Um colono espanhol costumava ir à cidade de Ozama para fazer compras. Naquele dia, sua filha Nina, de 14 anos, havia-lhe pedido uma imagem de Nossa Senhora de Altagracia “Alta Graça”, a Virgem Maria, aquela que recebeu inúmeras graças, e é “a cheia de graça”, preparada para a maior de todas as graças, que é a de ser a Mãe de Deus.
Porém, não tendo encontrado a imagem solicitada, triste, o pai retornava à casa de mãos vazias. No caminho, parou num albergue e, encontrando um velho amigo, confiou-lhe a sua frustração. Um terceiro personagem entra na conversa e tira do alforje uma tela, representando Nossa Senhora de Alta Graça; a Virgem em oração, diante do Menino Jesus, e São José atrás dela. Cheio de alegria, ele quis comprar a tela, mas o estranho lha ofereceu, graciosamente. No dia seguinte, então 21 de janeiro, pela manhã, o misterioso personagem havia desaparecido e Nina veio ao encontro do pai para receber a maravilhosa imagem.
O santuário de Nossa Senhora de Alta Graça foi erguido em Higuey, local onde pai e filha se reencontraram, e este é o maior santuário mariano da República Dominicana. A festa do santuário acontece, sempre, no dia 21 de janeiro.
Trecho do livro Nossa Senhora de Altagracia, edição pastoral,
de Monsenhor Ramon de la Rosa, Bispo da Diocese de Altagracia,
República Dominicana, 1977
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