São Paulo: O Apóstolo das Nações – Parte V


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  • Epístolas

No cativeiro, o Apóstolo das Gentes continuou escrevendo suas famosas epístolas.

    Um dia Epafras, apóstolo dos colossenses, informou São Paulo das dificuldades que enfrentava sua comunidade de Colossos, e ele viu que o remédio para as doutrinas errôneas que tinham se infiltrado entre eles seria o conhecimento exato de Nosso Senhor Jesus Cristo, e a união com Ele. Escreveu então a Epístola aos Colossenses. Mas, uma vez que as comunidades vizinhas corriam o mesmo risco, ditou uma carta circular que conhecemos como “Epístola aos Efésios”. Ao mesmo tempo escreveu outra, a mais curta de suas epístolas, também ao colossense Filemão, a respeito de Onésimo, o escravo fugitivo que ele mandava de volta, já agora cristão.

    Filipos era a primeira conquista de São Paulo em solo europeu. Era sua comunidade predileta, “a sua alegria e coroa”. Em poucos dias a sua pregação deu ótimos resultados. Embora o Apóstolo tenha saído meio às pressas, a permanência de São Lucas talvez explique tão magnífico resultado.

    Os filipenses, tendo ouvido falar da prisão de Paulo, enviaram Epafrodito com o fim de lhe levar um bom subsídio pecuniário. Este portador caiu gravemente enfermo. Depois de salvo do perigo de morte (Fil. 2, 27), o Apóstolo aproveitou sua volta para escrever “a todos os santos em Cristo Jesus que estão em Filipos com os bispos e diáconos”.

    Conhecedor dos problemas internos da comunidade, São Paulo não perdeu de vista sua idéia principal de restabelecer a completa unidade de alma entre os filipenses. A causa das desavenças se encontrava na falta de pensar de um modo sobrenatural. Por isso recomendou-lhes: “Tende todos o mesmo pensar, a mesma caridade, o mesmo ânimo, o mesmo sentir. Não façais nada por espírito de competição, nada por vanglória; antes, levados pela humildade, tende-vos uns aos outros por superiores, não visando cada um ao seu próprio interesse, mas ao dos outros” (2, 2-3).

    • As espístolas pastorais

    As três chamadas “epístolas pastorais” (duas a Timóteo e uma a Tito) o são por versarem sobre as qualidades requeridas nos pastores da Igreja, bem como sobre os deveres que lhes incumbem no governo das comunidades cristãs que lhes são confiadas. Elas mostram o estilo de São Paulo, têm um caráter literário muito semelhante, foram escritas na mesma época e com o mesmo fim. Revelam também que São Paulo voltou ao Oriente, visitou Éfeso, foi à Macedônia e pregou na ilha de Creta.

    Timóteo, por causa de sua timidez, necessitava de um impulso de seu mestre, que parecia dispor de um caudal inesgotável de energia. Já com Tito era diferente. O santo mostra-lhe o caminho conveniente para ter influência sobre os outros: ser modelo no falar, na fé, no amor, na dignidade e na simplicidade pessoal.

    As duas epístolas a Timóteo e a Tito permitem-nos ver o Apóstolo infatigável na luta, sempre firme, enérgico, mas já com a tranqüilidade e medida de um espírito próximo da luz eterna.

    • Visita às cristandades

    A primeira prisão de São Paulo em Roma deve ter terminado no verão do ano de 63, com sua absolvição.

    Terá ele ido à Espanha? O testemunho de São Clemente Romano dá a entender que sim. E diversas tradições locais afirmam sua presença e apostolado em seu território.

    No ano de 66, volta-se a ouvir falar de São Paulo no Oriente, visitando Creta, Troade e a Macedônia, onde teria escrito a primeira epístola a Timóteo.

    Provavelmente São Paulo foi levado novamente a Roma na primavera de 67 –– é o que registra antiga tradição romana escrita no século II, a “Passio Petri et Pauli” –– mas desta vez em cadeias, “como um malfeitor”.

    Era preciso que São Paulo, que pôde dizer de si que já não vivia, mas era Cristo que vivia em si, experimentasse também o abandono do Horto das Oliveiras: “Na minha primeira defesa ninguém me assistiu; antes, desampararam-me todos” (II Tim. 4, 16).

    • Epístola aos hebreus

    Terá sido então que São Paulo concebeu ou inspirou a epístola aos hebreus? Os exegetas se esgotam em hipóteses em torno desse texto misterioso.

    Orígenes, a respeito dessa epístola, fez a seguinte observação: “Declaro abertamente que as idéias são do Apóstolo, mas a expressão e o estilo devem pertencer a um homem que, tendo as palavras do Apóstolo na memória, parafraseou as doutrinas do mestre. Se, portanto, uma igreja tem esta epístola como paulina, pode-se concordar com ela”.(9) Muitos exegetas supõem que essa carta foi escrita por São Barnabé, que conviveu muito com São Paulo.

    • “A coroa da justiça”

    São Paulo foi condenado, como cidadão romano, à morte pela espada.

    Segundo a tradição, foi executado no dia 29 de junho.

    Para o grande Apóstolo, sua hora soara. Ele estava pronto. Ufano, podia afirmar: “Combati o bom combate, terminei minha carreira, guardei a fé. Já me está preparada a coroa da justiça, que naquele dia me outorgará o Senhor, justo juiz” (2 Tim. 4, 7-8).

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    Fonte: Catolicismo

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    1 Comentário

    1. cíntia disse:

      site maravilhoso…rico e apaixonante…a vida de PAULO e algo q ñ deve ser deixada de lado e sim divulgada…ñ há caminho mais belo do q este para chegar a cristo!

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