26 de fevereiro – nova proibição
Aproveitando a momentânea confusão, as autoridades baixaram um novo interdito de voltar à gruta. A cena do dia 22 se repetiu: havia 600 pessoas, mas Nossa Senhora não apareceu.
10ª aparição – sábado, 27 de fevereiro
Uma massa compacta de 800 pessoas aguardava Bernadette na Gruta por volta das 6:30h.
Por 15 minutos, Bernadette caminhou de joelhos e beijou o chão várias vezes.
Em seguida comandou a multidão por duas vezes, com gestos, para que repetisse aquele ato de penitência.
Só na segunda vez os presentes obedeceram.
A partir daquele dia, o chão e a pedra sagrada de Massabielle são cobertos de beijos de pessoas de todo o mundo.
11ª aparição – domingo, 28 de fevereiro
Caía uma chuva fina e constante, e fazia um frio terrível, enquanto cerca de 1200 pessoas se encontravam na Gruta desde o amanhecer.
Bernadette chegou às 7h.
Pôs-se de joelhos, rezou o terço e beijou a terra, enquanto um potente sopro pareceu passar sobre os presentes.
Todos ou quase todos os espectadores se ajoelharam, rezaram e beijaram o chão com Bernadette.
12ª aparição – segunda-feira, 1º de março
Desta vez, o pai de Santa Bernadette acompanhou a filha à Gruta. Desde cedo, havia ali por volta de 1500 pessoas.
A pedido, a vidente tinha levado o terço de uma outra pessoa, mas na hora de rezá-lo a Dama lhe perguntou: “Onde está o teu terço?”. Bernadette tirou-o então do bolso. Sorrindo, a Virgem lhe disse: “Usai-o”.
A Santa repetia os gestos: comer ervas, beber e se lavar com a água da gruta. O povo começou a imitá-la, e se constatou que a água brotava cada vez mais límpida e abundante.
Entre os assistentes, por primeira e única vez esteve um sacerdote.
Foi o Pe. Antoine Dezirat, que ignorava a interdição ao clero de comparecer ao local.
Ele escreveu: “Só Bernadette viu a aparição, mas todo o mundo tinha como que o sentimento de sua presença. [...] Respeito, silêncio, recolhimento, reinavam por todo lado. [...] Oh! como estava bom. Eu acreditava estar no vestíbulo do Paraíso!”.
Na noite daquele dia aconteceu o primeiro milagre. Catherine Latapie, grávida de nove meses, tinha paralisados dois dedos da mão direita. O mal lhe impedia atender às necessidades do lar e dos filhos. Ela imergiu a mão na água e sentiu um grande bem-estar, com os dedos movimentando-se naturalmente!
13ª aparição – terça-feira, 2 de março
Nessa data, Bernadette teve só uma breve visão da Dama. Havia por volta de 1650 pessoas.
“Ela me disse que eu devia dizer aos padres para construir uma capela aqui”.
E contou como cumpriu essa missão: “Fui procurar o senhor pároco, para lhe dizer que uma Dama me tinha ordenado de ir dizer aos padres para construir ali uma capela. Ele me olhou um momento, e logo me perguntou num tom incomodado quem era essa Dama. Eu lhe respondi que não sabia. Então ele me encarregou de perguntar a ela o nome, e de voltar para lhe contar”.
“A Dama disse: ‘Devem vir aqui em procissão’” –– contou a vidente ao pároco, Pe. Dominique Peyramale. Para o sacerdote, isso foi demais.
14ª aparição – quarta-feira, 3 de março
Três mil pessoas se apinhavam em torno da gruta. Santa Bernadette rezou por muito tempo. Mas se levantou com os olhos repletos de lágrimas, e clamou: “Não me apareceu”.
No mesmo dia, após a aula, sentiu um convite interior de Nossa Senhora. Retornou à gruta, e desta vez A viu.
Bernadette cumpriu a ordem do pároco: “Eu lhe perguntei seu nome, por parte do senhor pároco. Mas ela não fazia outra coisa senão sorrir. Voltando, fui à casa do senhor pároco para dizer-lhe que tinha cumprido a missão, mas que não tinha recebido outra resposta senão um sorriso. Então ele me disse que ela zombava de mim, e que eu faria bem de nunca mais voltar. Mas eu não podia me impedir de ir”.
Fechando a questão, o Pe. Peyramale orientou: “Se a Senhora deseja realmente uma capela, que diga seu nome e faça florescer a roseira da Gruta”.
Noutra época, quando Santa Catarina Labouré soube, em Paris, das aparições de Nossa Senhora em Lourdes, exclamou: “É a mesma!”.
A santa lamentou várias vezes que não se tivesse construído na rue du Bac o santuário dedicado à Medalha Milagrosa, pedido pela Mãe de Deus: “Se os superiores tivessem querido, a Santa Virgem teria escolhido nossa capela” para operar os milagres de Lourdes, disse em outra ocasião.
Para Santa Catarina, Nossa Senhora escolheu Lourdes para suprir a falta de interesse das autoridades religiosas de Paris.
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