Palavra do Pastor Dom José Antonio Aparecido Tosi Marques (Arcebispo de Fortaleza) “Combater a pobreza, construir a paz”


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Terça-feira, 06 de janeiro de 2009
A Mensagem do Papa Bento XVI, como acontece todo início de ano, chega-nos com estas simples e claras. É ela uma verdadeira proposta, um plano de ação para toda a humanidade na busca do que sonha e formula em votos de Feliz Ano Novo. Ela quer ser mais do que votos ou fogos de artifício que iluminam os céus, os olhos e os corações por alguns instantes, fulgurando as esperanças, que se não foram mais profundas e decididas, são apenas fugidias luzes coloridas nos céus por toda a face da terra.“Desejo, também no início deste novo ano, fazer chegar os meus votos de paz a todos e, com esta minha Mensagem, convidá-los a refletir sobre o tema: Combater a pobreza, construir a paz. Já o meu venerado antecessor João Paulo II, na Mensagem para o Dia Mundial da Paz de 1993, sublinhara as repercussões negativas que acaba por ter sobre a paz a situação de pobreza em que versam populações inteiras. De fato, a pobreza encontra-se freqüentemente entre os fatores que favorecem ou agravam os conflitos, mesmo os conflitos armados. Estes últimos, por sua vez, alimentam trágicas situações de pobreza. « Vai-se afirmando (…), com uma gravidade sempre maior – escrevia João Paulo II –, outra séria ameaça à paz: muitas pessoas, mais ainda, populações inteiras vivem hoje em condições de extrema pobreza. A disparidade entre ricos e pobres tornou-se mais evidente, mesmo nas nações economicamente mais desenvolvidas. Trata-se de um problema que se impõe à consciência da humanidade, visto que as condições em que se encontra um grande número de pessoas são tais que ofendem a sua dignidade natural e, conseqüentemente, comprometem o autêntico e harmônico progresso da comunidade mundial » (Mensagem para o Dia Mundial da Paz de 2009 – Bento XVI, 1).

Como romper com esta disparidade no uso dos bens da natureza para a promoção da vida de todas as pessoas humanas indistintamente? É preciso combater a pobreza. Não a pobreza em seu sentido evangélico como reconhecimento da dependência que a criatura tem para com seu Criador. Não a pobreza escolhida como vida simples e confiante no necessário, sem o acúmulo de supérfluo e de luxo. Não a pobreza como bem-aventurança do Reino de Deus. Esta não é pobreza a ser combatida, mas promovida. Dela fazem os discípulos de Cristo uma verdadeira profissão, voto a Deus pelos irmãos. Mas a pobreza da dignidade humana, pobreza na deficiência dos bens do corpo, da alma e do espírito, que impedem a pessoa humana seu desenvolvimento natural e realizador. Mais miséria, que pobreza. Ela degrada a pessoa humana e embrutece tanto os que a sofrem como privação como as que a provocam como expropriação.

Com a lucidez que lhe é própria, o Papa Bento XVI chama a atenção para as diversas causas que provocam tal pobreza de dignidade humana. São causas pessoais, culturais, estruturais na sociedade humana. Todas estas causas devem ser enfrentadas para se “combater a pobreza e promover a paz”. E a própria realidade hoje tão propalada da globalização, que – como fenômeno humano – é ambígua, necessita ser transformada pela solidariedade e fraternidade universal. Está na hora sim, e é urgente que a capacidade humana que atinge níveis globais seja movida não pela busca do lucro, mas pela solidariedade na promoção dos valores e dignidade de toda pessoa humana. E quanta capacidade a humanidade esbanja em processos egoístas que destroem a vida nas pessoas e no planeta, quando a mesma poderia ser potenciada em todas as direções para o bem comum!

Iniciamos um novo ano. Que esta mensagem é uma chamada à inteligência e à vontade humana, para que se abra à luz daquele que é a própria Luz que veio aos seus para divinizar a humanidade que assumiu com sua divindade. Desejamos muito. Prometemos muito. Sonhamos muito no início de um Novo Ano. Teremos que fazer muito para “combater a pobreza e promover a paz”. Combate e Promoção! Apenas pela solidariedade a paz.

Dom José Antonio Aparecido Tosi Marques
Arcebispo de Fortaleza

Dom José Antonio Aparecido Tosi MarquesContato
Rua Senador Almino, 310 – Centro – 60060-220 – Fortaleza – Ceará
Fone: (85) 4012-8150 – Fax: (85) 3219 1767
E-mail: arcebispo@arquidiocesedefortaleza.org.br

ORIGEM FAMILIAR
Nasceu em Jaú, S.P., na Diocese de São Carlos no Brasil, aos 13 de maio de 1948, filho de Antonio Marques de Toledo e de Arminda Tosi Marques, ambos já falecidos. O primeiro dentre cinco filhos e uma filha.
Em 1953 a família se transferiu para Barra Bonita, SP.

DADOS SACRAMENTAIS
Recebeu o Batismo aos 13 de junho de 1948, na Igreja Matriz de Nossa Senhora do Patrocínio em Jaú, SP, pelas mãos do Pe. Francisco Serra
a Crisma a 6 de janeiro de 1949, na mesma Igreja, de D. Ruy Serra; Bispo Diocesano de São Carlos;
Aos 28 de outubro de 1956, na Igreja Matriz de São José em Barra Bonita, SP, recebeu a Primeira Eucaristia do Pároco Pe. Lauro Gurgel do Amaral
A 2 de dezembro de 1973, na Catedral de São Carlos Borromeu, foi ordenado Diácono, pelas mãos de Dom Constantino Amstalden, Bispo Administrador Apostólico de São Carlos;
A 8 de dezembro de 1974, na Igreja de Santo Antonio, Paróquia de São José em Barra Bonita, SP, foi ordenado Presbítero, pelas mãos de Dom Constantino Amstalden, Bispo Administrador Apostólico de São Carlos
Foi nomeado pelo Santo Padre o Papa João Paulo II, no dia 10 de julho de 1991, Bispo Auxiliar do Eminentíssimo Cardeal Lucas Moreira Neves, O. P. , Arcebispo de São Salvador da Bahia e Primaz do Brasil, com o Título de Bispo de Lisínia;
Foi ordenado Bispo pelas mãos do mesmo Cardeal Lucas Moreira Neves, O. P., aos 20 de setembro de 1991, na Catedral de São Carlos Borromeu, na Cidade e Diocese de São Carlos, SP., no Brasil.
Foi apresentado como Bispo Auxiliar à Arquidiocese de São Salvador da Bahia, no dia 10 de outubro de 1991, na Igreja Basílica de São Sebastião do Mosteiro de São Bento em Salvador, BA, Brasil.
Foi nomeado pelo Santo Padre o Papa João Paulo II, no dia 13 de janeiro de 1999, Arcebispo de Fortaleza, CE, Brasil.

FORMAÇÃO ESCOLÁSTICA
Fez o Curso Primário no Grupo Escolar ” Dr. Fernando Costa ” em Barra Bonita, SP, nos anos 1955 a 1958;
Fez o Curso Secundário no Ginásio Estadual de Barra Bonita, nos anos 1959 a 1962;
Em seguida fez o Curso Técnico de Contabilidade no Colégio Comercial de Barra Bonita, nos anos 1963 a 1965;
Cursou por dois anos os estudos de Magistério , interrompendo-os para o ingresso no Seminário Menor Diocesano de São Carlos em 1966;
No Seminário Menor Diocesano de São Carlos, cursou em 1966 o 2º Ano Clássico e em 1967 concluiu o 3º Ano Clássico;
Realizou seus Estudos Filosóficos no recém fundado Seminário Maior Diocesano de São Carlos, nos anos 1968 a 1970;
Residindo no Seminário Maior Rainha dos Apóstolos, em Curitiba, PR, realizou os Estudos Teológicos no ” Studium Theologicum Claretianum ” , filiado à Universidade Lateranense de Roma, nos anos 1971 a 1974;
De outubro de 1977 a março de 1978 fez Curso de Espiritualidade na Escola Sacerdotal do Movimento dos Focolares em Frascati, Itália.

