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SÃO BENTO

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Bento de Núrsia

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Bento de Núrsia
São Bento de Nursia. Detalhe do afresco por Fra Angelico
Abade e Patrono da Europa
Nascimento 480 em Norcia (Úmbria,Itália)
Falecimento 547
Venerado pela Igreja Católica,Igreja Anglicana,Igreja Ortodoxa,Igreja luterana
Canonizado 1220
Principal templo A Abadia do Monte Cassino,e tambem Saint-Benoît-sur-Loire,perto de Orleães,França e Sacro Speco, em Subiaco
Festa litúrgica 11 de Julho
Atribuições Sino,copo quebrado,e serpente representando veneno,uma vareta de disciplina,corvo
Padroeiro: Crianças,Trabalhadores agrícolas,Engenheiros civisEuropa,Agricultores,Alemanha,Monges,Contra o veneno,Contra feitiçaria.
Portal dos Santos

São Bento de Núrsia (480-547), monge fundador da Ordem dos Beneditinos, até hoje uma das maiores ordens monásticas do mundo. Foi o criador também da “Regra de São Bento”, provavelmente a mais importante e mais utilizada regra de vida monástica existente, inspiração de muitas outras comunidades religiosas. Foi designado santo padroeiro da Europa pelo Papa Paulo VI em 1964, sendo venerado não apenas por católicos, como também por ortodoxos. Foi o fundador da Abadia do Monte Cassino, na Itália (destruída durante a Segunda Guerra Mundial e posteriormente restaurada). É comemorado a 11 de Julho.

Índice

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[editar] Biografia

A fonte de todos os acontecimentos da vida de São Bento são os Diálogos de São Gregório Magno, que se baseou em fatos narrados por monges que conheceram pessoalmente São Bento.

Segundo São Gregório, São Bento foi filho de um nobre romano, tendo realizado seus primeiros estudos na região de Núrsia (próximo à cidade italiana de Spoleto). Mais tarde, foi enviado a Roma para estudar retórica e filosofia, mas, tendo se decepcionado com a decadência moral da cidade, abandona logo a capital e se retira para Enfide (atual Affile). Ajudado por um abade da região chamado Romano, instalou-se em uma gruta de difícil acesso, a fim de viver como eremita. Depois de três anos nesse lugar, dedicando-se à oração e ao sacrifício, foi descoberto por alguns pastores, que divulgaram sua fama de santidade.

A partir de então, foi visitado constantemente por pessoas que buscavam seus conselhos e direção espiritual. É então eleito Abade de um mosteiro em Vicovaro, no norte da Itália; no entanto, por causa de seu regime de vida exigente, os monges tentaram envenená-lo, mas no momento em que deu a benção sobre o alimento a taça se fez em pedaços. Com isso, São Bento resolve deixar a comunidade. Volta à sua caverna onde, recebendo grande quantidade de discípulos, funda diversos mosteiros. Em 529, por causa da inveja de um sacerdote da região, tem de se mudar para Montecassino, onde funda o mosteiro que viria a ser o fundamento da expansão da Ordem Beneditina. Em 540 escreve a Regula Monasteriorum (“Regra dos Mosteiros”). Morre em 547.

As representações de São Bento geralmente mostram, junto com o santo, o livro da Regra, um cálice quebrado e um corvo com um pão na boca, em memória ao pão envenenado que recebeu de um sacerdote invejoso. São Gregório conta que, por sua ordem, o corvo levou o pão até onde ninguém o encontrasse.

As relíquias de São Bento estão conservadas na crípta da Abadia de Saint-Benoît-sur-Loire (Fleury), próximo a Orleáns e Germigny-des-Prés, no centro da França.

[editar] Oração

“A Cruz sagrada seja minha Luz. Não seja o Dragão meu guia. Retira-te Satanás! Nunca me aconselhes coisas vãs. É mal o que tu me ofereces. Bebe tu mesmo do teu veneno !

Rogai por nós bem aventurado São Bento, Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

[editar] Santificação

Detalhe do altar-mor da Igreja de São Bento em Olinda Detalhe do altar-mor da Igreja de São Bento em Olinda

De acordo com a tradição, São Bento de Núrsia foi santificado por ter vencido duas ciladas armadas pelo Diabo, nas quais lhe é oferecido um cálice de vinho envenenado e um pedaço de pão, também envenenado.

