É VERDADE QUE O PAPA PIO XII COOPEROU COM OS NAZISTAS? QUEM ERA ESSE PAPA?


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   Muitos escritores, historiadores, antipatizante da Igreja Católica, acusam o Papa Pio XII de ter colaborado com os nazistas.

   É verdade?

   Leia estas reportagens, tire suas duvidas, veja que é fato historicamente comprovado que a acusação contra Pio XII é falsa. Estas acusações de cunho maldoso nada mais em do que intriga da oposição.

 

 

A ira de Hitler contra o papa Pio XII

Excorrespondente do Washington Posto, o autor relata o plano nazista …

História

A ira de Hitler contra o papa Pio XII

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Titian: Pietá c. 1573 – 1576, Galleria dell´ Accademia (Foto: Reprodução)

Excorrespondente do Washington Posto, o autor relata o plano nazista para seqüestrar o papa Pi-o XII e, então, matá-lo. O inusitado reside no fato de que tal operação não logrou êxito por conta da ação de um general da SS que, com sua habilidade, conseguiu abortar a operação. O livro lança luzes sobre essas tais questões.

Na manhã de 13 de setembro de 1943, o general alemão Karl Wolff foi despedo em seu alojamento na Toca do Lobo – o quartel de Hitler no Leste da Prússia -com um telefonema de seu superior, Himmler, chefe da SS, a terrível tropa de elite nazista. Wolff deveria apresentar-se imediatamente ao Führer.

O general suspeitava do motivo da pressa. Hitler estava furioso, pensando em como se vingar dos que haviam tramado constra seu aliado e amigo Benito Mussolini, deposto do governo italiano em julho de 1943, no mesmo momento em que os alidados avançavam sobre a Itália pelo Sul do país. Entre os alvos da ira do Führer estava o papa Pio XII.

Afirmou o ditador: ´Quero que você e suas tropas ocupem a Cidade do Vaticano o mais rápido possível, confisquem documentos e obras de artes valiosas e levem tanto o papa quanto a cúria para o Norte´, ante a presença do General Wolff. Mas o plano não parava por aí, além da provável eliminação do pontífice e sua corte, a operação também previa a deportação dos judeus romanos até Auschwitz – intenção que durante muito tempo havia esbarrado na resistência de Mussolini.

Começa aí a intrigante história narrada pelo autor, que foi o primeiro jornalista a entrevistar o general da SS quando este deixou a prisão após a II Guerra Mundial. Nesse sentido, tal história deixa os bastidores e ganha corpo sob a forma de livro.

O plano de Hitler para seqüestrar o papa Pio XII e, provavelmente, matá-lo, bem como saquer o Vaticano surge aqui em cores fortes. Tal conspiração visava, sobretudo, a que o papa se mantivesse em silêncio publicamente, enquanto a captura dos judeus ocorria: ´Não importa o que o papa teria feito caso não tivesse sofrido tal pressão, oficiais alemães em Roma que se opunham ao plano do seqüestro lhe deram duas opções: selar os lábios ou o seu destino´; – é o que afirma o autor.

Intrigas e traições

Quanto a tal episódio, esclarece, não existe nenhum documento oficial alemão sobre o fato, pois Hitler proibiu deste qualquer registro escrito, mantenda a operação sob absoluto segredo – da mesma forma como fez em relação a seu plano de praticar um genocídio contra os judeus.

Entre Hitler e Pio XII, as relações jamais foram amistosas. O papa, que, dizem alguns historiadores, havia se envolvido num plano para derrubar o ditador alemão, temia que este destruísse a Igreja. Por outro lado, Hitler pôs, deliberadamente, os católicos alemães contra o pontífice.

No intuito de ganhar o respeito dos aliados na possível derrota germânica, Wolff e outros conspiradores decidiram boicotar o plano do Führer – e, desse modo, não houve o êxito de tal empreitada. Entanto, tudo se concentraria no silêncio do papa em relação à deportação dos judeus para os campos de concentração. Enquanto ele não se pronunciasse sobre esse assunto, o general lhe garantiu que as tropas de seu exército ficariam longe dos portões do Vaticano; e mais: iludiria, com artimanhas, a expectativa que envolvia o ditador.

Este episódio de intrigas e traições é um dos mais extraordinários da II Guerra Mundial. Wolff conseguiu manter Hitler longe do papa, mas isso não foi o suficiente para salvar um general da SS da condenação após o término do conflito. O papa escapou de tudo, mas o seu silêncio se tornou uma das questões mais polêmicas em torno do papel da Igreja naquele momento sombrio. Aos relatos da História une-se o estilo do autor, e este se mostra incisivo, objetivo, e procura, com impassibilidade, reconstruir esse importante momento do percurso da humanidade.

CARLOS AUGUSTO VIANA
Editor

Fonte: http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=532019

Por que acusam o Papa Pio XII de colaboração com o Nazismo?

Rabino americano indica Pio XII ao título «Justo entre as Nações»ROMA, terça-feira, 17 de janeiro de 2006 (ZENIT.org).- Em um livro publicado nos Estados Unidos, o rabino e professor de Ciências Históricas e Políticas David Dalin pede que se outorgue o título «Justo entre as Nações» a Pio XII, em reconhecimento pelo que fez em defesa dos judeus durante a Segunda Guerra Mundial. A obra demonstra que muitos papas, ao longo da história, defenderam e protegeram os judeus de acusações e perseguições. O livro, titulado «The Myth of Hitler’s Pope» («O mito do Papa de Hitler»), editado por Regney Publishing, relata muitas históricas sobre como o Papa Eugênio Pacelli salvou os judeus da perseguição nazista. Dalin cita autorizados estudos de autores judeus, como «Roma e os judeus», de Pinchas Lapide, e «Pio XII e os judeus», escrito em 1963 por Joseph Lichten, membro da Liga Antidifamação.

