Estrasburgo, 09 abr (RV) – Representantes de seis religiões, ONGs e especialistas sinalizaram ontem em Estrasburgo, na França, que o ensinamento da religião deve se basear em “apreciar a diversidade e educar ao diálogo” a fim de construir uma sociedade não excludente.
Esta é a principal conclusão do “Encontro 2008″ do Conselho Europeu sobre “a dimensão religiosa do diálogo intercultural”. A aprendizagem da convivência, a organização e o funcionamento dos centros escolares e a formação dos professores foram analisados por representantes das religiões católica, protestante, ortodoxa, judaica e muçulmana.
O presidente do “Encontro”, o ministro das Relações Exteriores de São Marino, Fiorenzo Stolfi, qualificou o evento como “inovador e experimental”, assim como fruto do “resultado de uma larga reflexão” realizada pelo Comitê de Ministros dos 47 Estados-membros da União Européia.
Segundo as conclusões, mais do que um “debate teológico ou um diálogo interconfessional”, a sessão buscou um “diálogo aberto e transparente” entre o Conselho Europeu e seus interlocutores.
Em uma recomendação de 2005, o Conselho Europeu afirma que os governos “devem fazer mais para fomentar o ensinamento dos fatos religiosos, para promover o diálogo com e entre as religiões e para favorecer a expressão cultural e social das religiões”. O mesmo texto indica que “política e religião não devem mesclar-se, mas, ao mesmo tempo, “democracia e religião não devem ser incompatíveis”. (BF)
fonte: http://www.oecumene.radiovaticana.org/bra/Articolo.asp?c=198140
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