Além disso, em inúmeras vezes fora tentado efetivamente pelo Inimigo, além de ser ofendido e insultado de tal maneira que os irmãos de hábito que estavam ao seu redor podiam escutar as ofensas que ele recebia.

O Santo Varão, como também é chamado, vencia o Tentador utilizando-se do sinal da cruz e da oração contida na Cruz Medalha que fora esculpida nas paredes de um mosteiro.

[editar] A Regra de São Bento

A Regula Monasteriorum, que conta com 73 capítulos e um prólogo, foi retomada por Bento de Aniane no século IX, antes das invasões normandas; ele a estudou e codificou, dando origem a sua expansão por toda Europa carolíngia, ainda que tenha sido adaptada diversas vezes, conforme diversos costumes. Posteriormente, através da Ordem de Cluny e da centralização de todos os mosteiros que utilizavam a Regra, ela foi adquirindo grande importância na vida religiosa européia durante a Idade Média. No século XI surgiu a reforma de Cister, que buscava recuperar um regime beneditino mais de acordo com a regra primitiva. Outras reformas (como a camaldulense, a olivetana ou a silvestriana), buscaram também dar ênfase a diferentes aspéctos da Regra de São Bento.

Apesar dos diferentes momentos históricos, nos quais a disciplina, as perseguições ou as agitações políticas causaram uma certa decadência da prática da Regra de São Bento, e mesmo da população monástica, os mosteiros beneditinos conseguiu manter, durante todos os tempos, um grande número de religiosos e religiosas. Atualmente, perto de 700 mosteiros masculinos e 900 mosteiros e casas religiosas femininas, espalhados pelos cinco continentes, seguem a Regra de São Bento. Inclusive algumas comunidades de confissões Luterana e Anglicana.

[editar] A Cruz-Medalha de São Bento

Diz-se que a Cruz-Medalha de São Bento, fora descoberta por ocasião da condenação de algumas bruxas que afirmaram não conseguir praticar qualquer tipo de feitiçaria ou encanto contra os moradores do mosteiro local. Intrigados com o fato, foram averiguar o que existia no mosteiro. Ao entrarem em uma das dependências, observaram entalhadas na coluna as imagens contidas nas Medalhas utilizadas ainda hoje.

Observa-se ainda, que ao contrário da crendice popular, a frente da medalha não é a que se encontra a Cruz e sim aquela na qual está a imagem do Homem de Deus, empunhando uma cruz e seu Regra.

Após a morte de São Bento, um fiel seguidor do santo, cria uma medalha, na qual estão escritas iniciais de frases em latim, como se vê abaixo:

  • Na frente da medalha:
“Ejus in obitu nostro praesentia muniamur” = Sejamos protegidos pela sua presença na hora de nossa morte.
  • No verso:
CSPB = Crux Sancti Patris Benedicti (Cruz do Santo Pai Bento)
CSSML = Crux Sacra Sit Mihi Lux (A Cruz Sagrada Seja a Minha Luz)
NDSMD = Non Draco Sit Mihi Dux (Não seja o demônio o meu guia)
VRS = Vade retro, satana! (Para trás, satanás!)
NSMV = Nunquam Suade Mihi Vana (Nunca seduzas minha alma)
SMQL = Sunt Mala Quae Libas (São coisas más que brindas)
IVB = Ipse Venena Bibas (Bebas do mesmo veneno)

fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Bento_de_N%C3%BArsia

 

Mosteiro de São Bento (Rio de Janeiro)

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O Mosteiro de São Bento do Rio de Janeiro é um histórico mosteiro localizado na cidade do Rio de Janeiro, no Brasil.

Erguido no morro de São Bento, no centro histórico da cidade, é um dos principais monumentos de arte colonial da cidade e do país.

Índice

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[editar] História

O Mosteiro de São Bento do Rio de Janeiro foi fundado por monges beneditinos vindos da Bahia em 1590. O mosteiro ainda funciona como tal, existindo a seu lado um dos estabelecimentos educacionais mais importantes e tradicionais do Rio de Janeiro: o Colégio de São Bento, fundado em 1858, que formou uma parte considerável de personalidades brasileiras, como Pixinguinha, Benjamin Constant, Noel Rosa, Antônio Silva Jardim, Villa-Lobos, e outros.