Melhor resposta – Escolhida pelo autor da pergunta

Várias informações demonstrando a inconsistência das acusações de Cornwell contra Pio XII, em seu livro “O Papa de Hitler”, em que o acusa de cumplicidade para com o nazismo.Jornal do Brasil, 30/4/00 – Editorial
Pio XII e os Fatos

Homem discreto e silencioso, notoriamente avesso a fotógrafos por exemplo, Pio XII certamente não contava estar debaixo dos holofotes mais de 40 anos depois de sua morte. Não há de surpreendê-lo, porém, lá de onde esteja, o fato de que, mais do que sob os holofotes, está sob o fogo cruzado de denúncias, pois ao cristão – desde o primeiro deles – nunca são estranhas as injustiças do mundo.

Comecemos por situar esse papa no século que ora vai definhando para que as coisas tenham uma ordem desejável. Pio XII foi papa no momento histórico mais difícil do século XX. Seu pontificado, longo de 19 anos (1939-1958), inclui todo o cruel período da Segunda Guerra. Ao ser eleito sucessor de Pedro, o cardeal’ Eugênio Pacelli, diplomata experiente, sabia das terríveis dificuldades que teria pela frente – e dispôs-se a enfrentá-las.

Enfrentou-as dentro de seu estilo mais marcante, a discrição e o silêncio já citados. Não há mais sábio modo de agir quando se está no meio da tormenta: silêncio não significa omissão. Os homens, entretanto, sobretudo quando lhes convém, às vezes confundem silêncio com omissão. E acusam. Mas, de que acusam Pio XII? Mais do que de omisso, ele vem sendo acusado de conivente com o nazismo e com sua face mais hedionda, a perseguição racial, de que foram vítimas maiores os judeus. Livro recente (1999) do escritor inglês John Cornwell o chama mesmo, a começar pelo título, de O Papa de Hitler. Desde que foi publicado, as acusações parecem uma orquestração.

É curioso como as acusações nunca foram feitas quando as tropas de Hitler rondavam cada quintal da Europa – e, a partir de 1943, era especialmente pela Itália que elas andavam com mais desembaraço. As acusações surgiram muito depois. Começaram em 1963, cinco anos depois da morte de Pio XII e dezoito depois do fim da guerra, quando foi editada a peça do alemão Rolf Hochhuth, O Vigário. Mas ficção é ficção, cada um escreve o que quer. Ainda quando se pretenda ter base histórica, a história entra apenas como pano de fundo. O autor move os cordéis de acordo com suas tendências, carrega nas tintas segundo sua visão pessoal. De qualquer maneira, a peça de Hochhuth, lançada com sensacionalismo, encenada e editada de imediato em vários países, dado o apelo do assunto, dorme hoje em prateleiras empoeiradas talvez por falta de valor dramatúrgico ou literário.

O livro de Cornwell, anunciado como uma pesquisa séria, fez ressurgir a campanha. A realidade, porém, não parece confirmar-lhe a seriedade e muito menos o amor à verdade do autor. O Osservatore Romano, por exemplo, de 13 de outubro do ano passado, afirma que é “absolutamente falsa” a afirmação do escritor de que “foi o primeiro e único pesquisador a ter acesso ao Arquivo do Vaticano”, na parte que trata das relações exteriores – sempre livremente aberta a inúmeros historiadores e pesquisadores de todo tipo. Consultou ele só os documentos referentes à Baviera de 1918 a 1921 (de 1914 a 1920 o futuro Pio XII foi núncio na Baviera) e os referentes à Áustria de 1913 a 1915. Ambas as séries documentais já foram consultadas vezes e vezes. Os arquivos a partir de 1922 ainda não foram abertos. Portanto, Cornwell faltou com a verdade, pois não foi “primeiro e único” em nada. Manuseou o que muitos outros manusearam.

Registre-se que a série de documentos do tempo da guerra é de conhecimento público, pois, para deixar tudo às claras, Paulo VI (papa entre 1963-78) determinou que a Editora Vaticana lançasse os Atos e Documentos da Santa Sé Relativos à Segunda Guerra Mundial (12 volumes), antecipando em decênios a abertura normal dessa série de documentos.

Mas voltemos às pesquisas de Cornwell no Vaticano e àquele número do Osservatore Romano. Cornwell diz que freqüentou “durante meses a fio” o Arquivo da Santa Sé. Outra inverdade, segundo o jornal. Alguém há de dizer: mas por que a verdade estará com aquele órgão do Vaticano (embora oficioso)? Acontece que os registros de entrada e saída diária nos arquivos vaticanos são feitos com todo rigor. Sabe-se com precisão quem vai lá e por quanto tempo trabalha. Os registros mostram que Cornwell não esteve lá por meses a fio. Só freqüentou os arquivos de 12 de maio a 2 de junho de 1997. Mesmo nessa curta temporada de 20 dias “não compareceu diariamente” e nos dias em que lá foi só ficava no Arquivo “por breve período de tempo”.

Será confiável, então, o resultado de uma pesquisa de quem começa por se mostrar pouco amigo da verdade na simples apresentação de como a fez e quanto tempo consumiu com ela? Será confiável a pesquisa, de quem começa por se gabar de um ineditismo em relação às fontes utilizadas que não é mais do que um engodo?

Parece mais confiável, por exemplo, a voz de Golda Meir, uma das pioneiras do Estado de Israel, do qual era ministra do Exterior quando da morte de Pio XII, ocasião em que fez as seguintes declarações: “Durante o decênio do terror nazista, quando nosso povo sofreu terrível martírio, a voz do papa se levantou para condenar os perseguidores e para pedir compaixão em favor de suas vítimas.” (na entrevista do jesuíta Pierre Blat a Le Figaro Magazine, Paris, 18-9-99). Já se vê que o silêncio de Pio XII não foi absoluto. A quem tinha ouvidos de ouvir, como Golda Meir, seus pronunciamentos chegaram.

