animal, a comida dessa carne e a bebida desse sangue.

A origem do carnaval no Brasil

O primeiro baile de carnaval realizado no Brasil ocorreu em 22 de janeiro de 1841, na cidade do Rio de Janeiro, no Hotel Itália, localizado no antigo Largo do Rócio, hoje Praça Tiradentes, por iniciativa de seus proprietários, italianos empolgados com o sucesso dos grandes bailes mascarados da Europa. Essa iniciativa agradou tanto que muitos bailes o seguiram. Entretanto, em 1834, o gosto pelas máscaras já era acentuado no país por causa da influência francesa.

Ao contrário do que se imagina, a origem do carnaval brasileiro é totalmente européia, sendo uma herança do entrudo português e das mascaradas italianas. Somente muitos anos depois, no início do século XX, foram acrescentados os elementos africanos, que contribuíram de forma definitiva para o seu desenvolvimento e originalidade.

Nessa época, o carnaval era muito diferente do que temos hoje. Era conhecido como entrudo, festa violenta, na qual as pessoas guerreavam nas ruas, atirando água uma nas outras, através de bisnagas, farinha, pós de todos os tipos, cal, limões, laranjas podres e até mesmo urina. Quando toda esta selvageria tornou-se mais social, começou então a se usar água perfumada, vinagre, vinho ou groselha; mas sempre com a intenção de molhar ou sujar os adversários, ou qualquer passante desavisado. Esta brincadeira perdurou por longos anos, apesar de todos os protestos. Chegou até mesmo a alcançar o período da República. Sua morte definitiva só foi decretada com o surgimento de formas menos hostis e mais civilizadas de brincar, tais como o confete, a serpentina e o lança-perfume. Foi então que o povo trocou as ruas pelos bailes.

Símbolos carnavalescos

Como em qualquer manifestação popular, o carnaval também se utilizou de formas simbólicas para aguçar a criatividade do povo e, conseqüentemente, perpetuar sua história. As fantasias apareceram logo após as máscaras, por volta de 1835, dando um colorido todo especial à festa. Com o passar dos anos, as pessoas iam perdendo a inibição e as fantasias, que a princípio eram usadas como disfarce (por serem quentes demais), foram dando lugar a trajes cada vez mais leves, chegando ao nível que vemos hoje, de quase completa nudez. Independente das mudanças, os grandes bailes, portanto, permaneceram realizando concursos de fantasias, incentivando a competição entre grandes figurinistas e modelos.

Como já foi citado, o primeiro baile de carnaval no Brasil foi realizado em 1841, na cidade do Rio de Janeiro, e, desde então, não parou mais. No começo eram apenas bailes de máscaras e a música era a polca, a valsa e o tango. Havia também coros de vozes para animar a festa. Nota-se que nem sempre foi tocado o samba, mas modinhas. Os escravos contribuíram com o carnaval com um estilo de música chamado lundu, ritmo trazido de Angola. Tal ritmo, no entanto, por ser considerado indecente, limitava-se apenas às senzalas. Contudo, permaneceu durante todo o século XIX.

Com esta fusão de ritmos nasce o semba, uma expressão do dialeto africano quibundo. Essa expressão passou por uma culturação e se tornou o que chamamos hoje de samba. O samba se popularizou nos entrudos, pois em sua origem este ritmo não era propriamente música, mas uma dança feita nos quilombos. Todo este contexto histórico nos leva até os anos 20, ocasião em que nasce aquilo que hoje é chamado de a excelência do samba, ou seja, o samba de enredo.

O carnaval hoje conta com bailes de todos os tipos, como o baile à fantasia, baile da terceira idade, matinês para crianças, bailes de travestis, entre outros. Os embalos musicais destes bailes contam com o bater dos surdos e o samba é o ritmo predominante. Também toca-se axé music, um estilo baiano. No carnaval hoje não se dança mais, pula-se.