[editar] Arquitetura

A história do mosteiro começa em 1590, quando foi dado aos monges beneditinos do Rio de Janeiro um vasto terreno que inclui o atual Morro de São Bento. Os planos do edifício foram traçados em 1617 pelo engenheiro militar português Francisco Frias de Mesquita, segundo a estética maneirista despojada (chã) vigente em Portugal naquele período. As obras da igreja do mosteiro só começaram em 1633, pela capela-mor, e terminaram aproximadamente em 1671. O projeto original foi alterado durante a construção pelo arquiteto Frei Bernardo de São Bento Correia de Souza, com a igreja passando de uma a três naves.

Detalhe de uma pintura de 1841 do francês Jules de Sinety mostrando o porto do Rio e o Mosteiro de São Bento sobre o morro. Detalhe de uma pintura de 1841 do francês Jules de Sinety mostrando o porto do Rio e o Mosteiro de São Bento sobre o morro.

A fachada é a do projeto original maneirista, com um corpo central com três arcos de entrada e um frontão triangular. Flaqueiam a entrada duas torres coroadas por pináculos piramidais. Passando os arcos de entrada se encontra uma galilé com azulejos e portões de ferro do século XIX. O mosteiro anexo à igreja só foi concluído em 1755, com a construção do claustro, projetado pelo engenheiro militar José Fernandes Pinto Alpoim.

[editar] Interior

O interior da igreja é riquíssimo, totalmente forrado com talha dourada que vai do estilo barroco de fins do século XVII ao rococó da segunda metade do século XVIII. O primeiro escultor ativo na igreja foi o monge português Frei Domingos da Conceição (c. 16431718) que desenhou e esculpiu parte da talha da nave e capela-mor (a da capela foi substituída depois). São suas as magníficas estátuas da nave de São Bento e Santa Escolástica e, no altar-mor da igreja, a Nossa Senhora de Montserrat (titular da igreja), além de outras obras. A partir de 1714 seu projeto foi seguido pelos entalhadores Alexandre Machado Pereira, Simão da Cunha e José da Conceição e Silva, que entalharam a maior parte da talha da nave e várias imagens.

Interior da igreja do mosteiro visto em direção à entrada. Interior da igreja do mosteiro visto em direção à entrada.

Entre 1789 e 1800 trabalhou na igreja um dos grandes escultores do rococó do Rio de Janeiro, Inácio Ferreira Pinto. Mestre Inácio refez a capela-mor (17871794), preservando porém detalhes anteriores como as telas sobre a vida de santos beneditinos, as quais haviam sido pintadas entre 1676 e 1684 pelo monge alemão Frei Ricardo do Pilar. A bela capela rococó do Santíssimo Sacramento (17951800) é também obra de mestre Inácio. Os lampadários junto à capela-mor foram projetados e executados entre 1881 e 1883 por Mestre Valentim. Na sacristia do mosteiro está a obra-prima do pintor Frei Ricardo, uma tela representando o Senhor dos Martírios pintada cerca de 1690.

Dentro da igreja existem ainda sete capelas laterais de irmandade: Capela de Nossa Senhora da Conceição (Concepção), Capela de São Lourenço, Capela de Santa Gertrudes, Capela de São Brás, Capela de São Caetano, Capela de Nossa Senhora do Pilar e Capela de Santo Amaro.

Atualmente existem visitas monitoradas à igreja, onde são apresentadas e explicadas as obras, imagens, talhas e estilos arquitetônicos, entre outros.

[editar] Abades

O abade atual é D. Roberto Lopes, OSB.

[editar] A missa dominical

A tradicional missa dominical do Mosteiro de São Bento, celebrada com canto gregoriano, única na capital carioca, atrai muitos visitantes. É um evento que faz parte do roteiro turístico da cidade; tão concorrido que se recomenda a chegada com cerca de trinta minutos de antecedência. Também apresentam-se regularmente no Mosteiro orquestras e grupos de música de câmera.

[editar] Horário das Missas

Domingos:

10:00 h – Missa conventual solene com canto gregoriano.

8:00 e 18:10 h – Missas rezadas.

Dias de Semana:

7:15 h – Missa conventual com canto gregoriano.

ATENÇÃO Devido aos trabalhos de restauro em nossa Igreja Abacial a Missa das 17:00h está suspensa por tempo indeterminado.

fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Mosteiro_de_S%C3%A3o_Bento_%28Rio_de_Janeiro%29

Mosteiro de São Bento (São Paulo)

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Ir para: navegação, pesquisa Mosteiro, Baslica e Colégio de São Bento em São Paulo Mosteiro, Basílica e Colégio de São Bento em São Paulo

Mosteiro de São Bento, localizado no centro da cidade de São Paulo, no Largo de São Bento, próximo ao Vale do Anhangabaú, é um dos edifícios históricos mais importantes da capital paulista.

