Cientistas acham potencial meio para exame de urina acusar câncer de próstata


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Substância presente na urina parece fortemente ligada a tumores malignos.
Descoberta pode no futuro levar a testes mais práticos e menos invasivos.

Do G1, em São Paulo


Cientistas dos Estados Unidos anunciaram ter encontrado um potencial biomarcador que poderia no futuro levar à criação de testes que diagnostiquem câncer de próstata a partir de análise da urina.

A pesquisa, conduzida por Arul Chinnaiyan e colegas da Escola Médica da Universidade de Michigan, ganhou nesta semana as páginas da prestigiosa revista científica “Nature”.

Ao comparar a urina de pacientes vitimados por tumores na próstata com a de indivíduos saudáveis, os cientistas descobriram que uma substância chamada sarcosina aparecia em níveis mais altos nos pacientes com cânceres mais agressivos.

Para confirmar a correlação, os cientistas fizeram pesquisas de laboratório, com culturas de células benignas da próstata. Eles simplesmente injetaram sarcosina nessas amostras, e o resultado foi a transformação dessas células em agressivas unidades cancerosas, capazes de se espalhar.

Daí, já ficou mais do que claro que a molécula recém-identificada deve ter um papel importante na doença.

Esta é a primeira vez que um marcador para câncer de próstata foi detectado na urina. A expectativa é que o futuro das pesquisas ajude a desenvolver testes mais fáceis e menos invasivos para diagnosticar os tumores.

A descoberta é sobremaneira interessante porque parece distinguir tumores benignos, menos preocupantes, e aqueles capazes de agredir mais forte e rapidamente o organismo — os que exigem tratamento radical e imediato.

Os cientistas esperam que o achado possa um dia não só facilitar o diagnóstico de câncer, mas também indicar novos caminhos para o desenvolvimento de intervenções terapêuticas.

Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL997553-5603,00.html

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Brasileiros esperam até dois anos por cirurgia de próstata pelo SUS

Segundo a Sociedade Brasileira de Urologia, não há condições de atender o grande número de pacientes.

Quem precisa de um atendimento médico tem pressa. Mas o que se vê, em todo o país, é fila e angústia. Milhares de brasileiros têm esperado até dois anos para se submeter a uma cirurgia de próstata pelo SUS.

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Mais de 15 meses de uma vida limitada. Foi quando o aposentado Francisco Martins Filho recebeu um encaminhamento de emergência para colocação de uma sonda: “É dor demais, o pé da barriga ninguém pode tocar, não pode nada, a urina fica toda presa”

Com a próstata quase três vezes maior que o normal, a cirurgia foi marcada para janeiro do ano passado e remarcada sem sucesso outras duas vezes sempre pelo mesmo motivo.

“Quando chegamos o nome dele estava na frente, que a moça disse, mas tinham botado mais nove na frente dele”, explica a dona-de-casa Maria José de Sousa.

Só em um hospital, 540 pacientes da urologia estão na fila de espera por uma operação. Os casos de câncer têm prioridade, mas, em outros, a demora para a cirurgia pode chegar a dois anos.

“Passou para oito meses agora que eu estou lutando para ver se eu consigo”, conta o agricultor Luiz Romão da Silva.

Segundo a Sociedade Brasileira de Urologia, não há condições de atender o grande número de pacientes. Em Fortaleza, por exemplo, apenas três hospitais oferecem tratamentos urológicos. Em todo o Ceará só há 80 urologistas.

Além disso, faltam equipamentos que permitem a cirurgia por endoscopia: ela utiliza um cano muito fino que é introduzido na uretra, o canal da urina, e permite a retirada da próstata aos pedaços. Sem a necessidade de corte no paciente, a recuperação tem um prazo máximo de dois dias, bem menos que os pacientes da cirurgia convencional.

Seu José precisou se afastar do trabalho para esperar a cirurgia: “Quanto mais rápido fosse, melhor seria para qualquer paciente”, comenta.

