Deus seja louvado!
Refere Cesário que um santo sacerdote mandou da parte de Deus a um demônio que lhe tinha aparecido, lhe dissesse o que mais o maltratava; e o inimigo lhe respondeu que nada o contrariava nem o desgostava tanto, como a confissão freqüente. (Santo Afonso de Ligório)
Recebi uma email que continha o seguinte texto:
Paz a todos os meus irmãos de vocação!
Estou enviando este email porque passei por uma experiência muito boa nessa semana santa.
Ao ir a confissão (na capela de Nossa Senhora da Glória, em Fortaleza/CE), ia meditando e tentando lembrar dos pecados que havia cometido, mas mesmo me esforçando, fiquei meio que desconfiado de não estar lembrando de alguns deles. Chegando lá, havia a fila e tudo o mais e então recebi um folhetinho que tem como o objetivo nos preparar para uma boa confissão.
Nele tem o pequeno ato de contrição (que confesso que sempre esqueço) e uma lista de alguns pecados que ferem os 10 mandamentos. O que eu achei interessante nesse folheto é que ele nos ajuda a lembrar de alguns dos pecados que nós achamos que não havíamos cometido. Claro que dentro da lista tem alguns pecados veniais que são perdoados na própria Santa Missa, mas mesmo assim achei muito boa a iniciativa da capela em fazer esse esforço para que as pessoas façam uma boa confissão.
Sei que no Santuário Nacional de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, no qual nossa querida comunidade COT promove uma romaria (CID/SID) todos os anos, tem também uma preparação antes da confissão, mas pelo que soube é mais extensa.
Enfim, meu objetivo ao mandar esse email era na verdade mandar essa lista que acredito que será de grande ajuda para nós, pois tudo aquilo que nos aproxima de Deus e nesse caso de sua misericórdia é válido né?! Ass: Júnior.
Essa iniciativa da capela de Nossa Senhora da Glória, deveria ser seguida nas demais igrejas do Brasil.
Quem de nós nunca cometeu o pecado de esquecer dos pecados?
Se sempre tivéssemos um folheto desse em mãos, nos lembraríamos mais facilmente dos pecados cometidos.
Atenção Revmo.(s) sr.(s) Bispos e padres, se está a vosso alcance, implantem em suas dioceses e paróquias tão louvável e útil prática(distribuição dos folhetos para a preparação de uma boa confissão) e nós fiéis católicos ficaremos muito gratos por vermos nosso pedido atendido para a maior glória de Deus e para a salvação das almas.
Na Exortação Apostólica Sacramentum Caritatis, Bento XVI afirma, sobre esse sacramento que: “é dever pastoral do bispo promover na sua diocese uma decisiva recuperação da pedagogia da conversão que nasce da Eucaristia e favorecer entre os fiéis à confissão freqüente”.
A confissão, declara Dom Parmeggiani, «é um sacramento no qual comparas a verdade sobre ti mesmo e sobre teu pecado, tua miséria humana, com a misericórdia de Deus. É o sacramento que talvez mais responde à necessidade do homem de hoje, que tem necessidade de misericórdia, de amor, também de pôr-se diante da justiça de Deus».
CONTEÚDO DO FOLHETO PARA UMA BOA CONFISSÃO
REFLEXÃO SOBRE OS MANDAMENTOS DA LEI DE DEUS, SOBRE OS MANDAMENTOS DA IGREJA E SOBRE OS PECADOS CAPITAIS
Seguido de cada Mandamento, estão os pontos que o confrontam e geram pecados em nós, manchando nossa alma. Esses e outros que aqui não estão escritos são os pecados que temos que confessar(se os tivermos cometidos) diante do Tribunal da Penitência, no confessionário, diante do sacerdote ungido de Deus, que pelo sangue de Cristo, o Cordeiros de Deus, pode nos remir de nossos pecados, segundo a ordem de Jesus:
“Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos”. (Jo 20,23)
1º – AMAR A DEUS SOBRE TODAS AS COISAS.
- Duvidei da existência de Deus.
- Reneguei ou abandonei a Deus, deixei de rezar.
- Tratei Deus como um objeto e não como Senhor e Pai.
- Desconfiei de Deus, culpei-o nos momentos de sofrimento ou na doença.
- Não acreditei na Misericórdia, no seu amor, na sua providência.
- Revoltei-me contra Deus.
- Zombei de Deus, na igreja (Nossa Senhora, santos, papa, bispos, padres, etc.)
- Fui negligente, incrédulo, indiferente a ação de Deus.
- Fui ingrato, tíbio.
- Fui preguiçoso.