Se mais o papa não falou foi por um cuidado piedoso. Dolorosa experiência ele tinha da encíclica de Pio XI em alemão de 1937 condenando o racismo nazista (pela qual Paceffi foi o grande responsável, como secretário de Estado, mas disso ninguém fala). Infiltrada clandestinamente, a encíclica foi lida nas igrejas alemãs a 31 de março daquele ano. No dia seguinte intensificou-se a perseguição a católicos e judeus. Na Holanda, um documento católico protestando contra o nazismo foi lido nas igrejas a 26 de julho de 1942: na manhã seguinte começou a deportação de judeus. Pio XII ficou tão impressionado que queimou quatro páginas de protesto que tinha escrito para divulgar pelo Osservatore Romano.

A ação discreta de Pio XII também foi reconhecida por gente como o scholar judeu Pinchas E. Lapide, pesquisador sobre papas e catolicismo, que em seu livro Three Popes and the Jews (Londres, 1967) estima que Pio XII e inúmeros padres, freiras e leigos católicos tenham salvo de 700 mil a 850 mil judeus da fúria nazista até à custa da própria vida em não poucos casos. Como foi reconhecida pelos rabinos italianos que, em comissão, agradeceram a ele pessoalmente, depois da guerra, o que fizera pelos judeus perseguidos, escondendo-os em casas religiosas, defendendo-lhes a vida de vários modos. Um deles, Israel Zolli, acabou convertido ao catolicismo. Ao ser batizado, escolheu o nome de Eugênio. E explicou que estava homenageando o papa que tinha salvado tantos judeus.

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Notícias Eclesiáis, 14 de outubro de 1999

Santa Sé evidencia a inconsistência do livro que calunia o Papa Pio XII

Vaticano, 14 (NE) A Sala de Imprensa da Santa Sé publicou ontem uma declaração desmentindo várias das absurdas calúnias escritas por John Cornwell em seu recente livro sobre o Papa Pio XII. A declaração demonstrou uma vez mais a inconsistência da investigação de Cornwell e sua falta de respeito à verdade histórica manifestada em sua obra panfletária: “O Papa de Hitler”. O que a declaração adverte primeiramente é que Cornwell, que incrivelmente afirma que seu livro é “o primeiro juízo científico e leal sobre Pio XII”, não tem título acadêmico algum de história, de direito ou de teologia”, um dos critérios nos quais peritos famosos mundialmente baseiam suas críticas ao livro. Da mesma forma, são evidenciadas algumas das mentiras expressas por Cornwell em relação a seu trabalho de investigação nos Arquivos Vaticanos, começando por sua afirmação indicando que foi a primeira pessoa a ter acesso a estes arquivos. “Isto é completamente falso”, esclarece o comunicado, afirmando que a investigação do autor britânico se limitou a duas séries de documentos, ambos anteriores ao ano 1922. Igualmente, Cornwell defende que trabalhou nos arquivos durante vários meses. Entretanto, a autorização que lhe foi concedida cobria um período de somente três semanas, durante as quais o autor nem sequer foi todos os dias, como o confirmam os registros rigorosamente levados no Arquivo. Em seu calunioso livro, Cornwell afirma também ter descoberto documentos secretos que permaneceram ocultos até a sua “investigação”, em especial uma carta escrita pelo Papa Pacelli quando era ainda Núncio na Bavária. Entretanto, este “documento secreto” -indica a declaração- tinha sido publicado no 1992, sete anos antes da “descoberta” de Conwell”.

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LA IGLESIA CATOLICA SALVO A 850 MIL HEBREOS DEL HOLOCAUSTO
La increíble gesta se realizó por indicación y organización de Pío XII

CIUDAD DEL VATICANO, 8 oct (ZENIT).- El silencio de Pío XII «cubría una acción secreta a través de las nunciaturas y los episcopados para tratar de impedir las deportaciones». El historiador jesuita Pierre Blet, a quien Pablo VI le encargó la publicación de las actas y documentos de la Santa Sede relativos a la segunda guerra mundial, responde así a las acusaciones lanzadas contra el Papa Pacelli por John Cornwell en su libro «El Papa de Hitler».

«Los resultados de esta acción –afirmó el padre Blet esta mañana en una rueda de prensa celebrada en el Vaticano con motivo de la presentación en italiano de su libro «Pío XII y la Segunda Guerra Mundial»– están comprobados por las repetidas peticiones de nuevas intervenciones y por los testimonios de agradecimiento dirigidos a Pío XII por asociaciones y por las más altas personalidades hebreas en el transcurso del conflicto y una vez que terminó la guerra». En este sentido, el padre Blet recordó que «un historiador israelita ha revelado que 850 mil hebreos fueron salvados por la Iglesia católica del Holocausto».

La rueda de prensa fue presentada por el cardenal Pío Laghi, prefecto de la Congregación para la Educación Católica, quien recordó que cuando era joven y trabajaba en la representación diplomática del Vaticano en la India le convocaron a Roma para preparar las respuesta a las calumnias de la obra de teatro «El vicario» de Rolf Hochhuth. Reveló que, en aquel momento, Pablo VI decidió reunir a un grupo de los más reconocidos historiadores que al mismo tiempo fueran capaces de investigar en los archivos secretos vaticanos. «Se tomo el compromiso de publicar todo lo que afectara a aquel período, sin ningún tipo de limitación», explicó el purpurado italiano.

Ante la pregunta sobre por qué no gritó el Papa Pío XII contra la persecución de los hebreos, el cardenal Laghi respondió afirmando que «es necesario estar atentos cuando se habla de defensa de los derechos humanos décadas después, pues en el Sínodo de Europa estoy escuchando a los obispos de Europa del Este, que fueron perseguidos y encarcelados, los cuales nos acusan de no haber alzado la voz en su defensa».