O conjunto todo é o Mosteiro de São Bento, o qual tem em sua portaria o principal acesso onde os monges que aí vivem em oração, ficam de prontidão a receber todos os hospedes e visitantes, acolhendo assim os que vem à vida de oração, retiro, ou procuram orientação espiritual ou confissão; nele há a clausura monástica, a Basílica de Nossa Senhora da Assunção onde há o coro para o ofício divino rezado diariamente pelos monges e a missa é celebrada, ambos no rito monástico e com canto gregoriano, e Colégio de São Bento e Faculdade de São Bento.

Em maio de 2007, hospedou o Papa Bento XVI em sua primeira visita ao Brasil.

 

Índice

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[editar] História

Com a chegada dos monges beneditinos à São Paulo em 1598 foi fundada uma pequena ermida, núcleo inicial da presença dos beneditinos na cidade e prepararação para a formação do primeiro núcleo comunitário e a edificação do mosteiro. A Câmara Municipal doou, em 9 de maio de 1600, uma gleba de terra situada “no lugar mais ilustre da vila, depois do Colégio da Companhia” (O Colégio dos Jesuítas), em doação perpétua: “os quais chãos serão para o convento, mosteiro, ou casa do dito santo, fôrros livres e isentos de todo tributo e pensão, de hoje até o fim do mundo“. O local era o mesmo onde se localizara a antiga taba do caçique Tibiriçá descrito assim pelo historiador Taunay: “…glorioso índio que realizara a aproximação euro-americana e permitira o surto da civilização no planalto, salvando São Paulo da agressão tamoia de 1562“.

Ao fim de 1634, as obras foram concluídas e pode ser constituída a Abadia, inicialmente a pequena capela foi dedicada a São Bento, mais tarde, a pedido do Governador da Capitania de São Vicente, D. Francisco de Sousa, foi alterado o patrono para Nossa Senhora de Montserrat e, em 1720, a capela passou a chamar-se de Nossa Senhora da Assunção, título que conserva até hoje.

O mosteiro por volta de 1860 O mosteiro por volta de 1860

O mosteiro inicial era muito pequeno e a capela não era suficiente para receber todas as pessoas que a procuravam. Sabedor das dificuldades financeiras dos monges, Fernão Dias Pais se prontificou a ajudar financeiramente a construção de uma nova capela e ser o benemérito maior do mosteiro, em troca pediu apenas que seus restos mortais e de sua família viessem a ficar guardadados na capela que ele ajudaria a erigir e, de fato, ele e sua esposa repousam perenemente na cripta do Mosteiro. Em 1650, foi lançada a pedra fundamental dessa nova construção que ficou pronta antes da morte de seu benemérito em 1681.

Vale destacar a participação do Mosteiro de São Bento no histórico episódio que marca o primeiro grito de independência da colônia, a aclamação de Amador Bueno como rei de São Paulo: evitando aqueles que queriam fazê-lo rei apressadamente, rumou em direção ao templo onde pretendia refugiar-se. Os paulistas seguiam-no proclamando vivas: “Viva Amador Bueno, nosso rei“, ao que ele replicava repetidamente: “Viva o senhor D. João IV nosso rei e senhor, pelo qual darei a vida“.

Amador Bueno não aceitando a coroa de São Paulo, foi perseguido pelos paulistas e se refugiou no mosteiro de São Bento, em São Paulo. Óleo de Oscar Pereira da Silva. Amador Bueno não aceitando a coroa de São Paulo, foi perseguido pelos paulistas e se refugiou no mosteiro de São Bento, em São Paulo. Óleo de Oscar Pereira da Silva.

[editar] Papa Bento XVI

Ver artigo principal: Visita do Papa Bento XVI ao Brasil

Em 2006, o Mosteiro passou por um intenso processo de restauração e melhorias para receber e hospedar o Papa Bento XVI, em sua visita ao Brasil em maio de 2007. Com a cobertura internacional gerada pelo interesse que a visita despertou, o Mosteiro ganha projeção, o que pode desenvolver o turismo religioso e cultural na cidade.