Desfiles das Escolas de Samba

Iniciou-se no começo do século XX com os blocos, mas somente nos anos 60 e 70 é que acontece no carnaval brasileiro a chamada Revolução Plástica, com a participação da classe média na folia e todos os seus valores estéticos e estilísticos, que viriam incrementar todo o contexto das escolas de samba.

Os desfiles das escolas de samba são, sem dúvida, o ponto alto do carnaval brasileiro, turistas vêem de todos os cantos e pagam pequenas fortunas para assistirem ao desfile. Outras tantas pessoas perdem noites de sono vendo a festa pela televisão.

A competição entre as escolas de samba é ferrenha, e não raro ocorrem brigas entre seus líderes (leia-se presidentes) durante a apuração dos resultados, pois os pontos são disputados um a um, para que, ao final, se saiba quem foi a grande campeã do carnaval.

Um detalhe importante. A oficialização do desfile das escolas aconteceu em 1935, com a fundação do Grêmio Recreativo Escola de Samba. Antes desta data, porém, mais precisamente em 1930, já se via desfiles nas ruas do Rio de Janeiro.

O carnaval e a igreja católica romana

Devido à sua origem pagã, e pelo fato de ser uma festa um tanto obscena, a relação entre a Igreja Romana e o carnaval nunca foi amigável. No entanto, o que prevaleceu por parte da igreja foi uma atitude de tolerância quanto à essa manifestação, até porque a liderança da igreja não conseguiu eliminá-la do calendário. A solução, então, foi: se não pode vencê-los, junte-se a eles. Daí, no século XV, a festa da carne, por assim dizer, foi incorporada ao calendário da igreja, sendo oficializado como a festa que antecede a abstinência de carne requerida pela quaresma: Por fim, as autoridades eclesiásticas conseguiram restringir a celebração oficial do carnaval aos três dias que precedem a quarta-feira de cinzas (em nossos tempos, alguns párocos bem intencionados promovem, dentro das normas cristãs, folguedos públicos nesse tríduo a fim de evitar que sejam os fiéis seduzidos por divertimentos pouco dignos). Como se vê, a igreja não instituiu o carnaval; teve, porém, de o reconhecer como fenômeno vigente no mundo em que ela se implantou. Sendo em si suscetível de interpretação cristã, ela o procurou subordinar aos princípios do Evangelho; era inevitável, porém, que os povos não sempre observassem o limite entre o que o carnaval pode ter de cristão e o que tem de pagão. Esta claro que são contrários às intenções da igreja os desmandos assim verificados. Em reparação dos mesmos foram instituídas adoração das quarenta horas e as práticas de retiros espirituais nos dias anteriores à quarta-feira de cinzas.3

José Carlos Sebe escreveu: Apenas no século XV, provavelmente movido pelo sucesso popular da festa, o Papa Paulo II a incorporou no calendário cristão. Aliás, Paulo II foi mais longe, chegando a patrocinar toda uma rica celebração antes do advento da Quaresma. Não apenas o carnaval popular foi organizado pelos papas. Paulo IV promoveu uma terça-feira gorda, um lauto jantar onde compareceu o sacro colégio romano, e o festim regado a vinho pôde ser considerado uma das primitivas celebrações em salão fechado.4

A tentativa da Igreja Católica Romana na cristianização do carnaval e sua atual justificativa é totalmente inconseqüente, infeliz e irresponsável. Não existe uma referência bíblica sequer favorável ao seu argumento. Pelo contrário. Existe todo um contexto bíblico explicitamente contrário à essa manifestação popular. Todos os especialistas cristãos sabem muito bem quando devem aplicar a transculturação cristã em determinada manifestação cultural (como exemplo, o Natal, período em que ocorre a mudança do objeto de culto e a extirpação total da velha ordem, transformação das simbologias e referências). Sabem também quando à determinada comemoração popular é impossível aplicar quaisquer processos de cristianização.

O carnaval é um exemplo real da sobrevivência do paganismo, com todos os seus elementos presentes. É a explicita manifestação das obras da carne: adultério, prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçaria, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias, invejas, homicídios, bebedices, glutonarias, e coisas semelhantes. O apóstolo Paulo declara inequivocamente que os que cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus (Gl 5.19-21).

