“Não te digo até sete, mas até setenta vezes sete”


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Você às vezes acha difícil acreditar que recebeu perdão total de Deus para os seus pecados por meio de Jesus Cristo? Você crê nisso intelectualmente. Mas, e lá no fundo do seu coração?


Imagine-se como parte da multidão, enquanto esta história registrada no Livro de Lucas acontece:


“Chegaram uns homens trazendo um paralítico numa esteira…Vendo a fé que eles demonstravam, Jesus disse ao homem: ‘Amigo, os seus pecados estão perdoados!’

“Quem será que esse homem pensa que é?”exclamavam entre si os fariseus e os mestres da Lei. Ïsto é blasfêmia! Quem pode perdoar pecados, a não ser Deus?”

“Jesus sabia o que eles estavam pensando e respondeu: ‘Por que é blasfêmia?…Agora Eu vou provar minha autoridade, pela demonstração do meu poder para curar a doença. Então Ele disse ao paralítico: “Levante-se, enrole a sua esteira e vá para casa”.

A Palavra santa de Deus nos diz que Jesus Cristo, mediante a sua morte na cruz, nos libertou. Estamos livres do pecado, da Lei, da escravidão da culpa que o pecado e a lei produzem.

 

“Logo após seus pecados serem perdoados no sacramento da Confissão, esqueça deles.” (Padre Pio de Pietrelcina)

”Pois quanto o céu se alteia acima da terra, assim é grande a sua misericórdia para com os que o temem. Quanto dista o Oriente do Ocidente, assim afasta de nós as nossas transgressões.”

Bento XVI deteve-se, muitas vezes, sobre a misericórdia de Deus e a força do perdão.

Cidade do Vaticano,  - “Não te digo até sete, mas até setenta vezes sete”: é a exortação que  Jesus dirige a Pedro que lhe pergunta quantas vezes se deve perdoar. Em seguida, o Senhor conta a conhecida parábola do rei que perdoa a dívida a um servo seu, o qual não mostra, por sua vez, a mesma compaixão para com um seu devedor.



O perdão “é o modo como Deus vence”. Apesar da nossa fragilidade, ressalta Bento XVI, o Senhor, rico de misericórdia e de perdão, transforma a vida do homem e o chama a segui-lo”.

O amor de Deus é um amor sem fim, reitera o Papa. E nos encoraja a tomar parte deste amor que brota do coração de Jesus, da Eucaristia:

“Portanto, toda vez que se aproximarem do altar para a celebração eucarística, o ânimo de vocês se abra ao perdão e à reconciliação fraterna, pronto a aceitar os pedidos de desculpas daqueles que os feriram e pronto a perdoar.” (Missa na Catedral de Albano, 21 de setembro de 2008)

Um perdão que nasce da conversão do coração, da humildade, do reconhecer-se pecadores. “Justamente abaixando-nos junto com Cristo – observa o Pontífice – nós nos elevamos até Ele e até Deus”:

“Deus é amor e por isso o curvar-se, o abaixamento que o amor nos pede é, ao mesmo tempo, a verdadeira ascensão. Justamente assim, abaixando-nos, nós alcançamos a altura de Jesus Cristo, a verdadeira altura do ser humano.” (Homilia, Missa de Pentecostes, 15 de maio de 2005)

 

Também a Igreja nasce marcada pelo perdão. De fato, justamente o perdão é o novo poder que Jesus dá aos Apóstolos no dia de Pentecostes. O perdão une os homens. Vence as divisões da humanidade:

“A força que supera Babel é a força do perdão. Jesus pode conceder o perdão e o poder de perdoar, porque ele mesmo sofreu as conseqüências da culpa e as eliminou na chama de seu amor. O perdão vem da Cruz; ele transforma o mundo com o amor que se doa. O seu coração aberto na Cruz é a porta através da qual a graça do perdão entra no mundo. E somente essa graça pode transformar o mundo e edificar a paz.” (Homilia, Missa de Pentecostes, 15 de maio de 2005)

Bento XVI deteve-se ainda longamente sobre o tema do perdão na catequese dedicada a Judas Iscariotes, o apóstolo que traiu Jesus. Também Pedro – recorda o Papa – traiu o Senhor, mas soube aceitar o seu perdão, soube se confiar à misericórdia divina. Em Judas, ao invés, o arrependimento “degenera em desespero” e acaba num ato de “autodestruição”:

“É para nós um convite a jamais deixar de esperar na divina misericórdia. (…) Jesus respeita a nossa liberdade; Jesus espera a nossa disponibilidade ao arrependimento e à conversão: é rico de misericórdia e de perdão.” (Audiência Geral, 18 de outubro de 2006) (RL)

Ato de Contrição

Meu Deus , eu me arrependo de todo o coração de vos Ter ofendido , porque sois tão bom e amável . Prometo , com a vossa graça , esforçar-me para ser bom. Meu Jesus , misericórdia !

Senhor meu Jesus Cristo , Deus e homem verdadeiro , Criador e Redentor meu : por serdes Vós quem sois , sumamente bom e digno de ser amado sobre todas as coisas , e porque Vos amo e estimo , pesa-me , Senhor , de todo o meu coração , de Vos Ter ofendido ; pesa-me também de Ter perdido o céu e merecido o inferno ; e proponho firmemente , ajudado com o auxílio de Vossa divina graça , emendar-me e nunca mais Vos tornar a ofender . espero alcançar o perdão de minhas culpas pela Vossa infinita misericórdia.

Amém

 

fonte: radio vaticano

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