O Purgatório 17


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Sofrimento espontâneo e alegre

Vejo aquelas almas que estão no purgatório com duas atividades: A primeira é que sofrem alegremente aquelas penas e, ao considerar que o mereciam, e ao conhecer quanto Deus é importante, parece-lhes que Deus lhes fez grande misericórdia. Se sua bondade não amenizasse a justiça com a misericórdia, satisfazendo-o com o precioso sangue de Jesus Cristo, um só pecado mereceria mil infernos eternos.  Por isso padecem aquela pena tão alegremente que não lhes tirariam uma só partícula, por parecer-lhes que justamente a merecem e que está bem ordenada.

A outra atividade é aquela que experimentam ao ver a disposição de Deus que, com amor e misericórdia, opera nas almas. Estas duas atividades, Deus as imprime naquelas mentes num só instante; e como estão em graça, entendem-nas e compreendem-nas segundo a sua capacidade. Isto lhes dá grande alegria que nunca lhes faltará, mas que irá crescendo à medida que se aproximam de Deus. As almas não vêem tudo isso em si mesmas, nem por si mesmas, mas em Deus. Suas intenções e suas preferências dirigem-se, amplamente e sem comparação, muito mais para Deus que para as penas que padecem.

A visão de Deus, por pouca que seja, excede a toda pena e todo o gozo que o homem possa compreender. Porém, este excesso não lhes tira nem si quer o mínimo de gozo ou de pena.

Finalmente e, por conclusão, entendemos que Deus faz o homem perder tudo o que é seu e que o purgatório purifica.

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Fonte: Movimento Salvai Almas

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