Posição da igreja evangélica no período do carnaval

Como pudemos observar, o carnaval tem sua origem em rituais pagãos de adoração a deuses falsos. Trata-se, por isso, de uma manifestação popular eivada de obras da carne, condenadas claramente pelas Sagradas Escrituras. Seja no Egito, Grécia ou Roma antiga, onde se cultua, respectivamente, os deuses Osíris, Baco ou Saturno, ou hoje em São Paulo, Recife, Porto Alegre ou Rio de Janeiro, sempre notaremos bebedeiras desenfreadas, danças sensuais, música lasciva, nudez, liberdade sexual e falta de compromisso com as autoridades civis e religiosas. Entretanto, não podemos também deixar de abordar os chamados benefícios do carnaval ao país, tais como geração de empregos, entrada de recursos financeiros do exterior através do turismo, aumento das vendas no comércio, entre outros.

Traçando o perfil do século XXI, não é possível isentar a igreja evangélica deste momento histórico. Então, qual deve ser a posição do cristão diante do carnaval? Devemos sair de cena para um retiro espiritual, conforme o costume de muitas igrejas, a fim de não sermos participantes com eles (Ef.5.7)? Devemos, por outro lado, ficar aqui e aproveitarmos aoportunidade para a evangelização? Ou isso não vale a pena porque, especialmente neste período, o deus deste século lhes cegou o entendimento (2 Co.4.4) ?

Creio que a resposta cabe a cada um. Mas, por outro lado, a personalidade da igreja nasce de princípios estreitamente ligados ao seu propósito: fazer conhecido ao mundo um Deus que, dentre muitos atributos, é Santo.

Há quem justifique como estratégia evangelística a participação efetiva na festa do carnaval, desfilando com carros alegóricos e blocos evangélicos, o que não deixa de ser uma tremenda associação com a profanação. Pergunta-se, então: será que deveríamos freqüentar boates gays, sessões espíritas e casas de massagem, a fim de conhecer melhor a ação do diabo e investir contra elas? Ou deveríamos traçar estratégias melhores de evangelismo?

No carnaval de hoje, são poucas as diferenças das festas que o originaram, continuamos vendo imoralidade, música lasciva, promiscuidade sexual e bebedeiras.

José Carlos Sebe, no livro Carnaval de Carnavais, página 16, descreve, segundo George Dúmezil (estudioso das tradições mitológicas): O carnaval deve ser considerado sagrado, porque é a negação da rotina diária. Ou seja, é uma oportunidade única para extravasar os desejos da carne, e dentro deste contexto festivo, isto é sagrado, em nada pervertido. Na página 17, o mesmo autor descreve: Beber era um recurso lógico para a liberação pessoal e coletiva. A alteração da rotina diária exigia que além da variação alimentar, também o disfarce acompanhasse as transformações.

Observe ainda o que diz Manuel Gutiérez Estéves: No passado, faziam-se nos povoados, mas sobretudo nas cidades, diversos tipos de reuniões em que todos os participantes aparentavam algo diferente daquilo que, na realidade, eram. A pregação eclesiástica inseriu na mensagem estereotipada do carnaval a combinação extremada da luxúria com a gula. Não falta, sem dúvida, fundamento para isto.5

Como cristãos, não podemos concordar e muito menos participar de tal comemoração, que vai contra os princípios claros da Palavra de Deus: Porque os que são segundo a carne inclinam-se para as coisas da carne; mas os que são segundo o Espírito para as coisas do Espírito (Rm 8.5-8). Porque fostes comprados por bom preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo, e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus (1 Co 6.20).

Evangelismo ou retiro espiritual?

A maioria das igrejas evangélicas, hoje, tem sua própria opinião quanto ao tipo de atividade que deve ser realizada no período do carnaval. Opinião esta que, em grande parte, apoia-se na teologia que cada uma delas prega. Este fato é que normalmente justifica sua posição. A saber: enquanto umas participam de retiros espirituais, outras, no entanto, preferem ficar na cidade durante o carnaval com o objetivo de evangelizar os foliões.

