Hoje, por Misericórdia e Graça, temos tido uma boa idéia do quanto são preciosos e precisos os Desígnios do ALTÍSSIMO.
Através de diversas obras que narram a impressionante missão, nesta Terra de peregrinação, do grande santo do século XX, Padre Pio de Pietrelcina, nos foi possível tomar conhecimento da grande afinidade existente entre o estigmatizado Frei e os santos Anjos do TODO-PODEROSO. Padre Pio via, conversava e muitíssimas vezes era assistido por Eles.
Observemos, a partir dos dois relatos à seguir, como não existe acaso ou coincidência na Obra de DEUS, neste mundo, mas única e exclusivamente a ação da Divina Providência:
– No fim do século V, ano de 490, quando São Gelásio era o Papa, um pastor que apascentava uma manada de vacas, no alto do Monte Gargano, província de Apúlia, Itália, querendo obrigar um novilho a sair de uma caverna, onde se refugiara, atirou para dentro uma flecha, a qual retrocedeu com a mesma velocidade, ferindo quem atirara.
Esse fato inusitado causou perplexidade e admiração nos que acompanharam o acontecimento. A notícia se espalhou e chegou aos ouvidos do Bispo de Siponto, cidade situada ao pé da montanha.
Com muita espiritualidade e de coração aberto, julgou ele tratar-se de algum misterioso sinal da parte de DEUS, e ordenou um jejum de três dias em toda a Diocese, pedindo ao SENHOR que se dignasse revelar-lhe do que se tratava.
DEUS escutou as orações do Bispo de fé, e, passados três dias, apareceu-lhe o Arcanjo São Miguel, declarando-lhe que o SENHOR queria que a Ele, Anjo tutelar da Igreja, e aos outros Anjos, se edificasse na caverna do prodígio, uma igreja em sua honra, para reavivar a fé e a devoção dos fiéis no seu amor e proteção, como Anjo Custódio da Igreja Católica.
Tendo o Prelado comunicado ao povo a visão que tivera, e o que lhe fora pedido, foi ele próprio, com grande acompanhamento, examinar o local.
Encontraram uma caverna espaçosa em forma de templo, cavada na rocha, com uma fenda natural na abóbada, de onde jorrava a luz que a iluminava. Nada mais era preciso do que por um altar-mor para celebrar os Divinos Mistérios.
Dois anos depois da primeira Aparição do Arcanjo São Miguel, ano de 492, quando da invasão do exército do rei godo Odoacro, São Lourenço, Bispo de Siponto, Diocese a que pertencia Gargano, subiu ao local para pedir proteção a São Miguel; pediu ao povo que o acompanhasse na oração, no jejum e que se aproximasse dos Sacramentos da Confissão e da Comunhão.
Na aurora do dia 29 de setembro do ano de 492, estando o Bispo em oração, apareceu-lhe, pela segunda vez, São Miguel, mas dando ordens para que não se atacasse o inimigo antes das quatro horas da tarde, a fim de que o sol fosse testemunha do seu poder. A hora fixada, os sipontinos saíram da cidade ao encontro do bárbaros. O Céu estava sereno. Mas eis que se ouviu um grande trovão e uma nuvem espessa cobriu o Monte Gargano. São Miguel fez cair dessa nuvem flechas inflamáveis que fustigavam os bárbaros; esses, por sua vez, apavorados fugiram em grande debandada. As flechas não atingiam os sipontinos que perseguiram os invasores até a proximidade de Nápoles.
O Bispo com o povo então subiram à gruta do Arcanjo, para agradecer-lhe a tão valiosa ajuda, e todos viram, na entrada, os traços dos pés de um homem, gravados na rocha, indicando a presença de São Miguel.
Com lágrimas nos olhos, todos beijaram comovidos estas marcas, que eram testemunhas da presença Angélica que os defendera.
No dia 08 de maio de 493, São Lourenço, Bispo de Siponto, foi novamente com o povo ao Monte Gargano, para agora agradecer a DEUS as Aparições e intervenções misericordiosas do santo Arcanjo. Tinha grande desejo de entrar na gruta e celebrar a Santa Missa, mas não o fez.
