Pensamento de João Paulo II – Parte II


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ROSÁRIO

1.- “Em sua simplicidade e profundidade, continua sendo também neste terceiro Milênio apenas iniciado uma oração de grande significado, destinada a produzir frutos de santidade.”

2.- “O Rosário, com efeito, embora se distinga por seu caráter mariano, é uma oração centrada na cristologia. Na sobriedade de suas partes, concentra em si a profundidade de todo a mensagem evangélica, da qual é como um compêndio”.

3.- “Com ele, o povo cristão aprende de Maria a contemplar a beleza do rosto de Cristo e a experimentar a profundidade de seu amor.”

4.- “Mediante o Rosário, o fiel obtém abundantes graças, como recebendo-as das próprias mãos da Mãe do Redentor.”

5.- “Esta oração teve um posto importante em minha vida espiritual desde minha juventude.”

6.- “O Rosário me acompanhou nos momentos de alegria e nos de tribulação. A ele confiei tantas preocupações e nele sempre encontrei consolo.”

7.- “Há  vinte e quatro anos, no dia 29 de outubro de 1978, duas semanas depois da eleição à Sede de Pedro, como abrindo minha alma, expressei-me assim: «O Rosário é minha oração predileta. Prece maravilhosa! Maravilhosa em sua simplicidade e em sua  profundidade.” [...]

8.- “Hoje, no início do vigésimo quinto ano de serviço como Sucessor de Pedro, quero fazer o mesmo. Quantas  graças recebi da Santíssima Virgem através do Rosário  nestes anos: Magnificat anima mea Dominum! Desejo elevar meu agradecimento ao Senhor com as palavras de sua Mãe Santíssima, sob cuja proteção coloquei meu ministério petrino: Totus tuus!”

9.- “O Rosário, compreendido em seu pleno significado, conduz ao coração da vida cristã e oferece uma oportunidade cotidiana e fecunda espiritual e pedagógica, para a contemplação pessoal, a formação do Povo de Deus e da nova evangelização.”

10.- “…o motivo mais importante para voltar a propor com determinação a prática do  Rosário é por ser um meio sumamente válido para favorecer nos fiéis a exigência de contemplação do mistério cristão, que propus na Carta Apostólica Novo millennio ineunte como verdadeira e própria ‘pedagogia da santidade’: «é necessário um cristianismo que se distinga principalmente na arte da oração».”

11.- “Não se pode recitar o Rosário sem sentir-se implicados em um compromisso concreto de servir à paz, com uma particular atenção à terra Jesus, ainda hoje tão  atormentada e tão querida pelo coração cristão.”

12.- “No marco de uma pastoral familiar mais ampla, fomentar o Rosário nas famílias cristãs é uma ajuda eficaz para contrastar os efeitos efeitos desoladores desta crise atual.”

13.- “Numerosos sinais mostram como a Santíssima Virgem exerce também hoje, precisamente através desta oração, aquela solicitude materna para com todos os filhos da Igreja que o Redentor, pouco antes de morrer, confiou-lhe na pessoa do predileto: «Mulher, eis aí o teu filho!» (Jo 19, 26).”

14.- “Maria vive olhando a Cristo e tem em mente cada uma de suas palavras: « Guardava todas estas coisas, e as meditava em seu coração » (Lc 2, 19; cf. 2, 51). As memórias de Jesus, impressas em sua alma, a acompanharam em todo momento, levando-a a percorrer com o pensamento os diversos episódios de sua vida junto ao Filhos. Foram aquelas lembranças que constituíram, em certo sentido, o ‘rosário’ que Ela recitou constantemente nos dias de sua vida terrena.”

15.- “Quando recita o Rosário, a comunidade cristã está em sintonia com a memória e com o olhar de Maria.”

16.- “…como destacou Paulo VI: «Sem contemplação, o Rosário é um corpo sem  alma e sua oração corre o risco de tornar-se uma repetição mecânica de fórmulas e de contradizer a advertência de Jesus: “Quando rezardes, não sejais charlatães como os pagãos, que pensam que são escutados em virtude de sua loquacidade” (Mt 6, 7).”

17.- “Percorrer com Maria as cenas do Rosário é como ir à ‘escola’ de Maria para ler a Cristo, para penetrar em seus segredos, para entender sua mensagem.”