Primeiramente, gostaríamos de destacar que respeitamos as duas posições, pois cremos que os cristãos fazem tudo por amor ao Senhor e com a intenção de ganhar almas para Jesus e edificar o corpo de Cristo (Cl 3.17). Entendemos, também, o propósito dos retiros espirituais: momentos de maior comunhão com o Senhor que tem feito grandes coisas em nossas vidas. Muitos crentes têm sido edificados pela pregação da Palavra e atuação do Espírito Santo nos acampamentos promovidos pelas igrejas. Todavia, a visão de aproveitarmos o carnaval para testemunhar é pouco difundida em nosso meio. Na Série Lausanne, encontra-se uma descrição sobre a necessidade da igreja ser flexível. A consideração é feita da seguinte forma: o processo de procura de novas estruturas nos levará, seguidamente, a um exame mais íntimo do padrão bíblico e a descoberta de que um retorno ao modelo das Escrituras e sua adaptação aos tempos atuais é básico à renovação e à missão6 .

Entendemos, com isso, que, em meio à pressão provocada pela mundo, a igreja deve buscar estratégias adequadas para posicionar-se à estas mudanças dentro da Palavra de Deus, e não dentro de movimentos contrários a ela. A Bíblia é a fonte, e não os fatores externos.

Cristãos de todos os lugares do Brasil possuem opiniões diferentes a respeito da maneira adequada para a evangelização no período do carnaval. Mas devemos notar que Cristo nunca perdeu uma oportunidade para pregar, nem mesmo fugia das interrogações ou situações religiosas da época. Não podemos deixar de olhar o que está escrito na Bíblia: Prega a palavra, insta, quer seja oportuno, quer não, corrige, repreende, exorta com toda a longanimidade e doutrina (2 Tm 4.2). Aqui o apóstolo Paulo exorta a Timóteo a pregar a Palavra em qualquer situação, seja boa ou má. A Palavra deve ser anunciada. Partindo deste princípio, não devemos deixar de levar o evangelho, não importando o momento.

Assim, devemos lançar mão da sabedoria que temos recebido do Senhor e optar pela melhor atividade para a nossa igreja nesse período tão sombrio que é o carnaval. A igreja jamais pode ser omissa quanto a esse assunto. O cristão deve ser sábio ao tomar sua decisão, sabendo que: Em que noutro tempo andastes segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos da desobediência. Entre os quais todos nós andávamos nos desejos da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos por natureza filhos da ira, como os outros também. Mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou, estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos), e nos ressuscitou juntamente com ele e nos fez assentar nos lugares celestiais, em Cristo Jesus (Ef 2.2-6).

Curiosidades do carnaval

Turismo – Rio de Janeiro – Em 1999, cerca de 250 mil turistas visitaram a cidade, 61% de fora do país.
Nordeste – nos últimos anos, uma média de 700 mil turistas desembarcaram em Recife.
Dinheiro – Em 1999, no Rio de Janeiro, cada escola recebeu R$ 500 mil da Prefeitura. Escolas de samba como Imperatriz Leopondinense e Beija-flor de Nilópolis chegaram a gastar R$ 1,5 Bilhão com o desfile. A Paraíso do Tuiuts (de onde?) desfilou com um orçamento mais modesto: R$ 800 mil. Em 2000, as escolas de samba (seria bom citar o local dessas escolas) desembolsaram uma quantia aproximada em nada mais nada menos do que R$ 22,5 milhões, sendo que cada delas levou R$ 500 mil, somando um total de R$ 7,5 milhões gastos pela Prefeitura (Aqui se refere ao Rio de Janeiro, apenas?).
Acidentes – Só no ano de 1999 foram registrados, pela Polícia Rodoviária Federal, 2468 acidentes nas estradas do país, com 150 mortos e mais de 551 feridos.

