Sociedade
Os embalos do padre Zeca
Afastado da Igreja há alguns anos, o vigário bonitão do Arpoador circula pela noite e aproveita a solteirice Sofia Cerqueira

Longe do altar, rotina agitada: “Estou me adaptando à nova vida”
A batina está guardada. Alguns anos depois de ter pedido licença à Arquidiocese do Rio de Janeiro e se afastado das funções sacerdotais, José Luiz Jansen de Mello Neto, o padre Zeca, parece perfeitamente adaptado à vida de solteiro. O criador do movimento Deus É Dez, que arrastava milhares de jovens para shows religiosos na Praia de Ipanema nos anos 90, agora circula com desenvoltura pela noite carioca. Zeca, de 37 anos, freqüenta o Bar Jobi, no Leblon, gosta de dançar no Carioca da Gema, badalado endereço de samba na Lapa, e marca presença nas festas de amigos, nas quais namora em público. O padre-surfista, como ficou conhecido, roda a cidade a bordo de uma Scooter – não tem carro. Nos fins de semana, bate ponto nas areias do Leblon, perto da Rua Rainha Guilhermina. Ali passa horas com seu atual rebanho, jovens de classe média alta da Zona Sul. Enfim, leva a vida de qualquer homem livre, leve e solto da sua idade.
Em janeiro de 2007, quando deixou oficialmente a Paróquia da Ressurreição, no Arpoador, foi divulgado que estava se licenciando por um ano, para estudar fora do país. O afastamento do pároco, grande aposta da Igreja Católica no Rio, provocou surpresa entre fiéis e muito tititi. Comentava-se que os motivos do afastamento seriam uma paixão e a discordância da exigência do celibato. Pouco depois, Zeca foi visto circulando com a empresária Maria Rita Magalhães Pinto, dona da grife A-Teen. “Ele é uma pessoa muito querida, amigo da minha família”, diz ela. “Como estávamos solteiros e saíamos muito, as pessoas falavam. Não namoramos.” Em seguida, teve como par constante uma advogada e agora assume para os próximos o relacionamento com uma mulher recém-separada que estudou gastronomia em Londres.
| A empresária Maria Rita: “Como estávamos solteiros e saíamos, as pessoas falavam. Mas não namoramos” |

Para a Cúria Metropolitana, o mais jovem padre diocesano ordenado no país (tinha 25 anos em 1995) está só afastado. Segundo a assessoria de imprensa da arquidiocese, seu futuro depende do acordo feito com o cardeal-arcebispo dom Eusébio Scheid, cujos detalhes não são revelados. Em 2006, Zeca havia deixado o departamento de teologia da PUC, onde coordenava a seção de cultura religiosa e dava aulas. Procurado por Veja Rio, Zeca foi lacônico. “Estou me adaptando à nova vida”, limitou-se a dizer, como se tivesse feito voto de silêncio. “Não me sinto pronto para falar.”
O garotão criado no Alto Leblon, que estudou em boas escolas como o antigo Gimk, no Leblon, e entrou no seminário aos 18 anos, hoje mora num apartamento em Ipanema e cursa um MBA. Suas aulas de gestão empresarial são às sextas-feiras, no Instituto de Pós-Graduação em Administração de Empresas (Coppead) da UFRJ. Tema bem diferente do doutorado que fez na Pontifícia Universidade Gregoriana, em Roma, sobre Santo Agostinho. Na Igreja da Ressurreição, a ausência do padre jovem e bonitão, que demonstrava uma disposição esfuziante no altar, é sentida. “Até hoje tem gente que o procura”, conta uma funcionária. “Ele sempre fez sucesso com as meninas”, acrescenta uma fiel, sem se identificar. Zeca, que lançou os CDs Deus É Dez e Quero Paz,é da geração de padres-cantores. Seu ex-companheiro num programa da Rádio Catedral, padre Jorjão, evita polêmica. “É um grande sacerdote”, diz. “Converso muito com ele, nunca soube que queira se casar.”