“Quanto mais tempo ele esperar, pior vai ser. Tem consequências de infecções, de obstrução da sonda, de sangramento, o risco de uma septicemia e até pode levar à morte”, alerta o presidente da Sociedade Brasileira de urologia (CE) Sálvio Pinto.

Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL985892-5603,00-BRASILEIROS+ESPERAM+ATE+DOIS+ANOS+POR+CIRURGIA+DE+PROSTATA+PELO+SUS.html

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Jornalista que teve câncer de próstata fala sobre o pós-operatório

Dana Jennings é editor do diário americano “The New York Times”.
Ele publica artigos sobre sua luta contra um tumor de próstata.

Dana Jennings Do ‘New York Times’

Dana Jennings (Foto: NYT)

Um grande amigo tem agendada a remoção cirúrgica de sua próstata cancerosa para a próxima segunda-feira. Eu também tenho câncer de próstata, e estive pensando sobre qual presente de pós-operatório eu poderia dar a Gary, meu parceiro de doença.

Eu sofri uma prostatectomia extrema em julho passado – eu não era candidato ao procedimento menos invasivo que Gary terá – e aprendi algumas verdades sobre pós-operatório, pequenas e grandes verdades, naqueles dias e semanas após a cirurgia. Também descobri que meu câncer havia inesperadamente surgido da próstata. É por isso que acabei de terminar uma série de 33 sessões de radiação e ainda estou tomando hormônios para suprimir a produção de testosterona.


Já que agora sou um grisalho veterano do câncer de próstata, percebi que o presente do aconselhamento podia ser uma boa. Então, seguem algumas dicas de pós-operatório, para o Gary, para qualquer um que tenha acabado de sofrer uma prostatectomia, e para quem estiver prestes a se submeter a uma. Muitas dessas lições, em primeira mão, também podem ser aplicadas a outras cirurgias. Acredite, eu sei. Também sofri cirurgias para remover todo o meu cólon, meu reto e um tumor do tamanho de um melão de meu joelho direito.

Alguns conselhos podem parecer óbvios, mas lembrar não tira pedaço: não seja orgulhoso ou teimoso demais para pedir ajuda. Não leve o cachorro para passear (nem mesmo um poodle de pelúcia). Não leve o lixo para fora ou varra a sarjeta. E nem mesmo pense em encostar numa pá de neve ou pilotar um cortador de grama.

Seja grato por ter chegado a este dia, por mais difícil que seja, e aprenda a rir diante dos sofrimentos e absurdos do câncer e da cirurgia. Rir dói, mas ajuda a curar. Simplesmente coloque um travesseiro sobre sua barriga – e preste atenção no seguinte.

Tome seus medicamentos para a dor. Não existe nenhuma medalha para quem sofrer mais. Uma das coisas mais burras que já fiz foi recusar analgésicos quando retirei meu cólon, em 1984. Eu tinha 27 anos e havia sido criado numa estóica cultura rural, na qual aprendi que apenas pesos-mosca e perdedores tomavam remédio para a dor. Se algo doía, era só apertar os dentes com mais força. Já mencionei que era um completo idiota?

Em julho passado, eu já era mais sábio. No hospital, as gotas de morfina são um fluxo poderoso. Se você precisa dele, não tenha medo, apenas se jogue. Quando cheguei em casa, em quatro dias progredi de sete oxicodonas por dia para apenas uma, finalmente usando Tylenol extra-forte para acabar com qualquer dor residual. Não, eu não fiquei viciado em Tylenol.

Faça as pazes com sua bexiga. A maioria de nós subestima nossa bexiga. Porém, depois de uma prostatectomia que, no mínimo, afeta funcionamentos, você acaba pensando mais em sua bexiga e urina do que sobre a crise econômica ou sobre quem vai ganhar o campeonato de futebol.