Como o Papa São Gelásio se encontrava numa localidade próxima, onde fora no seu múnus pastoral, mandou-lhe emissários a expor-lhe o assunto de transformar a gruta num santuário. O Santo Padre respondeu-lhe dizendo que se devia escolher o dia 29 de setembro, dia da vitória sobre os godos, para se dedicar a igreja localizada na gruta; fazendo dela um templo em honra a São Miguel e aos Anjos. Recomendou que se fizessem preces públicas para conhecer a vontade do Arcanjo. Estas preces foram novamente ouvidas, e o Príncipe da Milícia Celeste apareceu ao Bispo São Lourenço pela terceira vez, dizendo:
“Cessa de pensar mais, decide-te a Consagrar a minha gruta, que eu escolhi para meu domínio e que consagrei com os meus Anjos. Tu verás os sinais ardentes desta Consagração; a saber:
A minha imagem colocada por mim;
O altar edificado pelo Anjos;
Meu manto e minha Cruz.
Esta noite, tu e mais sete bispos, entrareis na minha gruta para aí rezardes com a minha assistência. Amanhã celebrarás o Santo Sacrifício da Missa e comungarás com o povo. Haveis de ver quantas bênçãos espalharei neste tempo.”
Tudo se fez como São Miguel recomendou.
Ingressando na santa gruta, viram a imagem milagrosa de São Miguel, lutando contra lúcifer; o Altar confeccionado com uma Cruz de cristal, de cinco palmos; um manto cor de púrpura, símbolo do Amor DEUS, e no fundo uma fonte milagrosa.
O Bispo celebrou a Missa e deu a Sagrada Comunhão ao povo. Em seguida, mais três altares foram consagrados na gruta.
O Papa mandou então que este fato passasse a ser celebrado na Igreja Universal, no dia 29 de setembro de cada ano.
A Basílica de São Miguel, no Monte Gargano, é a única no Mundo, em que ele próprio e os seus santos Anjos consagraram.
Este local é, ainda, hoje, após 150 anos, um dos mais célebres do catolicismo mundial; e onde se realizam, a cada ano, milhares de conversões e curas da alma e do corpo. A assistência religiosa está confiada aos filhos de São Bento, os monges beneditinos.
Durante estes quinze séculos muitos Papas empreenderam peregrinações a este Santuário. Nosso saudoso e amado João Paulo II lá esteve em maio de 1987.
O segundo e suscinto relato, mas não menos importante, que mostra não haver acasos no planejamento Divino; é o seguinte:
- Muito próximo do Monte Gargano, onde São Miguel Arcanjo e a Milícia Celeste tem seu Santuário/Basílica há 1500 anos, localiza-se a pequenina Pietrelcina, onde viveu, rezou, sofreu, expiou, intercedeu e converteu milhares e milhares pela graça de DEUS, o santo Frei Pio, que ali por mais de cinqüenta anos esteve sob os gloriosos e sangrentos Estigmas de nosso SENHOR e SALVADOR, JESUS CRISTO.
Portanto, ali, no Convento NOSSA SENHORA das Graças, um outro CRISTO fora assistido diuturnamente por seus amigos, os Santos Anjos do ALTÌSSIMO.
Mais uma vez, vamos nos socorrer nas Locuções interiores do Padre Ottávio Michellini, da Itália, já falecido, para conhecermos algumas Mensagens dos santos Arcanjos Miguel, Gabriel e Rafael; também do Santo Frei Pio de Pietrelcina. Hoje, nos Céus, amigos para sempre!
A seguir, Mensagem de São Miguel Arcanjo, sob o seguinte título:
“A maior batalha que o
homem tem que travar na Terra.”
“Irmão Dom Ottávio, sou São Miguel Arcanjo, o Príncipe das Milícias Celestes que deseja há muito tempo este encontro, ainda que o nosso silêncio recíproco, como tu bem sabes, não signifique esquecimento ou indiferença de um em relação ao outro. Tu invocaste-me quotidianamente e eu sempre respondi às tuas invocações com o meu auxílio.