[editar] Colégio e faculdade

Em Julho de 1900 se inicia um novo período na história do mosteiro quando começam as obras do Colégio (então chamado Ginásio) ficando pronto em 1903 contando, entre seus professores fundadores, com Afonso d’Escragnolle Taunay. Após isso, em 1908, é fundada a faculdade de Filosofia, que viria a ser a primeira do Brasil e embrião da atual PUC de São Paulo. É nessa época, também, que se inicia o projeto de uma nova abadia e um novo mosteiro. Em 1910 tem início a construção, segundo projeto do arquiteto Richard Berndl da cidade de Munique, Alemanha. Quatro anos mais tarde, em 1914, estava completo o conjunto tal como é conhecido hoje, abrigando a Basílica de Nossa Senhora da Assunção, o Mosteiro e o Colégio de São Bento.

A Faculdade de São Bento ainda hoje retém sua tradição educacional oferecendo curso de licenciatura em filosofia, além de cursos livres de idiomas.

[editar] O relógio e o órgão

O relógio do Mosteiro de São Bento, uma preciosidade mecânica de fabricação alemã, foi durante o século XX, até o aparecimento dos relógios a cristal de quartzo, considerado o relógio mais preciso de São Paulo. Durante uma momentanea pane, no inicio da década de sessenta, era comum ver os transeuntes do centro acertando a hora errada em seus relógios de pulso, tal a fama de precisão. Conta também com um carrilhão, sinos afinados, que tocam nas horas cheias e nas frações.

O órgão da igreja, também alemão, é afamado entre os especialistas, e bem mantido, com concertos regulares com interpretes conhecidos.

[editar] Ver também

Mosteiro de São Bento Fachada da Basílica Órgão da Igreja

fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Mosteiro_de_S%C3%A3o_Bento_%28S%C3%A3o_Paulo%29 

Igreja e Mosteiro de São Bento (Olinda)

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Ir para: navegação, pesquisa Fachada da Igreja e parte do Mosteiro anexo Fachada da Igreja e parte do Mosteiro anexo

A Igreja e o Mosteiro de São Bento perfazem um importante complexo arquitetônico barroco situado em Olinda, Pernambuco. É tombado nacionalmente e, junto com grande parte do centro histórico da cidade, também como Patrimônio Histórico Mundial pela UNESCO.

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[editar] Origens

A fundação do Mosteiro de São Bento e sua igreja anexa remontam aos primeiros tempos da colonização portuguesa no Recife. A Ordem de São Bento veio para o Brasil após convite do terceiro donatário da capitania, Jorge de Albuquerque Coelho, para que se estabelecessem na colônia, oferecendo-lhes diversos benefícios e vantagens.

Chegando ao país, em 1597 os monges adquiriram um terreno que se chamava à época de Olaria, junto ao Varadouro da Galeota, mais tarde aumentado com a compra de mais três lotes vizinhos, e iniciaram a construção de um mosteiro.

[editar] O mosteiro

O mosteiro ficou pronto já em 1599, mas logo foi destruído quando em 1632 um incêndio consumiu grande parte da cidade, deflagrado em virtude da invasão holandesa. Do fogo escaparam apenas os arquivos, e o local foi em breve reconstruído, voltando ao funcionamento em 1640 e sendo subseqüentemente ampliado. Nos diversos espaços internos do mosteiro podem ser apreciadas muitas peças de alto valor artístico, como sanefas de talha dourada, gradis de jacarandá, pinturas de episódios da vida de São Bento e retratos de velhos abades e mestres da Ordem Beneditina no país, além de rico mobiliário. No claustro estão sepultados vários monges da abadia.

Altar-mor da Igreja com imagem de São Bento Altar-mor da Igreja com imagem de São Bento

Com o tempo a Ordem em Olinda se firmou e enriqueceu, contando em 1850 com 16 casas de sobrado, 24 casas térreas, outros prédios rústicos, uma fazenda, um engenho de açúcar em Mussurepe, um sítio de lenha em Beberibe, além de 254 escravos.

O Mosteiro de São Bento sobrevive atualmente do seu patrimônio e das doações feitas às capelas de Nossa Senhora do Monte de Olinda e de Nossa Senhora dos Prazeres dos Montes Guararapes.