18.- “…isto diz o Beato Bartolomeu Longo: «Como dois amigos, frequentando-se, costumam se parecer também nos costumes, assim nós, conversando familiarmente com Jesus e com a Virgem, ao meditar os Mistérios do Rosário, e formando juntos uma mesma vida de comunhão,  podemos chegar a ser, na medida de nossa  pequenez, parecidos com eles, e aprender com estes eminentes exemplos o ver humilde, pobre, escondido, paciente e perfeito».”

19.- “O Rosário nos transporta misticamente junto a Maria, dedicada a seguir o crescimento humano de Cristo na casa de Nazaré. Issso lhe permite educar-nos e modelar-nos na mesma diligência, até que Cristo «seja formado» plenamente em nós (cf. Gl 4, 19).”

20.- “O Rosário promove este ideal, oferecendo o ‘segredo’ para abrir-se mais facilmente a um conhecimento profundo e comprometido de Cristo. Poderíamos chamá-lo de caminho de Maria.”

VIDA CONSAGRADA

1.- “A entrega total e a fidelidade permanente ao Amor constitui a base de  vosso testemunho no mundo. Vos peço uma renovada fidelidade, que acenda mais o amor a Cristo, mais sacrificada e alegre vossa entrega, mais humilde vosso serviço.”

2.- “A necesidade deste testemunho público constitui um chamado constante à conversão interna,  à retidão e santidade de vida de cada religiosa.”

3.- “A Profissão religiosa coloca no coração de cada um e cada uma de vós, queridos Irmãos e Irmãs, o amor do Pai; aquele amor que há  no coração de Jesus Cristo, Redentor do mundo.  Este é um amor que abarca o mundo e tudo o que nele vem do  Pai e que ao mesmo tempo deve vencer no mundo tudo o que «não vem do Pai”. (Redemptionis Donum, 9)

4.- “O consagrado é aquele que afirma e vive em si mesmo o senhorio absoluto de Deus, que quer ser tudo em todos”

5.- “A entrega total e a fidelidade permanente ao Amor constitui a base de vosso  testemunho perante o mundo.”

6.- Vos peço uma renovada fidelidade, que acenda mais o amor a Cristo, mais sacrificada e alegre vossa entrega, mais humilde vosso serviço.”

7.- “A necessidade deste testemunho público constitui um chamado constante à conversão interior, à retidão e santidade de vida de cada religiosa.”

8.- “Esta entrega nossa “transpasso de propriedade”, nos marcou com um sinal particular, que passou a ser nossa identidade.”

FÉ E RAZÃO

1.- “A fé e a razão (Fides et ratio) são como as duas asas com as quais o espírito humano se eleva à contemplação da verdade. Deus colocou no coração do homem o desejo de conhecer a verdade e, definitivamente, de conhecê-lo para que, conhecendo-o e amando-o, possa alcançar também a plena verdade sobre si mesmo (cf. Ex 33, 18; Sl 27 [26], 8-9; 63 [62], 2-3; Jo 14, 8; 1 Jo 3, 2).

Carta encíclica Fides et Ratio Sobre as relações entre Fé e Razão. 14 de setembro de 1998

CONCÍLIO VATICANO II

1.- Depois de sua conclusão, o Concílio não parou de inspirar a vida da Igreja. Em 1985 quis afirmar: “Para mim que tive a graça especial de participar e colaborar ativamente em seu desenvolvimento, o Vaticano II foi sempre, e é de modo particular nestes anos de meu pontificado, o ponto de referência constante de toda minha ação pastoral, com o  compromisso responsável de traduzir suas diretrizes em aplicação concreta e fiel, em cada igreja e em toda a Igreja. Devemos recorrer incessantemente a essa fonte”. João Paulo II, Homilia de 25 de janeiro de 1985, cf. L’Osservatore Romano, edição em língua espanhola, 3 de fevereiro de 1985, p. 12).

2.- Depois do encerramento do  Sínodo, fiz meu esse desejo, ao considerar que respondia “realmente às necessidades da Igreja universal e das Igrejas particulares” (5). João Paulo II, Discurso na sessão de encerramento da II Assembléia geral extraordinária do Sínodo dos bispos, 7 de dezembro de 1985; AAS 78 (1986), p. 435; cf. L’Osservatore Romano, edição em língua espanhola, 15 de dezembro de 1985, p. 11.