- Me envolvi com superstição, espiritismo, umbanda, macumba, maçonaria, cartomante, magia, benzedeiras, adivinhos, horóscopos.
- Fiz consagrações, passes, controle mental, terapias orientais.
- Adorei ou invoquei a satanás, espíritos maus e dos mortos.
- Acreditei em reencarnação.
- Coloquei as coisas (riquezas, prazeres, poder, etc.) ou pessoas acima de Deus.
- Profanei os sacramentos ou ações litúrgicas.
- Pratiquei simonia (compra e venda de realidades espirituais).
2º – NÃO PRONUNCIAR O NOME DE DEUS EM VÃO
- Pronunciei o nome de Deus em vão (por brincadeira ou brigas).
- Fiz promessas usando o nome de Deus.
- Blasfemei, roguei pragas, lancei maldições.
- Jurei falso.
- Não cumpri as promessa que fiz a Deus.
- Usei o nome de Deus como mágico.
3º – GUARDAR DOMINGOS E FESTAS
- Faltei à missa aos domingos e dias santos por preguiça ou indiferença.
- Obriguei os outros a trabalharem sem justa causa em dias santos ou domingo.
- Comunguei em pecado mortal.
- Trabalhei nesses dias por ambição ou interesses pessoais.
- Cheguei à missa atrasado só para comungar.
- Conversei ou me distraí durante a missa.
4º – HONRAR PAI E MÃE
- Desonrei meus pais, entristecendo-os, desejei-lhes o mal.
- Desobedeci a meus pais ou superiores.
- Zombei de pessoas pobres, idosos e deficientes.
- Neguei ou desprezei a meus pais, aos velhos e aos doentes.
- Fui impaciente, bruto, estúpido, causei escândalo a meus pais (ou filhos).
5º – NÃO MATAR
- Expus minha vida ao perigo.
- Atentei contra a vida do próximo e contra a minha.
- Tentei suicídio.
- Dirigi embriagado ou abusei no volante.
- Pratiquei ou aconselhei a prática do aborto.
- Coloquei minha saúde em perigo (com alimentação, bebidas, drogas ou remédios).
- Injuriei os outros.
- Desejei a morte minha ou do próximo.
- Tive raiva ou ódio do meu semelhante.
- Conservei inimizades.
- Pus em perigo a minha vida espiritual (ou dos outros) com palavras, omissões, atitudes exageradas.
- Espanquei, feri ou matei alguém.
- Mandei ou aconselhei a morte.
6º e 9º – NÃO PECAR CONTRA A CASTIDADE e NÃO DESEJAR A MULHER DO PRÓXIMO
- Despi-me com malícia diante dos outros.
- Pratiquei a masturbação.
- Pratiquei relação sexual com animais.
- Pequei contra a castidade com pensamentos e olhares maliciosos, desejos, cobiça, toques, trajes, bailes, piadas imorais.
- Pratiquei estupro.
- Procurei ocasiões de pecado.
- Incentivei a pornografia.
- Pratiquei a pedofilia (relação sexual com crianças).
- Tive relações sexuais fora do casamento.
- Cometi adultério.
- Pratiquei homossexualismo.
- Realizei namoro avançado.
- Desejei a mulher (ou homem) do(a) próximo(a).
- Tenho relações sexuais com minha esposa ou esposo de maneira animalesca (anal, oral, com filmes pornográficos).
- Pratiquei incesto
- Busquei métodos não naturais e ilegais para gerar filhos.
8º – NÃO LEVANTAR FALSO TESTEMUNHO
- Menti, fofoquei, difamei (falei mal dos outros).
- Fiz juízos falsos e temerários.
- Semeei a discórdia.
- Provoquei inimizades.
- Violei segredos ou cartas alheias.
- Dei falso testemunho.
- Sou crítico e mexeriqueiro, gosto de ouvir falar mal dos outros.
- Pratiquei a maledicência.
7º e 10º – NÃO FURTAR e NÃO COBIÇAR AS COISAS ALHEIAS
- Furtei coisas ou dinheiro (meus pais ou de outros).
- Cobicei as coisas alheias.
- Desviei dinheiro público.
- Comprei objetos sabendo que eram furtados.
- Causei prejuízo a alguém.
- Explorei a outros no comprar ou vender.
- Fui desonesto no meu trabalho, enganei.
- Fiquei com coisas achadas se procurar o dono.
- Planejei algum furto.
- Não paguei minhas dívidas.
- Não fui fiel às leis trabalhistas.
- Não paguei impostos.
- Tomei algo emprestado e não devolvi.
