Palavra do Papa – voz de Deus


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Denunciando que a actual crise se deve, em parte, ao facto de se terem perdido esses valores, substituindo-se Deus pelo “deus dinheiro”, o Papa reforça a tendência de abordagem de temas sociais que tem marcado as encíclicas nos últimos anos.

A “Caritas in veritate” era já esperada em 2007, por ocasião dos 40 anos do documento fundamental da doutrina social da Igreja, o “Populorum Progressio”, de Paulo VI.

A encíclica é o documento mais solene produzido por um Papa, dirigido ao clero, aos fiéis “e a todos os homens de boa vontade”, e aborda questões doutrinais, de fé, de culto e mesmo disciplinares.

João Paulo II foi autor de 14 encíclicas, sobre os mais diversos temas, desde a inviolabilidade da vida humana (“Evangelium Vitae”), à harmonia entre fé e razão (“Fides et Ratio”), passando pelo trabalho (“Laborem Exercens”).

Bento XVI tinha escrito até agora duas encíclicas: “Deus caritas est” (Deus é Amor), de 2005, e “Spe Salvi” (Esperança na Salvação), de 2007.

Até princípios do século XX, a forma mais conhecida de divulgação de documentos papais era a bula, assim chamada por ser lacrada com uma pequena bola (bulla, em latim) de cera ou metal.

As outras formas de comunicação do Papa à Igreja Católica são as encíclicas, as cartas apostólicas, as exortações apostólicas e os “motu proprio”.

As encíclicas servem sobretudo para dar instruções sobre uma devoção ou necessidade especial da Igreja, como a convocação de um Ano Santo, enquanto as cartas apostólicas são o meio pelo qual é exercida a autoridade do Papa em questões doutrinais ou organizativas, como a criação de dioceses.

As exortações apostólicas são documentos normalmente distribuídos após os sínodos, enquanto os “motu proprio” são resultado da iniciativa pessoal de um Papa, para abordar um tema ou uma questão de seu interesse particular, isto é, não ditada por uma necessidade imediata da Igreja.

Fonte:http://www.rr.pt

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