Como em seus trabalhos anteriores, Padre Fábio de Melo compila em seu novo disco ao vivo músicas que nada têm a ver com religião. “No meu interior tem Deus”, como o disco faz supor, traz como temática canções sobre o interior do Brasil.
Estão lá versões como “‘Disparada” (de Geraldo Vandré e Theo de Barros), “Tocando em frente” (Almir Sater e Renato Teixeira), e “Vida marvada” (Rolando Boldrin).
NOTA:
Geraldo Vandré: militante comunista que compôs músicas de resistência do movimento civil e estudantil em oposição à ditadura militar. Também autor da música “Fica de Mal com Deus”. Em “Disparada”, Vandré faz uma comparação entre a exploração das classes sociais pobres pelas mais ricas e a exploração das boiadas pelos boiadeiros, entre a maneira de se lidar com gado e se lidar com gente.
Música Disparada
Prepare o seu coração pras coisas que eu vou contar
Eu venho lá do sertão, eu venho lá do sertão
Eu venho lá do sertão e posso não lhe agradar
Aprendi a dizer não, ver a morte sem chorar
E a morte o destino tudo, a morte o destino tudo
Estava fora de lugar, eu vivo pra consertar
Na boiada já fui boi, mas um dia me montei
Não por um motivo meu ou de quem comigo houvesse
Que qualquer querer tivesse, porém por necessidade
Do dono de uma boiada cujo vaqueiro morreu
Boiadeiro muito tempo, laço firme, braço forte
Muito gado, muita gente pela vida segurei
Seguia como num sonho e boiadeiro era um rei
Mas o mundo foi rodando nas patas do meu cavalo
E nos sonhos que fui sonhando, as visões se clareando
As visões se clareando, até que um dia acordei
Então não pude seguir, valente, lugar tenente
E o dono de gado e gente, porque gado a gente marca
Tange, ferra, engorda e mata
Mas com gente é diferente
Se você não concordar não posso me desculpar
Não canto pra enganar, vou pegar minha viola
Vou deixar você de lado, vou cantar noutro lugar
Na boiada já fui boi, boiadeiro já fui rei
Não por mim nem por ninguém
Que junto comigo houvesse
Que quisesse ou que pudesse, por qualquer coisa de seu
Por qualquer coisa de seu, querer mais longe que eu
Mas o mundo foi rodando, nas patas do meu cavalo
E já que um dia montei, agora sou cavaleiro
Laço firme, braço forte, de um reino que não tem rei
Na boiada já fui boi, boiadeiro já fui rei
Não por mim nem por ninguém
Que junto comigo houvesse
Que quisesse ou que pudesse, por qualquer coisa de seu
Por qualquer coisa de seu, querer mais longe que eu
Mas o mundo foi rodando, nas patas do meu cavalo
E já que um dia montei, agora sou cavaleiro
Laço firme, braço forte, de um reino que não tem rei !
Almir Sater: cantor, compositor e ator de telenovelas. Causou polêmica como o personagem “Trindade”da novela Pantanal, um peão misterioso que afirmava ter um pacto com o demônio.
“É uma trilha sonora que ajuda a viver”, define, em entrevista por telefone ao G1. Durante o bate-papo, ele também conta que tem o costume de chorar ao ouvir músicas e ver filmes, como no mais recente dirigido por Woddy Allen. “Fiquei emocionado durante ‘Meia-noite em Paris’. Aquilo ali é uma metáfora muito interessante para quem escreve. Meus heróis sempre foram escritores”, revela.
G1 – O senhor usa o termo ‘música secular’ para canções não religiosas?
Padre Fábio – Acho o termo pretensioso. Eu tenho respeito por tudo o que é arte. Não gosto de chamar as canções de seculares, reconheço sacralidade que não encontro em músicas religiosas. São letras com valores humanos, questões fundamentais, que a modernidade nos privou de conhecer.
NOTA: Música secular é, em oposição à música cristã (ou ainda à música sacra), a música destituída da temática religiosa. No mundo ocidental, começou a desenvolver-se no fim da idade média, por consequência do enfraquecimento do poder da Igreja Católica, que outrora influenciava todos os aspectos da vida medieval, incluindo a música. A letra era, na época, o grande destaque da música secular, já que as letras eram feitas para que pessoas comuns pudessem cantar juntas (mais uma vez, em oposição à música sacra).
G1 – É mais facil ter fé por meio não só da música, mas da repetição de mensagens, de versos? Os refrões são usados nesse sentido pelo senhor?
Padre Fábio – A religião não pode perder seu ofício de aliviar o fardo, a existência. É uma trilha sonora que ajuda a viver, é o objetivo do homem que evangeliza. Ajuda as pessoas a serem melhores. Eu experimento isso. Trabalho com música há 16 anos. Muito mais do que criar um mantra, oferemos músicas que causam um bem estar e uma possível mudança de estado de espírito. A palavra pode fazer bem e mal. Não quero me limitar a cantar uma música religiosa, cantar hinos. Estou cada vez mais comprometido a um trabalho de arte com uma mudança antropológica, para sermos mais solidários, amorosos.