A ARTE

1.- “Aquele que cria dá o próprio ser, tira alguma coisa do nada -ex nihilo sui et subiecti, se diz em latim- e isto, em senso estrito, é o modo de proceder exclusivo do Onipotente. O artífice, ao contrário, utiliza algo já  existente, dando-lhe forma e significado.”

2.- “Na « criação artística » o homem revela-se mais do que nunca « imagem de Deus » e realiza esta tarefa principalmente convertendo a estupenda « matéria » da própria humanidade e, depois, exercendo um domínio criativo sobre o universo que o rodeia.”

3.- “O Artista divino, com admirável condescendência, trasmite ao artista humano uma faísca de sua sabedoria transcendente, chamando-o a compartilhar de sua potência criadora.”

4.- “o artista, quanto mais consciente é de seu « dom », tanto mais se sente movido a olhar a si mesmo e à toda a criação com olhos capazes de contemplar e de agradecer, elevando a Deus seu hino de louvor. Somente assim pode compreender a fundo a si mesmo, sua própria vocação e missão.”

5.- “Nem todos estão chamados a ser artistas no sentido específico da palavra. Entretanto, segundo a expressão do Gênesis, a cada homem é confiada a tarefa de ser artífice da própria vida; de certo modo, debe fazer dela uma obra de arte, uma obra-prima.”

EUCARISTIA

1.- “Tua presença na Eucaristia começou com o sacrifício da última ceia e continua como comunhão e doação de tudo o que és”.

2.- “O culto eucarístico brota do amor e serve ao amor, para o qual todos nós somos chamados em Cristo Jesus.  E fruto vivo desse mesmo culto é o aperfeiçoamento da imagem de Deus que trazemos em nós, imagem que corresponde àquela que Cristo nos revelou.  Tornando-nos assim “adoradores do Pai em espírito e verdade”, nós amadurecemos numa cada vez mais plena união com Cristo, estamos mais unidos a Ele”.
24.02.1980

3.- “E Eucaristia é grande apelo para a conversão.  Sabemos que ela é convite para o Banquete; que, alimentando-nos com a Eucaristia, recebemos o Corpo e o Sangue de Cristo, sob as aparências do pão e do vinho.  E precisamente porque é convite, a Eucaristia é e continua a ser apelo para a conversão”.
29.09.79

4.- “Numa plena e ativa participação no Sacrifício Eucarístico e na vida litúrgica completa da Igreja, todo o povo encontra a primeira e indispensável fonte do verdadeiro espírito cristão.  Na Eucaristia encontra a força que o torna capaz de dar ao mundo o testemunho de vida.”
26.04.79

5.- “O Santo Sacrifício da Missa quer ser também a celebração festiva da nossa salvação”.
29.09.79

OS JOVENS

1.- “Vós sois o sal da terra… Vós sois a luz do mundo” (Mt 5, 13-14). (Mensagem do Papa Joao Paulo II para a XVII Jornada Mundial da Juventude.)

2.- “A Igreja os vê com confiança e espera que sejam o povo das bem-aventuranças!”

(Mensagem do Papa Joao Paulo II para a XVII Jornada Mundial da Juventude. 25 de julho de 2002.)

3.- “Não temam responder generosamente ao chamado do Senhor.  Deixem que sua fé brilhe no mundo, que suas ações mostrem seu compromisso com a mensagem salvadora do Evangelho!”

(Saudação final do Papa João Paulo II aos participantes da JMJ 2002 Downsview Lands, Toronto, 28 de julho de 2002)

4.- “¡vivais comprometidos, na oração, na atenta escuta e no compartilhar gozoso estas ocasiões de “formação permanente”, manifestando vossa fé ardente e devota!  Como os Reis Magos, sejam também peregrinos animados pelo desejo de encontrar ao Messías e de adorá-lo!  Anunciai com coragem que Cristo, morto e ressuscitado, é vencedor do mal e da morte!”

5.- “Também vós, queridos jóvens, vos enfrenteis ao sofrimento:  a solidão, os fracassos e as desilusões em vossa vida pessoal;  as dificuldades para adaptar-se ao mundo dos adultos e à vida profissional;  as separações e os lutos em vossas famílias;  a violencia das guerras e a morte dos inocentes.  Porém sabeis que nos momentos difíceis, que não faltam na vida de cada um, não estais sós:  como a João ao pé da Cruz, Jesus vos entrega também a Mãe dele, para que vos conforte com ternura.”

