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PARE E PENSE!

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Uma realidade muito comum de nossos dias é vivermos o ativismo. Muitas vezes fazemos as coisas e não nos perguntamos que sentido tem a nossa vida. Tenho a sensação que vivemos numa sociedade que leva o homem e a mulher a viverem como uma máquina, mas o que significa essa afirmação? Trabalhamos, corremos de um lado para o outro, não temos tempo para quase nada, pois os nossos dias passam num piscar de olhos. Acordamos pela manhã, tomamos café, vamos ao trabalho, almoçamos, voltamos ao trabalho. No final da tarde, voltamos para casa e nos deparamos com problemas, sejam familiares, pessoais, falta de dinheiro e, até mesmo, falta de sentido ou insatisfação da nossa vida.
    Aqui aparece a pergunta: Para que tudo isso? É muito comum encontrar pessoas vivendo verdadeiramente a vida como um fardo pesado, acostumadas ou conformadas com tal situação.
    É muito comum encontrarmos faces tristes, angustiadas, preocupadas e desesperadas por situações e situações.
    De novo, aparece a pergunta: Que sentido tem a minha vida? Para que eu fui criado? Será que a vida é só isso…?
    No fundo de tudo isto estamos buscando uma forma de realizar-nos. Alguns buscam no trabalho, outros buscam fazendo serviços sociais (por exemplo: ajudando as pessoas), outros buscam na própria família, projetando uma família ideal, uma realidade financeira melhor e quando tudo isso não acontece, aparece a famosa doença do nosso século: a depressão.
    Com freqüência escutamos das pessoas dizerem: “Estou cansada, preciso de férias, preciso descansar, pois já não suporto mais viver essa realidade”.
    De onde nasce toda essa realidade que no fundo estamos todos envolvidos? Alguns mais ainda num ativismo brutal, sem tempo à família, sem tempo a nada. Outros, de uma forma mais velada, fazem coisas só por fazer, sem sentido algum.
    Há uma passagem nas Escrituras que Cristo fala qual é a vontade do seu Pai para nós (Jo 4, 34). Depois de um tempo de caminhada, Cristo, pára e descansa junto ao poço de Jacó. Os seus discípulos vão buscar alimento para Ele. Quando retornam, recebem uma resposta que se torna uma verdadeira interrogação: “Meu alimento é fazer a vontade do meu Pai e completar a sua obra”.
    Cristo não afirma termos que deixar de fazer as nossas coisas, de cumprirmos as nossas obrigações, pensando talvez que a vida está em deixar os sofrimentos, os deveres etc.
    Tudo isso é importante, porém nossa vida cotidiana deve nos levar ao centro do porquê fomos criados.
    Nesta realidade, não devemos perder a paz interior. Não devemos achar que para nada serve a nossa vida. Tudo o contrário, como afirma Santa Teresinha: “A minha única obrigação diária é o abandonar a minha vida, as minhas preocupações nas mãos do meu Criador. Isso me levará à paz. E tudo o que eu faço durante o dia terá sentido pleno.”
    Você pensou em Jesus Cristo hoje?
   
 

 

Pe. Alessander C. Capalbo

Paróquia Santa Maria dos Pobres – Paranoá – Brasília – DF

www.santamaria.org.br

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