Escrito por Jefferson Nóbrega 14 | 11 | 2011 – Blog Candango Conservador
Os jornais noticiaram hoje, 14 de novembro, que a oposição mexicana venceu o partido do presidente Calderón nas eleições estaduais. Segundo os resultados o Partido Revolucionário Institucional (PRI) conseguiu sua maior vitória desde 2000, ano em que de forma histórica o Partido da Ação Nacional (PAN) venceu as eleições e acabou com a hegemonia de 71 anos do PRI.
Agora o PRI irá controlar 20 das 32 entidades federais do México tornando-se o maior bloco na Câmara dos Deputados e emergindo como a principal força para as eleições presidenciais que ocorrerá em 2012.
Mas, existe um fato que foi omitido em todo esse episódio. Quem é realmente o PRI? Para quem não sabe, o Partido Revolucionário Institucional foi fundado por Plutarco Elías Calles.
Quem foi Elías Calles?
Calles foi presidente do México de 1924 a 1928, entres suas ações polêmicas, está a Lei Calles, que aplicou radicalmente as normas anticleircais da Constituição de 1917. A Lei Calles era totalmente anti-religiosa e uma verdadeira ação de guerra contra a Igreja Católica. Entre as ações propostas na lei estava à proibição que os padres usassem batinas em público, pena de 5 anos para padres que criticassem o governo, exigências governamentais para a ordenação dos sacerdotes, perseguição aos católicos que não aceitassem esses termos da legislação e etc. De início os Católicos passaram a resistir pacificamente, no entanto, as manifestações eram reprimidas com massacres e destruição das Igrejas. A perseguição endureceu até que culminasse em uma guerra civil-religiosa, no qual os católicos pegaram as armas e empregaram uma guerra contra o governo de Calles. Cerca de 30.000 católicos foram executados, muitos deles já reconhecidos pela Igreja como santos mártires.
Plutarco Calles fundou em 4 de março de 1929 o Partido Nacional Revolucionário (PNR), em 1928 o nome foi alterado para Partido da Revolução Mexicana (PRM), e finalmente em 1946 tornou-se o Partido Revolucionário Institucional (PRI).
Ou seja, o partido que agora recupera a força no México, traz em sua história uma mancha sagrenta de um laicismo radical que ceifou a vida de idosos, jovens, crianças e mulheres pelo simples fato de professarem sua fé.
Que a memória dos mártires cristeros esteja sempre viva, para lembrar aonde pode chegar o ódio anti-religioso da esquerda.
Nota do editor:
Para conhecer mais sobre a Guerra Cristera, recomendo o ótimo texto disponível no site da Editora Permanência “A história dos Cristeros“, e o documentário “A Revolução Cristera”, parte 1 e parte 2
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