Homilia de um Padre da nossa Igreja Católica:

“Amados filhos e filhas da Igreja de Deus, que professamos, de um extremo ao outro da terra, santa e católica. Hoje nosso coração, dentro do mistério da missa, eleva ao altar a nossa gratidão pelo precioso sangue do Senhor, que é nossa bebida celestial, pelas colunas da Igreja, Pedro e Paulo, pela fé que recebemos dos apóstolos, pela presença de Pedro hoje no coração do Papa Bento XVI, por estarmos aqui, participando da Igreja, por poder dizer que sou e pertenço à Igreja Católica.
É claro que em cada momento da Igreja, precisamos mudar a voz do Espírito. Por isso, é fundamental, nessa solenidade, não esquecer que a Igreja não pode ser vulgarizada, relativizada as custas de um ecumenismo que não é autêntico. Nós, como católicos, amamos a todos. E está aí a essência da palavra católico, universal. Nós amamos a todos, não fazemos distinção de ninguém, não podemos fazer isso. Mas, ao lado do amor incondicional, há a alma da Igreja, o anúncio total da verdade revelada.
Por exemplo, nós não podemos deixar, embora amando a todos, que tudo o que Deus fez na vida da Virgem seja motivo de zombaria, de escárnio. Não faz parte do ecumenismo católico aceitar que a Virgem não é virgem. Amamos e podemos dar a vida por quem não crê que ela é virgem, contudo, aceitar, para ter uma união ecumênica, que Maria não foi o que a Igreja professa, não.
Hoje, estamos, infelizmente, sendo vítimas do relativismo. O que é relativismo? É pensar que a Igreja Católica tem a mesma propriedade mistérica de qualquer igreja. Não importa a igreja, o que importa é a conversão. Se o que importa é só a conversão, isso é conversa de igrejinhas ‘pentecostais’, de garagem. E não é desrespeito nenhum, porque é realmente uma garagem. E porque hoje se faz de Jesus e do evangelho de Jesus aquilo que se quer. A nossa identidade deve estar em nosso coração e em nossa alma. Devemos mostrar porque somos católicos e demonstrar esse amor a todos.
Há dias atrás, uma igreja pentecostal a nível mundial, em um culto, distribuiu 15000 preservativos na porta do templo para afrontar a moral e a ética da Igreja e do Evangelho. Nos seus comerciais, começaram a rodar propagandas favoráveis ao aborto. Isso para afrontar o bem mais sagrado da Igreja, que é a vida. Mas, a palavra ‘conversão’ é inerente, é alma do seu amor para com a Igreja de Cristo. Nós ficamos diante de situações, nas quais devemos anunciar a verdade, que não pode ser dilacerada: o nosso amor a Deus implica no amor também à Igreja de Cristo.