EXERCÍCIO DO MINISTÉRIO PRESBITERAL
Exerceu sua missão sacerdotal no Seminário Diocesano de São Carlos
(Menor e Maior ) : como Diretor Espiritual nos anos 1975 a 1978 e como Reitor do mesmo Seminário de 1979 a 1986.
Lecionou do Seminário desde 1975 a 1991 diversas disciplinas: Doutrina Cristã, Espiritualidade, História da Salvação, Instrodução à Sagrada Escritura, Lógica, Cosmologia, Ontologia do Ser Vivo, Antropologia Filosófica.
Durante o período de Direção do Seminário Diocesano, auxiliou como Vigário Paroquial em algumas Paróquias: Borborema, Ibaté e Catedral de São Carlos – na Reitoria da Capela do Educandário São Carlos.
Neste mesmo período foi nomeado Coordenador Diocesano da Pastoral Vocacional e iniciou um acompanhamento dos Movimentos Familiares na Diocese.
No início de 1987 foi nomeado pároco da Paróquia de Santo Antonio de Vila Prado em São Carlos, onde permaneceu até sua nomeação episcopal a 10 de julho de 1991.
Em 1988 foi nomeado Vigário Episcopal e Coordenador Diocesano de Pastoral
Durante seu ministério sacerdotal na Diocese de São Carlos, participou continuamente do Conselho de Presbíteros, Conselho para Assuntos Econômicos, Colégio de Consultores.
Exerceu a função de Defensor do Vínculo na Câmara Auxiliar Permanente da Diocese de São Carlos ao Tribunal Eclesiástico da Província de Campinas.
Desde 1983 foi nomeado cônego do Cabido Diocesano.

EXERCÍCIO DO MINISTÉRIO EPISCOPAL
Como Bispo Auxiliar de São Salvador da Bahia, recebeu a nomeação de Vigário Geral da Arquidiocese desde 1991 a 1999.
Responsável pela Formação Sacerdotal e Diaconal: acompanhando na Arquidiocese as Equipes de Formação dos Seminários Propedêutico e Maior, Instituto de Teologia e Escola Diaconal e Pastoral Vocacional, e a Formação Permanente do Clero, de 1991 a 1998.
Exerceu o magistério ensinando no Instituto de Teologia da Universidade Católica do Salvador, diversas disciplinas: Teologia dos Ministérios, Teologia da Espiritualidade, Teologia do Matrimônio, Teologia Pastoral.
Encarregado de articular e formar na Arquidiocese a Pastoral Familiar a partir de Movimentos Familiares e Coordenação Arquidiocesana de En contros de Preparação para os noivos, de 1992 a 1999.
Responsável no acompanhamento dos Movimentos, Associações e Serviços Eclesiais presentes na Arquidiocese ( Apostolado da Oração, Associação das Senhoras da Caridade, Comunhão e Libertação, Movimento de Cursilho de Cristandade, Curso sobre a Igreja, Encontro de Casais com Cristo, Encontro do Diálogo, Equipes de Nossa Senhora, Federação das Congregações Marianas, Comunidade de Vida Cristã, Movimento dos Focolares, Legião de Maria, Movimento Apostólico de Schönstatt, Movimento Escalada, Movimento Familiar Cristão, Movimento Serra, Núcleo Noelista de Salvador, Ordem Franciscana Secular, Renovação Carismática Católica, Sociedade São Vicente de Paulo, Oficinas de Oração e Vida, Comunidade Católica Shalom, Comunidade Canção Nova, Fraternidade Missionária Verbo de Vida, Comunidade de Jovens Cristãos, (OPA – Oração pela Arte ), e no acompanhamento e formação dos Leigos, de 1991 a 1999.
Responsável na Arquidiocese pela Pastoral da Juventude e Pastoral da Criança, de 1991 a 1998.
De 1993 a 1999, Vigário Episcopal para a Pastoral com a responsabilidade de acompanhamento e formação de todas as Comissões Pastorais na Arquidiocese, do Conselho Arquidiocesano de Pastoral e da Coordenação da Comissão Central de Pastoral.
A partir de 1996, responsável pela animação do PRNM de preparação para o Grande Jubileu do Ano 2000, com a supervisão das Comissões Pastorais (32) nas exigências TESTEMUNHO, SERVIÇO, DIÁLOGO e ANÚNCIO.
Como Bispo Auxiliar, participante na Arquidiocese de Salvador dos Conselhos: Episcopal, Presbiteral, Pastoral e Colégio de Consultores.
No Regional NE III da CNBB, Bahia e Sergipe, assumiu em diversos períodos o acompanhamento especial da Pastoral da Criança, da Pastoral Familiar e da Formação Sacerdotal, R.C.C.; Coordenação Estadual.

SITUAÇÃO ATUAL DO MINISTÉRIO
Nomeado Arcebispo Metropolitano de Fortaleza pelo Papa João Paulo II, no dia 13 de janeiro de 1999.
Tomada de Posse na Arquidiocese de Fortaleza no dia 24 de março de 1999.
Presidente do Regional Nordeste 1 da CNBB; Ceará, para o atual mandato de 2003-2007.

ESCUDO ARQUIEPISCOPAL
Lema: ” FIAT VOLUNTAS TUA ”

” Venha o teu reino, SEJA FEITA A TUA VONTADE assim na terra, como no céu. ” ( Mt. 6, 10 )

Deus Amor em sua Unidade e Trindade é o Mistério fonte e meta de toda a humanidade e de todo o universo. Nele todos nos movemos e somos. Imagem e semelhança de Deus somos criados: pluralidade na unidade do Amor.
Jesus, o Verbo, se encarnou para estabelecer na terra, como no céu, o Reino de Deus – Sua Vontade feita em nós. A Igreja é na terra o germe e o sacramento do Reino: Povo reunido na Unidade da Trindade.
O escudo arquiepiscopal (coberto pelo chapéu prelatício com quatro fileiras de borlas e encimado pela cruz arquiepiscopal de dupla trave) na sua única cor azul quer expressar a Unidade Divina que vive na Trindade das Pessoas: Pai e Filho e Espírito Santo – expressa nos três campos iguais e cosidos.
No centro o Mistério Pascal de Cristo, o Filho de Deus, que na cruz deu toda sua vida por amor de nós homens e por nossa salvação. O vermelho do centro da cruz simboliza o Amor de Deus que atinge seu ápice no Abandono – com o Dom do Espírito Santo, fogo que Jesus veio acender na terra e quer que se espalhe.
Mergulhada toda no Mistério da Paixão Salvadora de Cristo está Maria Desolada, Mãe e Modelo da Igreja – Estrela Guia da Salvação e da Evangelização. No centro do escudo Jesus Crucificado e Abandonado, chave da Unidade; Maria Desolada, Porta do Céu; estas referências espirituais e simbólicas expressam as raízes espirituais do arcebispo na Obra de Maria, Movimento dos Focolares, sua família espiritual na Igreja.
A prata dos traços do escudo quer exprimir a glória que envolve todo o Mistério da Vida Divina que já se encarna na terra como graça do céu – glória do Senhor Ressuscitado.
O arcebispo deseja fazer de sua vida e episcopado, humilde serviço para que a Vontade Divina se realize na Igreja e na Família Humana, assim na terra como no céu. ” Fiat Voluntas Tua ” – Seja feita a vossa vontade: ” Para que todos sejam um ” ( Jo. 17, 21 ) no Amor de Deus.

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Bispos Auxiliares

Dom José Luiz Ferreira Salles, S.Ss.RContato
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Dom José Luiz Ferreira Salles nasceu em 23 de janeiro de 1957, na cidade de Itirapina (SP). É filho de Luiz Ferreira Salles (falecido) e Abigail Aparecida Leme Soares Salles.