Você quase certamente voltará para casa com um cateter; assegure-se de manter a bolsa de drenagem abaixo da cintura, de forma que a urina não suba de volta (opa!). Você medirá o volume da sua urina, provavelmente verá sangue nela, e pode experimentar espasmos da bexiga, nos quais o cateter irrita a bexiga e faz com que ela se contraia. Isso causa uma tremenda urgência de ir ao banheiro, com comichão e agonia.

Quando o cateter já não existe e você está usando absorventes masculinos, porque ainda respinga, há boas chances de que você tenha sua primeira assadura de fraldas desde a época de bebê. Mas passar talco é tão gostoso que você imediatamente entenderá por que eles brincam e sorriem quando recebem uma pulverizada.

Ande, depois ande um pouco mais. Como eles cantam nas velhas canções gospel, “Você tem que se mexer!” Tudo começa com a confusão do hospital: fazendo caretas enquanto se agarra ao soro, lutando para manter seu avental fechado e usando aquelas meias com as marcas na sola (lembre-se de levar um par para casa, afinal você pagou por elas). E suas teimosas gingadas precisam continuar em casa.

Caminhadas de pós-operatório promovem a cura. Ajudam a retirar o sedimento cirúrgico de seu corpo, melhora a circulação, fortalece seus pulmões – e sua atitude. Não caminhe demais, mas mantenha-se em movimento. Movimente-se e arraste-se pela casa, perambule para cima e para baixo por aí estrada, assombre as ruas.

Após ser engaiolado no hospital, foi libertador andar pela vizinhança, meu roupão de banho tremulando com a brisa de verão. E, com meu corte de cabelo raspado do pré-operatório, me sentia vagamente zen.

Não tenha pressa. Ter câncer é talvez o início da sabedoria. Você está vulnerável, e repentinamente lutando com profundas questões sobre amor e morte e o significado desta vida. Mas, se você estiver com pressa – de voltar ao trabalho, por exemplo –, nem vai perceber.

Leva um bom tempo para se curar. Mesmo hoje, mais de seis meses após minha prostatectomia, ainda sinto beliscões e picadas onde fui cortado. Canso-me com facilidade e minha bexiga ainda é um trabalho em andamento, assim como minha função sexual.

Também aprendi que, quando se trata do pós-operatório, sempre penso que me sinto melhor do que realmente estou. Agora sei que voltei ao trabalho cedo demais. Pensei que estivesse pronto, mas de alguma forma me enganei, pois queria estar pronto. Em agosto e setembro, me arrastando da Penn Station até meu escritório na Times Square, me senti exposto. Eu não estava preparado para a movimentação das ruas de Nova York. Eu havia perdido um passo. Todas as manhãs, quando me sentava à frente do computador, me sentia exausto.

Então, Gary, meu amigo (e todos vocês), não tenha pressa. O mundo ainda vai girar sem você. Escute sua fadiga, e trate essas semanas de pós-operatório como um período sabático obrigatório. Use bem seu tempo. Não é apenas seu corpo que está se curando, também sua mente e seu espírito. E, para reiterar, tenha tempo para rir, nem que seja uma risada sombria. Mas lembre-se: aperte um grande travesseiro contra o estômago antes de deixá-la sair.

Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL976060-5603,00-JORNALISTA+QUE+TEVE+CANCER+DE+PROSTATA+FALA+SOBRE+O+POSOPERATORIO.html

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Jornalista americano fala de como é se recuperar de um câncer de próstata

Dana Jennings é editor do “New York Times”.
Ele conta sua experiência em texto no jornal.