Mas é certo que Zeca gosta de companhia – é do tipo que anda em grupo. “Ele vem muito aqui à noite e depois da praia nos fins de semana, sempre com uma turma”, confirma Antônio Marques Pires, gerente do Jobi. Seus amigos o protegem numa cortina de discrição. “Se ele não fala, não fico confortável para comentar”, esquiva-se o deputado estadual Alessandro Molon (PT). Os dois participam da ONG Instituto Carioca de Idéias, criada para formular projetos para o Rio. “Ele nunca comentou o que o levou a pedir a licença”, desconversa o subsecretário estadual de Turismo, Esporte e Lazer, Antônio Pedro Figueira de Mello. “Conheci o Zeca garoto. Fazia tudo que um jovem faz, saía, namorava”, lembra Eduardo Paes, secretário estadual de Turismo. “Escolheu uma vocação e está revendo o curso da vida.” Bota revendo nisso.
| Votos de silêncio Fiéis ao padre: o pároco Jorjão ressalta sua vocação sacerdotal; o secretário de Turismo, Eduardo Paes, limita-se a dizer que ele está revendo sua vida; o deputado Alessandro Molon se recusa a comentar a nova rotina de Zeca, e Antônio Pedro Figueira de Mello, subsecretário de Turismo, diz que, por lealdade ao amigo, não fala. |
fonte: http://vejabrasil.abril.com.br/rio-de-janeiro/editorial/m319/os-embalos-do-padre-zeca
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Fiquei triste lendo a reportagem. Uma pena. Especial para ele. A quem muito foi confiado, muito mais será exigido. Tomara que ele volte logo e reassuma sua vocação.
mas qual motivo realmente por ele ter saido? foi para se casar?
fiquei muito triste em saber de tudo .isso é uma pena.ainda hoje escuto o seu cd do encontro gospel em 2001.Dá vontade até de chorar.Mas o dono do ouro e da prata,o Jesus vivo na eucaristia está lá na igreja,no sacrário e nunca vai sair de lá sempre nos esperando para o adorar e “PERMANECER NO AMOR”.
O QUE PODE TER ACONTECIDO FOI UM ESFRIAMENTO ESPIRITUAL. QUEM REZA POUCO AMA-SE POUCO.
TALVEZ POR UM DISCUIDO ESPIRITUAL AS COISAS FORAM TOMANDO ESPAÇO NA VIDA DELE E DEUS FICOU EM SEGUNDO PLANO. PRA SER PADRE É PRECISO RENUNCIAR MUITAS COISAS.
ISSO COM O TEMPO NÓS VEMOS E ISSO ACONTECEU COM ELE.
INFELIZMENTE…..
Padre Zeca…Padre Zeca..
Está na hora de retomar suas atividades na
Santa Igreja.
DEUS É Bom e Fiel,
DEUS É DEZ!
Fico riste em saber que um homem como Pe Zeca, que demonstrava alegria em servir e amar Jesus Cristo se afastou, mas não em problema, pois a misericórdia do Senhor é maior do que qualquer coisa. Deus te abençoe, e torço para que sejas muito feliz. Um dia também quiz ser padre, estudei durante um bom tempo e me casei sou feliz e continuo na Igreja, pois conforme ele mesmo já cantou um dia DEUS É 10 na verdade DEUS É AMOR ETERNO.
Vergonhoso…
Que tristeza. O que peço para ele é que Deus tenha misericordia de sua alma e faça alguma coisa para tirar ele dessa vida de pecado. Que tristeza é um padre largar a batina e ter uma vida mudana. Como Jesus deve ficar triste e chorar. Que Jesus tenha muita misericordia e salve essa pobre alma.
independente do que ele foi quando era jovem,um dia ele assumiu um comprisso com Deus,e isso é indissoluvel.falam que ele ta refazendo sua vida,mais será q vai ter tempo de voltar atraz.não sabemos o que nos reserva o amanha.o q devemos fazer e orar por todos os nossos sacerdotes.amém.
Padres do tipo de padre Zeca foram criados aos montes depois do Concílio Vaticano II, quando entrou a modernização, a democracia e a falta de disciplina na vida de muitos clérigos. Mas a Igreja Católica nunca mudou, mudaram alguns clérigos que acham que podem ser mundanos e ao mesmo tempo servir a Deus. Deus nos livre de padres deste tipo! Vergonha do clero decente e que são poucos e câncer no Corpo de Cristo que é a santa Igreja.