(Mensagem do Papa Joao Paulo II para a XVII Jornada Mundial da Juventude. 25 de julho de 2002.)

6.- “Queridos jóvens, já sabeis que o cristianismo não é uma opinião e não consiste em palavras vãs.  O cristianismo é Cristo!  ¡É uma Pessoa, é o que Vive!  Encontrar a Jesus, amá-lo e fazê-lo amar:  eis aquí a vocação cristã.”

(Mensagem do Papa Joao Paulo II para a XVII Jornada Mundial da Juventude. 25 de julho de 2002.)

7.- “Queridos jóvens, só Jesus conhece vosso coração, vossos desejos mais profundos.  Só Éle, quem os amou até a morte, (cf Jn 13,1), é capaz de saciar vossas aspirações.  Suas palavras de vida eterna, palavras que dão sentido à vida.  Ninguém fora de Cristo poderá dar-vos a verdadeira felicidade.”

(Mensagem do Papa Joao Paulo II para a XVII Jornada Mundial da Juventude. 25 de julho de 2002.)

8.- “Agora mais que nunca é urgente que sejáis os “centinelas da manhã”, os vigías que anuncíam a luz da alvorada e a nova primavera do Evangelho, da que já são vistas os brotos. A humanidade necesita imperiosamente o testemunho de jóvens livres e valentes, que se atrevam a caminhar contra a corrente e a proclamar com força e entusiasmo a propria fe em Deus, Senhor e Salvador.”

(Mensagem do Papa Joao Paulo II para a XVII Jornada Mundial da Juventude. 25 de julho de 2002.)

A VIRGEM MARIA

1.- “O anúncio de Simeão aparece como um segundo anúncio a Maria, pois lhe indica a concreta dimensão histórica na qual o Filho cumprirá sua missão, isso é, na incompreensão e na dor”. Mãe do Redentor #16

2.- “O dogma da maternidade divina de Maria foi para o Concílio de Éfeso e é para a Igreja como um selo do dogma da Encarnação na que o Verbo assume realmente na unidade de sua pessoa a natureza humana sem anula-la” Mãe do Redentor #4

3.- “Maria é ‘cheia de graça’, porque a Encarnação do Verbo, a união hipostática do Filho de Deus com a natureza humana, se realiza e cumpre prescisamente nela” Mãe do Redentor #9

4.- “O ir ao encontro das necessidades do homem significa, ao mesmo tempo, sua introdução no raio de ação da missão messiânica e do poder salvador de Cristo.  Por conseguinte, sucede uma mediação:  Maria se põe entre seu Filho e os homes na realidade de suas privações, indigências e sofrimentos.  Se põe “no meio”, ou seja se faz mediadora não como uma pessoa desconhecida, senão no seu papel de mãe, consciente de que como tal pode – melhor “tem o direito de” – fazer presente ao Filho às necessidades dos homens” Mãe do Redentor #21

5.- “A Mãe de Cristo se apresenta diante dos homens como portavoz da vontade do Filho, indicadora daquelas exigencias que devem cumprir-se para que possa ser manifestado o poder salvador do Messías”. Mãe do Redentor #21

6.- “Em Caná, mercê à intercessão de Maria e à obediência dos criados, Jesus começa sua hora” Mãe do Redentor #21

7.- “Em Caná Maria aparece como a que crê em Jesus, sua fé provoca o primeiro “sinal” e contribui a despertar a fé dos discípulos ” Mãe do Redentor #21

8.- “A missão maternal de Maria aos homens de nenhuma maneira escurece nem diminui esta única mediação de Cristo, pelo contrário, mostra sua eficácia.  Esta função maternal brota, segundo o privilégio de Deus, da sobreabundancia dos méritos de Cristo… dela depende totalmente e da mesma estrai toda a sua virtude.” Mãe do Redentor #22

9.- “Esta nova maternidade de Maria, gerada pela fé, é fruto do ‘novo’ amor, que amadurecido nela definitivamente junto à Cruz, a través da sua participação no amor redentor do Filho.”  Mãe do Redentor

10.- Nos deste tua Mãe como nossa, para que nos ensine a meditar e adorar no coração.  Ela, recebendo a Palavra e colocando-a em prática, fez-se a mais perfeita Mãe.

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