Pesquisadores desenvolvem chip de seda para colocar no cérebro.


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Há alguns dias a Galileu publicou uma entrevista em que o futurologista Michiu Kaku dizia que, no futuro, nós vamos controlar máquinas com a mente. Mas existe um pequeno obstáculo: manter um chip em nosso cérebro pode ser perigoso. Para evitar que o corpo reconheça o aparelho como intruso, pesquisadores da Universidade Pennsylvania Medical School, nos EUA, estão trabalhando em chips biocompatíveis. O grupo espera criar interfaces neurais que sejam mais eficientes do que as que existem hoje – e sem irritar ou gerar cicatrizes no tecido cerebral.

“Nós pretendemos fazer dispositivos ultrafinos que possam ser inseridos dentro do cérebro através de pequenos orifícios no crânio”, diz à Technology Review Brian Litt, professor de neurologia e bioengenharia da universidade.

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O grupo publicou em abril resultados de um estudo desenvolvido em cérebros de gatos. A membrana de seda foi o material ideal escolhido para o trabalho: é fina, por isso pode ser inserida facilmente por buracos muito pequenos, e é facilmente dissolvida em biomoléculas inofensivas ao longo do tempo.

Quando é colocada no tecido cerebral e molhada com solução salina, a membrana de seda “embala” a superfície do cérebro, trazendo os eletrodos mais perto das dobras do tecido cerebral. Chips normais não alcançam essas fendas, que cobrem a maior parte do cérebro, por isso são menos eficientes.

“Um dispositivo como este abriria novos caminhos em toda a neurociência e todas as aplicações clínicas”, diz Gerwin Schalk, pesquisador no centro de Wadsworth, em Nova York. “O que eu prevejo é a colocação de um dispositivo de seda ao redor de todo o cérebro, que monitoraria a função cerebral continuamente por semanas, meses ou anos, com uma alta resolução espacial e temporal”.

Fonte: Galileu.

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