Em 1970 entrou para a Congregação do Santíssimo Redentor. Fez sua profissão religiosa em 31 de janeiro de 1982. Foi ordenado sacerdote no dia 14 de dezembro de 1985.

Estudos: o ensino fundamental fez no grupo escolar de Itirapina e o ensino médio no Seminário Redentorista Santa Teresinha em Tietê (SP). Cursou Filosofia na Pontifícia Universidade Católica de Campinas (SP) e Teologia no Instituto Teológico São Paulo, em Ipiranga (SP).

Atividades exercidas: trabalhou nas Missões Populares, residindo em Tietê (SP), em 1986 e 1987 e residindo em Garanhuns (PE), de 1988 a 1996, onde foi coordenador da equipe missionária; de 1993 a 1995 foi conselheiro na vice-província do Recife (PE); de 1996 a 2004, foi eleito superior vice-provincial da vice-província Redentorista de Recife; de 2002 a 2004, foi administrador paroquial na paróquia de São Pedro, em Caraúbas, diocese de Campina Grande (PB); em 2005 foi nomeado reitor da Casa de Teologia Inter-Provincial dos Missionários Redendoristas em Fortaleza.

Explicação do brasão
Dom J. Luiz é missionário redentorista, nascido no Estado de São Paulo, mas que tem exercido a maior parte de seu ministério no nordeste. Ao escolher os símbolos para o seu brasão, quis integrar ao mesmo tempo sua pertença à Congregação missionária e sua vida dedicada ao nordeste e, nos últimos anos, em Fortaleza.

A Cruz com a lança e a esponja são símbolos tirados do emblema oficial da Congregação do Santíssimo Redentor, a que pertence D. José Luiz. Elas expressam a certeza do lema congregacional: Copiosa apud Eum Redemptio – Junto d’Ele (Jesus) a Redenção é abundante. A simplicidade da cruz significa que ela é acessível a todos, a começar dos mais pobres.

A mão que apresenta a cruz e o fundo vermelho do escudo lembram o emblema das Missões populares redentoristas: a mão representa a mão do missionário, que sai ao encontro de todos para lhes oferecer o Redentor, e o vermelho lembra o amor infinito d e Deus, que, através do seu Filho, quer envolver a todos em seu amor misericordioso.

O monograma de Maria recorda o ícone de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, mãe da bela esperança e estrela da Evangelização. E a jangada sobre as ondas do mar simboliza o nordeste, principalmente o Ceará, onde Dom J. Luiz vai exercer sua missão episcopal.

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Bispos Anteriores

A) Dom Luis Antonio dos Santos1º Bispo do Ceará

Nasceu em Angra dos Reis, Estado do Rio de Janeiro, aos 03 de março de 1817 e faleceu na Capital baiana, aos 11 de março de 1891.

Indicado para o Bispado do Ceará, por Decreto Imperial de 31 de janeiro de 1859 e confirmado por Pio IX em 28 de setembro de 1860, sagrado aos 14 de abril de 1861.

Governou a Diocese de Ceará de 18 de junho de 1861 a 11 de agosto de 1881, quando foi transferido para a Bahia.

Trouxe para o Ceará os Padres Lazaristas e as Irmãs de Caridade.
Fundou os Seminários de Fortaleza e do Crato e o colégio da Imaculada Conceição.

Promoveu a construção da Igreja do Coração de Jesus.

Duplicou o número de paróquias.

Resignou ao Arcebispo da Bahia a 20 de junho de 1890.

Faleceu a 11 de março de 1891

B) Dom Joaquim José Vieira

2º Bispo do CearáNasceu em Itapetininga, São Paulo, em 17 de janeiro de 1836.

Indicado para o Bispado do Ceará por Decreto Imperial de 03 de fevereiro de 1883 foi confirmado por Leão XIII aos 09 de agosto. Foi sagrado em 09 de dezembro de 1883 e empossado em 24 de fevereiro de 1884, data em que chegou a Fortaleza.

Apresentou seu pedido de renúncia a 14 de março de 1912 e este foi aceito pela Santa Sé, a 16 de setembro de 1912. Permaneceu no Ceará e só embarcou para São Paulo em 1914. Faleceu, em Campinas, a 08 de julho de 1917.

* Dom Joaquim pôs termo às irregularidades na administração dos patrimônios de São José (Fortaleza) e de São Francisco (Canindé).
* Criou o Externato São Vicente e a Escola Jesus, Maria e José, bem como um colégio de Artes e Ofícios em Canindé.
* Lutou contra os abusos em Juazeiro do Norte, ao tempo Padre Cícero Romão Batista.
* Fundou a União do Clero.
* Convocou o 1º Sínodo Diocesano, reunindo 84 sacerdotes, de 31 de janeiro a 02 de fevereiro de 1888.

Localizou os Capuchinhos em Canindé e facilitou a vinda dos Beneditinos para Quixadá.

C) Dom Manoel da Silva Gomes3º Bispo do Ceará e 1º Arcebispo de Fortaleza

Nasceu na cidade de Salvador-Bahia, aos 14 de março de 1874.

Preconizado Bispo Auxiliar do Ceará, por Pio X, a 11 de abril de 1911, foi sagrado a 29 de outubro de mesmo ano.

Chegou ao Ceará a 09 de fevereiro de 1912. A 08 de dezembro de 1912, assumiu a Diocese como Bispo Residencial. Em 10 de novembro de 1915 é nomeado primeiro Arcebispo Metropolitano de Fortaleza.

Por interferência de Dom Manoel junto à Santa Sé foram criadas as Dioceses de Crato, Sobral e Limoeiro do Norte.

Suas Realizações
* Fundou o Círculo de Operários Católicos a 29 de junho de 1912.
* Chamou os Irmãos Maristas para dirigirem o primeiro grande colégio particular do Ceará – Colégio Cearense.
* Trouxe para o Ceará os seguintes Institutos Religiosos: jesuítas, Franciscanos, Salesianos, Sacramentinos, Irmãs do Bom Pastor, Dorotéias, Salesianos, Carmelitas, Terceiras Capuchinhas, Filhas de Santana, irmãs do Amparo, Ursulinas, Missionárias de Jesus Crucificado.
* Fundou o jornal “O Nordeste” e auxiliou a criação do Banco Popular de Fortaleza.
* Iniciou a construção da Nova Catedral.

Por motivo de saúde, renunciou em 1914 e voltou para sua terra natal, retornando em 1943 a fim de residir em Fortaleza, na Avenida do Imperador.

Em 1945, cruel enfermidade o prostrou ao leito durante cinco anos, falecendo em Fortaleza a 14 de março de 1950, justamente no dia em que completava 76 anos de idade. Com grande pompa fúnebre foi sepultado na Catedral de Fortaleza.

D) Dom Antonio de Almeida Lustosa

2º Arcebispo de FortalezaDois marcos delimitam a ação pastoral de Dom Antônio de Almeida Lustosa na Arquidiocese de Fortaleza.

Marco inicial: 05 de novembro de 1941. Marco final: 29 de maio de 1963. Às 19 horas do dia 05 de novembro de 1941, presentes os Srs. Bispos de Sobral e Limoeiro do Norte e representantes da Arquidiocese de Belém do Pará e da Diocese de Crato, na Igreja Pequeno Grande – Catedral Provisória – tomava posse “sob as bênçãos de Deus e carinho do Povo”, como Arcebispo Metropolitano de Fortaleza, Dom Antonio de Almeida Lustosa. “Continuarei aqui simplesmente a trabalhar pelo Pai Nosso: Santificado seja o Vosso nome! Venha a nós o Vosso Reino, o programa de um bispo é sempre o mesmo: cumprir o seu dever”.

E no dia 29 de maio de 1963, acompanhado de três padres da Arquidiocese de Fortaleza, deixava, às 06 horas da manhã, em camionete rural, a terra que fora o campo de seu pastoreio, durante quase 22 anos.

Seu destino – Casa Salesiana de Carpina, no Estado de Pernambuco.