Irmão, segundo os critérios humanos, dever-se-ia dizer que as coisas não correm como tu desejarias. Ora; seria necessário que não existissem as obscuras potestades do mal, mas também uma Vontade Divina superior. Tu, meu irmão, te encontras entre as primeiras e a segunda, por isso, estão em conflito interior permanente; é por isso que foi dito que a vida do homem na Terra é uma batalha. Mas eu acrescento, não é apenas uma batalha, mas é uma grande batalha, a mais importante batalha que o homem tem que travar na Terra; a batalha decisiva para toda a eternidade. Mas, meu irmão, é aí que precisamente está a dificuldade, como te foi declarado outras vezes. Nenhuma batalha poder ser levada a efeito, nem vencida, sem se acreditar no inimigo, e sem se conhecerem as suas astúcias, as suas emboscadas, a suas estratégia, as suas intenções em relação ao adversário…
Querido padre Ottávio, a maior infelicidade da Igreja, das almas de hoje, é a incredulidade que existe em relação a este inimigo; incredulidade alimentada por ele e espalhada por toda a humanidade. Mas, o que é mais grave é que esta incredulidade seja difundida e espalhada na Igreja de DEUS, por aqueles que, na Igreja, deveriam ser sentinelas vigilantes e atentas, a qualquer movimento e cilada armada pelo inimigo das almas.
O que é terrivelmente doloroso é precisamente o fato de que aqueles que DEUS escolheu para serem guias e capitães do grande exército dos soldados de CRISTO, não só não crêem, mas também vos tomam por loucos, se ousardes falar do inimigo, e do dever três vezes santo de o combater por todos os meios que a Bondade Divina colocou à vossa disposição.
Irmão padre Ottávio, já tens a este respeito uma experiência que bem podes agradecer ÀQUELE que, por Seu Nascimento, Vida e Morte, ensinou como se deve combater o inimigo; ELE ensinou-o pela Palavra e pelo Exemplo. Estas coisas já te foram repetidas, mas quero que tu te convenças, se ainda for preciso, a que ponto se afastou a Igreja da realidade primitiva. A única verdadeira razão, pela qual CRISTO Redentor morreu na Cruz, é, e continua a ser, arrancar as almas ao audacioso inimigo, que parece ignorar esta realidade Divina, para apenas se lembrar do seu repugnante abuso do poder, proveniente do engano e da mentira.
Irmão Dom Ottávio, tu dás voltas à imaginação para entender como é que sacerdotes, pastores e consagrados em geral, salvo sempre as habituais exceções, puderam levar a Igreja para fora do seu eixo natural, provocando Nela um desequilíbrio e dano imensos; como é que isso foi possível, perguntas tu… Também aqui, irmão, te foi respondido várias vezes: o orgulho, o orgulho mais ou menos velado trouxe esta obscuridade que envolve toda a Igreja.
Como foste tu tratado pelo Pastor de uma grande diocese? O que é que o fez irritar-se contigo? A obscuridade que envolve a sua alma. Se ele tivesse luz, não se teria comportado como se comportou, mas o bom caminho é aquele que, esta manhã, te foi indicado por Lourenço. Eles não acreditam, meu irmão, eles só acreditam num plano humano.
Irmão, esta atitude comum a tantos pastores será, para ti e para a Associação Esperança, causa de outros sofrimentos; mas Lourenço disse-te, justamente, que seria covardia ceder. Em frente, pois! A luta está em curso e cada vez se intensificará mais, mas o desfecho está já marcado, e vós conhecei-lo: em frente, pois, sem medo!”
São Miguel Arcanjo (03/06/1978)
A Mensagem agora é de São Gabriel Arcanjo, com o seguinte título:
“Vigiar, Orando.”
“Irmão Dom Ottávio, sou o Arcanjo a quem DEUS confiou a tua guarda.
Todos os que te falaram recomendaram prudência, confiança e abandono total a DEUS. Tudo o que por Bondade Divina te foi comunicado, eu te confirmo.