[editar] A igreja

A construção da Igreja de São Bento foi iniciada em 1761, após o incêndio do antigo complexo pelos holandeses, e foi terminada provavelmente em 1783, segundo inscrição no óculo. Sua fachada, com desenho do mestre-pedreiro Francisco Nunes Soares, apresenta um frontispício sóbrio, com portas entalhadas em almofadas, moldura de pedra com arcos abatidos, sendo que a central é encimada por um óculo emoldurado, ladeado por janelões com gradil de ferro. No frontão com volutas há um baixo-relevo com o brasão da Ordem Beneditina. À direita, uma torre com um carrilhão.

Da decoração interna destaca-se o magnífico altar-mor, em madeira de cedro e inteiramente folheado a ouro, construído entre 1783 e 1786, sendo um dos exemplares mais belos e significativos de talha dourada no Brasil. Em 1860 foi feita uma reforma com novos douramentos. Restaurado em 2001, foi objeto de polêmica [1] ao ser desmontado para ser exposto em Nova York, em 2002, como a atração principal da exposição Brasil de Corpo e Alma, realizada no Museu Guggenheim, retornando posteriormente ao seu local de origem. No centro está a imagem de São Bento, ladeada por São Gregório Magno e por Santa Escolástica.

Detalhe do altar-mor Detalhe do altar-mor

O teto da capela-mor é decorado com pinturas que representam passagens da vida do santo fundador da Ordem e de seus monges. Do mesmo teto pendem três lampadários de prata, do século XVIII.

A nave conta com um púlpito com dossel e altares laterais com imagens do século XVIII. O coro ostenta uma imagem de tamanho natural de Cristo crucificado e rodeado de anjos e de um esplendor, e a do Menino Jesus de Olinda, uma escultura em barro cozido, feita por Frei Agostinho da Piedade entre 1635 e 1639.

A sacristia é a mais rica de Olinda, com móveis esculpidos em cedro e decoração com espelhos de cristal e painéis nas paredes e teto retratando a vida de São Bento, obras de José Eloy da Conceição executadas por volta de 1785. Também ali se preserva uma pintura do século XIV da escola italiana, mostrando São Sebastião, trazida para o mosteiro em fins do século XIX, e um grande lavabo, esculpido em mármore policromado e confeccionado em Estremoz, Portugal. Outras peças importantes são um retábulo de talha dourada e um painel retratando Nossa Senhora das Dores.

fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Igreja_e_Mosteiro_de_S%C3%A3o_Bento_%28Olinda%29

Templo foi construído no final do século 18

É do final do século 18 a construção da Igreja Abacial do Mosteiro de São Bento de Olinda. A primeira, da época da fundação do mosteiro, no século 16, foi destruída pelos invasores holandeses, em 1631. Quem recorda a história do templo é dom Félix Bruneau, monge beneditino. Na igreja, em estilo barroco, destaca-se o altar-mor, todo em madeira de cedro, revestido em ouro. “Dizem os especialistas que é um dos mais belos do mundo”.

No retábulo principal do altar-mor está a imagem de São Bento ladeada por São Gregório Magno (papa que escreveu a vida de São Bento) e por Santa Escolástica (irmã de São Bento). O teto da capela-mor é decorado com uma pintura que representa passagens da vida do santo fundador da Ordem Beneditina e de seus monges. Do mesmo teto pendem três lampadários de prata, do século 18, utilizados para iluminação a azeite.

Como em toda igreja monástica, conforme observa dom Félix, o Santíssimo Sacramento não fica no altar-mor, mas sim num altar lateral dedicado a Nossa Senhora do Pilar. Há ainda outros altares laterais com imagens do século 18. O coro superior ostenta uma monumental imagem, de tamanho natural, de Cristo crucificado e contornado de anjos e de um bonito esplendor. “A característica desse Cristo é que ele está morrendo e irradiando raios de luz. Isso significa que sua morte é sua entrada na glória e a glorificação de Deus”.

A sacristia é a mais rica de todas as igrejas de Olinda. “É suntuosa porque, na época de sua construção, as pessoas importantes a usava para reuniões. Eram elas que pagavam para mantê-la”, esclarece o religioso. Os móveis são em cedro, há espelhos de cristais e painéis nas paredes e no teto mostrando a vida de São Bento.

fonte: http://www2.uol.com.br/JC/_1999/2103/cd2103h.htm

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  1. Antônio Xavier disse:

    Tive a felicidade de conviver no mosteiro de são Bento de Olinda, com o abade dom Basílio e com o prior dom félix. Jamais esquecerei estes religiosos santos. Antônio Xavier

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