Este estudo é a conclusão do post anterior sobre panteísmo:
Panteísmo Com o tempo e o desenvolvimento as necessidades humanas passam a se tornar mais complexas. A sobrevivência assume contornos mais específicos, o crescimento populacional hipertrofiado graças à tecnologia que garante maior sucesso na preservação da prole e da longevidade, gera uma série de atividades competitivas e estruturalistas nas sociedades, que se tornam cada vez mais estratificadas.
Nesse meio tempo a influência racional em franca ascensão tenta decifrar as transcendentes essências espirituais da natureza. Surge então o POLITEÍSMO, onde os elementos divinos são então personificados com qualidades cada vez mais humanas.
Eles pregam a existência de vários “deuses” um deus para cada situação e momento, desobedecendo o que o DEUS de Israel nos ordena “CRER NO SENHOR TEU DEUS COM TODO O TEU CORAÇÃO COM TODA A TUA ALMA E SÓ A ELE SERVIRÁ”, Ele é o unico que realiza o impossível , o que pode fazer a Água por ti se ela é só uma criação de Deus e não tem poder próprio até o seu movimento , sua temperatura, brandura e alvoroço é controlado por Deus as águas assim como qualquer outro ser da natureza, seja ele, a terra, o fogo, os animais em geral, o vento, todos estão submissos ao SENHOR DOS SENHORAO DEUS DE TODO PODER SOBERANO E UNICO DIGNO DE TODA GLÓRIA.
O que era antes apenas a Água, um ser de essência espiritual metafísica e sagrada, agora passa a ser representada por uma entidade antropomórfica ou zoomórfica relacionada à água. No princípio as características dessas divindades não são muito afetadas, mas com o tempo, a imaginação humana ou a tentativa de se adequar as religiões às estruturas sociais, elas ficam cada vez mais parecidas com os seres humanos comuns, surgindo então entre os deuses relacionamentos similares aos humanos inclusive com conflitos, ciúmes, traições, romances e etc.
O que esse querer ser deus de qualquer forma lhe lembra?Quem em seu orgulho queria se igualar a Deus? É ele mesmo Lucifer…..satanás….. e também é ele que coloca na cabeça dos seres humanos essa vontade de divinizar alguma coisas pois por INVEJA de Deus ele quer, que os olhares se desviem do criador fazendo taís abominações.
E cada vez mais os deuses perdem características transcendentes até que a “degeneração” chegue a ponto destes se relacionarem sexualmente com seres humanos, o que significa a perda da natureza metafísica, da característica invisível, ou mais, de haver relações físicas e pessoais de violência entre humanos e divindades, sem qualquer caráter transcendente. Em muitos casos é difícil distinguir com clareza se determinadas religiões são Pan ou Politeístas.
Mesmo no estágio Panteísta por vezes pode-se identificar com muita evidência algumas personificações das entidades divinas, mas algumas características como as citadas no parágrafo anterior são exclusivas do politeísmo. É possível que os elementos que contribuam ou realizem essa transição sejam o Animismo, Fetichismo e Totemismo.
O Totemismo, a mais primitiva das religiões, c
om a idéia de totem, maná e tabu, subordina um grupo de homens chamado clã aos seres considerados sagrados. O totem refere-se a tudo o que os membros de um clã julgam sagrados. Podem ser animais, árvores, pessoas etc. O termo mana designa uma força, material e espiritual, comum aos seres e coisas sagrados. O tabu — proibições — visa, essencialmente, a separar o sagrado do profano. (Challaye, 1981, cap. I)
O animismo é a religião que coloca em toda a natureza espíritos mais ou menos análogos ao espírito do homem. O Animismo foi, a princípio, chamado Fetichismo, coisa encantada, dotada de força mágica (Challaye, 1981, cap. II).
Ocorre também uma relativa equivalência entre deidades femininas e masculinas, embora as masculinas mostrem sinais de predominância a medida que o sistema de crenças se torne mais mundano, características de uma fase mais racional e técnica onde muitas vezes a religião politeísta caminha junto com filosofias da natureza. É sempre nesse estágio também que as sociedades desenvolvem escrita, ou pelo menos passa a utilizar símbolos abstratos e códigos visuais mais elaborados, no caso do politeísmo asiático, egípcio e europeu, por exemplo, evoluiu para um sistema de escrita complexo.
Muitas destas religiões têm então, narrativas de seus mitos em forma escrita, mas tais não possuem o valor e a significância de uma Revelação propriamente dita. Num estágio final tende a ocorrer o fenômeno da Monolatria, onde a adoração se concentra numa única divindade, o que pode ser o ponto de partida para o Monoteísmo.
Autor Anonimo
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