No desenrolar desta luta de que apenas vês certos aspectos, sim, é necessário proceder com muita prudência e circunspecção, porque o inimigo astuto e malicioso está sempre à espreita para se aproveitar da tua inexperiência e da dos outros.
Tu, vós, combateis há alguns anos; ele, o inimigo, combate há milênios! Quantos problemas e derrotas registrastes por falta de prudência! Falai pouco e apenas com pessoas de uma fé esclarecida; que não são muitas. Ele, o maligno, extrai sempre proveito dos vossos erros. Foi vos dito que, quando tendes necessariamente que falar, haja sempre no posto da guarda alguém que vigia, orando.
Qualquer bom estrategista não se fia no inimigo. Por isso, quando reúne a volta seus conselheiros a sua primeira preocupação é por sentinelas no posto junto. Eis porque vos foi dito e repetido pelo Apóstolo e por outros: Sede prudentes.
Juntai em seguida a esta virtude, uma grande humildade, que vos leve a desconfiar de vós mesmos, e a colocar vossa plena e total confiança no SENHOR, o qual na Sua infinita Misericórdia vos deu, vos dá e vos dará muito mais do que o necessário, para caminhardes com plena confiança e abandono NELE que vos ama, e quanto! Não tendes razão para duvidar: foi DEUS que vos escolheu, é a ELE que deveis seguir fielmente; é ELE que age, basta que não LHE ponhais entraves no caminho, como dizeis.
Irmão Dom Otávio, tens que te convencer de uma coisa: Um dia, depois de ter dado vida à Igreja pelo mistério da Sua Encarnação, Paixão, Morte e Ressurreição, ELE confiou aos Seus escolhidos, quer dizer, aos Apóstolos, a grande missão de transformar os homens em filhos de DEUS, dando à eles tudo que esta missão necessitava: Ide, batizai, pregai o Evangelho, curai os doentes, expulsai os demônios… Como é que os Apóstolos tinham podido desempenhar esta grande, sublime missão, se não estivessem bem couraçados e enriquecidos com os dons e meios indispensáveis? ELE, o SALVADOR e MESTRE Divino, não foi avarento. Ainda hoje, vós tendes uma grande missão que é reedificar a Igreja, em ruínas. Os Apóstolos tinham o mundo diante deles, mas não se assustaram com isso.
Irmão, sei no que estás agora pensando: Na desmedida desproporção entre a execução da missão que vos é pedida e os instrumentos inadequados que sois e que julgais ser.
Eu sei, isso é verdade pelo que vos toca, mas não é verdade em relação a DEUS.
Fora do tempo e do espaço, coisas finitas e limitadas, ELE, o TODO-PODEROSO e Eterno, tem em si o tempo e o espaço; para ELE, milênios são menos que uma hora. Para ELE, nada é grande, nada é poderoso, nada é importante. ELE escolhe quem quer, quando quer e como quer. Pede apenas uma coisa: “o sim” ou “o não” à Sua Divina Vontade. ELE respeita a obra de Suas Mãos; o homem. Respeita e espera as suas decisões. Se a resposta é a desejada, então entra em jogo a ação da Sua graça, por intermédio da qual realiza Seu desígnio de amor.
Irmão Dom Ottávio, dai a Jesus o vosso sim contínuo e generoso, como Sua MÃE sempre fez. O vosso sim é vosso fiat, é só isso que ELE quer, é só isso que ELE pede, quanto ao resto, ELE encarrega-se de tudo. Abandono total a Sua Divina Vontade, nisto consiste a verdadeira paz do coração.