NOTA: Jesus diz em Sua Palavra:
“Vinde a mim, vós todos que estais aflitos sob o fardo, e eu vos aliviarei.” (São Mateus 11,28) E ainda “Eu sou o pão da vida: aquele que vem a mim não terá fome, e aquele que crê em mim jamais terá sede.” (São João 6,35). Em outra passagem diz “Eu sou a luz do mundo; aquele que me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida.” (São João 8,12). Fala ainda ”Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim.” (São João 14,6).
Me pergunto: como músicas destituídas de Deus podem ajudar a viver (a vida plena e verdadeira que Jesus nos ensina e que os padres deveriam seguir o exemplo)? A vida de que Jesus falava não é a desta terra, mas a vida eterna. Em que contribuem as músicas mundanas para a salvação das almas? Em nada! Pelo contrário, as afasta de Deus e as precipita no inferno.
G1 – Isso acontece não só com os discos, mas com filmes também?
Padre Fábio – Às vezes vamos ao cinema e saímos bem. Todo o discurso religioso tem que fazer pensar. Precisamos quebrar paradigmos, descobrir que existe uma inadequação. É saudável fazer isso diariamente, quebrar o cotidiano. É bom você se surpreender com alguma coisa, algo que mostrou que não sabe tanto assim. A arte tem a natureza de te posicionar de um jeito novo. Religião que não faz isso aliena.
NOTA: Alienação refere-se à diminuição da capacidade dos indivíduos em pensar em agir por si próprios. A verdadeira religião não aliena, esclarece sobre a verdade das realidades eternas. Para ser autêntico e decidido não é preciso fazer as coisas que o mundo oferece, isso é subserviência ao mundo, isso é que é falta de liberdade. Ser sábio é servir a Deus, colocando-o em primeiro lugar.
G1 – O que ouvia quando criança?
Padre Fábio – Cresci ouvindo as modas de viola tocadas pelo meu pai. Ele foi um músico como eu sou, tinha uma intuição musical e não estudou. Ele chorava quando ouvia uma música bonita. Ele sabia tocar a música com a emoção. É a grande herança que ele me deixou.
G1 – Qual a última vez que chorou ouvindo música?
Padre Fábio - Ontem. Eu me emociono muito. Eu estava ouvindo uma música da Mônica Salmaso, “Senhorinha”. Fazia tempo que não ouvia.
NOTA: Deus diz: Vigiai, pois, em todo o tempo e orai, a fim de que vos torneis dignos de escapar a todos estes males que hão de acontecer, e de vos apresentar de pé diante do Filho do Homem. (São Lucas 21,36)
Por que perder tempo com músicas mundanas quando podemos nos emocionar com músicas que elevam nossa alma ao sobrenatural de Deus?
“no momento em que os tocadores de trombeta, e os cantores se uniam para celebrar numa mesma sinfonia o louvor do Senhor, no momento em que faziam ressoar o som das trombetas, dos címbalos e de outros instrumentos de música com este hino: Louvor ao Senhor porque ele é bom, porque sua misericórdia é eterna, nesse momento o templo, o templo do Senhor, encheu-se de uma nuvem tão espessa” (II Crônicas 5,13)
“Vós que temeis o Senhor, louvai-o; vós todos, descendentes de Jacó, aclamai-o; temei-o, todos vós, estirpe de Israel.” (Salmos 21,24)
G1 – Qual o último filme que viu? Chorou?
Padre Fábio – Eu fiquei muito emocionado durante “Meia-noite em Paris”. Aquilo ali é uma metáfora muito interessante para quem escreve. Meus heróis sempre foram escritores. Eu tive dois encontros que me marcaram: com a poetisa Helena Kolody [1912-2004] e quando tomei um café com Adélia Prado. Foi parecido com a dinâmica do filme. Há quatro anos, compus “Humana voz de Deus” para ela.
G1 – Já pensou em seguir carreira na política?
Padre Fábio – Eu já ouvi propostas mas não tenho vocação e disposição. Eu não seria um bom administrador, não tenho capacidade. Eu sofreria muito, minha sensibilidade não permitiria. Não aguentaria o tranco de uma vida política.
G1 – Bozo Barretti, que tocou muito tempo com o Capital Inicial, é seu diretor musical e tecladista. Há algo de Capital no seus shows e discos?