Não há nenhuma novidade que há um plano protestante para tornar o Brasil um país protestante. Claro que isso não vem como uma afronta clara contra nós, mas vem por atrações muito subjetivas, primeiro a respeito de doutrina: o que importa é o teu encontro pessoal com Deus, o que importa é tua conversão, não importa a verdade, importa que você está salvo. A igreja pode ser qualquer uma, desde que a pessoa se sinta bem… A verdade não existe mais, ela está no coração de quem quiser.
Eu posso ter um amor profundo a um pastor evangélico, mas ele não pode concelebrar a missa do meu lado porque ele não crê no corpo, que é a Igreja. Ele não pode comungar o corpo de Cristo se ele não crê no corpo, que é a Igreja.
Esse relativismo vai penetrando… Mas, o Papa Bento XVI, já quando assumiu a Cátedra de Pedro, nos exortou que ‘a Igreja é a verdade, ela tem a revelação plena’, mesmo que nos a maculemos, e como nós temos machucado a Igreja com nossas atitudes. A verdade é dolorida, mas não podemos viver no relativismo.
Eu até estou aqui com a homilia do dia em que o até então cardeal Joseph Ratzinger assumiu o cargo de Papa, no dia 7 de maio de 2005. Ele nos fala do mistério do amor que Jesus tem pela Igreja e o dom que a Igreja tem de atrair a si pelo anuncio da verdade, não pelo relativismo. Isso que está infelizmente penetrando, esse jeito de querer agradar as pessoas… ‘Ah, para agradar alguém, eu nego as verdades profundas da Igreja’, aquilo que é sua essência. E os tempos são muito difíceis. Há uma tendência da humanidade em zombar descaradamente da Igreja. Porque eles pensam que os católicos não têm uma autenticidade da verdade, sendo que essa autoridade era de Jesus. Se um dia eu tiver a graça de morrer pelo Evangelho, eu não vou morrer pelo meu evangelho, mas pelo Evangelho de Jesus, pela verdade revelada da Igreja.
A verdade, o anúncio do Evangelho em sua plenitude, é que atrai para a Igreja a sua autenticidade. Quanto medo existe no coração de tantas pessoas e quanta confusão há em suas cabeças, e aquele desejo que têm de agradar às pessoas. O que fazem com a Igreja, o modo com que tratam os sacramentos ninguém vê. Há músicas protestantes que estão frontalmente contra a Igreja e que estão na boca de católicos. ‘Ah, mas a música fala de Jesus’, mas não fala do amor à Igreja. Pelo contrário. Eu não posso por minha vontade, colocar quem eu amo para celebrar do meu lado, porque o altar não é meu, é de Jesus.
‘Mas, e o amor, padre?’. O amor é a verdade. Se você quer a verdade, volta ao rebanho. Não é nenhuma mentira que os evangélicos tomam suco de uva porque é o que eles crêem. Nós não cremos que é como se fosse seu sangue, nós cremos que é realmente o Seu Sacratíssimo Sangue, como Jesus mesmo nos ensinou: ‘Isto é o meu sangue’ (Mt 26,28). Não é desrespeitar ninguém, porque essa é a verdade.
Quantas vezes nós escutamos dentro do coração palavras que querem destruir a nossa própria integridade! Não é uma questão de desamor, pois, o amor é a verdade! O Papa mesmo dizia que ‘a Igreja não faz proselitismo. ‘ O que é isso? É entrar na luta como se a Igreja fosse como as outras. A Igreja não está em luta de poder financeiro com igreja nenhuma. E nós sabemos que tantas igrejas protestantes vivem de franquia, vivem querendo adquirir poder financeiro…
Mas não podemos continuar tendo medo, não podemos continuar relativizando a Igreja e do mistério do Evangelho. Temos que obedecer à Igreja. Não é fácil. É muito mais fácil fundar uma igreja e ter poder sobre ela. Como diz o Apocalipse, o Evangelho virou mel na boca de muita gente. Todos querem poder por causa do Evangelho, todos querem dinheiro por causa do Evangelho. Mas, por trás disso, há uma corrupção tremenda e uma brincadeira com as coisas de Deus.
Dessa maneira, não vamos deixar de amar a todos, mas também não queremos e não somos ignorantes a ponto de pensar que ser católico, tanto faz. A ponto de pensar que a musicalidade protestante é igual à música católica, pois não é. A liturgia protestante não pode ser comparada ao sacrifício da missa. Se você, católico, não vê a santidade da Igreja, é porque você, na sua comodidade, não busca a santidade. A culpa não é da Igreja, a culpa é sua.
E essa afronta que fazem com a Igreja: como a novela que fizeram da rede Globo (‘Sete Pecados’). Quem nos exorta contra os sete pecados capitais? A Igreja. Claro, então, que atinge diretamente ao mistério da Igreja.
Na parada gay, uma pessoa tirou duma âmbula um preservativo, vestido de papa. E nós, católicos, ficamos adormecidos na naturalidade. O amor não é isso!
O mistério da Igreja é a verdade. ‘É, padre, mas a história da Igreja tem tantas coisas erradas…’, porque nós o fizemos, porque nós maculamos a Igreja. Mas a santidade da Igreja ofusca as pessoas, quando ela é vivida por aqueles que amam a Jesus. Não se ama a Cabeça sem o Corpo. E eu sei que é muito mais fácil cortar o corpo da cabeça. É muito mais fácil viver do jeito que eu quero.
Sobre o que São Tiago nos diz hoje (Tg 5,1-6), tudo tem como fundamento o poder do dinheiro e o dinheiro é a desgraça! Infelizmente, se nós não abrirmos o coração ao mistério de Jesus, ao mistério do altar, dos sacramentos, e isso implica em assumir verdadeiramente que somos católicos também na defesa de nossa fé. Ninguém é católico se aceita zombaria contra a Mãe de Deus.
Em relação ao judaísmo, ao budismo, ao protestantismo, não podemos aceitar algumas objeções à nossa fé, por exemplo, aceitar que Maria não foi virgem! ‘Ah, o que importa Jesus’, mas se não trazermos também aquela que importa e que trouxe Jesus, não tem Cristo coisíssima nenhuma! Claro que Maria é importante! Claro que ela é fundamental!
Como eu quero tirar a Virgem da história afetiva de vida do Senhor Jesus? Temos que abraçar e amar a Igreja. Não podemos relativizar.
E aqui dou um aviso aos cantores católicos: parem de imitar os protestantes, se não daqui alguns dias vocês cantarão pras paredes! Temos que cantar a nossa fé!
A Igreja Católica tem a verdade. Nós amamos a todos, mas não podemos relativizar isso!

Se falamos em liturgia, sabemos que a missa é o centro de nossa fé, a máxima presença de Jesus. Então, o católico tem a mínima sabedoria da diferença de adorar Jesus em casa e adorar Jesus no altar.
Por trás de certo ecumenismo, há uma traição. ‘Vamos tornar o Brasil um país protestante! Vamos atrair os católicos com tudo o que temos, porque eles não dão mais valor ao que é deles, só dão valor ao que é nosso!’
Há uma diferença muito grande entre a Igreja de Cristo e igrejas evangélicas. Não se compara a Igreja Católica à igrejas protestantes. Na minha missa, eu não aceito cantos evangélicos e acabou! ‘Por quê?’ Porque Jesus é o sacrifício da missa. E nós não podemos pôr na missa uma música de alguém que não crê no mistério do altar. Eles crêem que Jesus é o Senhor, mas não crêem no mistério da Igreja. O altar da Igreja é o lugar do sacrifício.
Nós, católicos, com amor, não podemos deixar-nos levar por um relativismo barato, ignorando a nossa fé. Pergunta-se: não é uma ameaça a liberdade de pensamento? Não é assim! Nós não queremos tirar a liberdade de ninguém, mas temos que anunciar a verdade, que é nossa obrigação. Se eu não anuncio a verdade, eu não sou católico. Não podemos, pois, permitir que em nossa Igreja, onde está contida a verdade, entre o relativismo.”
Editado por: Everth Queiroz Oliveira
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Concordo com o enhor Everth, pois nossas missas, estão virando somente em músicas pentencostais, e isso atrapalha o andamento da missa, inclusive no pós-comunhão onde temos o direito de estarmos mais intimamente ligados a Cristo. Sentir sua presença, no silêncio. E é no silêncio que ele nos fala.Pensemos nisso com carinho e amor e principalmente o respeito a ele nosso Deus.
Terezinha Andrade