Dom Antônio de Almeida Lustosa nasceu em 1886, na cidade de São João Del Rei, Minas Gerais, a 11 de fevereiro, aniversário de primeira aparição da Imaculada de Lourdes.

Ordenou-se a 28 de janeiro de 1912. Como Padre Salesiano, ensinou filosofia e teologia. Foi mestre de noviços, Diretor e Vigário.

Foi Sagrado Bispo de Uberaba, Diocese do Triângulo Mineiro, a 11 de fevereiro de 1925. Após governar Corumbá – Mato Grosso e Belém do Pará, foi transferido para Fortaleza em 1941 onde ficou até 1963.

Dom Antônio foi um escritor de frase fina e leve, observação aguda, de um interesse apaixonado pela criatura humana, de um toque seguro de erudição. Escreveu vários livros, desde literatura infantil a cartas pastorais e livros de profunda teologia. Escreveu também inúmeros artigos nos jornais.

Principais realizações
* Convocou o 2º Sínodo Diocesano – 1947.
* Fundou o Instituto dos Cooperadores do Clero, em data de 10 de fevereiro de 1957, com a finalidade de dar aos Párocos, cooperadores leigos que os ajudassem nos trabalhos paroquiais.
* Fundou também a Congregação das Josefinas, hoje espalhada por vários estados, trazendo real benefício à pastoral da Igreja.

Em Carpina passou seus últimos anos de vida, dedicando-se, inicialmente, à pregação de retiros até que a doença o obrigou a se recolher ao leito. No dia 14 de agosto de 1974, Nossa Senhora veio buscá-lo para receber o prêmio reservado ao servo bom e fiel.

Está sepultado na Catedral de Fortaleza.

E) Dom José de Medeiros Delgado3º Arcebispo de Fortaleza

Nasceu na Fazenda Timbaúba, município de Pombal, hoje, Condado, Paraíba, no dia 28 de julho de 1905. Fez seus primeiros estudos na cidade de Serra Negra, Rio Grande do Norte.

Entrou para o Seminário de João Pessoa no dia 04 de março de 1918, terminando ali os cursos de Humanidades e Filosofia, em 1924, tendo seguido para Roma onde fez os primeiros anos de teologia.

Por motivo de saúde, voltou a João Pessoa, onde terminou a teologia e ordenou-se em 02 de julho de 1929.

Eleito bispo de Caicó, Rio Grande do Norte, a 15 de março de 1941, onde ficou até janeiro de 1952. De Caicó foi transferido para o maranhão, a 04 de setembro, tomando posse da Arquidiocese de São Luis a 03 de fevereiro de 1952. Ali permaneceu até sua transferência para Fortaleza, empossando-se no dia 08 de setembro de 1963. Governou a Arquidiocese de Fortaleza durante 10 anos, renunciando a 04 de abril de 1973, indo residir em Recife-Pernambuco.

Entre suas realizações nesta Arquidiocese, destacamos:
- Reabriu o Seminário Regional Nordeste I, que forma os futuros sacerdotes das dioceses do Ceará.
- Organizou a Fundação João XXIII
- Fundou o Centro de Treinamento Frederico Ponte, (CETREFP) em Pacatuba.
- Revitalizou o Banco Popular de Fortaleza.
- Adquiriu a Casa Pacheco, destinada ao lazer do Clero.
- Constituiu a nova Residência Episcopal, preparando a chegada de seu sucessor.

Faleceu no dia 8 de março de 1988, sendo sepultado conforme seu pedido, em Caicó, Rio Grande do Norte, sua primeira diocese.

F) Dom Aloísio Lorscheider

4º Arcebispo de FortalezaCardeal Presbítero do Título de São Pedro “in Montório”.

Dom Aloísio Lorscheider, cardeal, é filho de Jose Aloysio Lorscheider e de Verônica Gerhard Lorscheider. Nasceu em Linha Geraldo, município de estrela, no Estado do rio Grande do Sul, em 08 de outubro de 1924.

Foi ordenado sacerdote a 22 de agosto de 1948.

No dia 03 de fevereiro de 1962, o Papa João XXIII nomeou-o bispo de Santo Ângelo, no Rio Grande do Sul. Recebeu a ordenação episcopal a 20 de maio do mesmo ano.

Foi membro da Comissão Teológica da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, e depois primeiro Secretário da mesma Conferência até ser eleito Presidente.

Em 1973 Paulo VI o promoveu à sede arquidiocesana de Fortaleza. Nesta Arquidiocese, dom Aloísio Lorscheider continuou a sua missão pastoral já com notáveis frutos em Santo Ângelo. Dedicou particular atenção ao clero, no qual procurou desenvolver um profundo sentido de comunhão eclesial e um singular impulso apostólico.

No fim de 1972, no decurso da XIV Assembléia do CELAM foi eleito Vice-presidente deste organismo, sucedendo pouco depois a Dom Eduardo Pironio, na Presidência do órgão.

Presidiu em 1979 o Encontro dos Bispos da América Latina em Puebla-México.

Foi criado e publicado cardeal no consistório de 24 de mão de 1976 por S.S. o Papa Paulo VI – Presbítero do Título de São Pedro “in Montorio”, e como tal, tomou parte nos dois conclaves que elegeram papas, respectivamente suas Santidades João Paulo I e João Paulo II.

Foi transferido para a Arquidiocese de Aparecida do Norte em 1995.

Em 28 de janeiro de 2004, recebeu a notícia da aceitação de sua renúncia e em 25 de março do mesmo ano entregou a arquidiocese para d. Raymundo Damasceno Assis, tornando-se, assim, arcebispo emérito de Aparecida.

Faleceu às 5h30min, do dia 23 de dezembro de 2007, no Hospital São Francisco, em Porto Alegre.

E-mail: daloisio@uol.com.br

G) Dom Cláudio Cardeal Hummnes5º Arcebispo de Fortaleza

Nasceu em Montenegro, RS, 08/08/1934 Pais Adão Hummes e Maria Frank Hummes.

Ordenação Sacerdotal
Divinópolis, MG, 03/08/58

Ordenação Episcopal
Porto Alegre, RS, 25/05/75.

Estudos 1º e 2º graus (1945-1951), Taquari, RS; Filosofia (1953 -1954), Daltro Filho, Garibaldi, RS; Teologia (1955-1958), Divinópolis, MG; Doutorado em Filosofia (1959 -1963), Ponto Ateneu Antoniano, Roma; Especialização em Ecumenismo (1968), no Institut Decumenique de Bossey, Genebra, Suíça.

Antes do Episcopado
Professor de Filosofia e Cooperador de Paróquia, em Daltro Filho, Garibaldi, RS (1963-1968); Diretor da Faculdade de Filosofia de Viamão, RS; Professor de Filosofia em Viamão e PUC de Porto Alegre, RS (1969-1972); Provincial dos Franciscanos, do Rio Grande do Sul (1972-1975); Assessor da CNBB para o Ecumenismo (1965-1968); Presidente da União das Conferências Latino-Americanas dos Franciscanos (1973-1974).

Como Bispo
Bispo de Santo André, SP, desde 1975; Membro da Comissão Episcopal da Pastoral da CNBB Linha 5 Ecumenismo (1976-1979) e Linha 1 (Setor Leigos, Pastoral da Família, Pastoral Urbana e Operária) 1979-1983. Membro da Executiva Nacional da CPO (1982).

Escritos
Tese doutoral: “Renovação das provas tradicionais da existência de Deus por Maurice Blondel em L’Action (1893)”, Braga, 1964; co-autoria “Fé e compromisso político” (1982), Ed. Paulinas; artigos em revistas.

Lema
“Vós sois todos irmãos”.

Histórico

 

 

A Diocese do Ceará foi criada em 1853 por um decreto do Imperador Dom Pedro II. No ano seguinte, em 6 de junho de 1854, o papa Pio IX expediu a Bula Pro animarum salute, criando a Diocese nos trâmites da Igreja.As dioceses só podiam ser criadas pelo papa após o decreto imperial. A bula papal só foi oficializada em 1860, depois de sete anos de briga entre Vaticano e o Estado brasileiro. Desmembrada de Olinda, a Diocese era quase todo o território da Província do Ceará.

