Maria tinha três anos e três meses, quando fez o voto de associar-se às virgens santas, que se
dedicavam ao serviço do Templo. Antes da partida fizeram na casa paterna uma grande festa, à qual
estiveram presentes cinco sacerdotes, que sujeitaram Maria à uma espécie de exame, para ver se já
chegara à idade de juízo e madureza de espírito, para, ser admitida no Templo. Disseram-lhe que os
pais tinham feito por ela o voto, que não devia beber vinho ou vinagre, nem comer uvas ou figos.
Maria ainda acrescentou que não comeria nem peixe, nem especiarias, nem frutas, senão uma
espécie de pequenas bagas amarelas, que não beberia leite, dormiria na terra e se levantaria três
vezes durante a noite para rezar.
Os pais de Maria ficaram muito comovidos com estas palavras. Joaquim abraçou a filha, exclamando, entre lágrimas: “Oh, minha querida filha, isto é duro demais; se assim queres viver, teu velho pai não te verá mais”. – Foi um momento de profunda comoção. Os sacerdotes, porém, disseram que se devia levantar só uma vez para a oração, como as outras virgens, juntando ainda outras circunstâncias atenuantes, como, por exemplo, que devia comer peixe nas grandes festas”. Maria ofereceu-se também para lavar as vestes dos sacerdotes e outras roupas grossas. No fim da solenidade, vi que Maria foi abençoada pelos sacerdotes.
Ela estava em pé, num pequeno trono, entre dois sacerdotes; aquele que a abençoou, estava-lhe
em frente, os outros atrás. Os sacerdotes rezaram alternadamente, em rolos de pergaminho e o
primeiro abençoou-a, estendendo as mãos sobre ela.
Tive nessa ocasião uma maravilhosa visão do estado íntimo da santa Menina. Vi-a como que iluminada e transparente pela bênção do sacerdote e sob seu Coração, em glória indizível, vi a mesma imagem que na contemplação do santo Mistério na Arca da Aliança.
Numa forma luminosa, igual à do cálice de Melquisedec, vi figuras brilhantes,
indescritíveis, da
bênção da promissão. Era como trigo e vinho, carne e sangue, que tendiam a
unir-se. Vi, ao mesmo tempo, que sobre essa aparição o Coração da Virgem se
abriu, como a porta de um templo e o mistério da promissão, cercado como de
um dossel, guarnecido de misteriosas pedras preciosas, lhe entrou no Coração
aberto; era como se a Arca da Aliança entrasse no templo. Depois disso,
encerrava o coração da Virgem o maior bem que naquele tempo havia no
mundo. Desaparecendo essa imagem, vi apenas a santa Menina cheia de
ardente devoção e amor.
Vi-a como que extasiada e elevada acima da terra“. Joaquim e Ana viajaram com Maria para Jerusalém. Em procissão solene foi a Menina introduzida no Templo; depois de oferecido um sacrifício, erigiu-se um altar por baixo de um portal. Maria ajoelhou-se nos degraus, enquanto Joaquim e Ana lhe puseram as mãos na cabeça, proferindo orações de oferecimento. Um sacerdote cortou-lhe então um anel do cabelo queimou-o num braseiro e vestiu-a de um véu pardo. Dois sacerdotes conduziram Maria muitos degraus para cima, à parede divisória que separa o Santo do resto do Templo e colocaram-na num nicho, do qual se via o Templo, em baixo. Depois um sacerdote ofereceu incenso no altar próprio.
“Vi brilhar sob o Coração de Maria uma auréola de glória e soube que continha a promissão, a bênção santíssima de Deus. Essa auréola aparecia como que cercada pela arca de Noé, de modo que a cabeça da Santíssima Virgem sobressaia acima da Arca. Depois vi a figura da arca de Noé transformar-se na da Arca da Aliança, cercada pela aparição do Templo. Então vi desaparecer essas formas e sair da auréola brilhante a figura do cálice da última ceia, diante do peito de Maria. Aparecendo-lhe diante da boca um
pão assinalado com uma cruz.
Dos lados lhe emanavam numerosos raios de luz, em cujas extremidades apareciam muitos mistérios e símbolos da SS. Virgem, como, por exemplo, os nomes da Ladainha de N. Senhora, em figuras. Do ombro direito e do esquerdo cruzavam-se dois amos de oliveira e cipreste sobre uma palmeira pequena, que vi aparecer atrás de Maria. Entre esses ramos vi as formas de todos os instrumentos da paixão de Jesus.
O Espírito Santo, com asas luminosas, parecendo mais
figura de homem do que de pomba, pairou sobre a
aparição. No alto vi o céu aberto, com a Jerusalém
celeste no centro, com todos os palácios, jardins e
habitações dos futuros Santos; tudo estava cheio de Anjos;
também a auréola de glória que cercava Maria, estava cheia de
cabeças de Anjos.
Então desapareceu a visão gradualmente, como aparecera. Por fim vi somente o
esplendor sob o Coração de Maria e luzir nele a bênção da promissão. Depois
desapareceu também essa visão e vi apenas a Santa Menina, consagrada ao Templo,
guarnecida de seus adornos, sozinha entre os sacerdotes”.
Maria despediu-se dos pais e foi entregue às mestras: Noemi, Irmã da mãe de
Lázaro e a profetisa Ana, outra matrona. Então vi uma festa das virgens do Templo.
Maria tinha de perguntaràs mestras e às meninas, uma a uma, se queriam deixá-la
ficar junto delas. Era o costume adotado.
Depois fizeram uma refeição e no fim houve uma dança; estavam umas em frente às outras, duas a duas e dançando formavam figuras: cruzes, etc.
Amemos Nossa Senhora, Amemos de Todo nosso coração! Ah se o homem pudesse compreender a grandeza que está em amar Maria, mesmo sem compreender peça ao Espírito Santo que te ensine a Amar a Rainha Celeste, a Estrela do Mar, a Virgem Soberana, Aquela que é o Repouso da Santíssima Trindade!!
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Eu amo muito nossa Senhora, pois por intercessão dela eu e minha família deixamos de ser católicos mornos e frequentamos assiduamente os sacramentos, e também ela me trouxe uma linda filha!!!Como não amar uma mãe que só nos faz bem, e nos trouxe o nosso SALVADOR!!!