Estatua de Nossa Senhora dos Bosques


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No dia 9 de setembro de 1909, eu estava celebrando a Missa na capela Nossa Senhora de Gray, quando a Virgem Santíssima me mostrou o bosque e a casa onde Ela desejava estabelecer uma peregrinação. Eu conhecera o bosque quando rapazinho. Mas já fazia uns trinta ou quarenta anos que eu não o via. Entretanto, ele me foi mostrado com tal clareza que, sem que me fosse designado nomeadamente, logo percebi onde se localizava. A casa estava diante de mim, tão perto como se eu tivesse acabado de sair dela.

No dia 12 de dezembro de 1911, como fazia todos os anos na mesma data e quando possível, eu lá ia para o aniversário da minha consagração sacerdotal, chegando à capela dos Lazaristas, em São Vicente de Paulo. Regressando ao ônibus, para retornar à Gare du Nord, notei na encruzilhada de …., próxima a um açougue, uma vitrine com mercadorias, apresentando diversas estátuas da Virgem Maria; entre as quais, uma em que Ela se encontrava sentada, outra, bem pequena, e aquela que me fora mostrada em Gray. Ao revê-la, não achei nem bonita nem interessante. Não podia acreditar que a Santíssima Virgem Maria pudesse ter escolhido tal imagem. Havia, igualmente, uma reprodução de Nossa Senhora de Chartres, mas a de Nossa Senhora de Sous-Terre me agradou muito mais. Porém, ainda não era essa a que a Virgem Santíssima desejava. A Mãe Santíssima acha, muitas vezes, que essas estátuas não são bonitas, mas isso não A impede de amá-las como sinais de afeto que temos por Ela, e de nos servirmos delas como canal para atingir as Suas graças.

Conde Paul Biver
Apóstolo e místico – Le Père Lam

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