Civilmente, o Ceará já se havia emancipado da Província de Pernambuco desde 1799. Eclesiasticamente, até 1854, era apenas Vigararia Forânea da Diocese de Olinda.

O território da nova Diocese era quase o mesmo do atual Estado do Ceará. Faltavam apenas as paróquias de Crateús e Independência, ligadas a São Luis do Maranhão.

A população da Diocese, neste tempo, calculava-se em 650.000 habitantes. A população era quase totalmente católica, pois o recenseamento de 1888 registra apenas cento e cinqüenta protestantes e uma dúzia de judeus. A cidade de Fortaleza constava de cerca de 9.000 habitantes.

Nessa época havia na Diocese 34 paróquias e um curato. O número de igrejas era de 78 e o de capelas 11, em toda a província do Ceará.
Antes de ser diocese, o Bispo de Olinda (e antes dele o da Bahia) nomeava Visitadores Eclesiásticos para a Vigararia do Ceará. O primeiro desses visitadores foi Frei Félix Machado Freire (1735) e último foi Padre Antonio Pinto de Mendonça (1844 a 1881).

O primeiro bispo da Diocese foi Dom Luis Antônio dos Santos.

A Diocese do Ceará, com a criação das Dioceses de Crato e Sobral, foi elevada a Arquidiocese de Fortaleza, em 10 de novembro de 1915, pela Bula “Catholicae Religionis Bonum” do Papa Bento XV. Em 1939, deu-se criação da Diocese de Limoeiro do Norte; em 1960, criação da Diocese de Iguatu e em 1963 foi criada da Diocese de Crateús e em 1971 as Diocese de Itapipoca, Quixadá e Tianguá.

DATAS IMPORTANTES
1607 – Chegada dos primeiros missionários jesuítas. Padre Francisco Pinto e padre Luís Figueira.
1608 – Fundação do primeiro aldeamento missionário da Ibiapaba – Aldeia de São Lourenço e martírio do padre Francisco Pinto.
1611 – Chegada do padre Baltazar João Correia junto com a expedição de Martim Soares Moreno.
1649 – Estabelecimento de uma missão protestante, aos cuidados do pastor inglês Tomás Kemp durante a segunda tentativa de ocupação holandesa.
1654 – Martírio do pastor Tomás Kemp na revolta indígena que sucedeu a expulsão da Companhia das Índias Ocidentais do Recife.
1656 – Os jesuítas Pedro Pedrosa e Antonio Ribeiro retomam a evangelização dos índios do Ceará. Seu principal objetivo era apagar qualquer traço da influência protestante entre os índios.
1660 – O padre Antônio Vieira visita pessoalmente a Ibiapaba.
1758 – A Companhia de Jesus é expulsa do Brasil por ordem do Marquês de Pombal. As aldeias jesuítas do Ceará, entre elas os atuais bairros de Parangaba, Messejana, e as cidades de Caucaia, Viçosa, Baturité entre outras, passam à categoria de Vilas Reais.
1853 – Lei Geral nº 693 autoriza o governo imperial a solicitar da Santa Sé a criação do bispado do Ceará, desmembrado do bispado de Olinda.
1859 – O padre Luís Antônio dos Santos é nomeado primeiro bispo do Ceará.
1861 – Instalação do bispado e posse do primeiro bispo.
1864 – Fundação do Seminário da Prainha.
1870 – A Igreja do Ceará participa, pela primeira vez, de um Concílio Ecumênico, na pessoa de dom Luís Antonio dos Santos (Concílio Vaticano I)
1881 – Chegada do missionário presbiteriano, Rev. De Lacy Wordlaw.
1889 – Acontecem os primeiros fenômenos religiosos em Juazeiro envolvendo o padre Cícero Romão Batista.
1914 – Elevação da diocese do Ceará à categoria de arquidiocese. Criação da diocese do Crato.
1915 – Criação da diocese de Sobral.
1938 – Criação da diocese de Limoeiro.
1961 – Criação da diocese de Iguatu.
1964 – Criação da diocese de Crateús.
1971 – Criação das dioceses de Quixadá, Tianguá e Itapipoca.
1973 – Nomeação de dom Aloísio Lorscheider para arcebispo de Fortaleza.
1976 – Dom Aloísio é criado e publicado cardeal pelo papa Paulo VI
1978 – Dom Aloísio é o primeiro bispo do Ceará a participar de dois conclaves.
1980 – O papa João Paulo II visita o Ceará.
1995 – Dom Aloísio pede transferência para a arquidiocese de Aparecida por motivos de saúde.
1996 – Dom Cláudio Hummes é nomeado arcebispo de Fortaleza.
1998 – Dom Cláudio é transferido para a arquidiocese de São Paulo.
1999 – Nomeação de dom José Antônio.

DADOS COMPLEMENTARES

Situação geográfica
A Arquidiocese de Fortaleza está situada no Centro Norte do Ceará. Limites: Oceano Atlântico, e Dioceses de Limoeiro do Norte (Ce), Sobral (Ce) e Itapipoca (Ce).

Municípios
Acarape, Aquiraz, Aracoiaba, Aratuba, Barreira, Baturité, Beberibe, Canindé, Caridade, Cascavel, Caucaia, Chorozinho, Eusébio, Fortaleza, Guaiúba, Guaramiranga, Horizonte, Itaitinga, Maracanaú, Maranguape, Morada Nova, Mulungu, Ocara, Pacajus, Pacatuba, Pacoti, Palmácia, Poranga, Pindoretama, Redenção, São Gonçalo do Amarante.

Superfície
15.349,6 Km2

População
3.273.975 hab (IBGE 1999)

Densidade Demográfica
213,3 hab/km2

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Cúria

A coordenação Geral da Cúria está entregue ao Vigário Geral que possui atribuição de superintender e supervisionar as atividades pastorais e administrativas em vista a facilitar e tornar eficiente o ministério pastoral da Arquidiocese; a servir aos Párocos naquilo que se refere aos problemas administrativos paroquiais; a colocar-se a serviço da pastoral facilitando e tornando mais eficientes os seus serviços.Contato
Avenida Dom Manoel, 03 – Centro – 60060-090 – Fortaleza – Ceará
Fone: (55)-(85) 4005-7850; 4005-7851
E-mail: curia@arquidiocesedefortaleza.org.br

Divisão administrativa

VIGÁRIOS GERAIS
Dom José Luiz Ferreira Salles, C.Ss.R
Dom Adalberto Paulo Silva, OFM
Dom José Bezerra Coutinho
Pe. João Jorge Corrêa Filho
Pe. Virgínio Asêncio Serpa

Expediente dos Vigários Gerais
Pe. Virgínio Asêncio Serpa
** De segunda-feira a sexta-feira de 8 a 11h

Pe. João Jorge Corrêa Filho
** De segunda-feira a sexta-feira de 15h a 17h

Vigario Geral Emérito
Mons. Antonio Souto Ribeiro da Silva

SECÇÃO DE ECONOMIA E FINANÇAS
Sustentação e conservação dos patrimônios com a finalidade de auxiliar e manter os trabalhos pastorais.
Ecônomo: Francisco Darthanan Ribeiro
Expediente: De segunda-feira a sexta-feira de 15h00 a 17h30
Fone (85) 4005-7857

Assessor Técnico e Contábil: João Bosco Costa de Abreu
Fone: (85) 4005-7855

Auxiliar de Contabilidade: Rosa Maria de Sousa
Fone: (85) 4005-7854

Auxiliar Administrativo: Antonio Cordeiro Alves
Fone: (85) 4005-7853

Auxiliar de Escritório: Francisco Costa Ribeiro
Fone: (85) 4005-7854

Expediente: De segunda-feira a sexta-feira de 08h00 a 11h30 e 13h30 a 18h00

CHANCELARIA E SECRETARIA DA CÚRIA
A função da Chancelaria consiste no processamento e autenticação da documentação eclesiástica.
Chanceler: Abel Jakson Peixoto Lima
Fone: (85) 4005-7852
Vice-Chanceler:
Ir. Marciana
Secretaria: Antonio Ximenes Aragão
Fone: (85) 4005-7850
Expediente: De segunda-feira a sexta-feira de 08h00 a 11h30 e 13h30 a 18h00

SERVIÇO DE PESSOAL
Secção encarregada da documentação dos funcionários e obrigações sociais.
Encarregado: Antonio Cordeiro Alves.
Fone: (85) 4005-7853

SALA DE HISTÓRIA
Guarda, conservação e consulta de documentos que sirvam de memória para a história eclesiástica do Ceará.
Diretor: Pe. João Jorge Corrêa Filho
Secretária: Josefa Gonçalves de Oliveira
Expediente: segunda-feira e quarta-feira de 08h00 a 11h30 e 13h30 a 18h00.