Padre Fábio – Quando eu fiz a primeira reunião com o diretor do DVD, Serginho Bittencourt, foi o primeiro nome que veio. Eu sabia que ele tinha competência. Conheço o trabalho dele no Capital, mas não o conhecia. O Bozo trouxe um pouco de modernidade para o antigo. As canções são formas antigas de comunicar, mas tem a leveza da música popular brasileira do Bozo. Sempre gostei de Capital Inicial, da roupagem da música. Uma das preocupações é que às vezes a música diz uma coisa e o arranjo diz outra. O desafio do arranjador é colocar a roupagem certa. Eu gosto de arranjador que lê a letra.
“Os sacerdotes mantinham-se em seus postos; igualmente os levitas com os instrumentos de música do Senhor, que Davi tinha mandado fazer para celebrar os louvores do Senhor, quando confiou-lhes essa função de cantar os louvores do Senhor: Porque sua misericórdia é eterna. Os sacerdotes diante deles tocavam trombetas, enquanto toda a multidão dos israelitas mantinha-se de pé.” (II Crônicas 7,6)
“Ninguém pode servir a dois senhores, porque ou odiará a um e amará o outro, ou dedicar-se-á a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e à riqueza.” (São Mateus 6,24)
“Respondeu-lhe Jesus: Para trás, Satanás, pois está escrito: Adorarás o Senhor teu Deus, e só a ele servirás” (Dt 6,13). (São Mateus 4,10)
Fonte: G1
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“Muitos sucumbirão, trair-se-ão mutuamente e mutuamente se odiarão. Levantar-se-ão muitos falsos profetas e seduzirão a muitos. E, ante o progresso crescente da iniqüidade, a caridade de muitos esfriará. Entretanto, aquele que perseverar até o fim será salvo.” (Mat. 24, 10-13).
Pe. Fábio, meu irmão…Que Deus nosso Pai nos conceda uma fé inabalável, uma obediência a toda prova e nos faça realmente humildes. Me desculpe, mas suas opiniões são estranhas, confusas e, muitas vezes, escandalizam os pequeninos, como eu. A doutrina Católica não é uma colcha de retalhos, pelo contrario, é um toco coeso e harmônico, cujo cerne é Nosso Senhor Jesus Cristo. Tudo gravita em torno e em função de Jesus Cristo, que é a Cabeça da Igreja. Nós, criaturas tendencialmente voltadas para o mal, em razão do pecado original que nos deixou espiritualmente debilitados, necessitamos de regras claras no que diz respeito ao caminho que nos levará de volta ao Pai, à salvação. A Verdade Revela não pode, em hipótese alguma, estar permeável a modernismos flexibilizantes, ou mesmo a sentimentalismos – que são a causa de muitos erros e desvios – sob pena de desvirtuarmos a “Cruz de Cristo”. Amigos, como disse certa vez o Pe. Paulo Ricardo, apoiando-se na advertência de Nosso Senhor, quem for fiel a Deus e ao Evangelho vai sofrer! Não nos esqueçamos disso.
Prezados,
Mais uma escorregada do Pe. Fábio de Melo. Até quando teremos de ouvir, ler e ver suas sandices? Fica claro que sua vocação não vale nada, o que vale é o olhar humano de Deus, o qual ele humaniza demais, tira sua divindade e santidade, misturando secularismo com sacramental. Temos que orar por nossos sacerdotes, mas também temos o direito e o dever de apontar suas falhas para que retomem sua vocação, necessitamos muito deles, mas do jeito certo. Paz e bem a todos.
Oremos pelos sacerdotes da nossa igreja, pois a grande maioria deles esta mundanizando a igreja com musicas profanas e ate satânicas. Uma fonte não pode jorrar agua saloba e doce ao mesmo tempo, ou voce serve a Deus ou ao diabo. Podemos ver que o Padre Fabio de Melo não esta preocupado com a convenção do povo mas sim com o seu sucesso. Jesus nos ensina que devemos ser todo dele, nao é 99% mas TODO DE DEUS. Oremos por ele e por toda a Igreja Catolica.
Oremos por esse Padre! que podendo ser evangelizador de almas,levá-las a Deus.ao invés disso afastam cada vez mas,por que não é um bom evangelizador e pelos seus comportamentos revela quem verdadeiramente ele é,que contradiz totamente o que o Senhor nosso Deus nos diz,vive não conforme a vontade de Deus,mas do Mundo.Oremos pela sua conversão.Amém
Que Deus tenha misericordia dele, que ele abra os olhos e enchegue o quanto ele estar desagradando o coração de Deus,em estar em programas mudanos que so magoam o coração de Deus rezo por ele.amém
E com isso, ele passa uma imagem errada da igreja que inevitavelmente é representada por ele, temos q rezar pelos padres eles são os pastores da igreja…
SAGRADO E PROFANO NÃO PODEM ANDAR JUNTOS!!!
Eu tenho vergonha de ver um padre se desviando desse jeito…mas não tenho direito nenhum de julgá-lo…porque os meus pecados tb me condenam…só rezo para que ele perceba o caminho relativista que esta tomando, onde tudo pode…tudo é relativo! O demônio engana mesmo!