O povo brasileiro é tratado como idiota


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Por:

Pe. Alessander Carregari Capalbo

 

 

Gostaria de fazer deste artigo algo que não seja argumento religioso, mas deixar de forma clara ao nosso povo como somos governados por pessoas que usam de argumentos verdadeiros, mas que tiram conclusões falsas. O que mais me deixa admirado é o uso de certas afirmações, levando as pessoas a tirarem conclusões duvidosas e falsas por testemunhos sentimentais e sem fundamentação.

Outro dia fiquei perplexo quando li uma afirmação do Ministro da Saúde sobre as crianças anencéfalas. Sua afirmação era a seguinte: “A morte de anencéfalo é certeza médica”. Sem dúvida alguma essa afirmação é correta, mas a primeira pergunta que apareceu dentro do meu conhecimento foi que a nossa morte, a do nosso ministro e a dos que são a favor do aborto é uma “certeza médica”. A única certeza que temos é que mais cedo ou mais tarde dessa realidade não podemos fugir.

Desde o ano 2006 tenho feito uma pesquisa com vários médicos e todos (parece até combinado) quando chegam a uma conclusão que uma mulher está gestando uma criança anencéfala nem citam o nome de pessoa, mas de monstro, de coisa, de algo descartável.

Mas o que querem aprovar é quem tem direito de nascer? Onde já se viu medir uma pessoa pelo tempo que ela vai viver? O mais engraçado e monstruoso é ter levado um testamento de uma mãe que praticou o aborto nestas condições e se sentiu em “paz”. Acredito que isso acontece porque estamos presenciando acontecimentos desse porte todos os dias: pais que esquartejam seus filhos, mães que abandonam seus bebês na rua, em sacos de lixo etc. Também não poderia deixar de citar um caso de uma mãe que eu acompanhei. Ela não praticou aborto e não somente sentiu paz, mas também a dignidade de ter levado a gravidez sem complicações. Outro dado importante é que afirmam os estudiosos que a grávida corre o risco de morte durante o parto. Será verdade tal afirmação? Acompanhei uma mãe grávida por seis meses e vi que a gravidez corria tranqüilamente como as outras. Outra afirmação que fazem diz respeito à parte psicológica da mãe grávida, a chamada depressão. Sr. Ministro, não é normal a “depressão pós-parto”? Será que não é uma covardia usar seus conhecimentos para enganar o povo brasileiro?

Para mim é muito claro que estamos vivendo um momento muito delicado no nosso País. O governo diz que defende os mais pobres, mas que é pura mentira porque defende a morte de crianças pobres que não podem se defender à custa de uma ideologia partidária abortista.

A vida social está atravessando momentos de confusão desordenada; justificam-se alguns crimes contra a vida em nome dos direitos da liberdade individual; atenta contra a dignidade do ser humano.

Se for verdade que temos que defender a liberdade individual segundo a proposta do governo, a conclusão é uma só: Tudo aquilo que impede a minha felicidade tenho que exterminar. Que absurdo! Aonde vamos parar? E quais os frutos de tudo isso? É simples! É só ligar a tevê e ver as notícias desastrosas que estão aparecendo e sendo aprovadas indiretamente por essa política pessimista.

Deixem de enganar o povo, deixem de usar o nome de católicos para confundir as pessoas dizendo que toda essa realidade não deve ser abordada pelo maior País católico. Isso não é algo da saúde pública. Essa realidade é algo de defesa dos pobres, dos pequeninos, daqueles que o governo não tem interesse porque nada vão produzir.

Sr. Ministro, você já se perguntou como anda a família no nosso País? Parece que não.

A conclusão que eu chego do governo atual é que os únicos que valem a pena nascer são os perfeitos. Os deficientes, aqueles que não valem a pena devem ser mortos. Quem teve essa atitude? Um nome muito simples que matou milhões: Adolf Hitler.

Dizem que vivemos num País capitalista, mas os fatos é que isso é comunismo puro.

Senhores brasileiros, não se deixem enganar por afirmações errôneas porque o certo é que 3 dias, 46 minutos, 50 anos, 70 anos é “certeza médica” que vamos morrer.

Vamos defender a vida e colocarmo-nos de uma forma verdadeira e dizer para esses políticos que nós, brasileiros, não somos idiotas e que estamos sendo governados por pessoas com ideologias contra a vida, contra os pobres, contra a dignidade da pessoa humana (desde a fecundação até a sua morte natural). Ah, visitem os hospitais públicos e veja que os brasileiros são tratados como animais nos leitos dos hospitais ou corredores.

Diz a sabedoria antiga: “Que seremos julgados pelos nossos raciocínios que aqui são falsos e mentirosos”.

Pe. Alessander Carregari Capalbo

(autoria própria)

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