- Fui invejoso, ávido, cúpido (cobiçoso).
PECADOS CAPITAIS
- Fui soberbo.
- Fui avarento.
- Fui impuro de coração.
- Deixei-me vencer pela ira (rancor, vingança, violência, etc.).
- Fui invejoso e ciumento.
- Fui guloso.
- Fui negligente e preguiçoso.
MANDAMENTOS DA IGREJA*
- Participei das missas inteiras aos domingos e dias santos de guarda.
- Confessei-me ao menos uma vez por ano.
- Comunguei ao menos pela páscoa da Ressurreição.
- Jejuei e me abstive de carne conforme manda a Santa Igreja.
- Devolvi o dízimo conforme o costume.
* Nesse caso se refere ás coisas que fiz e não os pecados cometidos. O que está escrito é o certo a se fazer, respeitas as proporções de conhecimento a Deus e consciência também.
NECESSIDADE E UTILIDADE DA CONFISSÃO FREQÜENTE
Dizia Santo Afonso Maria de Ligório:
“Não falamos aqui das confissões das pessoas incursas em pecados mortais. Entretanto não deixaremos de dar muitos avisos concernentes às ocasiões próximas e às confissões sacrílegas.Mas queremos falar principalmente das confissões das almas timoratas, que amam a perfeição e procuram purificar-se cada vez mais das manchas dos pecados veniais.
UTILIDADE DA CONFISSÃO FREQÜENTE
Refere Cesário que um santo sacerdote mandou da parte de Deus a um demônio que lhe tinha aparecido, lhe dissesse o que mais o maltratava; e o inimigo lhe respondeu que nada o contrariava nem o desgostava tanto, como a confissão freqüente. – Mas ouçamos o que Jesus Cristo disse a Sta. Brígida: “Aquele que quer conservar o fervor, deve purificar-se freqüentemente com a confissão na qual se acuse de todos os seus defeitos e negligências em servir-me.” – Cassiano ensina que a alma que aspira à perfeição, deve cuidar de ter uma grande pureza de consciência, porque assim é que se adquire o perfeito amor de Deus, que não se dá senão às almas puras; de sorte que o divino amor corresponde à pureza do coração.
- É preciso, porém entender que nos homens, segundo o estado presente, esta pureza não consiste em uma isenção absoluta de toda a falta; porque, exceto nosso divino Salvador e sua divina Mãe, não houve nem haverá no mundo nenhuma alma sem suas manchas. Todos nós nascemos em pecado e caímos em muitas faltas, diz S. Tiago.
- Consiste em duas coisas, que são velar atentamente para que não entre no coração nenhuma falta deliberada, por leve que seja, e ter cuidado de purificar-se imediatamente de qualquer falta que nele possa ter entrado.
- Estes são justamente os dois bons efeitos que produz a confissão freqüente.
Primeiramente, pela confissão freqüente, uma pessoa se purifica das manchas contraídas. – A este propósito, narra S. João Clímaco que um jovem, desejando corrigir-se da má vida, que levava no século, foi-se fazer religioso em certo mosteiro. Antes de recebê-lo, o abade quis prová-lo; e lhe disse que, se queria ser admitido, fosse confessar em público todos os seus pecados. Deveras resolvido a se entregar inteiramente a Deus, o jovem obedeceu; mas, enquanto expunha suas faltas diante da comunidade, um santo religioso que fazia parte desta, viu um homem de aspecto venerando, que a medida que o moço ia declarando seus pecados, os apagava de um papel que tinha na mão, onde estavam escritos; de sorte que, acabada a confissão, todos estavam apagados.
- O que, neste caso, aconteceu visivelmente, sucede invisivelmente toda a vez que um se confessa com as devidas disposições.
- A confissão, porém, além de purificar a alma de suas máculas, dá-lhe também força para não recair. - Segundo o doutor angélico, a virtude da penitência faz que a falta cometida seja destruída e também que não volte mais.
- A tal propósito S.Bernardo refere um fato da vida de S. Malaquias. Uma mulher tinha o hábito de se impacientar e de se irritar a tal ponto que se tornara insuportável. S. Malaquias, ouvindo dela mesma que nunca se houvera confessado de tais impaciências, excitou-a a fazer uma confissão exata dessas faltas. Depois disto, tornou-se tão paciente e tão branda, que parecia incapaz de se enfadar por qualquer trabalho ou mau trato que a importunasse.É por isso que muitos santos, para adquirirem a pureza de consciência, costumavam confessar-se todos os dias. Assim praticavam Sta. Catarina de Senna, Sta. Brígida, a Beata Collecta, e também S.Carlos Borromeo, Sto. Inácio de Loiola e muitos outros. S. Francisco de Borgia não se contentava com uma só vez, confessava-se duas vezes por dia.
