29 de Junho de 2008
Catedral de BOURGES: força, seriedade, recolhimento, luz

O gótico é forte. E porque é forte, ele tende ao perene.
Ele tem um visível desejo de durar sempre, de ser uma coisa que nunca mais será substituída.
Há uma seriedade no interior de todo edifício gótico. Há um recolhimento e uma compostura própria só a quem é muito sério.
A luz que entra dentro deles é tamisada por um colorido muito bonito.
Nos vitrais da catedral de Bourges, a luz do dia que entra não tem a cor comum do dia.
É um dia diferente, meio idealizado. É um dia ideal, que faz pensar num sonho que filtra através das janelas.
É um sonho? Não é.
A alma, à força de desejar o Céu, conjetura tanto quanto ela pode, como seria o Céu.
E uma igreja toda ela feita de vitrais da Idade Média, nos dá a impressão de entrar no Céu.
A colunata interna da catedral de Bourges merece ser aclamada. Aquela colunata simboliza um caminho alto, estreito, mas que conduz a uma grande solução. É o caminho do Céu.
O caminho do Céu não é largo, folgado, espaçoso, agradável. Ele é apertado, difícil. Ele está sempre a dois passos de precipícios, de problemas.
A colunata representa uma coisa grandiosa, metódica, mas da qual não se pode afastar um passo, porque se perde de vista a meta, e se transvia. Isto é a idéia que nós temos da nossa própria vida enquanto vivida à luz dos Mandamentos.
Fonte:http://catedraismedievais.blogspot.com/
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