As armas da festa

Confete – Procedente da Espanha, veio para o Brasil em 1892;
Serpentina. De origem francesa, chega ao país também em 1892;
Lança-perfume – Bisnaga de vidro ou metal (hoje feita de plástico), que continha éter perfumado. De origem francesa, chegou ao Brasil em 1903.

O rei momo no carnaval carioca

De origem greco-romana, Momo é a figura mais tradicional do carnaval. Segundo consta a lenda, ele foi expulso do Olimpo, habitação dos deuses, por causa de sua irreverência.

Nas festas de homenagem ao deus Saturno, na antiga Roma, o mais belo soldado era escolhido para ser o rei Momo. No final das comemorações, o eleito era sacrificado a Saturno em seu altar.

O rei Momo foi introduzido no carnaval carioca em 1933. Sua figura era representada por um boneco de papelão. Em 1949, no entanto, o boneco de papelão foi substituído por personalidades importantes da época. Em 1950, esta festa popular deixou de contar apenas com a representação do rei Momo, surgindo, então, as rainhas e princesas do carnaval.

Atualmente, a escolha do rei Momo é feita por eleição. O pretendente a esse cargo deve possuir as seguintes características:

Ser brasileiro e residir na cidade do Rio de Janeiro;
Ter entre 18 a 50 anos;
Medir no mínimo 1,65m;
Pesar no mínimo 110 Kg.
O prêmio concedido ao vencedor no ano passado foi R$ 7.550,00, além de ter o privilégio de desfilar como rei. Rei?!

Pesquisa sobre a opinião da população sobre o Carnaval 
Realizada entre o 18 a 19 de dezembro de 2000 
Foram entrevistadas 1273 pessoas em São Paulo, que responderam as seguintes perguntas: Você é a favor ou contra o carnaval e qual a sua religião?

191 Evangélicos:
A Favor: 42
Contra: 131
Indecisos: 18

46 Espíritas:
A Favor: 30
Contra: 7
Indecisos: 9

779 Católicos:
A Favor: 532
Contra: 142
Indecisos: 105

257 Outros:
A Favor: 128
Contra: 62
Indecisos: 67

Fonte:  http://www.icp.com.br/31materia1.asp

Carnaval é um Pretexto Para Orgia

         Ninguém é mais festeiro do que o povo brasileiro, diria um inglês ou americano, o italiano talvez não dissesse o mesmo. E no carnaval a festança se destaca com toda a sua força. Quem participa de uma festa assim? Qual o significado do Carnaval?
Stappers interpreta o baixo latim “carnelevamen “ como carnis levamen, prazer da carne, antes das tristezas e continências da quaresma, quase: “Comamos e bebamos que amanhã?…”
Sua origem história é mais importante, a Enciclopédia Britânica registra como um culto dedicado à Ísis, das bacanais da antiga Roma, a outros deuses e festas; tudo isso porém, com incertezas. Seja como for, para aqueles que têm Jesus como seu Salvador pessoal, não participa dessas festividades.