- Se os homens do mundo tem horror de aparecer com uma mancha no rosto diante de seus amigos, que se há de estranhar que as almas amigas de Deus procurem purificar-se cada vez mais, para se tornarem cada vez mais agradáveis aos olhos de Nosso Senhor.- De resto, não pretendemos aqui obrigar as religiosas que freqüentam a comunhão, a confessar-se toda a vez que comungam. Entretanto é conveniente que se confessem duas vezes ou ao menos uma vez por semana, e além disso quando houverem cometido alguma culpa com advertência.
DO EXAME, DA DOR OU CONTRIÇÃO E DO BOM PROPÓSITO
- Sabe-se que, para fazer uma boa confissão, três coisas se requerem: O exame de consciência, a dor de ter pecado, e o propósito de se corrigir.
1. Quanto ao exame, aos que freqüentam os sacramentos, não é necessário que quebrem a cabeça em indagar todos os pormenores das faltas veniais. É preferível que se apliquem mais a descobrir as causas e raízes de seus apegos e de suas negligências.Digo isto para as religiosas que vão se confessar, com a cabeça cheia de coisas ouvidas na grade, e não fazem outra coisa que repetir, de cada vez, a recitação das mesmas faltas, como uma cantilena, sem arrependimento e sem propósito de emenda.Para as almas espirituais, que se confessam amiúde e tem cuidado de evitar os pecados veniais deliberados, o exame não exige muito tempo; pois não têm necessidade de indagar sobre as faltas graves, porque se a sua consciência estivesse sobrecarregada de um só pecado mortal, este se daria logo a conhecer por si mesmo. Quanto aos pecados veniais, se fosse plenamente voluntários, se manifestariam também de um modo sensível de pena que causariam; aliás não há obrigação de confessar todas as faltas leves que se tem na consciência, e por conseguinte também não há obrigação de fazer um exame exato e menos ainda de escrutar o número e circunstâncias, ou se recordar como e porque se cometeram.Basta declarar as faltas leves que pesam mais e são mais opostas a perfeição, e acusar as outras em termos gerais.
- Quando não há matéria certa depois da confissão última, diga-se algum pecado da vida passada, de que se tenha mais dor, por exemplo: Eu me acuso especialmente de todas as culpas cometidas no passado contra a caridade, a pureza ou a obediência.
- É bastante consolador o que sobre este ponto escreve S. Francisco de Sales: “Não vos inquieteis, se não vos lembrardes de todas as vossas faltinhas para confessá-las; porque assim como muitas vezes cais sem advertência, assim também muitas vezes vos levantareis sem percebê-lo; a saber, pelos atos de amor ou outros atos bons que as almas devotas soem fazer“.
2. É necessária, em segundo lugar, a dor ou contrição, e é o que se requer principalmente para obter a remissão dos pecados. As confissões mais longas não são as melhores, mas as em que há mais dor. O sinal de uma boa confissão, diz S. Gregório, não se acha no grande número de palavras do penitente, mas no arrependimento que demonstra.
- De resto, as religiosas que se confessam amiúde e tem horror até as culpas veniais, desfazem as dúvidas se tem ou não verdadeira contrição. Quereriam, cada vez que se confessam, ter lágrimas de enternecimento; e como apesar dos seus esforços e de toda a violência que fazem, não podem tê-las, estão sempre inquietas sobre suas confissões. É preciso que se persuadam que a verdadeira dor não está em senti-la mas em querê-la. Todo o mérito das virtudes está na vontade. É por isso que Gerson, falando da fé, assegura que aquele que quer crer, algumas vezes tem mais mérito do que aquele que crê.
- Mas S. Tomás ensinou a mesma coisa antes dele, falando precisamente da contrição. Diz ele que a dor essencial, necessária para a confissão, é a detestação do pecado cometido, e que esta dor não está na parte sensitiva, mas na vontade; visto que a dor sensível é um efeito do desprazer da vontade o que nem sempre está em nosso poder, porque a parte inferior nem sempre segue a parte superior.
Assim, pois, toda a vez que, na vontade, a displicência da culpa cometida é acima de todos os males, a confissão é boa.
- Abstende-vos, portanto, de fazer esforços para sentir a dor. – Falando dos atos internos, sabei que os melhores são os que se fazem com menor violência e maior suavidade, visto que o Espírito Santo ordena tudo com doçura e tranqüilidade.