Borrador de una encíclica contra el racismo

Un periodista preguntó también por qué Pío XII no publicó la encíclica que estaba preparando sobre el antisemitismo. Blet respondió que «es verdad que Pío XII pidió que se preparara una encíclica contra el racismo en general. No hacía referencia explícita al antisemitismo. Pío XII encargó la redacción del borrador al jesuita John LaFarge, un especialista de la cuestión racial, y en particular de la discriminación de las personas de color. LaFarge trabajó todo un verano y después entregó el texto al superior general de la Compañía de Jesús, quien se la pasó a la redacción de la “Civiltà Cattolica” para que la leyera. Yo he podido leer el texto y es evidente que la encíclica no estaba lista ni mucho menos. Se trataba sólo de un primer borrador. Había muchos argumentos interesantes, pero no era publicable. En un apartado LaFarge escribió que “es justo rechazar el sentimiento antisemita, pero esto no significa que los Estados no puedan poner cautelas ante los hebreos”. No sé qué es lo que hubiera sucedido hoy si Pío XII hubiera permitido la publicación de un texto así».

Muchos periodistas preguntaron por qué Pío XII no denunció públicamente el nazismo. El padre Blet respondió que «Pío XII se planteó seriamente en varias ocasiones la posibilidad de hacer una denuncia pública del nazismo. Pero sabía también que con ello podría en peligro la vida de muchas personas. Ya después de la publicación de la “Mit Brennender Sorge”, había tenido la oportunidad de ver que no había servido de nada, al contrario, había agravado aún más la situación. Pío XII sabía que una declaración pública “debe ser considerada y sopesada con seriedad y profundidad en el interés de los que más sufren”»

También la Cruz Roja llegó a las mismas conclusiones: «Las protestas no sirven de nada, es más, dañan a las personas a las que se pretende ayudar». Una posible declaración pública de Pío XII hubiera servido para presentar al Santo Padre como enemigo de Alemania. Pío XII, como pastor, no podía dejar de tener en cuenta que en Alemania había 40 millones de católicos. «Al mismo tiempo –siguió aclarando el padre Blet–, el Papa no se hacía ilusiones sobre las intenciones del Tercer Reich. La persecución contra la Iglesia ya había comenzado antes de la guerra y se manifestó durante toda la duración del Tercer Reich. Mientras el Papa permanecía en silencio, su Secretaría de Estado, las delegaciones y toda la Iglesia se movilizaba en una extendida acción de socorro a favor de los judíos y de todas las víctimas de la guerra».

No hubo silencio

Pero, además hay que tener en cuenta que el silencio del Papa no fue tal, añadió el historiador jesuita. Pío XII denunció todas las crueldades de la guerra, la violación del derecho internacional que ha permitido crímenes horrorosos y evocó a los «centenares y miles de personas que sin culpa alguna, tan sólo por su nacionalidad o raza, son destinadas a la muerte». El 2 de junio de 1943 en su alocución consistorial, Pío XII volvió sobre este tema, hablando de aquellos que «a causa de su nacionalidad, de su raza, son destinados al exterminio» y advirtió que «nadie puede continuar violando las leyes de Dios impunemente».

Frente a las acusaciones dirigidas a Pío XII por no haber hecho lo suficiente por los hebreos, el padre Blet recordó que los «volúmenes 8, 9, y 10 de las “Actas y Documentos de la Santa Sede relativos a la Segunda Guerra Mundial” están plagados de documentos en los que las comunidades judías, los rabinos de medio mundo y otros prófugos agradecen a Pío XII y a la Iglesia católica las ayudas y lo que se ha hecho por ellos».

Casi un millón de judíos salvados

«En Croacia, Hungría y Rumanía, los nuncios papales, por petición expresa de Pío XII, lograron en varias ocasiones detener las deportaciones –reveló Blet–. Pío XII no sólo ayudó a los judíos, él mismo organizó la acción de la Iglesia a favor de todas las víctimas de la guerra, sin distinciones de nacionalidades, raza, religión o partido. Pío XII actuó silenciosa y discretamente corriendo el riesgo de parecer pasivo e indiferente, pero ofreció una ayuda segura a las víctimas de la guerra».

Pío XII, ¿beato?

Por lo que se refiere a la causa de beatificación del Papa Pío XII, el cardenal Laghi confirmó que «procede regularmente y que la Iglesia se siente libre de todo tipo de condicionamiento en este sentido. La causa sigue adelante, como la de otros papas: Pío IX, Juan XXIII y Pablo VI».

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ROMA, 7 oct (ZENIT).- Las vicisitudes en torno al Papa Pío XII y la manera en que la Iglesia católica se opuso al nazismo y a la persecución contra los hebreos sigue acaparando gran interés en Roma. Mañana, la Sala de Prensa del Vaticano presentará el libro del padre Pierre Blet, S.J., «Pío XII y la Segunda Guerra Mundial en los archivos vaticanos». El debate está asegurado.

Para comprender mejor el argumento, «Zenit» ha entrevistado a Antonio Gaspari, escritor del libro «Los judíos, Pío XII y la leyenda negra», un volumen editado en castellano e italiano (aparecerá en otros idiomas en los próximos meses), en el que se narran las historias de muchos judíos salvados del Holocausto gracias a la obra de asistencia de Pío XII y de la Iglesia católica.

Testimonios judíos

La polémica ha estallado con la publicación del libro del periodista británico John Cornwell con el provocador título «El Papa de Hitler». «Lo que más sorprende del trabajo de Cornwell –reconoce Gaspari– es constatar cómo se las ha apañado para no citar nunca los testimonios autorizados y sumamente representativos de muchísimas personalidades judías a favor de Pío XII. Albert Einstein escribió en la revista “Time”, en 1940, que frente a la barbarie nazi “sólo la Iglesia permaneció en pie para detener el camino de las campañas de Hitler para suprimir la verdad” y el científico confesó que “antes nunca experimenté ningún interés por la Iglesia, pero ahora experimento un gran cariño y admiración hacia ella, pues la Iglesia fue la única que tuvo el valor y la obstinación para apoyar la verdad

intelectual y la libertad moral. Tengo que confesar que aquello que en un tiempo despreciaba, ahora lo alabo incondicionalmente».

