O Vaticano afirmou hoje que a comunidade internacional ignora os problemas dos cristãos no Oriente Médio. O documento, divulgado durante a visita do papa Bento XVI ao Chipre, diz que milhares de cristãos foram forçados a deixar a região por causa dos conflitos entre Israel e Palestina, pela guerra no Iraque e pela instabilidade política no Líbano. O texto entregue aos bispos da região é uma preparação para o sínodo que ocorrerá em Roma, no mês de outubro. Também cita a “corrente extremista” despertada pelo crescimento do “Islã político” como uma ameaça aos cristãos.
O documento diz que a linha entre religião e política está manchada nos países muçulmanos, “deixando aos cristãos a posição precária de não serem considerados cidadãos, apesar do fato de que foram cidadãos de seus países muito antes do crescimento do Islã”. Acrescenta que “o mais importante para a convivência harmoniosa entre cristãos e muçulmanos é o reconhecimento da liberdade religiosa e dos direitos humanos”. O Vaticano estima que haja cerca de 17 milhões de cristãos do Irã ao Egito. Embora muitos cristãos tenham deixado a área, novos imigrantes católicos – principalmente das Filipinas, da Índia e do Paquistão – chegaram nos últimos anos a países árabes para atuar em trabalhos domésticos e manuais.
Hoje, em sua última missa durante a visita ao Chipre o papa declarou estar rezando para que o encontro dos bispos em outubro chame a atenção da comunidade internacional “para as dificuldades daqueles cristãos do Oriente Médio que sofrem por suas crenças”. Ele pediu um “esforço internacional urgente e concentrado para resolver as atuais tensões no Oriente Médio, especialmente na Terra Santa, antes que os conflitos levem a um maior derramamento de sangue”. O Vaticano espera ver 150 bispos entre 10 e 24 de outubro, em Roma.
As informações são da Associated Press.
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