ARQUIVO
Função: Organização, guarda e conservação da documentação dos livros paroquiais. Pesquisa e copias de documentos.
Raimunda Vaz da Costa e Paula Inelda de A. G. Ferreira. Gomes
(85) 4005-7861

MOTORISTA
Francisco Bezerra da Silva

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Secretariado de Pastoral

Contato
Responsável: Miguel Arcanjo Fernandes Brandão
Av. Dom Manuel, 339 – Centro – 60060-090 – Fortaleza – Ceará
Fone: (85) 3388-8701 – Fax: (85) 3388-8703
E-mail: contato@arquidiocesedefortaleza.org.brHorário de funcionamento
Segunda a sexta-feira. De 08h a 12h e de 13h a 17h

Informações

Histórico
Em 1985 com a criação das Regiões Episcopais foi dissolvido o Centro de Pastoral da Arquidiocese de Fortaleza. Cada Região deveria estruturar sua própria organização pastoral. As Assembléias Arquidiocesanas de Pastoral de 1990 e, sobretudo, de 1992 pediram com insistência a criação de uma coordenação pastoral. No dia 06 de outubro de 1992, foi criado o Secretariado Arquidiocesano de Pastoral, por uma decisão da reunião conjunta dos Conselhos Presbiteral, de Consultores, Episcopal, Econômico, com representantes das Regiões Episcopais, convocada por Dom Aloísio, Cardeal Arcebispo de Fortaleza, com o objetivo de dar os encaminhamentos necessários à Assembléia Arquidiocesana de Pastoral, realizada no mês de julho do mesmo ano.

Objetivos do Secretariado de Pastoral

* Zelar pela Pastoral de Conjunto, pela unidade no assumir das decisões tomadas nas Assembléias e Conselhos Arquidiocesanos depois de aprovadas pelo Arcebispo.
* Articular a ação pastoral na cidade, no sertão, na praia e na serra.
* Produzir o Boletim Informativo da Arquidiocese para comunicação e partilha das experiências de evangelização, de missão, de promoção humana, de formação entre as Regiões Episcopais, bem como entre as pastorais, os movimentos, as associações e os organismos da Arquidiocese.
* Produzir, repassar e divulgar subsídios que animem a evangelização, a ação pastoral, bem como cartas, comunicados e decisões do Arcebispo;
Fazer a constante articulação pastoral entre a CNBB Regional NE I e a Arquidiocese.
* Estabelecer permanente comunicação da Igreja com a Sociedade, através dos Meios de Comunicação Social.

Funcionam no Centro de Pastoral Maria, Mãe da Igreja
- Coordenação Arquidiocesana de Pastoral
- Setor de Comunicação da Arquidiocese
- ANOTE
- Cáritas Arquidiocesana
- Centro de Defesa e Promoção dos Direitos Humanos
- Secretaria da Pastoral de Juventude
- Pastoral da Mulher Marginalizada
- Pastoral dos Migrantes
- Pastoral da Criança
- Pastoral Carcerária
- Comissão Pastoral da Terra – Arquidiocese
- Comissão Missionária Diocesana – COMIDI
- Infância Missionária
- Secretaria das Comunidades Eclesiais de Base – CEBs
- Secretaria do Curso de Verão na Terra do Sol
- Secretaria do Grito dos Excluídos

Setores

Coordenador de Pastoral
Pe. Francisco Ivan de Sousa

Secretario Executivo
Miguel Arcanjo Fernades Brandão

Secretaria
Hilda Chavante Hissa
José Maria de Castro
Rosélia Terezinha Follmann

Setor de Comunicação
Francisca Janayna Gomes
Marta Maria Andrade da Silva

Setor de Informática
João Augusto Stascxak
Leonardo da Silva Sousa

Serviços Gerais
Lucilene Moreira Rodrigues
Maria do Socorro Farias

Portaria
Francisco Raimundo Barroso Pires
Wilton Pinheiro

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Objetivo GeralObjetivos

OBJETIVO GERAL DA AÇÃO EVANGELIZADORA DA ARQUIDIOCESE DE FORTALEZAEVANGELIZAR A TODOS
PARA CONSTRUIR COMUNIDADES
QUE REAFIRMEM SUA ADESÃO
À PESSOA E À MISSÃO DE JESUS CRISTO LIBERTADOR,
NA SUA PAIXÃO PAI E PELOS POBRES,
EDIFICANDO,
A SERVIÇO DO RESGATE DA DIGNIDADE HUMANA,
UMA IGREJA SAMARITANA,
EM QUE TODOS SEJAM SUJEITOS DE UMA NOVA HISTÓRIA,
A CAMINHO DO REINO DEFINITIVO.

FUNDAMENTAÇÃO TEOLÓGICA

1. EVANGELIZAR A TODOS

No Objetivo Geral do Plano Pastoral, aparece uma novidade que é desafiadora; como se pode perceber, daqui para frente, o objetivo é evangelizar a todos, o que vai exigir uma postura de diálogo muito maior do que aquela que já se exigia anteriormente. Se a esperança é que a mensagem evangélica possa chegar a todos os que se acham presentes em nossa Arquidiocese, distribuídos em nossas Paróquias e Áreas Pastorais, é necessário ter a capacidade de dialogar com o diferente, com uma metodologia que leve em conta o processo de apresentação da proposta de Jesus, tendo como modelo inspirador o próprio Jesus, que dialogou com seus interlocutores (a Samaritana, Nicodemos, Zaqueu…). Diálogos férteis. Assim, não estaremos mais falando para nós mesmos, e isto vai exigir novas posturas.
Evangelizar é fazer chegar a Boa Nova a todos. E a Boa Nova, que Jesus anuncia, é o Reino de Deus e a salvação para toda a humanidade. Cristo realiza, em sua pessoa e em sua vida, o que os profetas preanunciaram: Cumpriu-se o tempo. “O Reino de Deus está no meio de vós”.
“Evangelho” não é apenas anúncio da salvação: é toda a existência de Jesus, desde seu nascimento até sua morte e ressurreição gloriosa. A Igreja deve cumprir sua missão seguindo os passos de Jesus e adotando suas atitudes (cf. Mt 9, 35-36). Assim, o discípulo experimenta que a vinculação íntima com Jesus no grupo dos seus é formar-se para assumir seu estilo de vida e suas motivações (cf. Lc 6,40b), correr sua mesma sorte e assumir sua missão de fazer novas todas as coisas (DA, 131). Neste sentido, no seguimento de Jesus Cristo, aprendemos e praticamos as bem-aventuranças do Reino, o estilo de vida do próprio Jesus. (DA, 139).
Só evangeliza quem aceita e segue o caminho de Jesus: “Vem e segue-me” é o convite fundamental que o Senhor continua fazendo a todos os que querem participar da aventura do Reino. Para ser verdadeiro evangelizador, é necessário, antes de tudo, deixar-se evangelizar, sendo ouvinte atento ao que Deus fala, a exemplo da Virgem Maria. É necessário acolher a Palavra “com a alegria do Espírito Santo” e aceitá-la “não como palavra humana, mas como “verdadeiramente é: Palavra de Deus que está produzindo efeito entre vós”.
Só uma Igreja missionária e evangelizadora experimenta a fecundidade e a alegria de quem realmente realiza sua vocação. Assumir permanentemente a missão evangelizadora é, para todas as comunidades e para cada cristão, a condição fundamental para preservar e reviver o clima pascal de “alegria no Espírito” que animou a Igreja em seu nascimento e a tem sustentado em todos os grandes momentos de sua história. Por isso, o Apóstolo Paulo podia afirmar com todo o vigor: “Anunciar o Evangelho não é título de glória para mim. É, antes, uma necessidade que se me impõe. Ai de mim se não evangelizar!” (1 Cor 9, 16).
Somos movidos pelo mandato do próprio Jesus que, desde o início, enviou seus apóstolos: “Ide pelo mundo inteiro e anunciai o Evangelho a toda criatura.” (Mc 16, 17).

