Na semana em que a morte de João Paulo II completa cinco anos, ao mesmo tempo em que a Igreja Católica atravessa a sua maior crise de imagem (com denúncias de pedofilia envolvendo até altas autoridades eclesiásticas), o terrorista turco Mehmet Ali Agca, acusado pela tentativa de assassinato contra o antecessor de Bento XVI (em 1981), pediu nesta última segunda a renúncia do atual pontífice.
Ele fez a afirmação em Istambul (Turquia) durante a primeira entrevista coletiva que concedeu desde que saiu da prisão, em janeiro último (após cumprir quase 20 anos de prisão pelo assassinato de um jornalista). Além de pedir a renúncia de Joseph Ratzinger, Ali Agca disse que o melhor é que a Igreja tenha um líder de outra nacionalidade.
“Não quero que ele seja preso, quero que ele se demita e, em seu lugar, seja escolhido um cardeal italiano ou latino-americano”, afirmou o terrorista, que se apresentou como o “Cristo eterno”.
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