Bento XVI deixou um pedido aos fiéis de todo o mundo, para que “possais acompanhar, unidos às intenções do Papa, as celebrações e o desenrolar da XII Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos”.
A reunião magna dos episcopados de todo o mundo está subordinada ao tema: “A Palavra de Deus na vida e na missão da Igreja”.
“Qualquer Concílio e Sínodo são, com efeito, um evento do Espírito. Por isso, ajudados pelos dons do Altíssimo, confiamos no sucesso deste significativo acontecimento eclesial”, disse o Papa na sua saudação aos peregrinos de língua portuguesa.
Para o Papa só o” diálogo aberto” pode orientar a Igreja”.
Recorde-se que o documento de trabalho (Instrumentum Laboris) da XII Assembleia Geral ordinária do Sínodo dos Bispos foi apresentado no dia 12 de Junho. No documento, a Igreja põe de sobreaviso os católicos, não só sobre o fundamentalismo, mas também sobre as chamadas “leituras ideológicas” da Bíblia.
Numa referência indirecta à chamada «teologia da libertação», o texto fala de “pré-compreensões rígidas de ordem espiritual, social e política, ou simplesmente humanas, sem o suporte da fé”.
Especial preocupação é expressa quanto ao “risco de fundamentalismo, com amplas implicações antropológicas, sociólogas, e psicológicas, mas que se aplica de modo particular à leitura bíblica e à sua interpretação do mundo”.
A nível de leitura bíblica – adverte o texto preparatório do Sínodo – “o fundamentalismo refugia-se no literalismo, recusando-se a tomar em consideração a dimensão histórica da revelação bíblica, correndo assim o risco de não aceitar plenamente a própria Incarnação”.
Se a forma extrema desta tendência é a “seita”, “este género de leitura encontra cada vez mais aderentes entre os católicos”.
Serão cerca de 250 os padres sinodais que, em representação dos episcopados do mundo inteiro tomarão parte nos trabalhos do próximo Sínodo. Este será o segundo sínodo geral que se efectua durante o pontificado de Bento XVI.
O primeiro, dedicado à Eucaristia teve lugar em Outubro de 2005, poucos meses após a sua eleição, mas fora convocado pelo seu predecessor, João Paulo II.
Para este Sínodo de Outubro foi Bento XVI quem escolheu o tema e estabeleceu algumas regras, entre as quais uma maior liberdade no debate entre os bispos através de uma hora diária de discussão livre, mecanismo já experimentado com sucesso no sínodo precedente sobre a Eucaristia.
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