Folclore Brasileiro

         Os prefeitos , governadores e até um futuro presidente da república ligados à Igreja evangélica, teriam imensa dificuldade para tomar uma posição contrária ao carnaval diante do anseio popular da maioria do povo , pois muitos dos que votam em candidatos evangélicos entram na folia, ninguém imagine que um evangélico alcançando a presidência o carnaval chegue ao fim.
O grande dilema é que o folclore quase sempre se confunde com o paganismo e o carnaval em particular tem um vínculo histórico e etimológico com a orgia.
Pelo seu significado, e pela forma que é conduzido , celebrado pela entrega do corpo quase sempre à orgia, ou associado aos prazeres da carne; e, sendo isso feito de forma institucionalizada , dá ao carnaval esse sentido não tão somente pejorativo, mas, também com uma configuração pecaminosa, um dia dedicado à celebração do pecado, deve haver alguma exceção , mas, de certa forma é assim.
Uma canção de 1896 indica parte da natureza carnavalesca: “Viva a bebedeira . Nos dias de carnaval”.
Um carnaval religioso se deu por ocasião do culto ao bezerro de ouro, “o povo assentou-se para comer e beber, e levantou-se para divertir-se” Outros carnavais se deram em outras ocasiões religiosas sempre relacionados à falta de fé, acrescentando a isso a idolatria.
O excesso quase sempre tira a sensatez, basta examinar as Escrituras:
“O rei Belsazar deu um grande banquete a mil dos seus grandes, e bebeu vinho na presença dos mil. Enquanto Belsazar bebia e apreciava o vinho, mandou trazer os utensílios de ouro e de prata, que Nabucodonosor, seu pai, tirara do templo que estava em Jerusalém, para que neles bebessem o rei, e os seus grandes, as suas mulheres e concubinas.”
A falta de sensatez levou Belsazar ao desatino, já não lhe bastava haver se apoderado dos utensílios do templo, foi além com sua zombaria e desprezo , as conseqüências jamais foram imaginadas ; seu reino foi achado em falta e entregue aos medos e aos persas.
É claro que o crente não participa de tal festa, os textos que apresentamos serve como alerta e como subsídio para a argumentação contra o carnaval. Nenhuma novidade nisso.
O incrédulo, participa , alguns se empenham no máximo para tirar o maior proveito possível da folia , também recebem em si mesmo as conseqüências, não estão eles numa posição de desviados da fé, pois, fé não tinham quando entraram na folia, saíram na mesma condição de perdido, como estavam.
Participar do carnaval é apenas o que se segue a uma vida sem Deus no mundo. A eles devemos, evangelismo e discipulado como Paulo se achou devedor a gregos e a bárbaros.
O crente deve” Se apegar ao bem , e detestar o mal “ , como ensina as Escrituras; e no período que antecede a Quaresma, as Igrejas tem se aproveitado do feriado prolongado para promoverem Encontros entre o povo de Deus.
Enquanto o mal é celebrado pela mídia, com o beneplácito das autoridades, a Igreja procura edificar o povo para uma vida melhor , aqui e no futuro.
Há quem evangelize em pleno carnaval, ainda não entendi nem percebi a eficácia desse ousado empreendimento, sem dúvida, sendo também o carnaval um desabafo popular, basta ler as letras de cunho político, sátira a líderes governantes ou não ; muitos serão encontrados no fundo do poço, levados à Igreja, quem sabe lá permanecerão; atitudes assim demonstra a validade da palavra“Pregue a tempo e fora de tempo” Quer seja nos Encontros anuais, quer seja evangelizando em pleno carnaval, o que importa é que o tempo está sendo bem aproveitado, e concorrendo para o bem do povo de Deus.
Viva o evangelismo e os encontros de evangélicos nos dias de carnaval, VIVA !!
Autor: Bispo Barreto

Reportagem da Canção Nova a favor do carnaval

Carnaval: Festa de Deus ou do diabo?

Dr. Frei Antônio Moser

Os dias de carnaval estão entre as primeiras e mais profundas marcas da minha infância. Não porque eu andasse por aí em algum clube ou participando de algum bloco de rua. É que na minha terra e naquela época, carnaval eram três dias de adoração ao Santíssimo Sacramento visando reparar os muitos pecados que se cometiam naqueles dias pelo Brasil afora.

Na minha inocência tentava, em vão, compreender o que havia em comum entre adoração-carnaval e pecado. E ficava imaginando que tipo de pecado era aquele que colocava tanta gente no inferno. Claro que, com o tempo, fui tentando organizar meus pensamentos e esquecer aquelas marcas negativas. Mas confesso que ainda hoje carrego comigo algumas daquelas  marcas.

Infelizmente, não sou o único a carregar as marcas negativas de um discurso moralizante contra o carnaval e seus pecado. Lá no fundo, muitos católicos continuam associando carnaval e pecado, e sobretudo “aqueles pecados”. Já conseguiu dar um grande passo no caminho da liberação de uma mentalidade doentia que é capaz de perceber que “aqueles” pecados não acontecem só no carnaval, e que os pecados que acontecem no carnaval nem sempre são os piores. Mas seria de esperar que os cristãos que já chegaram ao terceiro milênio dessem alguns passos em frente. E é neste sentido que gostaria de acenar para alguns pontos.