«Justos entre las Naciones»

«Cornwell no tiene en cuenta tampoco las declaraciones a favor de Pío XII de personajes como Golda Meir e Isaak Herzog –continúa explicando el autor de «Los judíos, Pío XII y la leyenda negra»–, dos de los fundadores del Estado de Israel. Por no hablar de los miles de obispos, sacerdotes, religiosas y religiosos, católicos comprometidos que arriesgaron y perdieron la vida que para proteger a los judíos de la persecución nazi y que hoy están inscritos en la pared de honor de la calle de Jerusalén que conduce hacia el Yad Vashem, el memorial del Holocausto. Se trata de “Justos entre las Naciones”, el más alto reconocimiento atribuido por el Parlamento israelí a todos aquellos que salvaron la vida de uno o más judíos destinados a los campos de exterminio».

De este modo, «El Papa de Hitler» descalifica los testimonios de hombres y mujeres que son considerados hoy día no sólo como padres del Estado de Israel, sino también como grandes exponentes de la aportación cultural y científica judía de este siglo.

Gaspari también duda de la profesionalidad de la investigación del periodista británico. «Cornwell dice que ha pasado meses de estudio en Roma, por ello estoy sorprendido de que no haya tomado en consideración, por ejemplo, el caso de Israel Zoller, el rabino de Roma durante aquel período que, conmovido por el cariño de Pío XII hacia el pueblo judío, se convirtió al catolicismo tomando el nombre de Eugenio, en homenaje a Pío XII, que se llamaba Eugenio Pacelli».

«Al hacer una investigación de este tipo –añade Antonio Gaspari–, Cornwell y quienes acusan a Pío XII de todo tipo de calumnias deberían haber constatado que todos estos testimonios no los ha pedido el Vaticano, sino que han llegado espontáneamente de parte de gente que quería agradecer al Papa por lo que hizo por ellos. ¿Ha habido un personaje en el mundo durante aquellos años que recibiera un reconocimiento mayor por parte del pueblo judío?».

Una investigación «escandalosa»

Pero Cornwell dice que se basa en documentos recogidos en la Secretaría de Estado de la Santa Sede. «Me parece que sobre esto el autor británico no cuenta más que mentiras. Dice que ha pasado meses estudiando en los archivos vaticanos y resulta que no pasó ni siquiera tres semanas en la Secretaría de Estado y ni siquiera se presentó todos los días. Cornwell dice que ha visto documentos relativos al período precedente a la guerra, y sin embargo, sólo pudo analizar aquellos que eran precedentes al pontificado de Pío XII, hasta 1922. Afirma haber encontrado un documento exclusivo que probaría el antisemitismo del Papa Pacelli y sin embargo no se trata más que de una carta cuyo contenido deforma de manera vulgar y que, además, ya había sido publicada en Italia hace siete años. Todo esto no habla a su favor. Es más, tengo la impresión de que con el objetivo de lanzar el “scoop” de su vida, publicando un libro sensacionalista, Cornwell no hace más que republicar las calumnias que se han lanzado contra Pío XII desde que a inicios de los años sesenta apareciera una obra de teatro en su contra titulada “El vicario”».

Entonces, ¿por qué ha hecho tanto ruido este libro? «Creo que la gran popularidad de Juan Pablo II no le gusta nada a algunos grupos, y por ello, en los últimos tiempos, se han tratado de vender libros escandalosos contra la Iglesia católica. Me parece que los editores no están muy interesados en comprobar la profesionalidad de estas acusaciones, lo importante es que se hable mal del pontificado y de la Santa Sede. Además, eso garantiza polémica y cobertura por parte de la prensa. El libro de Cornwell parece que apunta hacia este objetivo».

Fonte(s):

Frente Universitária Lepanto

fonte: http://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20070622050117AAQFOHF&show=7


 

Venerável Pio XII
Pio XII (italiano)
Pius PP. XII (latim)
Papa da Igreja Católica
Ordem: 261º Papa
Início do Pontificado: 2 de março de 1939
Fim do Pontificado: 9 de outubro de 1958
Período como Papa: 19 anos
Data da Coroação: 12 de Março de 1939
Predecessor: Pio XI
Sucessor: Beato João XXIII
Data de Nascimento: 2 de março de 1876
Local de Nascimento: Roma, Itália
Data de Falecimento: 9 de Outubro de 1958
Local de Falecimento: Castel Gandolfo
Nome de baptismo: Eugenio Maria Giuseppe Giovanni
Cargo à data da Eleição: Secretário de Estado
do Vaticano, Itália e Camerlengo
Ordenado Padre em: 2 de Abril de 1899
Sagrado Bispo em: 13 de Maio de 1917
Criado Cardeal em: 16 de Dezembro de 1929

Papa Pio XII, nascido Eugenio Maria Giuseppe Giovanni Pacelli (Roma, 2 de Março de 18769 de Outubro de 1958) foi eleito Papa no dia 2 de março de 1939 até a data da sua morte. Foi o primeiro Papa Romano desde 1724.

Foi o único Papa do século XX a exercer o Magistério Extraordinário da infalibilidade papal – invocado por Pio IX – quando definiu o dogma da Assunção em 1950 na sua encíclica Munificentissimus Deus. A sua ação durante a Segunda Guerra Mundial tem sido alvo de debate e polémica. Foi proclamado Venerável pelo Papa João Paulo II na década de 1990.