Dana Jennings Do ‘New York Times’

Dana Jennings (Foto: NYT)

Eu tenho câncer de próstata, mas às vezes me sinto como se tivesse sofrido um acidente de carro: atravessei o pára-brisa, estou sangrando na estrada, e um policial pisa em cima do meu corpo e diz: “Ei, você sabia que houve 41.000 mortes no trânsito no ano passado?” Um passante nos lembra que “a medicina moderna está fazendo maravilhas com transplantes de órgãos”, enquanto outros murmuram, “Bem, pelo menos ninguém morreu.”
É com isso que o câncer de próstata freqüentemente se parece: como se meu mundo tivesse se transformado na distopia de Philip K. Dick, onde a fria intenção de muitas pessoas – especialmente de meu plano de saúde e outros burocratas que povoam o complexo industrial do sistema de saúde – era me traduzir em uma abstração, negar minha danificada e cansativa condição de ser de carne e osso.
Meu plano de saúde não quis ouvir que minha prostatectomia radical aberta em julho deste ano exigiria um nível mais alto de cuidados porque cirurgias abdominais anteriores haviam criado uma topografia interna tortuosa de cicatrizes e colagens. Meu plano de saúde, apesar da perspicácia e dos severos protestos de meus médicos, continuou insistindo que qualquer faca serviria.
E alguns médicos com quem falei antes de minha cirurgia – não minha equipe atual no Instituto de Câncer de Nova Jersey – pareciam me considerar como uma pele rara, uma ruga fascinante em seus negócios massivos de próstatas. Outros, enquanto me olhavam sem realmente me olhar, apresentados no papel tranqüilizador de piloto profissional, tratando as realidades potenciais de impotência e incontinência como coisas à parte: “Estaremos viajando a 30 mil pés hoje… você pode precisar de absorventes masculinos por muito tempo… por favor, vejam as Cataratas do Niágara abaixo de nós… e pode ser que você nunca mais consiga fazer sexo.”
Quase 200 mil casos de câncer de próstata são diagnosticados a cada ano, e quase 30 mil homens morrem. Isso é muito sério, algo que muda vidas: há sangue em sua urina, um cateter serpenteando seu pênis, pontos costurados em suas tripas, e você pode ficar impotente e incontinente durante alguns meses, um par de anos, ou pelo resto de sua vida.
O câncer de próstata – ou qualquer câncer – é uma prova da qual os pacientes de alguma forma saem, esperamos nós, renascidos. É um rito de passagem tão ressonante quanto qualquer outro – uma formatura, um batismo, um casamento – e deveria ser tratado como tal. Certos dias, talvez porque eu ainda esteja no tratamento, não quero ouvir falar de outra estatística, outro estudo, outra cura maluca. Que tal um sorriso, uma palavra amável e um abraço?
O câncer de próstata é uma abstração da mesma forma que o aquecimento global era uma abstração, até que o mundo viu a fotografia daquele pobre urso polar isolado numa placa de gelo. Tornar-se aquele urso deveria ser a meta de cada um de meus irmãos na doença.
Mas é difícil. Confusão, vergonha e medo aturdem freqüentemente os homens em um silêncio passivo e deprimido. Enfermeira e médicos dizem que muitos homens mal falam durante o tratamento e consultas, deixando as esposas, parceiros ou filhos no comando. É como se o conhecimento biológico negro que eles estão carregando fosse devastador demais para palavras.
Eles são calmos fantasmas da sala de espera, aperfeiçoando seus olhares distantes. E se eles falam, será em murmúrios, como se o câncer exigisse sussurros. Eles não entendem que para não se ver reduzido a uma cifra, um mero “caso”, você precisa estar consciente e falante.
Sendo um paciente, quando você não fala, quando você incorporar a maneira calma e descolada de um médico, tudo que você consegue é se tornar “carne”, uma carne pacata. E ninguém lhe afaga atrás das orelhas e diz “bom menino” por ser mudo.
É difícil evitar aquela sensação de ser como carne. Cada consulta com o médico o reduz imediatamente a peso/temperatura/batimentos. Como fui operado num hospital universitário, acordei todas as manhãs com sussurros e barulhos de uma gangue de residentes. Jovens corvos com olhos brilhantes e inteligentes, eles se agitavam em meu quarto – quase como um grupo dos três patetas em jalecos brancos – para cutucar o velho corvo.
Eu não quero ser duro demais com eles, pois são apenas crianças, e eles têm muito a aprender em tão pouco tempo. Mas para a maioria deles, suspeito eu, eu era apenas um caso, uma das muitas exibições médicas de cada manhã.
Eu preferia as conversas humanitárias e embriagadas de morfina que mantinha com os ajudantes no meio da noite. O cara que falou sobre filmes de super-heróis após conferir o boneco do Homem de Ferro que meus filhos tinham me dado. E o sujeito que, enquanto drenava minha bolsa da ileostomia – não-relacionada ao meu câncer –, me contou sobre quando precisou usar uma bolsa temporária depois de ser baleado quando era jovem e estúpido.
Saber que os ajudantes e enfermeiras chamavam meus dois redondos drenos de plástico de “granadas” me fez sorrir. E foi uma de minhas granadas que fizeram uma residente entender que eu era mais do que apenas outro “pós-operatório de câncer de próstata.”
Não consigo recordar seu nome – a maioria dos residentes se apressou com seus nomes do mesmo modo que se apressavam pelos corredores – e ela parecia nova. Tinham lhe dito para remover meu dreno, minha última granada. No momento em que ela o tocou, eu soube que nós dois estávamos com grandes problemas.
Ela tinha de agarrá-lo firmemente, e então dar um puxão. Ao invés disso, ela o segurou cautelosamente, como se fosse uma cobra nervosa. Em vez de puxar, ela o agitou dentro de meu corpo. Doeu, acredito, como ser torturado: fiquei tonto, quase vomitei e, sim, suei muito frio.
Quando lhe falei que ia desmaiar, ela saiu timidamente e pediu ajuda. Mas sei que ela não me esquecerá. Eu me tornei uma pessoa real naqueles momentos de suor frio, deixei de ser uma abstração. Eu me tornei seu urso polar sobre a placa de gelo.

Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL925384-5603,00-JORNALISTA+AMERICANO+FALA+DE+COMO+E+SE+RECUPERAR+DE+UM+CANCER+DE+PROSTATA.html

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Estudo liga atividade sexual a câncer de próstata

Vida sexual ativa entre os 20 e os 40 anos pode aumentar risco de desenvolver doença.

Da BBC


Um novo estudo inglês sugere que homens que têm uma vida sexual intensa entre os 20 e 40 anos de idade têm mais chances de desenvolver câncer de próstata.

Os pesquisadores da Universidade de Nottingham observaram 840 homens – um grupo de 431 diagnosticados com câncer de próstata e 409 saudáveis.

Os voluntários responderam questionários sobre a frequência das relações sexuais e da masturbação, o número de parceiras e a saúde sexual.
De acordo com os resultados, publicados na edição desta segunda-feira da revista científica “British Journal of Urology”, 40% dos homens com câncer costumavam fazer sexo mais de 20 vezes por mês entre os 20 e 40 anos, comparados com 32% entre o grupo dos homens saudáveis.

Os homens diagnosticados com câncer de próstata também se masturbavam mais (34%) do que os saudáveis (24%) nesta faixa etária.

A pesquisa indica ainda que o grupo dos homens diagnosticados com câncer registrou mais casos de doenças sexualmente transmissíveis.

“Descobrimos uma associação entre o câncer de próstata e atividade sexual e masturbação nos homens entre 20 e 40 anos”, afirmou Polyxeni Dimitropoulou, principal autor do estudo.

“Não há, no entanto, nenhuma relação entre a atividade sexual e o câncer em homens acima dos 40 anos”, acrescentou o pesquisador.

Hormônios

Segundo os pesquisadores, é possível que o alto nível de hormônios seja responsável por um aumento na atividade sexual entre os 20 e 40 anos e também pelo desenvolvimento do câncer de próstata em idades mais avançadas.

“Os hormônios parecem ter um papel importante no desenvolvimento do câncer de próstata, e é muito comum fazer tratamentos para reduzir o nível de hormônios que estimulam as células cancerígenas”, disse Dimitropoulou.