1) A maldade que “se vê” no mundo, depende muito do olhar de cada um. Lembro-me que, de novo, quando criança, ir à praia era considerado um dos piores pecados. Só arriscavam ir à praia pessoas más… Hoje, qualquer pessoa normal concordará que esta é uma das poucas e boas práticas de lazer que nos restam: “descansar na praia”. E já faz muitos anos que não se vê mais ninguém comentar o tamanho do maiô ou do biquini, ou de outros trajes menores ainda. E o mais curioso é que, felizmente, ninguém mais fica se preocupando com os centímetros a mais ou a menos de roupa que se usa. Como nos diz o Evangelho, precisamos primeiro tirar a trave do nosso olho, para só então podermos tentar remover o cisco que se encontra no olho do outro. Tudo é uma questão de olhar… “é do coração que brotam todos os pecados…”; e tudo é questão de ambiente. Uma mesma “veste” que não escandaliza ninguém na praia, pode fazer mal e revestir-se de um sentido maldoso num outro ambiente.

2) Há muito  para se aprender com as “escolas de samba”. As pessoas que têm “mente podre”, novamente, são capazes de ver alguns eventuais exageros nas escolas de samba. Mas uma mente sã, será capaz de entrever não só a beleza do ritmo e das coreografias, como será capaz, sobretudo, de discernir muitas virtudes escondidas por trás daqueles desfiles. A primeira destas virtudes é resultante de um trabalho “conjunto”, e feito “com alma”. Numa escola de samba ninguém ganha ponto sozinho. A segunda é resultante da persistência, e porque não dizer da renúncia a tantas distrações, como aquelas cultivadas pelos “videotas”, ou seja, por aquelas pessoas que perdem horas e mais horas diante de programas fúteis de TV, ou de partidas igualmente fúteis de futebol, ou de outro jogo qualquer. Muitos destes programas são carregados de violência. Em pior situação só ficam aqueles que preferem imagens de guerras e de destruição Solidariedade e disciplina são outras duas virtudes a serem lembradas neste contexto.

3)O Carnaval é um exemplo de “invenção” que brota da sabedoria cristã. Para entender a origem cristã do carnaval, devem ser levados em consideração ao menos dois fatores: a tendência de “batizar” certas festas pagãs e a consciência de que “ninguém é de ferro”. Quando estudamos a origem de várias de nossas festas e celebrações litúrgicas, vamos encontrar nelas uma raíz pagã. Ou seja, a Igreja nascente e dos primeiros séculos ficava atenta a certas festas e a certos comportamentos pagãos, para superá-los através de uma espécie de sublimação. Sabidamente o próprio dia do Natal tem a ver com uma festa pagã dedicada ao “deus Sol”. A introdução progressiva aos “mistérios da fé”, também tem algo a ver com uma certa necessidade humana de preservar  contra a banalização certas dimensões muito profundas da vida.

Pois bem, percebendo que os pagãos tinham alguns dias de festividades mais intensas, e que com certa facilidade levavam a exageros (festa do vinho, por exemplo), a Igreja, em sua sabedoria, entreviu no carnaval uma possibilidade de os cristãos encontrarem maneiras alternativas para se alegrarem e se descontraírem. Sabendo que “ninguém é de ferro”, a mesma Igreja que pregava a necessidade do jejum e da penitência, sobretudo no período da Quaresma, olhou com bons olhos a organização de uma espécie de “despedida” dos dias normais, para uma entrada corajosa no período da Penitência. Não se poderia, sem mais, afirmar que a Igreja “criou” o carnaval, através de uma espécie de decreto. Aliás este sabidamente não é seu feitio. Mas pode-se dizer que a Igreja olhou com bons olhos e até incentivou o “batismo” de dias de “folia”, para então poder concluir: “agora vocês que já brincaram peguem firme no jejum quaresmal”.