Irmão padre Ottávio, tereis que vos lembrar sempre de algumas coisas muito importantes. Sabes que as idéias precedem, normalmente, a ação, por isso tendes que ter idéias simples e claras nas quais tendes que basear a vossa ação. Assim sendo, julgo útil que, com D.P., fixeis no papel as idéias que vos foram comunicadas, e as outras que vos serão dadas; segundo as quais desenvolvereis e poreis em ação o vosso plano. Antes de mais, o vosso programa: Amar, obedecer e servir; DEUS no primeiro lugar. Procurai primeiro o Reino DEUS e todo o resto vos será dado. Deveis criar o conceito de que a vida do homem na Terra é uma luta; que o objetivo da Redenção é a libertação das almas da escravidão e da tirania de satanás…
Reordenar estas idéias, vivê-las e fazê-las viver pela palavra e pelo exemplo, será reconstruir e reedificar a Igreja, em ruínas. Coragem padre Ottávio, confiança, prudência, abandono, e em frente!
Que DEUS Uno e Trino vos abençoe e vos conduza a vida eterna.”
O Arcanjo Gabriel (04/06/1978)
Fala-nos agora São Rafael Arcanjo, através da Mensagem:
“Onde procurar a causa de tanto mal?”
“Escreve, meu irmão, sou o Arcanjo Rafael, que desejo completar, com um pensamento meu, o que te foi comunicado nestes dias.
Como é que alternam em ti sentimentos de confiança e de esperança com outros de medos e de incertezas? Depois de tudo o que te foi dito, isso não devia acontecer. Se acontece, deves procurar a causa onde ela está. Eu, Rafael, fui enviado a Tobias e a Sara com a missão de livrar esta dos seres imundos que a atormentavam. É ai que é preciso procurar a causa do mal; por outras palavras, irmão querido, tens dificuldade em te convencer que tens que te libertar de pensamentos, dúvidas e temores, através dos meios que tens à tua disposição, porque isso não passa de interferências do inimigo comum.
Irmão Dom Ottávio, eu tive e continuo tendo a honra insigne de ter sido escolhido como instrumento, como ministro para executar as tarefas que me foram atribuídas; mas tu também, e D.P., vós fostes escolhidos para desempenhar uma grande missão na Igreja e na Associação Esperança, e essa missão, tendente a regenerar a Igreja, é atacada, asperamente atacada, por uma ação interna e externa. A ação interna consiste em suscitar temores, incertezas, perturbações de toda espécie e de toda natureza; a ação externa, em incitar contra vós tantas pessoas, que, como mastins, vos assediam por todo lado.
Irmão Ottávio, se não queres, se não quereis ser vencidos, deveis defender-vos, do modo que vos é permitido, permanecendo sempre na obediência, dado que esta virtude é em si mesma, uma arma de defesa. ELE, o Onipotente, deu-vos a possibilidade de conhecer, em pormenor, o cerco a que fostes submetidos, e a que ainda sois, mas também vos forneceu, como sabeis, bastante meios para vos defenderdes: circunspecção, prudência, oração, Sacramentos e sacramentais.
Não caiais na incerteza diante da incredulidade deste século e de um tão grande número de irmãos vossos no sacerdócio, nem diante da insensibilidade de muitos pastores. Que a fé viva vos guie na vossa obra, para vosso bem e para o bem de tantas almas.
Por conseguinte, a vossa frete de defesa é dupla: interna e externa. O Sacramento da Confirmação fez de vós soldados, quer dizer, fez de vós combatentes. O Sacramento da Ordem fez de vós comandantes, oficiais destes soldados. Por isso, não vos deixeis enganar, porque hoje o ateísmo, espalhado como jamais o esteve antes, sufocou na Igreja esta consciência, pelo obscurecimento das almas; levando a toda parte a indiferença, a inércia e, assim, a ruína e perdição de tantas almas. Sabes que não se trata de exageros fanáticos, é a triste realidade que conduz o mundo para o abismo, onde cairá, por causa da sua teimosia em recusar a LUZ.
