Rock e satanismo – Parte I


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É muito comum encontrar pais que não se importam que seus filhos passem horas ouvindo Rock a todo volume, porque consideram que “não há mal nenhum nisso”. Eles, quando eram moços, se acostumaram (ou viciaram) a ouvir talvez músicas românticas ou canções sensuais de jazz. Tocavam-nas quando seus filhos eram pequenos. Agora, os jovens cresceram e inconscientemente tiraram as consequências dos princípios musicais e educativos que receberam: ouvem apenas Rock.

Do romantismo sentimental ao Rock frenético, passando pela etapa intermediária do jazz sensual, há uma lógica coerente que a alma percorre, ainda que inconscientemente.

O próprio Rock registra, com maior velocidade porém, estas mesmas etapas em seu caminho. Tendo começado com músicas e letras sentimentais, logo chegou ao frenesi e ao abismo do mal. Não é por acaso que a canção considerada o “hino oficial” do Rock – “Starway to Heaven” – passa também, por essas fases: sentimental, sensual, frenética.

É também comum encontrar jovens que, informados do que significam as letras das canções que ouvem, afirmam que não entendem suas letras, que se interessam apenas pelo ritmo ou, bem raro, pela “melodia”.

Não se apercebem de que a música tem profundos efeitos na alma humana. É evidente que ao ouvir ou ler esta afirmação eles a põem em dúvida. Entretanto, reconhecem que o Rock os entusiasma e os deixa euforicamente excitados. Têm que reconhecer também que há músicas próprias a filmes de terror, que inclinam a alma para o medo do desconhecido. Que há outras que são compatíveis com cenas amorosas e sentimentais. Não poderão negar que certas músicas produzem melancolia e tristeza, outras despertam alegria, outras ainda entusiasmo.

A aceitação do mal, a convivência com ele, leva o liberalismo, no fim, a aprovar todo vício, todo crime, todo absurdo, toda monstruosidade. Foi assim que a arte moderna ajudou a deformar o século XX. É assim que o Rock dominou a juventude mundial de nossos dias. Se há 50 anos tivessem dito que os netos dos fãs de Frank Sinatra iam ser entusiastas do “Black Sabbath” ou do grupo “Possessed”, ninguém acreditaria. Mas, como a decaída se deu, degrau por degrau, até o abismo, todo o liberalismo aprovou.

Porque:

“Vice is a monster of so frightfull mein
As to be hated needs but to be seen
Yet seen too oft, familiar with his face
We first endure, then pity, teh embrace”
(Alexander Pope)

(“O vício é um monstro de aspecto tão horrível
que basta vê-lo para detestá-lo
Mas olhá-lo por demais acostuma-nos com seu rosto
Tolera do inicialmente, em seguida nos dá pena
por fim se o abraça”.)

Esse foi o caminho da juventude face ao vício e à música no século XX..

É portanto natural que nas letras das canções de Rock se explicitem as idéias revolucionárias que suas músicas expressam através dos símbolos sonoros.

Veja-se, por exemplo o que diz a canção Imagine, de Jonh Lenon:

“Imagine não haver paraíso
É fácil você tentar
Nenhum inferno abaixo de nós.
(…)

Imagine não haver países.
Não é difícil não.
Nada para matar ou pelo que morrer
E nenhuma religião também
Imagine toda a gente
vivendo a vida em paz.
(…)

Imagine não haver propriedade
Uma irmandade de homens.
Imagine toda gente
Compartilhando o mundo todo.”

O que se prega nessa canção é a utopia comunista pela abolição das cercas e fronteiras, isto é, pela destruição das pátrias e das propriedades. Evidentemente esse mundo comunista sonhado por Lenon não podia ter religião, nem céu, nem inferno. Nele não haveria motivos para morrer, o que signfica que não haveria razões para viver.

Em “Bring on the Lucie”, (Provoquem Lucie), Lenon canta:

“Não nos importa a bandeira que você está segurando.
Não queremos nem mesmo saber o seu nome.
Não nos importa da onde você vem,
ou para onde você vai.
Tudo o que sabemos é que você veio.
Você está tomando todas as nossas decisões.
Só temos um pedido para fazer:
Enquanto você pensa coisas aí
Aqui há uma coisa que seria melhor você fazer:
Liberte o povo agora.
Faça-o, Faça-o, Faça-o, Faça-o, Faça-o já.
666 é o seu nome”

O escandaloso rebelde Jim Morrison, por sua vez, cantava o triunfo próximo da Revolução-jovem do Rock fundada no critério democrático do número:

“Os velhos ficam velhos e os jovens ficam mais fortes.
Pode demorar uma semana e pode demorar mais.
Eles têm as armas, mas nós temos os números.
Vamos vencer, yeah, estamos tomando conta.
Vamos lá”.
(canção “Five to one”)

Compreende-se então quanto é verdadeira a confissão do anarquista Jerry Rubin em seu best-seller “Do it”.

“O Rock’n Roll marcou o início da revolução…”

“Nós vemos o sexo, o Rock’n Roll e a droga, como fazendo parte de uma conspiração comunista para conquistar a América… Nós combinamos a juventude, a música, o sexo, as drogas e a revolta, tudo isto fazemos coincidir com a traição, de modo a formar um todo coerente, uma frente inexpugnável”.

Na canção “Luxuria” do grupo francês Trust, se diz:

“Teu Deus te havia tão piedosamente edificado.
Porém, desde agora, tu estás, de novo, condenado.
Tudo o fizeste para mim tu o deves,
eu te ofereço o gozo aqui, em baixo (…)
meu fanatismo e meu rigor fizeram de ti um depravado

(…)

E desejavas mulheres, e para ti as cortejei
Depois, quiseste possuí-las
e teus fantasmas eu os realizei
Teu desejo de riqueza gerou em ti
uma série de orgias sem preocuparte com o preço.

