| Conheça a seguir um pouco mais sobre a vocação, vida e como Dom Luiz Gonzaga Bergonzini foi nomeado Bispo.
Sentindo grande entusiasmo pelo sacerdócio, ainda criança, entrei para o Seminário onde pouco a pouca o germe da vocação foi desenvolvendo, chegando à maturidade e à minha consagração total a Deus, por Cristo, na Igreja, para a Salvação dos Homens. Quis a vontade de Deus, que, nascido em São João da Boa Vista, alí começasse o meu ministério sacerdotal. Dom Luís Amaral Mousinho, de feliz memória, então Arcebispo de Ribeirão Preto que me ordenou presbítero, mandou-me aguardar em São João da Boa Vista o novo Bispo, pois estava para ser criada a nova Diocese. Instalada a Diocese (31/07/1960), D. David Picão, 1º Bispo Diocesano, confirmou-me no cargo (Vigário Cooperador da Catedral). Cinco anos após, com a renúncia do pároco titular, D. Tomás Vaquero, 2ºBispo Diocesano nomeou-me pároco, função em que fiu confirmado pelo 3º Bispo Diocesano, Dom Dadeus Grings, Assim sendo, por vontade de Deus, iniciei e vivi todo o meu sacerdócio em São João da Boa Vista, minha terra natal, na Paróquia de São João Batista – Catedral, onde recebera todos os sacramentos, a partir de maior graça que podemos receber, que é de nos tornarmos Filhos de Deus pelo Batismo. Foi em São João, a 26 de novembro que novamente Deus se fez ouvir, para depois de 32 anosde atividades pastorais na terra natal – chamar-me para uma nova missão insigue, a ser um dos sucessores dos Apóstolos, pela eleição ao Episcopado. Confesso, prezados irmãos e filhos diletos, que um misto de alegria e temor tomou conta detodo o meu ser. Fiquei assustado. Conhecendo minhas fraquesas, limitações, fiquei receioso mas ao mesmo tempo lembrei-me de que “a quem Deus dá a Cruz, concede também a força para carregá-la”. Por ocasião de minha Ordenação Presbiteral coloquei-menasmãos de Deus e de meus superiores, com o propósito de nunca pedir ou recusar cargos que me fossem confiados. Assim sendo, consciente de minhas limitações mas confiante na Onipotência de Deus, aceitei de coração aberto sua divina vontade, pedindo-lheque me ajudasse a não “atrapalha-lo” em seus planos e desde então comecei a rezar pelos meus queridos diocesanos, presbíteros, religiosos e fiéis, mesmo antes de conhecê-los pessolamente. Deixo a “minha terra”, como Abrão, a minha gente,asminhas atividades com saudades sim, mas parto “para a terra que Deus me enviou”, para junto de vós, prezados filhos e diletos irmãos, convencido de que estou fazendo a vontade do Pai, expressa pelos meus superiores. Junto a toda a comunidade da Igreja Particular de Guarulhos colocaremos todo nosso empenho em ser o Pastor, o pai, o irmão e o amigo de todos, para juntos realizarmos o Plano de Deus que consiste no estabelecimento de seu Reino neste mundo, pelo anúncio da Boa NOva,”testemunhando Jesus Cristo, Filho de Deus feito homem, Morto e Ressuscitado para a Salvação de todos os homens, “em comunhão fraterna, à luz da evangélica opção pelos pobres, para formar o Povo de Deus e participar da construção de uma sociedade maisjustaesolidária, a serviço da vida e da esperança”. Procuraremos dar continuidade aos trabalhos pastorais de nosso antecessor, o Exmo. e Revmo. Dom João Bergese (IN Memorian), dd Arcebispo Metropolitano de Pouso Alegre, acatando sempre como maiorrespeito e docilidade a tudo quanto o determinar o Supremo Pastor S. Santidade o Papa João Paulo II, e enviando todos os esforços para estar em sintonia com todo o Colégio Episcopal da Igreja do Brasil, que propõem um novo ardor missionáriona tarefa da Evangelização. A evangelização pois, nas suas diversas dimensões, deverá ser o principal objetivo a ser almejado e para ele convidamos a todos os nossos prezaods irmãos e filhos a se empenharem, numa fraterna e solidáriaação,para queoCristo de Nazaré se torne cada vez mais conhecido, amado e servido, visando nunca a