O que é Evangelizar?
Evangelizar é a primeira e contínua missão da Igreja. Evangelizar, como já dizia o Papa Paulo VI, “é levar a Boa Nova a todas as parcelas da humanidade em qualquer meio e latitude, e pelo seu influxo transformá-las a partir de dentro e tornar nova a própria humanidade… A Igreja evangeliza quando, unicamente firmada na potência divina da Mensagem que proclama, ela procura converter ao mesmo tempo a consciência pessoal e coletiva dos homens, a atividade em que eles se aplicam, e a vida e o meio concreto que lhes são próprios. … a atingir e como que a modificar pela força do Evangelho os critérios de julgar, os valores que contam, os centros de interesse, as linhas de pensamento, as fontes inspiradoras e os modelos de vida da humanidade, que se apresentam em contraste com a Palavra de Deus e com o desígnio da salvação.” (EN 18-19).
Assim o Papa João Paulo II propôs no início do Novo Milênio uma ação evangelizadora nova que seja eficaz em levar o Evangelho ao mundo e a humanidade ao Evangelho. A uma nova evangelização é que somos convocados em toda a Igreja.

2. PARA CONSTRUIR COMUNIDADES

Dentro do objetivo, a Assembléia teve a lucidez de reafirmar esta mediação no processo de evangelização, que deve se constituir numa radical e progressiva mudança em nosso modo de estruturar a vida eclesial, já que é impossível evangelizar, hoje, a partir de grandes estruturas, sobretudo no estilo de massa; estas devem ser substituídas por mediações menores, grupos menores, mas articulados entre si, tendo uma preocupação de se estabelecer um instrumento comum formativo que vise à unidade. No mundo urbano e do anonimato se faz cada vez mais necessário se fortalecer este tipo de mediação.
Não pode existir vida cristã fora da comunidade (DA, 278 d). A identidade da Igreja é traçada no livro dos Atos dos Apóstolos, no cap. 2, 42-47, e completada com os traços de At. 4, 32-35. 5, 12-16. A comunidade primitiva é, portanto, inspiradora e normativa de um estilo de se construir a comunidade eclesial. No Novo Testamento não há contraposição e separação entre carismas que o Espírito confere a todos os ministérios, no seio da comunidade. A comunidade é toda ela ministerial; os ministérios se distinguem uns dos outros, mas não se separam. Além do mais, se fundamentam na vida trinitária, inspirando um modelo circular de se configurar a comunidade eclesial. A fé foi por demais privatizada e não poucos acreditam que religião é assunto meramente individual, particular. Nos anos que seguiram o Concílio Vaticano II, a Igreja no Brasil e na América Latina desenvolveu uma prática de reflexão em pequenos grupos, comunidades (CEBs), que sustentou a fé de inúmeros irmãos e irmãs, bem como tornou a Igreja muito mais próxima da realidade vivida pelo povo. As CEBs são escolas que têm ajudado a formar cristãos comprometidos com sua fé. Abraçam a experiência das primeiras comunidades, como estão descritas nos Atos dos Apóstolos. Essas comunidades permitem ao povo chegar a um conhecimento maior da Palavra de Deus e a um compromisso social em nome do Evangelho (DA. 178). Em Aparecida, o espírito comunitário foi retomado e a perspectiva é construir e assumir uma configuração eclesial, baseada em comunidades e comunidade de comunidades.

3. QUE REAFIRMEM SUA ADESÃO À PESSOA E À MISSÃO DE JESUS CRISTO LIBERTADOR

O Objetivo Geral aqui coloca em destaque a importância da adesão à pessoa e à missão de Jesus Cristo Libertador. Não basta só a comunidade em si, apesar de ser um valor o espírito comunitário como espaço de superação do individualismo crescente de nossa sociedade. É imperativo que a comunidade vá crescendo na adesão a Jesus Cristo, aprofundando o conhecimento da sua pessoa e, ao mesmo tempo, da sua missão e da proposta de realização humana que ele vivenciou e deixou para nós como oferta gratuita presente nos evangelhos. O acréscimo do adjetivo libertador quer enfatizar a situação sócio-econômico-política e cultural de nosso povo, marcada, sobretudo, pela injustiça, exclusão social e falta de ética, e quer sinalizar qual o significado da presença da Igreja na sua relação com o mundo. Basta-nos olhar as páginas dos evangelhos e observar como Jesus realizou a sua missão e, de forma encarnada, fazer a sua memória, atualizando-a no prosseguimento e no seguimento de Jesus Cristo, em tudo que disse e em tudo que fez. A libertação é integral, ou seja, de todos os homens e de toda a forma de escravização que neles exista. Aqui mais uma vez o documento de Aparecida vai afirmar que a verdadeira promoção humana não pode reduzir-se a aspectos particulares: deve ser integral, isto é, promover todos os homens e o homem todo, e o processo de evangelização envolve a promoção humana e a autêntica libertação, sem a qual não é possível uma ordem justa na sociedade (DA, 399 e Discurso inaugural de Bento XVI na Conferência de Aparecida).
Adesão aqui significa, concretamente, discipulado, que nasce de uma experiência pessoal e comunitária com a pessoa e a proposta de Jesus Cristo.

4. NA SUA PAIXÃO PELO PAI E PELOS POBRES

Fazendo uma leitura da Vida de Jesus nos Evangelhos descobrimos quais as suas duas grandes paixões: a intimidade que tem com o Pai e sua paixão pelos pobres. Neste particular, são inúmeros os textos que confirmam uma e outra paixão. Jesus se colocou freqüentemente, na realização de sua missão, diante do Pai, especialmente porque, sendo a revelação definitiva do que o Pai queria para a humanidade, colocou esta missão acima da sua pessoa.
A Paixão pelos pobres se confirma na ação salvífica de Deus que se dirige prioritariamente aos pobres e excluídos. O amor de Deus pelos seres humanos tem preferências que devem ser respeitadas. O que quer Deus revelar com tal atitude? O que nos pobres poderia justificar esse gesto divino? Cabe-lhes um papel especial na economia salvífica querida por Deus? Na Bíblia encontramos na libertação do povo escravo no Egito o tema central da fé veterotestamentária (Dt. 26, 5-10). Esta fé distingue-se da que se encontrava nos povos vizinhos, pois este gesto de Deus se volta não para indivíduos em situações concretas, mas para um grande grupo social. Além disso, como esse povo se encontrava excluído do sistema social escravizante, Deus o leva a se constituir outra sociedade e, sobretudo, demonstra ser Ele próprio seu fundamento último.
Dando continuidade à missão de Jesus na sua paixão pelos pobres, Ele se torna medida e modelo estrutural da nossa experiência de Deus. Ele se faz pobre. Convive com os pobres. Privilegia os pobres. Come com os pobres. Fá-los destinatários primeiros e principais da Boa Notícia (Lc. 4, 16-21.7,22; Mt. 11,15). Revela-nos, portanto, onde e como experimentar a Deus, seu Pai, na concretude da experiência com os pobres. O Deus do Reino só se atinge na experiência do Reino de Deus. E este Reino é dos pobres.
A opção pelos pobres volta ao cenário da Igreja Latino-Americana e Caribenha na V Conferência. No texto conclusivo esta opção aparece como verdadeiramente evangélica, por se tratar de uma opção que está implícita na fé cristológica, nascendo, portanto, da nossa fé em Jesus Cristo (DA, 392) que nos impulsiona, como discípulos missionários de Jesus, a procurar caminhos novos e criativos a fim de responder a outros efeitos da pobreza (DA, 409).
A novidade, no referido documento, é a explicação que dá do adjetivo “preferencial”. Ser preferencial implica que esta opção deve atravessar todas as nossas estruturas e prioridades pastorais (DA, 396), que não pode ser reduzida a uma prática das Pastorais Sociais e das CEBs, mas deve ser opção e prática de toda a comunidade eclesial.
Experimentar Deus no pobre é imitar a Jesus na sua experiência de Deus.