Depois, obtiveste celebridade (…)
Fazendo de ti um perverso desesperado
porém, dede agora, estás de novo condenado”

(Apud. Luc Adrian, art. cit. pag. 10)

John Lenon proclamou:

“Christianity will go
It will vanish shrink
I need n’t argue about that,
I’m right and will be proved right
We’re more popular than Jesus Christ now
I don’t know which will go first
Rock’n Roll or Christianity”.

(“A cristandade vai acabar,
ela vai se esvaecer.
Eu não acho preciso discutir isto.
Eu estou certo e o futuro provará que estou certo.
Nós agora somos mais populares que Jesus Cristo.
Eu não sei que vai desaparecer antes,
O Rock’n Roll ou o Cristianismo”.)

E esse cantor comunista e drogado fez jovens batizados cantarem seus verso ímpios:

“Deus é um conceito
pelo qual medimos
nossa dor

(…)

Não acredito em mágica
Não acredito em Y-Ching
Não acredito na Bíblia
Não acredito em Tarot
Não acredito em Hitler
Não acredito em Jesus
Não acredito em Kennedy
Não acredito em Buda
Não acredito em Mantra
Não acredito em Gide
Não acredito em Yoga
Não acredito em Reis
Não acredito em Elvis
Não acredito em Zimmermann
Não acredito nos Beatles
Eu só acredito em mim
Em Yoko e em mim.
Essa é a realidade.
O sonho acabou”

(John Lenon, canção God)

E na canção “Descobri” ele cantou:

“Eu descobri (…) que não há nenhum Jesus caído do céu”. (Jonh Lenon, I found out)

É de espantar então que roqueiros tupiniquins o imitem?

O conjunto brasileiro Titãs compôs a seguinte canção contra a qual jamais ouvimos em São Paulo, um sacerdote protestar, contra a qual jamais a CNBB disse coisa nenhuma:

Igreja

“Eu não gosto de padre
Eu não gosto de Madre
Eu não gosto de Frei
Eu não gosto de Bispo
Eu não gosto de Cristo
Eu não gosto de amém
Eu não monto presépio
Eu não gosto do vigário
nem da missa da seis

Eu não gosto de terço
Eu não gosto do berço
de Jesus de Belém

Eu não gosto do Papa
Eu não creio na graça
Do milagre de Deus

Eu não gosto de igreja
eu não entro na igreja
Não tenho religião (Igreja)

Os pensamentos são ímpios e blasfemos. Os versos são literalmente miseráveis.

Exemplo dessa mentalidade tendente à gnose se tem, por exemplo, na canção “Cobaias de Deus”, de um cantor que se vangloriava de seu homossexualismo (Cazuza).

“Se você quer saber como eu me sinto
Vá a um laboratório, ou um labirinto
Seja atropelado por esse trem da morte.
Vá ser as cobaias de Deus.
Andando na rua, pedindo perdão
Vá a uma igreja qualquer
Pois lá se desfazem em sermão.
Me sinto uma cobaia, um rato enorme
Não mãos de Deus mulher,
De um Deus de saia
(…)

Nós somos cobaias de Deus
Nós somos as cobaias de Deus
Me tire dessa jaula, irmão, não sou macaco
Desse hospital maquiavélico”

(Canção de Cazuza e Angela Rô Rô).

Para o autor dessa letra, o mundo é um hospital, de um deus maquiavélico que se diverte com o sofrimento dos homens, tratando-os como cobaias.

O pensamento gnóstico mais elaborado para o nível Rock – nível brasileiro, entenda-se, – é encontrado, por exemplo, na canção “Guita”, de Raul Seixas e Paulo Coelho.

Nela se lê:

“Eu sou a luz que se apaga
Eu sou a beira do abismo
Eu sou o tudo e o nada

(…)

Eu sou os olhos do cego
e a cegueira da visão

(…)

O filho que ainda não veio
O início, o fim e o meio”.

Fonte:pesquisas em vários sites.

continua…

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2 Comentários

  1. wagner disse:

    olha eu acho que o rock nada tem de satanismo,
    apenas as pessoas velhas passaram isso aos mais jovens
    que ja nao ouviu dizer dos mais velhos “o rock é do diabo” etc
    ate os proprios rockeiros nao cristaos afirmam que o rock é do diabo
    pra vender cd e para os bobos que sao cristaos ficarem discultindo isso.
    enquanto isso eles vendem mais cds…..
    eu penso que todas as coisas sao de Deus ate o proprio diabo é criatura de Deus …..
    o que importa mesmo é o uso que se faz das coisas que estao no mundo
    vamos pegar o exemplo de um violino
    instrumento que parece inofensivo a primeira vista mais muitas pessoas o usam para louvar ao diabo
    que exemplos? a banda xandria,épica etc….todas tem violino
    mesma coisa acontece com o rock, muita gente o usa para o mal
    mas tem aqueles que o usam para louvar a Deus ex oficina g3 resgate etc
    mesma coisa acontece com o jazz com o blues etc…
    só que o rock é mal falado por causa de decadas de preconceito e marketing pra vender cds infelizmente
    muita gente que ouve samba ou pagode é impelido a fazer coisas piores do que quem ouve rock
    pra finalizar nao fique ouvindo ensinamentos errados de “doutores da lei” conta quem jesus tanto lutou
    tire as suas proprias conclusões

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