Foi o 3º Papa a nascer no dia 2 de Março, os outros 2 foram os Papas: Papa Adriano VI e Papa Leão XIII

Índice

 Biografia

 Início de carreira

Pacelli, de família da nobreza, era neto de Marcantonio Pacelli, fundador do L’Osservatore Romano, o jornal oficial do Vaticano, sobrinho de Ernesto Pacelli, conselheiro de finanças papal do Papa Leão XII, e filho de Filippo Pacelli, deão dos advogados do Vaticano.

Pacelli tornou-se sacerdote em Abril de 1899. Entre 1904 e 1916, Fr. Pacelli assistiu o Cardeal Gasparri na codificação do direito canónico. Foi nomeado Núncio Apostólico na Baviera pelo Papa Bento XV em 1917, e depois na Alemanha, na República de Weimar em Junho de 1920.

Elevado a Cardeal em 16 de Dezembro de 1929 pelo Pio XI, logo em 7 de Fevereiro de 1930 o Papa Pio XI nomeou-o Secretário de Estado. Durante a década de 1930 o Cardeal Pacelli fez concordatas com a Baviera, Prússia, Áustria e Alemanha. Fez ainda visitas diplomáticas na Europa e América, incluindo uma longa visita aos Estados Unidos da América em 1936.

Primeiro filho de um advogado com altas responsabilidades seculares da Santa Sé, iniciou os seus trabalhos apostólicos na igreja de Santa Maria Vallicella, fazendo parte de um grupo juvenil. No dia 2 de Abril de 1899 é ordenado sacerdote, passando a executar funções na Secretaria de Estado de monsenhor Gasparri. Ali, pode dizer-se, o futuro Pontífice aprendeu a escola do Papa Pio X, a quem ele mesmo canonizou meio século depois.

A 13 de Maio de 1917, em plena Primeira Grande Guerra, é nomeado núncio na Baviera, onde trabalhará tendo a paz e o auxílio às vítimas do conflito como principal objetivo. Três anos mais tarde, ocupa a Nunciatura de Berlim, tarefa que desempenhou até 1929, quando depois de ser investido cardeal, é designado secretário de Estado da Santa Sé.

Assistiu e assinou várias concordatas com vários Estados: Áustria (1933), Alemanha (1933), Iugoslávia (1935) e Portugal (Concordata entre a Santa Sé e Portugal, em 1940). Juntamente com o Arcebispo alemão Michael von Faulhaber rascunhou o documento que serviria de base para a encíclica Mit brennender Sorge que condenou os erros do nazismo.

A 2 de Março de 1939, no dia de seu 63º aniversário, é eleito Sumo Pontífice: toma o nome de Pio XII, em plena preparação de uma nova conflagração mundial. Evitá-la a todo o custo foi a sua primeira preocupação. Em maio, envia aos governos do Reino Unido, França, Polônia, Alemanha e Itália uma proposta para resolver, mediante uma reunião conjunta, os problemas inerentes à comprometida estabilidade política. A 24 de julho do mesmo ano, dirigiu por rádio um apelo à paz no mundo.

Pode-se dizer que Pio XII foi um dos principais protagonistas daqueles dias tão carregados de tragédia, porque procurou, com todas as suas forças, evitar a guerra. Na noite de Natal de 1942, condenou a perseguição judia na sua famosa alocução de Natal. Igualmente, em 1943 pronunciou um importante discurso aos cardeais, em que reafirmou a sua condenação da política alemã.

O seu silêncio durante os primeiros anos da guerra foi reconhecido por muitos historiadores como útil para salvar inumeráveis vidas humanas. Pio XII organizou a assistência da Santa Sé a favor dos perseguidos. Morreu a 9 de Outubro de 1958.

 Pontificado

Em 2 de Março de 1939, Pacelli tornou-se o primeiro Secretário de Estado, desde 1667, a ser eleito Papa; escolheu o nome de Pio XII. Seu papel durante a Segunda Guerra Mundial é controverso. O que é geralmente aceito é que o Papa seguiu uma política neutra à semelhança do que o Papa Bento XV havia feito na Primeira Guerra Mundial. O principal argumento tinha duas razões: a condenação pública de Adolf Hitler e do nazismo trariam pouco ou nenhum benefício ao desenrolar da guerra, já que seria certamente censurada na Alemanha e desconhecida para os católicos alemães (embora já houvesse na década anterior à guerra declarações de que catolicismo e nazismo eram incompatíveis); segundo, isso poderia desencadear uma forte perseguição religiosa aos católicos alemães, cortando as rotas de fuga usadas por opositores do nazismo, judeus e ciganos.

Quando, em 10 de Setembro de 1943 os nazistas invadiram Roma, o Papa abriu a Santa Sé aos refugiados, estimando-se que tenha concedido a cidadania do Vaticano a entre 800.000 e 1.500.000 de pessoas, e nos meses em que Roma se encontrava sob ocupação alemã, Pio XII instruiu o clero italiano sobre como salvar vidas usando de todos os meios possíveis.

Cento e cinqüenta e cinco conventos e mosteiros em Roma deram asilo a aproximadamente cinco mil judeus. Pelo menos três mil encontraram refúgio na residência de verão do pontífice, em Castel Gandolfo. Sessenta judeus viveram por nove meses dentro da Universidade Gregoriana e muitos foram escondidos no subsolo do Pontifício Instituto Bíblico. Seguindo as instruções de Pio XII, muitos padres, monges, freiras, cardeais e bispos italianos empenharam-se para salvar milhares de vidas judias. O cardeal Boetto, de Gênova, salvou pelo menos oitocentas vidas. O bispo de Assis escondeu trezentos judeus por mais de dois anos. O bispo de Campagna e dois de seus parentes salvaram outros 961 em Fiume.