“Da mesma forma, o apetite sexual dos homens também é regulado pelos níveis de hormônio – portanto, o estudo examinou a teoria de que a vontade sexual afeta o risco de câncer de próstata”, completou o pesquisador.

Para John Neate, diretor da ONG Prostate Cancer Charity, que ajuda pacientes e trabalha com pesquisas sobre a doença, as descobertas do estudo precisam de mais provas para que sejam aceitas.

“O papel da atividade sexual vem ganhando cada vez mais atenção na pesquisa sobre o câncer de próstata”, disse Neale. “Infelizmente, esse estudo oferece poucos conselhos práticos para homens que querem reduzir o risco da doença.”

O diretor da ONG acrescentou que os dados do estudo podem não ser precisos, já que se baseia nas respostas dos entrevistados sobre suas experiências de 20 ou 30 anos atrás, e essas informações podem não ser verdadeiras.

“A amostra usada no estudo também é relativamente pequena, o que torna ainda mais difícil chegar a conclusões universais”, concluiu Neale.

Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL972545-5603,00-ESTUDO+LIGA+ATIVIDADE+SEXUAL+A+CANCER+DE+PROSTATA.html

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Uso de vitaminas não ajuda a prevenir câncer de próstata, mostram estudos

Em pesquisas americanas, foi avaliada ação de vitaminas C, E e selênio.
Suplementos vitamínicos são inúteis, ao menos para esse tipo de tumor.

Luis Fernando Correia Especial para o G1

A utilização de suplementos vitamínicos para prevenção de doenças crônicas movimenta um mercado multimilionário. O problema está na falta de coerência das evidências científicas que estudam esse fato.

A base teórica para suplementação estaria na ação antioxidante das vitaminas, assim diminuindo a ocorrência dos tumores malignos. Na edição de 7 de janeiro da revista da Associação Médica Americana, dois trabalhos científicos diminuem a esperança de que esse efeito ocorra. Pesquisadores das Universidades de Harvard e do M.D Anderson Center do Câncer não conseguiram demonstrar que usar vitamina E, vitamina C e selênio possa prevenir o câncer e, mais especificamente, o câncer de próstata.

O primeiro trabalho acompanhou mais de 35 mil homens de mais de 50 anos dos Estados Unidos, Canadá e Porto Rico. Os participantes foram acompanhados por cinco anos, em média, nos mais de 420 centros de pesquisas nos três países. Nessa pesquisa foram avaliados os efeitos do selênio e da vitamina E sobre os tumores em geral e a neoplasia de próstata.

Os resultados foram desanimadores: o selênio e a vitamina E não diminuíram a ocorrência dos tumores malignos. No grupo da vitamina E os pesquisadores detectaram um aumento, não significativo do ponto de vista estatístico, dos casos de neoplasia de próstata.

O segundo trabalho avaliou especificamente a prevenção do câncer de próstata através dos suplementos de vitaminas C e E. A pesquisa estudou homens com mais de 50 anos que estavam inscritos no II Estudo de Saúde dos Médicos. Após oito anos de acompanhamento, mais uma vez os resultados não apoiaram a suplementação vitamínica. Utilizar 400 Unidades Internacionais de vitamina E em dias alternados e 500 mg de vitamina C diariamente não ajudou a prevenir a ocorrência de tumores malignos.
Nenhum dos dois compostos diminui o número de casos de câncer de próstata ou de outros locais do corpo humano. Os resultados das pesquisas dizem respeito somente aos tumores estudados. Os efeitos benéficos das vitaminas sobre outras doenças ainda estão em estudo.

Luis Fernando Correia é médico e apresentador do “Saúde em Foco”, da CBN.

Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL946168-5603,00-USO+DE+VITAMINAS+NAO+AJUDA+A+PREVENIR+CANCER+DE+PROSTATA+MOSTRAM+ESTUDOS.html

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