Não te impressiones, irmão Dom Ottávio, com a insistência com que todos nós, os que estamos na eterna beatitude, vos convidamos a refletir sobre o problema da luta entre o Bem e o Mal, posto que é o verdadeiro grande problema da humanidade, porque é nisso que a humanidade foi e é induzida em erro; porque é o problema que causou a morte na Cruz do FILHO de DEUS, do VERBO Eterno de DEUS feito Carne; porque é o problema que satanás quis fazer eliminar pelos homens, intensificando o seu engano, a sua mentira; porque é o problema; repara na malvada e sutil malícia do inimigo, de que não é “necessário falar”; de que não se “deve falar…“
Dom Ottávio, D. P., vós sois ministros de DEUS, e como tal deveis desempenhar a missão que DEUS vos destinou, que é trazer a lume este problema vital, este problema central, sem vos preocupardes com as histéricas convulsões dos que atraiçoam esta missão, com o pretexto de que na sua diocese não podem aceitar a espiritualidade de C. e a vossa. Deixai-os dizer, respeitando, ao mesmo tempo, a sua dignidade episcopal tão mal compreendida e ainda mais mal utilizada!
Em frente! Vede que estamos junto de vós, porque este é o problema, o único grande problema que envolve o Céu e a Terra, a LUZ e as trevas, DEUS e satanás, a salvação e a perdição! É o problema que envolve o Paraíso, o inferno e toda a humanidade. Então já vês, já compreendes que não há exagero na nossa insistência; combatemos, lado a lado, para a Glória de DEUS e o bem das almas. Deixemos os mortos aos mortos e em frente no duro caminho!
Que DEUS, UNO e TRINO, te abençoe, vos abençoe, que abençoe a Associação que, embrionariamente, inicia o seu caminho e que o SENHOR abençoe os vossos passos e as vossas boas resoluções, agora e sempre.”
O Arcanjo Rafael (05/06/1978)
Encerramos este texto com as santas palavras de nosso querido Padre Pio, o grande amigo dos Santos Anjos e Arcanjos, com a Mensagem que possui o seguinte título:
“Dolorosíssima paixão e fulgurante ressurreição!”
“Escreve, filho, sou o Padre Pio. Não podia deixar de juntar a minha voz à dos Bem-Aventurados do Paraíso que te falaram.
Meu filho muito querido, já na Terra eu vi claramente, por Bondade Divina, a evolução futura da vida da Igreja. Vi os seus tormentos e a sua subida, que já começou, para o calvário; vi a obscuridade em que estava envolvida e em que mergulhava cada vez mais; vi os seus Judas e as conseqüências de suas traições; vi os seus mártires; vi os seus sentenciados; vi o sangue banhar abundantemente a Terra, mas vi também os seus rebentos repletos de sucos vitais; vi a aurora da sua primavera; vi a sua dolorosa paixão e a sua fulgurante ressurreição” e, no meio de tudo isso, também te vi a ti, meu filho Dom Ottávio; sim, também te vi a ti com a tua cruz, a seguir o cordeiro pelo caminho do Calvário; também te vi com o teu fardo de tribulações às costas, enquanto anunciavas à Igreja o problema central da pastoral, posto de parte por um bom número de pastores e um grande número de sacerdotes que, em nome de não sei que reforma, nem de que Concílio, se propuseram mudar tudo, “reestruturar” tudo: A Bíblia, o Evangelho e a Tradição, pondo CRISTO de lado, ELE, verdadeiro DEUS e verdadeiro Homem, de modo que, cada vez mais, abertamente mostram que só aceitam de CRISTO a Sua humanidade, a praticamente recusam e negam a Sua Divindade. Pretender “reestruturar” DEUS, “reestruturar” a Doutrina e a Moral, significa atingir o mais alto nível de presunção, de orgulho, a que o homem pode chegar.
Meu filho, não é que a Igreja não tenha conhecido no passado homens do arcabouço de tantos presunçosos teólogos deste século, mas estes homens apareciam na cena da Igreja em épocas sucessivas. Nunca apareceu em tão grande número ao mesmo tempo, no mesmo século, e nunca puseram em causa toda a Revelação e toda a lei, de modo que, como te foi dito ontem, na hora atual se perdeu o sentido do Bem e do mal, do Lícito e do ilícito.
