| Promotoria de Defesa do Patrimônio Cultural e Turístico de Minas Gerais/Divulgação |
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Segundo o MP, fachada da antiga matriz está na Europa |
O possível retorno da portada da Igreja do Senhor de Bom Jesus do Matozinhos a São João del-Rei reacende as esperanças de encontrar uma outra portada de pedra-sabão ainda mais suntuosa: a que pertencia à antiga Matriz Nossa Senhora da Conceição de Guarapiranga, que ficava em Piranga, na Zona da Mata. A portada principal de madeira, marcos e moldura foram vendidos, em 1966, durante a demolição da igreja para construção de outra matriz. Acredita-se que o templo, erguido por bandeirantes em 1694, foi a primeira paróquia de Minas Gerais.
O Ministério Público foi informado que a fachada da antiga matriz teria sido levada para o exterior e atualmente estaria sendo usada para decorar uma casa noturna na França. Pedidos de colaboração foram feitos à Interpol, mas os policiais da corporação internacional informaram não ser possível localizar a peça com os dados repassados pelos promotores e pediram mais informações. Há poucos registros fotográficos da matriz e não se sabe a dimensão exata da portada, porque a planta do imóvel desapareceu na época da demolição.
No início do ano, Belo Horizonte devolveu a Capela de Santana, construída em 1712, à histórica Mariana, na Região Central de Minas. A igreja havia sido desmontada e reerguida, na década de 1970, na sede da empresa Mendes Júnior, no Bairro Estoril, Região Oeste de BH. Por lá ficou até 1999, quando a empresa fechou e doou as peças para a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), onde permaneceram guardadas, até o início do ano. Em reunião na sede da Procuradoria-Geral de Justiça, na capital, a Prefeitura de Mariana assumiu o compromisso de reconstruir o templo católico no seu local de origem, o Bairro Gogô, a quatro quilômetros do Centro.
As peças ocupavam aproximadamente 200 metros de um galpão do câmpus da universidade na Pampulha, em BH, e haviam passado por um processo de descupinização. Os moradores de Gogô ainda lamentavam a perda do patrimônio e continuavam celebrando, a cada 24 de julho, a festa de Santana, sobre os alicerces de pedra que restaram. Uma comissão lutou por uma década pela reintegração da capela. Para o novo altar, foi levada uma réplica da imagem da padroeira; por questões de segurança, a original continuou no Museu Arquidiocesano de Arte Sacra.
fonte: http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_2/2008/09/22/em_noticia_interna,id_sessao=2&id_noticia=80366/em_noticia_interna.shtml |