Pelo que, o santo rei Ezequias, falando do arrependimento que tinha de seus pecados, diziasentir deles dor muito amarga mas em paz.
Quando quiserdes receber a absolvição, fazei assim: No aparelhar-vos para a confissão, começai por pedir a Jesus Cristo e a Virgem das Dores uma verdadeira dor de vossos pecados; em seguida fazei brevemente o exame, como acima dissemos; e depois, para a contrição, basta que façais um ato como este: “Meu Deus, eu vos amo acima de todas as coisas; espero, pelos merecimentos do sangue de Jesus Cristo, o perdão de todos os meus pecados, dos quais me arrependo de todo o coração, por ter ofendido e desgostado a vossa infinita bondade, e os aborreço mais do que todos os males; e uno este meu aborrecimento ao aborrecimento que deles teve o meu Jesus no horto de Getsêmani. Proponho não vos ofender mais, com a vossa graça“.Uma vez que tenhais querido pronunciar este ato com sinceridade, ide tranqüilamente receber a absolvição, sem temor e sem escrúpulo. - Sta. Teresa para tirar as angústias a este respeito, dava um outro bom sinal de contrição: “Vede, dizia ela, se tendes um verdadeiro propósito de não cometer mais os pecados que ides confessar. Se tendes este propósito, não duvideis de ter também a verdadeira dor“.
3. É necessário enfim o bom propósito. O propósito exigido para a confissão, para ser bom, deve ser firme, universal e eficaz.Primeiramente, deve ser firme. Há alguns que dizem: eu não quereria cometer mais este pecado; eu não quereria mais ofender a Deus. – Mas ai! este eu quereria denota que o propósito não é firme. Para que o seja, é necessário dizer com vontade resoluta: Não quero mais ofender a Deus deliberadamente.Em segundo lugar, deve ser universal, isto é, deve o penitente propor-se a evitar todos os pecados sem exceção. Isto, porém, só se entende dos pecados mortais.
Quanto aos pecados veniais, basta, para o valor do sacramento, que o arrependimento e o propósito recaiam sobre uma só espécie de pecado; mas as pessoas mais espirituais devem propor se evitar todos os pecados veniais deliberados; e quanto aos indeliberados, visto que é impossível evitá-los todos, basta que se proponham fazê-lo quanto for possível.Em terceiro lugar, deve ser eficaz, isto é, capaz de determinar o penitente a empregar os meios necessários para não cometer mais as faltas de que se acusa, e especialmente a fugir das ocasiões próximas de recair. Por ocasião próxima se entende aquela em que a pessoa caiu muitas vezes em pecados graves, ou, sem justa causa, induziu outros a caírem.Neste caso não basta propor-se somente evitar o pecado, mas é necessário também propor tirar a ocasião, aliás as suas confissões serão todas nulas, embora receba mil absolvições; pois não querer remover a ocasião próxima de pecado grave já é por si culpa grave. E assim como temos demonstrado na nossa obra de teologia moral, quem recebe a absolvição sem o propósito de tirar a ocasião próxima, comete um novo pecado mortal de sacrilégio.”
(Santo Afonso Maria de Ligório - A Verdadeira Esposa de Jesus Cristo)
Fonte: www.voltaparacasa.com.br
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A NOSSA IGREJA É MUITO RICA EM FORMAÇAO, LOUVO TODOS OS DIAS PELA NOSSA IGREJA UNA E APOSTOLICA ELA TEM VÁRIOS SANTOS QUE HOJE VELAM POR NÓS NO CEU QUE É NOSSA META. BUSCAI AS COISAS DO ALTO..PE LÉO
Gostei muito do artigo e da ideia do folheto auxiliar para confissão. Pretendo adotá-lo na minha paróquia. Vou lançar a ideia no CPP da próxima semana. Muito obrigado por este auxílio. Deus seja Louvado!
Muito boa esta matéria!
Faz alguns anos que me confessei na COT, acredito que era um congresso, com o Pe. Schuster que utiliza também um folhetinho com todos os mandamentos e principais pecados contra cada um deles. Ele formava uma fila imensa e la na frente havia uma fogueira onde ele lia todos os pecados assinalados por cada pessoa e depois queimava. Este é, sem dúvida, um grande auxílio as almas que buscam fazer boa confissão. Lembrando que se alguém marcava pescados mais graves não era dispensado da fila, ficava la um instante com ele para um breve diálogo.
Até hoje guardo este folhetinho e sempre utilizo quando me confesso!
Outra ajuda indispensável é sempre confessar-se com um piedoso e santo padre!
Deus nos guarde!