Milagre Eucarístico


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Em abril/maio de 1989, aconteceu um congresso em Curitiba (PR) em que especialistas em diversas áreas de Medicina, Parapsicologia e Teologia alertaram contra os curandeiros: as chamadas “curas espirituais” são na realidade meramente aparentes e, muito perigosas e contraproducentes.

Temos rejeitado o curandeirismo assim como explicamos outros falsos milagres: sangue e lágrimas de certas imagens, impressões a “fogo” pela energia corporal transformada em calor; movimentos automáticos com os quais o inconsciente responde na perigosa – assim chamada – “brincadeira do copo” etc.

Não há milagres dos demônios, nem dos espíritos dos mortos, nem dos inexistentes exus e orixás (na realidade forças da natureza consideradas deuses, divinizadas pela superstição) etc. Erros de interpretação de fatos naturais. Superstições.
Mas há milagres de Deus! E só de Deus. De toda espécie. Com eles Deus “assina” a doutrina que ele revelou. Milagres, muito superiores aos fenômenos das superstições.

Para hoje, só um exemplo. Importantíssimo e claríssimo. Todos podemos vê-lo, analisá-lo e comprová-lo. Em Lanciano (Itália), começou há doze séculos e ainda continua!

O milagre eucarístico de Lanciano em Abruzzo (Itália), que remonta ao século VIII, é o mais antigo dos milagres eucarísticos acontecidos no mundo. A narração do fato está presente num documento de 1631: “Nesta cidade de Lanciano, por volta dos anos 750 de Nosso Senhor, encontrou -se, no mosteiro de São Legonziano, onde habitavam monges de São Basílio, hoje chamados de São Francisco, um monge, o qual, letrado nas ciências do mundo, mas ignorante naquelas de Deus, passava os dias duvidando se na hóstia consagrada existia o verdadeiro corpo de Cristo, e se no vinho existia o verdadeiro sangue. Todavia, por causa da contínua oração, não foi abandonado pela divina graça e constantemente pedia a Deus que lhe tirasse do coração esta aflição que ia envenenado sua alma”. Conta ainda o autor anônimo do manuscrito: “Numa manhã, no meio do seu sacrifício, depois de ter proferido as santíssimas palavras da consagração, viu o pão converter-se em carne e o vinho em sangue. Ficou aterrorizado diante deste estupendo milagre; mas finalmente, o temor cedeu ao contentamento espiritual, que enchia os olhos e a alma.

Os frades franciscanos construíram sobre a antiga igrejinha de São Legonziano um novo santuário onde, desde 1258, repousam as relíquias eucarísticas. Primeiramente elas foram colocadas em uma capela ao lado do altar mor e a partir de 1902 as relíquias foram guardadas atrás do tabernáculo do altar monumental, erguido pelos leigos no centro do presbitério. A hóstia que virou carne, como hoje se pode observar conservada num ostensório de prata, tem o tamanho da hóstia grande que atualmente é usada na Igreja latina. É ligeiramente marrom e se torna toda rósea se observada em transparência. O vinho transformado em sangue está contido num cálice de cristal.

Após o Concílio Vaticano II os Franciscanos decidiram submetê-las a análises científicas. Assim, em 1970, o professor Odoardo Linoli, docente de Anatomia foi encarregado de realizar os testes. Os resultados foram extraordinários: aquela carne e aquele sangue – mesmo tendo sido deixados em estado natural, sem qualquer tipo de conservação ou mumificação por doze séculos, e expostos a ação de agentes físicos, atmosféricos e biológicos – apresentam as mesmas características de uma carne e de um sangue coletados no mesmo dia.

O Sangue “coagulou” em cinco porções: coagulado por fora em pequena película, completamente líqüido por dentro.  Cada porção – apesar de todas serem de tamanhos diferentes – pesa igual as outras, uma, duas ou todas juntas. Duas porções pesam a mesma coisa que uma só. Três pesam o mesmo que uma ou que as cinco juntas.

É mesmo Carne e Sangue, humanos! Carne e Sangue do mesmo grupo sangüíneo: AB, característico de 95% dos judeus. A carne é precisamente do coração.

Vivos! Todas as células, os glóbulos brancos, glóbulos vermelhos… Tudo bem vivo!;

Diante disto não há como haver dúvidas! Não é simbolíco, a hóstia é verdadeiramente o corpo de Cristo.  Com este milagre, Deus confirmou a amorosa presença real de Cristo na Eucaristia.

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