4) As considerações feitas acima nos levam à algumas conclusões:

Primeira: toda e qualquer atividade, todo e qualquer momento, podem ser propícios tanto para a graça, quanto para o pecado. Às vezes os mesmos gestos podem traduzir graça ou pecado. Depende de quem os faz, como os faz e com que motivações os faz.

Segunda: seria bom que, em vez de ficar criticando o que se imagina ter acontecido, nós buscássemos no carnaval alternativas para descansarmos, para depois, sim, pegarmos firmes na Quaresma. É isto que fazem milhões de famílias: aproveitam estes dias para ir à praia, conhecer algum local especial, visitar parentes e amigos, ou mesmo, ficam de “papo para o ar”. Lembro que as “mentes podres” de algumas pessoas ficam vendo fantasmas onde eles não existem; ou mesmo, que certas condenações moralizantes traduzem desejos ocultos, mas muito profundos dos resmungões da vida. Lembremos o ditado: “quem desdenha quer comprar”.

Terceira: para as pessoas de mente mais aberta, ousaria sugerir que fossem criativas, buscando alternativas para aquelas práticas eventualmente associadas ao Carnaval e que não condizem com nossa compreensão cristã da vida, e que não convêm a nós cristãos. Falando mais claro: por que não organizar um carnaval “leve” para nossas crianças e adolescentes, para nossa segunda e terceira idades, mesclando danças, músicas ritmadas, momentos de brincadeira e outras coisas interessantes?

Quarta: mas afinal, o carnaval é festa de Deus ou do diabo? Para bom entendedor, meia palavra basta: tudo depende de como você ”imagina”, “vê”, ou “vive” o carnaval. As manifestações de alegria profunda e verdadeira sempre vêm de Deus; as “rosnadas” de mau humor sempre vêm do diabo. Ao que tudo indica, a Igreja dos primeiros séculos mais temia os mal humorados do que os “foliões”, pois os primeiros são quase incorrigíveis, uma vez que se julgam melhores do que os outros, e quem sabe até já “salvos”; enquanto os segundos, são capazes de apresentar mais disponibilidade para cultivar certas virtudes cristãs, como as apontadas acima: trabalho em conjunto, solidariedade, persistência, coragem para enfrentar os revezes da vida…

10 motivos para protestar contra o carnaval mesmo não sendo cristão

Basta acessar a mídia nos dias de carnaval para constatar os vários prejuízos acarretados nesses dias. Leia as páginas policiais dos jornais e verá que é a época mais propícia para ocorrências.
Eis os motivos pelos quais você deveria repugnar essa festa:1- Ocorre o maior número de acidentes automobilísticos com vitimas fatais;
2- Maior número de contaminação por vírus HIV em decorrência da promiscuidade e uso compartilhado de seringas para consumo de drogas injetáveis;
3- Aumento considerável do número de crimes, tais como homicídios, furtos, roubos, estupros, abusos, pedofilia;
4- Lares destruídos por brigas decorrentes de adultério e traição;
5- Embriaguez, em virtude do uso exagerado de álcool, despertando desejos sexuais desenfreados como homossexualismo, pedofilia, estupros em razão do forte apelo para liberar geral;
6- Vandalismo e atos de desordem deixando a cidade suja, exalando odor de urina. Praças e monumentos públicos são depredados;
7- Violação da lei do silêncio;
8- Maior incidência de casos de gravidez indesejada;
9- Registros de suicídios e overdose de drogas;
10- Aumento do número de atendimento em postos de saúde e emergências dos hospitais.Para muitos carnaval é sinônimo de orgias e bebedeiras, como diz a marchinha “vou beber até cair”. Desista dessa festa mundana que traz sérias consequências para a sociedade.A vida vale bem mais que dias de prazer!Pense nisso!

 

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2 Comentários

  1. leandro fedeli disse:

    Essa matéria será a base do meu discurso da catequese de domingo. muito obrigado!
    in corde iesu semper!

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