5. EDIFICANDO, A SERVIÇO DO RESGATE DA DIGNIDADE HUMANA, UMA IGREJA SAMARITANA

Aparecem aqui duas características eclesiológicas: Igreja Servidora e Igreja Samaritana. O Serviço é uma exigência da evangelização, como também uma das palavras-eixo para se compreender a Igreja pós-Conciliar. As Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil, 1999-2002 afirmam: “Por ele se reconhece a dignidade fundamental do ser humano, criado à imagem e semelhança de Deus. Pelo serviço ao mundo, a Igreja se solidariza com as aspirações e esperanças da humanidade, levada, pela fome e sede de justiça, a colocar-se a serviço da causa dos direitos e da promoção da pessoa humana, especialmente, dos mais pobres em vista de uma sociedade justa e solidária” (Doc. 61 da CNBB, nº. 92).
Na Carta Apostólica de João Paulo II, no início do Novo Milênio, traduzindo o programa para o terceiro milênio em orientações pastorais às condições de cada comunidade, afirma o Papa: “É de se esperar que o século e o milênio que estão começando hão de ver a dedicação a que pode levar a caridade para com os mais pobres. Se verdadeiramente partimos da contemplação de Cristo devemos saber vê-lo, sobretudo no rosto daqueles com quem ele mesmo se quis identificar (cf Mt. 25, 35-36)”. Esta página não é um mero convite à caridade, mas uma página de cristologia que projeta um feixe de luz sobre o mistério de Cristo. Nela, não menos do que o faz com a vertente da ortodoxia, a Igreja mede a sua fidelidade de Esposa de Cristo.
Segundo as palavras inequívocas do Evangelho a que o texto do Papa se refere, há na pessoa dos pobres uma especial presença de Cristo, obrigando a igreja a ser servidora. É hora de uma nova “fantasia da caridade”, que se manifeste não só, nem sobretudo, na eficácia dos socorros prestados, mas na capacidade de pensar e ser solidário com quem sofre, de tal modo que o gesto de ajuda seja sentido, não como esmola humilhante, mas como partilha fraterna. Entretanto este texto deve ser complementado e relido à luz de um outro documento do magistério universal: A Igreja na América (J. Paulo II). “O serviço aos pobres, para que seja evangélico e evangelizador, deve ser um reflexo fiel da atitude de Jesus, que veio ‘para anunciar aos pobres a Boa Nova’” (Lc. 4,18). Essa constante dedicação pelos pobres e excluídos da sociedade se reflete no Magistério social da Igreja, que não se cansa de convidar a comunidade cristã a comprometer-se, a superar toda forma de exploração e opressão. Trata-se, de fato, não só de aliviar as necessidades mais graves e urgentes através de ações individuais ou esporádicas, mas também de pôr em evidência as raízes do mal, sugerindo iniciativas que dêem às estruturas sociais, políticas e econômicas uma configuração mais justa e solidária.
Dessa forma, a paixão pelos pobres acontece na comunidade eclesial para resgatar a dignidade humana, imagem e semelhança de Deus, tendo como horizonte eclesial o simbolismo de uma Igreja Samaritana, que se preocupa com os que estão à margem e deles prioritariamente se ocupa; são percebidos por ela, que toma atitudes de acolhimento, de cuidados.
Diante das intoleráveis desigualdades sociais e econômicas que clamam ao céu, a Igreja tem uma missão bem peculiar: ser advogada da justiça e defensora dos pobres (DA, 395 e 533). Dessa forma, ela estará contribuindo para o resgate da dignidade humana aviltada.

6. EM QUE TODOS SEJAM SUJEITOS DE UMA NOVA HISTÓRIA

Aqui o destaque se dá na pedagogia, na metodologia de trabalho. Se os destinatários privilegiados, não os únicos, da nossa ação evangelizadora são os pobres, eles não podem ser vistos como objetos, mas valorizados como pessoas que têm uma história, valores, carismas e que, portanto, merecem ser respeitados, valorizados e, constantemente, envolvidos em todo o processo da ação evangelizadora, em vista de seu crescimento, bem como da construção de uma Igreja – Comunhão. Nosso testemunho deve ir na contramão da história em que os pobres não são valorizados, não contam e, o pior, são manipulados. Nosso testemunho se expressa num jeito de quem está do lado deles, com eles. Eles devem ser os construtores da história, não de uma história qualquer, mas de uma nova história, que tem como horizonte a realização antecipada do Reino de Deus.

7. A CAMINHO DO REINO DEFINITIVO

Sem dúvida, a nova história já está se gestando e são inúmeros os seus sinais. Não devemos ser pessimistas, já que o nosso alimento é a esperança de que a situação dada não se constitui o fim da história. Pode ser diferente. O alimento do cristão é a fé na ressurreição, que é motor de vida nova.
“A caminho do reino definitivo, os cristãos são reconfortados pela certeza da esperança na difícil luta pela libertação integral da pessoa humana e pela construção de uma sociedade justa, solidária e fraterna. O cristão tem consciência de seu compromisso na edificação da cidade terrena, mas sempre com os olhos voltados para a Jerusalém celeste, para o triunfo final de Deus, quando todas as coisas lhe serão submetidas e quando Deus será “tudo em todos” (1 Cor 15,28). É o desfecho glorioso da História da salvação, com a vitória absoluta e definitiva de Deus” (Doc. 61 da CNBB, nº. 28).
Afinal de contas, o mundo novo irrompeu com Jesus de Nazaré e o seu Evangelho é carregado de sentido vital, pois é o anúncio da vitória de Deus sobre tudo o que esmaga o ser humano. Na experiência da cruz irrompe a proclamação da ressurreição, antecipação da Vida Plena.

Pe. Almir Magalhães

Prioridades

FORMAÇÃOMISSÃO

FAMÍLIA e JUVENTUDE

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1 Comentário

  1. iva n junior disse:

    oi vossa bençao eu mim chamo ivan junior e sou uns dos fundadores da infancia e juventude missionaria da paroquia de nossa senhora das candeias em jaguaribe e eu queria saber como fazor para que a ijm de nossa paroquia possa ser conhecida pela a diocese que limoeiro do norte e pela a arque diocese de fortaleza pois nos da ijm de jagauibe nao temos nenhu material e nenhuma formaçao eu com oodernador noa tenhor nenhuma formaçao e nenhum material a infancia e juventude missionaria de nossa paroquia faz os seu 3 anos dia 19 de agosto de deste mesno ano se for possivel peço se nao for muita ossadia que ser voces da arque diocese suberem quanto sera a proxima formaçao ou encontro de coordenadores ou da infancia na diocese de limoeiro ou na arque diocese entre em contado comigo 8892865846 este e meu telefone ou ser tiver algum material pois nos estamos pertidos como ijm mais nao deixamos a nossa missao de evangelizaçao e caridade pois e este o nosso objetivo por favor entre em contado com migo fiquem com deus e com nossa senhor das candeias

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