Como conseqüência, e apesar do fato de Mussolini e dos fascistas terem cedido à exigência de Hitler de dar início às deportações também na Itália, muitos católicos italianos desobedeceram às ordens alemãs. É sabido que, enquanto cerca de 80% dos judeus europeus encontraram a morte durante a Segunda Guerra Mundial, 80% dos judeus italianos se salvaram.

O que é certo é que o Papa desenvolveu na sombra uma forte campanha de apoio aos judeus, e os seus críticos, todavia, não perdoam o fato de o Papa Pio ter mantido silêncio ao não falar publicamente contra o nazismo durante a guerra (talvez por temer represálias nazistas contra os católicos).

Robert M. W. Kempner, referindo-se à sua própria experiência durante o processo de Nuremberg, afirmou em uma carta à redação, depois de o Commentary ter publicado um trecho do livro de Guenter Lewy em 1964: “Qualquer movimento de propaganda da Igreja Católica contra o Reich hitlerista não só teria sido um ‘suicídio voluntário’ (…) mas teria também acelerado a execução capital de um maior número de judeus e sacerdotes”. Porém, apesar de ninguém considerar a Cúria Papal um exército, nem vê o papa como um general a quem se recorre para complicadas operações de salvamento e resgate, mas sim acredita ser a Igreja Católica uma força ética e uma reserva moral do Ocidente, de quem espera-se que aja em favor das vítimas justo nesses momentos terríveis. E ela se omitiu, segundo os seus críticos.

 As eleições italianas de 1948

Em fins de 1947, a Assembléia Constituinte italiana havia concluído o texto de um nova constituição que entraria em vigor em 1 de janeiro de 1948. Haviam sido convocadas eleições gerais para 18 de abril de 1948, comunistas e socialistas coligaram-se contra a Democracia Cristã liderada por De Gasperi.

À vista do bloqueio de Berlim naquele ano, a guerra fria entre a Rússia e as democracias ocidentais e a perseguição religiosa por trás da “Cortina de Ferro” levaram Pio XII a declarar que “soara a hora capital da consciência cristã”. Em suas palavras “toda a nação estava em plena transmutação dos tempos, que requeria por parte da Cabeça e dos membros da Cristandade, suma vigilância, incansável diligência e uma ação abnegada.” [1]

Coerente com o magistério da Igreja que já condenava o marxismo como heresia desde antes[2] de Leão XIII e através da encíclica Rerum Novarum e de outros documentos pontifícios[3] [4]de seus sucessores, naquelas eleições prestou claro apoio a De Gasperi e à Democracia Cristã italiana que, afinal, saiu-se vitoriosa, e proibiu o clero católico de votar no PCI (Partito Communista D’Italia) o que, segundo seus críticos, seria mostra de seu viés conservador.

Na verdade Pio XII se empenhara naquela eleição e com ele toda a Igreja Católica para garantir a vitória da Democracia Cristã na Itália e evitar que sucedesse na nascente democracia italiana o que vinha ocorrendo então, na denominada Cortina de Ferro. Em várias oportunidades tratou do tema como na Carta Apostólica Dum maerenti animo – A Igreja perseguida na Europa do Leste (29 de junho de 1956) [5] e na Carta Apostólica “Sacro vergente anno” – Consagração da Rússia ao Coração Imaculado de Maria (7 de julho de 1952) [6]

 Processo de Beatificação

Em 1965 o Papa Paulo VI deu início à causa da sua beatificação. No dia 8 de maio de 2007, a Congregação para a Causa dos Santos, à unanimidade, reconheceu que Pio XII praticou as virtudes teologais e as virtudes humanas em grau de heroísmo, submetendo a Bento XVI a decisão de declará-lo Venerável, último estágio que antecede à declaração de beato. A Congregação revisou três mil páginas de documentos e testemunhos sobre a vida de Pio XII. Em dezembro de 2007 o Papa Bento XVI determinou o estudo mais aprofundado de alguns documentos para o que criou uma comissão dentro da sua Secretaria de Estado [7] o que implica num retardamente na tramitação do processo.

 Brasão e Lema

Brasão pontif�cio de Pio XII Brasão pontifício de Pio XII

  • Descrição: Escudo eclesiástico. Campo de goles com uma pomba com a cabeça voltada para trás, pousada sobre um monte de três cômeros, à italiana, tudo de argente; a pomba sustentando no bico um ramo de oliveira, posto em barra, de sinopla. Contra-chefe de blau ondado de argente. Brocante e cozida sobre a divisão do campo, um faixeta de sinopla. O escudo está assente em tarja branca. O conjunto pousado sobre duas chaves decussadas, a primeira de jalde e a segunda de argente, atadas por um cordão de goles, com seus pingentes. Timbre: a tiara papal de argente com três coroas de jalde. Sob o escudo, um listel de blau com o mote: OPVS IVSTITIÆ PAX, em letras de argente. Quando são postos suportes, estes são dois anjos de carnação, sustentando cada um, na mão livre, uma cruz trevolada tripla, de jalde.
  • Interpretação: O escudo obedece às regras heráldicas para os eclesiásticos. O campo de blau (azul) representa o firmamento celeste e ainda o manto de Nossa Senhora, sendo que este esmalte significa: justiça, serenidade, fortaleza, boa fama e nobreza. Nele estão as armas falantes da família do pontífice, com seu monte de três cômoros e pomba, símbolo da paz, donde vem o nome Pacelli, sendo de argente (prata) representa: inocência, castidade, pureza e eloqüência. O ramo de oliveira e a faixeta, sendo de sinopla (verde), simbolizam esperança, liberdade, abundância, cortesia e amizade. O contra-chefe é um mar ondado, acrescentado às armas da família Pacelli, e representa as águas revoltas da vida, por onde o Soberano Pontífice tem que conduzir a Igreja, a Barca de Pedro. Os elementos externos do brasão expressam a jurisdição suprema do papa. As duas chaves “decussadas”, uma de jalde (ouro) e a outra de argente (prata) são símbolos do poder espiritual e do poder temporal. E são uma referência do poder máximo do Sucessor de Pedro , relatado no Evangelho de São Mateus, que narra que Nosso Senhor Jesus Cristo disse a Pedro: “Dar-te-ei as chaves do reino dos céus, e tudo o que ligares na terra será ligado no céu, e tudo o que desligares na terra, será desligado no céu” (Mt 16, 19). Por conseguinte, as chaves são o símbolo típico do poder dado por Cristo a São Pedro e aos seus sucessores. A tiara papal usada como timbre, recorda, por sua simbologia, os três poderes papais: de Ordem, Jurisdição e Magistério, e sua unidade na mesma pessoa. No listel o lema : “A Paz é obra da Justiça” , é uma demonstração do muito que papa trabalhou pela paz e contra os horrores da guerra.