Meu filho, quanto tempo levou satanás preparando o seu vasto e complexo plano para arrastar a Igreja e o mundo para o materialismo? Milênios, mas nestes dois últimos séculos, em nome do progresso e servindo-se do progresso material, acelerou o processo. Com os meios que o progresso pôs à disposição da humanidade e, portanto, também da Igreja, acelerou o seu plano assassino de demolição desta Igreja que ele sempre odiou, antes mesmo do SALVADOR a estabelecer como Sacramento de Salvação, no meio da humanidade.
Este inimigo feroz só em parte saiu vencedor do seu propósito e do seu designo de demolir a Obra de DEUS, porque nunca lhe será permitido ultrapassar o limite decretado; o que quer dizer que ele não prevalecerá, mas o prejuízo causado às almas é, indubitavelmente, incalculável, superior a qualquer capacidade de entendimento do espírito humano.
É inútil, filho, avançar uma resposta ao porque de tudo isso. A resposta foi-te dada repetidas vezes, meu filho, padre Ottávio. Tu foste escolhido como instrumento da Divina Providência para pôr, de novo, o verdadeiro problema da pastoral, porque este deve estar na base de qualquer atividade eclesiástica; porque nenhuma renovação ou, regeneração seria possível, se não se baseasse nos sólidos e imperecíveis princípios da fé e da moral.
Meu filho Dom Ottávio, diante do SENHOR os milênios são menos que um instante que foge, e a atual situação da Igreja é como a de um nevoento e brumoso dia de outono, com o ar estagnado, a visibilidade nula, muitos acidentes e incômodos. Depois levanta-se um vento que varre o nevoeiro denso e insalubre, e eis que o Sol brilha de novo, para voltar a dar confiança às almas cansadas e desanimadas… Já sopra o vento da Purificação, e o céu carrega-se agora de nuvens, cada vez mais, escuras… Depois virá o temporal, a tempestade que renovará todas as coisas, que destruirá as insensatas e loucas esperanças do inimigo. Em seguida, o Sol da nova época de Paz e de Justiça! O Sol iluminará a Terra com uma nova luz nunca antes vista, nem conhecida. O calor do Sol tornará a Terra fecunda, como jamais foi.
Meu filho, JESUS te olha com amor, ama-O, ama-O filho, segue-O até o cimo.
Que ELE te abençoe, que ELE vos proteja hoje e sempre dos assaltos dos vossos inimigos, que são também os Seus.”
Padre Pio (16/06/1978)
“Então o que está assentado no Trono disse: “Eis que EU renovo todas as coisas.” Disse ainda: “Escreve, porque estas palavras são fiéis e verdadeiras.” (Ap. 21,5)
Consagração a São Miguel Arcanjo
(Rezada no Santuário do Monte Gargano – Itália)
“Ó Príncipe nobilíssimo dos Anjos, valoroso guerreiro do ALTÍSSIMO, zeloso defensor da Glória do SENHOR, terror dos espíritos rebeldes amor e delícia de todos os Anjos juntos, meu diletíssimo Arcanjo! Desejando eu fazer parte do número dos vossos devotos e servos, a vós hoje me consagro, me dou, me ofereço e ponho-me, a mim próprio, a minha família e tudo o que me pertence, debaixo da vossa poderosíssima proteção. É pequena a oferta do meu serviço, sendo como sou um miserável pecador, mas vós engrandecereis o afeto do meu coração. Recordai-vos de que de hoje em diante estou debaixo do vosso sustento e deveis assistir-me em toda a minha vida, obter-me o perdão dos meus muitos e graves pecados, a graça de amar a DEUS de todo o coração, ao meu querido Salvador JESUS CRISTO e a minha Mãe MARIA Santíssima. Obtende-me aqueles auxílios que me são necessários para obter a coroa da eterna glória. Defendei-me dos meus inimigos da alma, especialmente na hora da morte.
Vinde, ó Príncipe gloriosíssimo, assistir-me na última luta, e com a vossa alma poderosa, lançai para longe, precipitando nos abismos do inferno, aquele anjo quebrador de promessas e soberbo que um dia prostrastes no combate no Céu”.
“São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate para que não pereçamos no supremo Juízo.” (3x) Amém.
(Devemos rezá-la também diariamente junto com nossas orações habituais.)
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