promoção pessoal e vitória individual ou de grupos, e sim, sempre a promoção de Jesus Cristo. “Oportet lllum Crescere” (É necessário que Ele cresça)(Jo.3,30). Temos consciência que a tarefa é árdua, espinhosa, difícil. Temos consciência que somos limitados e fracos, mas anima-nos o saber que a tarefa não é nossa, mas também e principalmente d´Ele. O grande Apóstolo das Gentes, São Paulo,tinha consciência disso, quando afirmava, confiança na graça de Deus “Tudo posso naquele que me dá forças” (Flp. 4,13). O próprio Cristo nos alerta para essas dificuldades quando diz aos Apóstolos “No mundo tereis aflições…” mas acrescentava:”…tendeconfiança,Eu venci o mundo” (Jo 16,33). Se estivermos realmente preocupados em “estar” com Ele, em “conviver” com o Cristo, em fazer a “sua” vontade, em “viver a sua vida”, Ele estará conosco, viverá em nós e então, participaremos tambémda “suavitória”. Seria desastroso se, em nossa atividade pastoral procurássemos a “nossa” glória, a “nossa promoção” a “nossa vitória”. Se dispensarmos o Cristo e sua graça, confiando unicamente em nossas forças, recursos e capacidades pessoais, ficaremos sozinhos e a derrota será total: pois além de não vencermos, estaríamos impedindo a Cristo de lutar ao nosso lado e vencer juntamente conosco. Conclamamos pois a todos os nossos diletos filhos e irmãos (presbíteros, religiosos, religiosas,agentes de pastoral e fiéis em geral) a de mãos e corações unidos, a se empenharem nessa tarefa árdua sim, mas também confortante, numa ação entusiasmada e diuturna, “donec formetur Christus”. |
DESCRIÇÃO HERÁLDICA
ESCUDO de Azul - estilo clássico – com frente partida em chefe, tendo na ponta um cordeiro em prata e em chefe à direita um livro aberto (bíblia) com as letras “Alfa” e “Ômega” e à esquerda um cesto de pães, símbolo eucarístico, em ouro sobre o fundo azul.
ORNATO - O todo, encimado pelo chapéu prelatício em verde, com duas séries de borlas, colocadas uma, duas e três pendentes nos flancos.
TIMBRE - Cruz pastoral de ouro, sobressaindo de um nó bem no centro da faixa onde está o lema episcopal.
LEMA - “Oportet Illum Crescere” (“… é necessário que Ele cresça…” Jo. 3,30) em negro, sobre o fitão de prata.
DESCRIÇÃO SIMBÓLICA
O Escudo de S. Excia., na sua forma heráldica, lembra o escudo de Dom TomásVaquero, Bispo Emérito de São João da Boa Vista, que durante 28 anos foi o seu bispo.
O fundo azul é símbolo de Maria que sempre esteve presente na vida do novo bispo: Lembra os seus seminários: “Maria Imaculada” de Ribeirão Preto (seminário menor) e “Imaculada Conceição do Ipiranga” (seminário maior). Orago da Diocese onde inicia o seu ministério episcopal (Imaculada Conceição).Sob proteção de Maria Imaculada Conceição coloca o novo bispo o seu ministério episcopal.
O Cordeiro, retirado do escudo de sua terra natal, São João da Boa Vista, simboliza o local onde nasceu e passou toda sua vida de cidadão, cristão e sacerdote.
O livro aberto (Bíblia), Cesto de Pães e Báculo, simbolizam as missões essenciais do Bispo: ensinar,santificar, governar. O livro significa o Cristo palavra que deve ser anunciado a todos sem distinção; O cesto de Pães lembra o Cristo Vida que é comunicado aos homens, de modo especial pelos sacramentos, tendo como ápice a Eucarístia; O Báculo significa o Cristo Pastor que orienta, protege e dirige as ovelhas, usando do cajado para protegê-las.
O lema “Oportet Illum Crescere” (“… é necessário que Ele cresça…”) (Jo. 3,30) define, usando palavras de São João Batista, a entrega total de sua vida à missão evangelizadora de fazer o Cristo conhecido, amado e servido, como fez oBatista, até mesmo com o sacrifício da própria vida, se preciso for (“…e que eu diminua”), procurando sempre promover o Cristo e nunca a si mesmo
fonte: Guia Diocesano 2006 e 1ª Carta Pastora.
http://www.diocesedeguarulhos.org.br.
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