 Post mortem

Após sua morte, na residência papal de Castelgandolfo, em 9 de outubro de 1958, não foram tomados os devidos cuidados no embalsamamento de seu corpo. Riccardo Galeazzi-Lisi, que havia conquistado a confiança do Papa Pio com relação à sua saúde, acabou por utilizar um método de embalsamamento absolutamente inadequado, que incluía a aromatização do corpo. Tanto que, durante o velório, o processo de decomposição do cadáver acelerou-se a olhos vistos (inclusive com o desprendimento dos restos do nariz), e alguns dos membros da Guarda Suíça tiveram que se revezar a cada quinze minutos; do contrário, poderiam desmaiar devido ao péssimo odor. Na noite de 12 de outubro, os restos de Pio XII foram removidos secretamente, para que o corpo santo do Papa finalmente recebesse um tratamento correto. E numa completa falta de consideração com o pontífice falecido, Galeazzi-Risi ainda tentou vender fotos da agonia e da morte do Papa Pio para a revista francesa Paris Match, que sensatamente recusou a proposta.

Evidentemente, o inusitado episódio causou enormes constrangimentos ao Vaticano, pelo que João XXIII tratou de expulsar Riccardo Galeazzi-Lisi, médico pessoal do Papa Pio e responsável pelo embalsamamento, tão logo venceu o conclave de 1958 e coroou-se sucessor de Pio XII.

Encíclicas

Entre as suas mais representativas encíclicas e mensagens estão:

  • Summi pontificatus: Programa do pontificado, 1939
  • La Solennità della Pentecoste: No 50º. aniversário da Rerum Novarum, 1941 (Radiomensagem)
  • Mystici Corporis Christi: Sobre o Corpo Místico, 1943
  • Divino afflante Spiritu: Sobre os estudos bíblicos, no 50º. aniversário da encíclica Providentissimus Deus, 1943
  • Ecco alfine terminata: Radiomensagem sobre o fim da II Guerra na Europa, 1945
  • Communium Interpretes Doloraum: Apelo à oração pela Paz, 1945
  • Quemadmodum: Encíclica sobre a assistência a dar às crianças indigentes 1946
  • Fulgens Radiatur: Encíclica sobre São Bento, 1947
  • Mediator Dei: Sagrada Liturgia, 1947
  • Optatissima pax: Encíclica em que são pedidas orações públicas para obter a concórdia entre os povos, 1947
  • Auspicia Quaedam: Oração pública pela paz mundial e Problema da Palestina, 1948
  • In Multiplicibus Curis: Oração pela paz na Palestina, 1948
  • Decretum Contra Communismum: Decreto do Santo Ofício que excomunga os católicos que colabararem com o comunismo ou o socialismo, 1949
  • Redemptoris Nostri Cruciatus: Sobre os Lugares Santos da Palestina, 1949
  • Anni Sacri: Encíclica com a qual se pedem orações públicas para uma renovação cristã dos costumes e para a concórdia entre os povos, 1950
  • Humani Generis: Sobre falsas opiniões ameaçando os fundamentos da Doutrina Católica, 1950
  • Menti Nostrae: Exortação Apostólica sobre a santidade da vida sacerdotal, 1950
  • Munificentissimus Deus, fixa o dogma da Assunção da Virgem Maria, em corpo e alma ao céu,1950
  • Sempiternus Rex: Encíclica sobre o XV centenário do Concílio Ecumênico de Calcedônia, 1951
  • Ingruentium Malorum: Sobre a recitação do Santo Rosário, especialmente no mes de outubro, 1951
  • Doctor Mellifuus: Encíclica sobre o VIII centenário da morte de São Bernardo de Claraval, 1953
  • Fulgens Corona: Proclama Ano Mariano na Comemoração do Centenário da Definição do Dogma da Imaculada Conceição, 1953
  • Sacra virginitas: Encíclica sobre a sagrada virgindade, 1954
  • Ecclesiae fastos: Encíclica no XII centenário da morte de São Bonifácio, bispo e mártir, 1954
  • Ad Caeli Reginam: Encíclica sobre a Realeza da Virgem Maria, 1954
  • Musicae sacrae disciplina: Encíclica sobre a música sacra, 1955
  • Haurietis aquas: sobre o culto do Sagrado Coração de Jesus, 1956
  • Datis Nuperrime: Lamenta os acontecimentos na Hungria, e condena o uso da força, 1956
  • Le Pèlerinage de Lourdes: Encíclica sobre o centenário das aparições da Ssma. Virgem em Lourdes, 1957
  • Miranda Prorsus: Sobre Cinema, Rádio e Televisão, 1957
  • Ad Apostolorum Principis: Sobre as dificuldades da Igreja Católica na China, 1958
  • Meminisse iuvat: Pela paz no mundo e liberdade da Igreja, 1958

Beatificações e canonizações

No seu pontificado, Pio XII canonizou oito santos, incluindo o Papa Pio X, e beatificou cinco pessoas. Consagrou o mundo ao Imaculado Coração de Maria em 1942.

fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Papa_Pio_XII

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