Em Fátima, Papa Bento XVI condena egoísmo e terror


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O papa Bento XVI condenou nesta quinta-feira (13) o “egoísmo de nação, raça e ideologia”, durante a missa celebrada no Santuário de Fátima, em Portugal, e assistida por meio milhão de pessoas, de acordo com o episcopado local.

“Com a família humana pronta para sacrificar os seus laços mais santos no altar do egoísmo da nação, de raça, de ideologia, de grupo e de indivíduo, veio do céu a nossa Maria, oferecendo-se para transplantar no coração dos que confiam no amor de Deus o que arde no seu”, afirmou o Pontífice.

A missa foi iniciada por volta das 10h locais (6h no horário de Brasília) e ocorre em celebração aos 93 anos da primeira aparição de Nossa Senhora de Fátima na cidade portuguesa, e aos 10 anos da beatificação de dois dos três pastorinhos, Jacinta e Francisco, os quais, junto com Lúcia, viram a Virgem em 1917, segundo a Igreja Católica.

“Se ilude quem pensa que a missão profética de Fátima está concluída”, observou Bento XVI, contando querer rezar “pela nossa humanidade aflita pela miséria e sofrimentos”.

“O homem poderia romper um ciclo de morte e de terror, mas não consegue interrompê-lo”, afirmou o Papa, em meio a gritos de “Viva” e cantos em homenagem à Nossa Senhora de Fátima.

O Pontífice ainda contou que viajou à Fátima “como peregrino”, já que “esta é a ‘casa’ que Maria escolheu para falar com nós nos tempos modernos”.

Bento XVI foi acolhido calorosamente pelos fiéis quando chegou à esplanada do Santuário de Fátima, no papamóvel.

Entre os presentes na celebração, destaca-se o chefe de Estado de Portugal, Aníbal Cavaco Silva, e 1.422 cardeais.

A missa está sendo presidida pelo Pontífice, ao lado do secretário de Estado do Vaticano, cardeal Tarcísio Bertone, do prefeito emérito da Congregação para as Causas dos Santos, José Saraiva Martins, do arcebispo de Madri, Antonio Maria Rouca Varela, do arcebispo de Barcelona, Lluis Martinez Sistach, e do cardeal chinês e ex-arcebispo de Hong Kong Zen Zé-kiun.

No ano 2000, cerca de 400 mil pessoas acompanharam a missa celebrada pelo papa João Paulo II no santuário mariano, na qual Jacinta e Francisco foram beatificados.

Também nesta quinta-feira (13) o Vaticano relembra os 29 anos do atentado cometido contra João Paulo II na Praça São Pedro pelo turno Mehmet Ali Agca, o qual recentemente tentou obter um visto de entrada em Portugal para se reunir com Bento XVI.

O Papa iniciou na última terça-feira (11) uma visita apostólica a Portugal, que terminará amanhã. A viagem incluiu passagens por Lisboa, Fátima e Porto, além de reuniões com autoridades políticas e religiosas locais.

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